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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Não Sou Mais Virgem.Posso Ter Um Namoro Santo?

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo tem uma força libertadora. Jesus provoca uma revolução na vida daqueles que se deixam atingir por Seu amor. Quem tem um encontro pessoal com Deus muda seus conceitos, sua mentalidade, muda sua vivência, porque sente e experimenta como é ser amado e valorizado no coração do Altíssimo.
O ideal seria que todos nós conhecêssemos a grandiosidade do amor divino nos primeiros anos de nossa vida. Mas a maioria de nós só se deixará envolver pelo amor de Deus depois de adultos ou após a vida ter nos marcado negativamente em algum aspecto. Por isso, vemos muitas pessoas que, primeiramente, vivem a sexualidade do mundo e não como pede o Senhor. Mas quando se deparam com o amor de Deus, resolvem viver a castidade. Que bom que Deus os alcançou! No entanto, a virgindade, que caracteriza a não iniciação da pessoa na vida sexual, tanto no sentido do corpo quanto a sua experiência psíquica, já não existe mais.
Daí, muitos pensam: “Não sou mais virgem, mas quero um namoro santo. Só que, agora, eu conheço o sexo e as carícias. Será que vou aguentar?” Ou: “Será que mereço isso?”. Até há aqueles que se perguntam: “Nesta minha condição, será que alguém vai querer namorar comigo?”.
Sim, você pode viver castamente! É possível namorar sem sexo, mesmo que isso tenha se tornado uma espécie de dependência para você. Mais ainda: você merece namorar santamente e encontrará quem o aceite como você é e com o que já viveu.
Você só precisa ter em mente que será um desafio; afinal, foi inserido no contexto sexual e o tem registrado em sua memória, de forma muito maior do que antes da perda da virgindade.
Cuidado! Fuja das oportunidades de pecado sempre que elas estiverem à espreita. Toda vez que um pequeno gesto começar a enfraquecer a sua decisão, não o deixe acontecer.
Apesar das marcas que você pode ter em si, saiba que para Deus o que importa é a pureza de coração. “O que o homem vê não é o que importa: o homem vê o que está diante dos olhos, mas o Senhor olha o coração” (I Sm 16,7).
Se, no seu coração, você deseja atingir essa pureza, tem tudo para conseguir. Ela é possível em qualquer estágio da vida. Diz o Catecismo da Igreja Católica que a Boa Nova de Cristo restaura constantemente a vida por dentro (interior do coração), restaura as qualidades do espírito e os dotes da pessoa (cf. CIC art. nº2527). Ou seja, a luta pela castidade fará de você uma pessoa pura no corpo e na intenção.
Não importa o seu passado. Deus lhe perdoa sempre. Se você se arrependeu, mas se confessou, Ele o perdoou. “Vai e não tornes a pecar” (Jo 8, 11).
Se Deus o perdoa, quem são os homens para condená-lo? Não importa seu passado, porque você é portador de um dom, e “o dom e o chamado de Deus são irrevogáveis” (Rm 11, 29). Isso significa que o Senhor não tira as dádivas e as qualidades que Ele mesmo imprimiu nas criaturas, mesmo que essas errem.
Você é uma bênção do Senhor, neste mundo, por tudo aquilo que o Altíssimo depositou em sua essência. Você merece alguém que valorize as belezas que existem em você. Assuma-se assim!
Talvez, seja difícil adquirir a pureza e libertar-se das marcas negativas de uma sexualidade mal vivida; portanto, tenha paciência com você mesmo. Se, por acaso, você tornar a errar, não desista, procure a confissão e recomece.
Se o ato sexual ou a masturbação tornaram-se um vício, procure ajuda com um profissional ou um diretor espiritual. Tenha sempre um confessor apenas, um sacerdote em que você encontre misericórdia. Conte a ele suas fraquezas para que ele entenda melhor seu processo e identifique, na queda, as possíveis circunstâncias. Assim, ele o orientará melhor. Não desista de você, nunca pare de lutar!
A castidade parte de uma decisão por corresponder ao amor de Deus. Jesus entregou não somente Seu corpo, mas se esgotou, esvaziou-se de tudo o que Ele é, até de ser Deus, por causa de você, para que você também ame da forma correta. Então, é olhando para Jesus, principalmente nas horas mais difíceis, que encontraremos forças para não cair no pecado.
Para Deus atuar em nós basta a nossa decisão de deixá-Lo entrar em nossa vida. Você quer ser casto? Então, tome com afinco essa decisão.
Sempre é possível recomeçar!
Sandro Arquejada-Com. Canção Nova

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Escola de Formação-Palavra de Profecia, Nos Dias de Hoje?

“Acontecerá que derramarei o meu Espírito sobre todo ser vivo: vossos filhos e vossas filhas profetizarão; vossos anciãos terão sonhos, e vossos jovens terão visões” (Jl 3,1).

Palavra de profecia? O que é isso?

A palavra de profecia é um dom do Espírito Santo pelo qual, através de uma pessoa que fala,
Deus exerce o seu poder. O Senhor mesmo põe a sua palavra cheia de sabedoria, de força e de vida na boca de seus profetas. Deus manda dizer, o profeta fala e a palavra, por uma força do alto, realiza o que foi anunciado.

A palavra que sai da boca de Deus “arranca e demole, arruína e destrói”, mas faz isso sempre “para edificar, construir e plantar” algo novo e melhor. Depois da profecia, sempre brota a esperança de uma vida nova, pois assim o próprio Senhor declara: “Vou fazer reentrar em vós o sopro da vida para vos fazer reviver” (Ez 37,5).

Esse dom do Espírito não se limita a denunciar o mal, mas é palavra de Deus que indica também o remédio. Com a sua palavra, Deus cura os enfermos.


Ainda hoje, quando se fala do carisma de profecia é fácil perceber que muitas pessoas não o conhecem. E, quando o conhecem, têm muitas dúvidas a seu respeito. Não sabem do que se trata exatamente e chegam a confundir profecia com predições do futuro. Entre os primeiros cristãos, porém, isso era bem diferente. Apesar de saberem que a sua profecia era limitada e imperfeita (cf. I Cor 13,9), eles conheciam muito bem esse carisma e tinham certeza de que era inspirado por Deus. Podemos dizer que conheciam porque eles possuíam, viviam, experimentavam e aplicavam esse dom em todos os dias de suas vidas. Eram homens e mulheres simples, mas cheios de uma grande intimidade com Deus. Sua experiência carismática era tão intensa que São Paulo precisou intervir para os ensinar a aproveitar melhor as graças tão abundantes que Deus derramava sobre eles.


Suas reuniões de oração eram famosas, pois eram alegres, animadas e cheias de vida. Mas se falarmos da nossa comunidade, das nossas reuniões de oração, o que podemos dizer sobre o dom da profecia? São Paulo, diante daqueles homens e mulheres de Corinto, inflamados pelo Espírito, chegou a dizer: “...não lhes falta dom algum”. Eram tantos os que possuíam esse carisma que Paulo determinou:

“Quanto aos profetas, falem dois ou três, e os outros julguem” (I Cor 14,29).

Nas comunidades de hoje, contudo, as pessoas pouco conhecem esse dom. E, às vezes, aqueles

que o conhecem na teoria não têm coragem de colocá-lo em prática, por vergonha ou por medo.

Alguns não o fazem porque se acham indignos, e por essa razão o grupo de oração, a paróquia, a Igreja ficam privados de um carisma vigoroso, que enraíza, edifica e firma a comunidade em Deus.

(Artigo extraído do livro: "O dom de profecia"-Márcio Mendes-Com. Canção Nova)

domingo, 25 de agosto de 2013

Escola de Formação Carismática: Batismo no Espírito Santo(Testemunho)


Em 1967, um grupo de jovens estudantes da Universidade de Duquesne, nos Estados Unidos, aplicaram-se a reler e a meditar os Atos dos Apóstolos, e a rezar, pedindo a Efusão do Espírito Santo, e lá tiveram uma experiência tão forte da Graça Divina, que tal acontecimento tornou-se conhecido como o marco inicial da renovação Carismática na Igreja Católica. Desde então, estamos vivendo um dos grandes momentos da história da Igreja contemporânea. Cada um de nós, que hoje vive esta experiência tão forte com o Batismo no Espírito Santo, deve conhecer esta história para melhor compreender a grande Graça que lhe atingiu. A história que hoje vamos conhecer está baseada no Livro "Como um Novo pentecostes", cuja autora, Patty Mansfield, foi uma das pessoas que vivenciaram o retiro de fim de semana que acabou se tornando um acontecimento histórico para a Renovação Carismática Católica.



I . Antecedentes
  Uma oração do papa João XXIII, proferida no início do Concílio Vaticano II, costuma vir à mente de muitos daqueles que têm refletido a explosão da RCC, ocorrida em 1967, Vêem-na como uma providencial resposta ao pedido de um novo Pentecostes, feito pelo Supremo Pontífice nesta oração:

'Renova os teus milagres neste nossos dias, como em um novos Pentecostes. Permita que tua Igreja, unida em pensamento e firme em oração com Maria, a Mãe de Jesus, possa prosseguir na construção do Reino do nosso Divino Salvador, reino de verdade e de justiça, reino do amor e da paz. Amém'.

  Desde o dia de Pentecostes, o Espírito Santo vem atuando, continuamente na Igreja, e o Senhor vem através dos séculos suscitando grandes santos , homens e mulheres plenos do Espírito Santo, que têm manifestado dons carismáticos extraordinários. É sabido que existiram no passado comunidades de católicos fiéis que experimentaram a presença do Espírito Santo atuando no meio delas, do modo como vemos na Bíblia e que ocorria nos primórdios da nossa Igreja. Consta que por volta de 1930, antes de ser sagrado Papa João XXIII, o Bispo Ângelo Roncalli costumava visitar uma pequena aldeia situada na Tchecoslováquia, onde os católicos vinham, desde o século XI, experimentando os Carismas, tais como se narra na Epístola aos Coríntios. Em 1938 chegaram a esta aldeia tropas nazistas, que mataram quase todos os seus habitantes, que para a glória de Deus, não renunciaram à sua fé. A testemunha disto é uma senhora de nome Anne Marie Schmidt, que conseguiu sobreviver à prisão em campos de concentração nazistas e russos.

  A primeira pessoa beatificada pelo Papa João XXIII foi uma freira chamada Elena Guerra, fundadora em Lucca, na Itália, das Irmãs oblatas do Espírito Santo. Entre os anos de 1895 e 1903, a irmã escreveu doze cartas ao Papa Leão XIII pedindo a pregação permanente do Espírito Santo, "que é aquele que faz os santos", e expressou ao Santo Padre o seu desejo de ver toda a Igreja unida em permanente oração, como o estavam Maria e os Apóstolos no Cenáculo, aguardando a vinda do Espírito Santo. Como resultado, o Papa Leão XIII publicou "Provida Matris Caritate", onde pediu que a Igreja celebrasse, entre as festas da Ascensão e Pentecostes uma solene novena ao Espírito Santo; e publicou também a sua encíclica sobre o Espírito Santo, "Divinum Ilud Munus", e em 1º de Janeiro de 1901, primeiro dia do século vinte, invocou o Espírito Santo e cantou ele mesmo o hino "veni, Creator Spiritus" em nome da Igreja. Mas, apesar da fraca resposta dos católicos ao chamado do papa Leão XIII, pessoas de outras denominações se puseram em oração ao Espírito Santo e receberam manifestações impressionantes dos dons e poder do Espírito Santo, até que nos meados da década de 1960 também a Igreja Católica começou a experimentar a Graça da Renovação Carismática. O Padre Eddward Oc´onnor, CSC, líder contemporâneo dos primórdios da Renovação Carismática Católica descreve, assim, a situação:

  "Nos inícios da década de 60, uma onda de entusiasmo pelas vigílias de leitura da Bíblia e encontros de oração atravessou o país (EUA). Em Notre Dame (Universidade em South Bend, Indiana), notadamente nos anos de 1963/1964. Reuniões importantes eram realizadas, semanalmente, por um grupo de estudantes, muitos dos quais vieram a ter importante atuação no movimento pentecostal. Essas primeiras reuniões consistiam em leitura da Bíblia, preces de improviso, canto e discussão. Todavia, as orações eram menos espontâneas e a discussão era mais livre e mais humanística do que as das reuniões pentecostais anteriores. Em todas as manhãs de Domingo, era organizada uma Missa especial para os estudantes, na qual muitos participavam com um vigor espiritual que era notável para aquele tempo. A Missa era seguida de um desjejum, que era puro Ágape. Havia um bom número de estudantes que se reuniam para rezar as Vésperas diariamente. Naquele mesmo ano, foi introduzido o Cursilho, em South Bend, em grande parte por intermédio da dedicação de um estudante, chamado Steve Clark. Nos anos que se seguiram, o cursilho produziu um poderoso impacto espiritual em muitas centenas de pessoas, na cidade e no Campus. Por algum tempo, esses cursilhistas costumavam reunir-se para a Missa, uma vez por semana, à noite, na Capela Pangborn, de Notre Dame...No mesmo ano, teve início um outro grupo que se reunia no Seminário Moreau, onde muitos estudantes começaram a encontrar-se duas vezes por semana procurando desenvolver o seu crescimento espiritual, inspirados sob o signo da Nossa senhora e o seu exemplo. Por tudo isso vê-se que o fogo pentecostal que irrompeu na primavera de 1967, vinha sendo preparado por um considerável fermento de discussão, prece e atividade apostólica..."

  Os homens que formavam o movimento dos cursilhos em Notre Dame nos meados dos anos sessenta, provinham de várias formações acadêmicas. Eram todos intelectuais de alto nível, e não obstante tivessem vários deles trabalhado em ação social, preocupavam-se seriamente com uma renovação espiritual litúrgica e individual. Mas a grande surpresa em Notre Dame foi a súbita e dramática conversão de um brilhante estudante de filosofia chamado Ralph Martin, que tinha ganho reputação de argumentador ateísta. Para muitos dos Cursilhistas em Notre Dame, assim como para Ralph Martin, Pentecostes chegou, indubitavelmente. Os cursilhos daquela época em Notre Dame, eram acompanhados de acontecimentos miraculosos, cura, discernimento dos Espíritos e preces atendidas. No ano de 1965, Ralph Martin, que então estava na Universidade de Princeton, e Steve Clark, de Notre Dame, deixaram a Universidade para ficar mais disponíveis para o serviço cristão, e passaram a integrar uma equipe na Universidade Estadual de Michigan e do Secretariado Nacional dos Cursilhos. Assim foi que ambos, entre 1965 e 1970 organizaram dúzias de reuniões de cursilhos através dos Estados Unidos, e as notícias sobre o Batismo no Espírito Santo foram espalhadas.

  "Na primavera de 1966, dois professores da universidade de Duquesne tinham ingressado num estágio intenso de prece e de indagação sobre a vitalidade da sua fé. Um era professor de história; o outro, instrutor em teologia. Eles sentiam a necessidade de um maior dinamismo interior, a carência de uma força renovada para viverem como cristãos e para darem testemunho de Cristo. Ambos já estavam comprometidos com o Senhor por um bom número de anos; eram, ambos Cursilhistas...também exerciam o papel de moderadores da fraternidade do Campus de Duquesne, denominada Sociedade Chi Ro, que tinha sido fundada por um deles, alguns anos antes, com a finalidade de estimular a prática da oração e da participação na liturgia, a evangelização e a ação social.
  
  Todavia, eles ainda queriam "algo mais". Não tinham uma noção exata daquilo que queriam e que ainda estava faltando, mas fizeram um pacto de mútua oração nesse sentido. Da primavera de 1966 em diante, eles rezavam diariamente para que o Espírito santo renovasse neles todas as graças do Batismo e da Crisma, para que, com o poder e o amor de Jesus cristo, Ele preenchesse neles o vácuo deixado pelas deficiências do esforço humano. Diariamente aqueles dois homens rezavam a linda e famosa 'sequência dourada’ que é usada pela Igreja na liturgia de Pentecostes.

  Ó Espírito de Deus, envia do céu um raio de luz!/ Pai dos miseráveis, vossos dons afãveis dai aos corações./ Consolo que acalma, hóspede da alma, doce alívo, vinde!/ No labor, descanso, na aflição, remanso, no calor, aragem./ Enchei, luz bendita, chama que crepita, o íntimo de nós!/ Sem a luz que acode, nada o homem pode, nenhum bem há nele./ Ao sujo lavai, ao seco rogai, curai o doente./ Dobrai o que é duro, guiai-nos no escuro, o frio aquecei./ Dai à vossa Igreja, que espera e deseja, vossos sete dons./ Dai em Prêmio ao forte uma santa morte, alegria eterna. Amém.

  Em Agosto de 1966 estes dois professores encontraram-se com Ralph Martin e Steve Clark na Convenção Nacional dos Cursilhos e receberam destes cópias dos livros "A Cruz e o punhal" e "Eles falam em outras línguas", que tratam da experiência pentecostal. Impressionados com a clareza que agora viam do papel do Espírito Santo na vida de quem crê, procuraram um ministro da Igreja episcopal, que embora não tivesse vivido a experiência do batismo no Espírito os conduziu a uma paroquiana sua, chamada Flo Dodge. Esta paroquiana, com seu grupo carismático de oração, os levou e, mais dois professores da Duquesne, a receber o batismo no Espírito Santo.

II . O Fim de Semana de Duquesne
  
  A sociedade Chi Ro estava organizando um retiro para os estudantes da Duquesne, quando os dois professores, que eram conselheiros desta sociedade, sugeriram uma modificação no tema do retiro, de "sermão da montanha" para "Atos dos Apóstolos". segundo recorda Patty Mansfield, então estudante da Duquesne e participante do retiro, "os dois professores não fizeram nenhuma referência específica ao batismo no Espírito Santo, mas deixaram transparecer um sentimento de antecipação e de alegria, que era profundo. ", o que a levou, junto com outros estudantes, a ficar curiosos quanto ao Que aconteceria no retiro.

  No dia 17 de Fevereiro de 1967, vinte e cinco estudantes aproximadamente, acompanhados pelo capelão do Campus, que era um padre da ordem do Espírito Santo, dirigiram-se para um centro de retiros chamado "The Ark and the Dove", situado na região de North Hills, e pertencente à Diocese de Pittsburg. Os professores orientaram o grupo para que cantassem o hino "Veni Creator Spiritus" em cada sessão, implorando a vinda do Espirito Santo. As palestras teriam o seu foco nos primeiros quatro capítulos dos Atos dos Apóstolos. Na noite de sexta-feira, logo após a abertura do evento, na Capela, o instrutor conselheiro levantou uma imagem de Nossa Senhora em que ela está com as mãos erguidas em atitude de oração. Ele fez uma descrição de Maria como uma mulher de fé e de oração. Depois da meditação sobre Maria houve um serviço de contrição e penitência. Para o dia seguinte, os professores coordenadores haviam convidado Flo Dodge, para que participasse do retiro e apresentasse umas palavras aos estudantes. Sua apresentação versou sobre a realeza de Jesus Cristo e sobre o Batismo no Espírito Santo. Para mais tarde, à noite, estava programada uma festa de aniversário para alguns dos participantes, mas muitos dos jovens foram se sentindo individualmente induzidos a se dirigirem para a capela, aonde experimentaram, de forma manifesta, o Batismo no Espírito Santo. No Domingo, ouviram uma palestra sobre o capítulo segundo dos Atos dos Apóstolos, no fim do dia os estudantes se retiraram com a recomendação de lerem o livro de John Sherril, "Eles falam outras línguas". Durante algumas semanas após o fim de semana, alguns dos professores e dos alunos da Universidade compareceram às reuniões de oração da casa de Flo Dodge, e depois esta reunião deixou de existir. Certamente, já havia preenchido sua finalidade. Enquanto isto, um dos professores foi a South Bend e testemunhou para um grupo de trinta estudantes e alguns amigos a maravilha que é viver Pentecostes em nossos dias. Estes pediram que se orasse para que recebessem o Batismo no Espírito Santo. Mais tarde, começaram a realizar-se, regularmente, em Notre Dame, encontros católicos Carismáticos de oração, e se difundia cada vez mais a Graça do Batismo no Espírito. Duquesne, Notre Dame, Michigan, e um número enorme de católicos têm sido Batizados no Espírito Santo.

III. Alguns Trechos do Testemunho de Patty Mansfield

" ...Conquanto me tenha parecido útil o estudo de Teologia em Duquesne, logo percebi que a minha ânsia não era somente aprender sobre Deus, mas sim, conhecer a Deus. Conhecê-lo de uma maneira mais profunda e mais pessoal...Aquele breve encontro com o Espírito Santo ensinou-me mais do que a vida inteira de estudo. Eu me senti capturada pela beleza e pela bondade do Deus vivo. A Caridade e o amor de Jesus me tinham arrebatado..."

" Foi importante que tivéssemos a atenção dirigida a Maria nos momentos iniciais do nosso retiro. Ela estava presente na Anunciação quando a Palavra tornou-se carne, assim como na Natividade, trazendo-nos Jesus ao mundo. Ela estava presente ao pé da cruz, quando recebemos a nossa Redenção, em Pentecostes, no instante em que nasceu a Igreja. No plano de Deus, era também necessário que Maria estivesse "conosco", explicitamente naquele momento em que passávamos pela experiência de participarmos naquele fim-de-semana de um majestoso movimento do Espírito Santo. Os Padres da Igreja chamam Maria de "a esposa do Espírito Santo". Como poderia ela deixar de estar presente naquela atuação do Espírito de Deus? "

"Ficou claro que na hora do serviço da penitência o Espírito Santo tinha muito que trabalhar, mostrando-nos a nossa culpa no pecado. Eu tive a compreensão de como todos nós nos assemelhávamos em nossa carência de misericórdia divina, quando escutei os meus amigos rezando e admitindo o quanto era pecaminosa a nossa existência. Só então fui capaz de, pela primeira vez na vida, oferecer uma oração espontânea em voz alta, seguida de lágrimas, envergonhada..."

"Tive então que admitir que, embora eu conhecesse e amasse Jesus, na realidade ele não estava no centro de minha vida. Eu ainda não o tinha sentido como aquele que me segura e sustenta, mantendo-me inteira, Aquele em torno de quem giram todas as outras pessoas, com seus projetos e seus interesses. Para ser sincera, a verdade é que era ainda eu quem estava no comando (ou pensava que estava...). Meu relacionamento com Jesus era de puro interesse...o meu interesse! Essa atitude poderia ser caracterizada pelo seguinte tipo de oração: 'Senhor, abençoai os meus planos. Fazei a minha vontade, de acordo com o meu cronograma, ou seja: imediatamente. Amém".

"Eu sempre havia acreditado, por força do dom da fé, que Jesus está presente em Pessoa no Santíssimo Sacramento, mas nunca tinha presenciado a Sua Glória. No momento em que me ajoelhei, meu corpo todo tremeu diante da Sua Majestade e Santidade. Em Sua presença fiquei cheia de deslumbramento reverencial. Ele estava lá...o Reis dos reis, o Senhor dos senhores, o Altíssimo Deus do universo! Senti-me tomada pelo temor e disse para mim mesma: 'Sai fora daqui, depressa, porque alguma coisa vai acontecer a você se permanecer na presença de Deus'. Mas, no entanto, sobrepassando o tempo, havia o desejo de permanecer diante do Senhor".

"É, ao ficar alí ajoelhada diante de nosso senhor Jesus cristo no Santíssimo Sacramento, orei pela primeira vez na minha vida a oração que eu poderia chamar de rendição incondicional. Na quietude do recôndito do meu coração orei: 'Pai, eu te entrego minha vida e, o que quer que Tu queiras de mim será a minha escolha. Mesmo se isso significar sofrimento, eu aceitarei. Ensina-me, somente a seguir o teu Filho Jesus e a aprender a amar com Ele ".

"E enquanto ali permaneci, fui inundada da ponta dos dedos da mão até a ponta dos pés pela sensação profunda do amor pessoal de Deus por mim...o Seu amor cheio de piedade. Fui particularmente atingida pela tolice absurda do amor de Deus por mim, um amor tão absolutamente imerecido e que me era dado com tão generosa grandeza. Não há nada que você ou eu possamos fazer para merecer o amor de Deus. Ele é dado livremente, generosamente, da abundância da sua bondade. O nosso Deus é um Deus de amor. Ele nos criou num ato de amor e para o amor nos destinou. Nós somos a Sua gente. Nós pertencemos a ele. Não importa o que tenhamos feito, não importa o que sejamos, Seu amor é para nós! Quando eu retorno em pensamento ao que aconteceu naquela capela, o que eu senti naqueles momentos foi captado e traduzido lindamente pelas palavras de Sto Agostinho: 'Senhor, Tu nos criaste para Ti, e os nossos corações não encontram sossego enquanto não repousarem em Ti".

"Cheguei a ter dúvidas sobre se Deus tencionava que aquela experiência abrangesse toda a Igreja, tendo em vista o fato de que não houve uma entusiástica reação em seu favor... mas o Senhor falou-me através de uma profecia que eu registrei: "Meu Espírito é para todos os homens. Eu prometi, eu darei. Abram os seus olhos, abram os seus corações, abram as suas mãos e as levantem a mim..." Ficou assim, definitivamente claro para mim que Deus desejava fazer fluir o Seu Espírito sobre todos os homens e mulheres deste mundo. Como nós, em Duquesne, havíamos sido beneficiados com uma nova efusão do Espírito Santo, tínhamos o dever de proclamá-lo para todas as pessoas que quisessem ouvir. Recordo-me que um dos nossos professores conselheiros na CHI RHO nos disse: 'Os santos ainda estão lá fora’ Ele quis dizer que Deus ainda tinha gente Sua lá fora', no mundo, que tinha a intenção de transformar e utilizar através do poder do seu Espírito. Poderia ser o nosso testemunho, o instrumento que os iria conduzir até Deus. Eles viriam a ser santos e a realizar grandes feitos para o Reino, enquanto que nos permaneceríamos, discretamente, na retaguarda. Mas seria o nosso testemunho o chamado que os empurraria para a frente, para o serviço de Deus".

Fonte: Como um novo pentecostes.Patti G. Mansfield.Ed. Louva a Deus

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Não Podemos "Normalizar" o Pecado!


Eu gostaria de falar sobre a força que Deus nos dá nesta vida, na nossa caminhada. O que Deus mais deseja é que sejamos pessoas cada vez mais humanas e felizes. Nós vivemos, hoje, uma enfermidade coletiva. Estamos doentes por causa de alguns 'vírus' e vamos contagiando os outros: o 'vírus' da solidão, de desesperança, do desânimo, da depressão. Vivemos também o contágio da normalização do pecado. Deus nos fez para sermos livres, para sermos sadio, mas estamos nos contentando com a situação de enfermos.

“Não reine, pois, o pecado em vosso corpo mortal, de modo que obedeçais aos seus apetites. Nem ofereçais os vossos membros ao pecado, como instrumentos do mal. Oferecei-vos a Deus, como vivos, salvos da morte, para que os vossos membros sejam instrumentos do bem ao seu serviço. O pecado já não vos dominará, porque agora não estais mais sob a lei, e sim sob a graça” (Rom 6,12-14). 

Eu recebo muitas perguntas como "Padre, isto é pecado?" As pessoas só querem saber o que é ou não pecado, mas o que elas precisam é ter consciência da escravidão das paixões. Paixão pelo poder, pelo dinheiro etc. Falamos tanto e ficamos escandalizados com relação à prostituição, mas nos prostituímos com poucas coisas, somos escravos de coisas muito menores. 

O homem vive uma constante luta contra o pecado. Nossa vida é luta desde o momento que acordamos até quando vamos dormir. Jesus não foi tentado apenas no deserto, mas constantemente. A palavra diz que quando Ele venceu a tentação no deserto, o demônio partiu “até uma outra oportunidade”. 

O demônio é sutil, ele se disfarça na beleza, na paixão para nos seduzir. O pecado se mascara de algo bom, porque, se ele fosse mostrar a verdadeira face, você não cairia nele. Nós estamos vivendo na lei da normalidade, tolerantes com as imundícies no mundo. Ficamos resistentes à graça e aceitando as anormalidade do mundo. 

Nós estamos vendo, por exemplo, a onda de violência nos estados e ficando acomodados. Não adianta colocar a polícia para repreender, pois a violência tem gerado mais violência. Qual o problema? O problema destes atos bárbaros da sociedade está na família. Recupere a família e o seu papel na sociedade, e as coisas vão ficar bem. 

A maior força do inimigo é, justamente, nos introduzir na lei da normalidade. O que você foi assimilando na sua vida que pertence aos pagãos? Nós sabemos que o mundo paganizou as datas cristãs. A Páscoa foi paganizada com o coelho da Páscoa, o chocolate. O Natal foi paganizado com o Papai Noel. O dia de Nossa Senhora Aparecida foi paganizado com o Dia das Crianças. Nada contra as crianças, nada contra o Papai Noel, mas estamos falando do mundo paganizado que entrou em nós e hoje aceitamos todo este consumismo como normal. 

Nós não devemos temer a queda de número de católicos no país. O passo que devemos dar, no nosso país, é sairmos da condição de simpatizantes de Jesus para discípulos d'Ele. Neste Ano da Fé não há espaço para os simpatizantes. 

Pe Reginaldo Manzotti

sábado, 21 de julho de 2012

Carismas: Ferramentas de Resgate

A palavra de ordem que São Paulo deu a seu discípulo Timóteo é a ordem de Deus para nós nos dias de hoje:

“Eu te exorto a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos. Pois Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e de sabedoria. Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem de mim seu prisioneiro, mas sofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus” (2Tm 1,6-8).

É preciso que você seja assim. É assim que você vai ser instrumento de Deus. Ele precisa de você, porque Ele não quer perder nenhum dos seus filhos. 

É Deus mesmo que está reclamando os seus filhos de volta:
 “Traze meus filhos das longínquas paragens e minhas filhas dos confins da terra. Todos aqueles que trazem meu nome e que criei para minha glória. Não vos lembreis mais dos acontecimentos de outrora, não recordeis mais as coisas antigas, porque eis que vou fazer obra nova, a qual já surge: não a vedes?” (Is 43,6b-7.18-19a).


O Senhor está dizendo: “Não vos lembreis mais dos acontecimentos de outrora”, porque hoje é o primeiro dia do resto da sua vida, da vida da Renovação na sua cidade. Acredite, hoje é o primeiro dia do resto da vida da Renovação na sua cidade, na sua região. Estamos começando um tempo novo. Estamos virando a página.

“Não recordeis mais das coisas antigas.” As coisas duras, sofridas, aquilo que você padeceu por causa da Renovação. O que ficou para trás já é passado. Já viramos a página. O Senhor está mandando não lembrar de mais nada: isso tudo já é passado. Até seus erros, sua covardia já são páginas viradas.

O Senhor quer fazer obra nova. Já podemos ver os brotos florescendo. O Senhor não despreza seu passado, só diz para você não se lembrar mais porque Ele já está mostrando o novo que está surgindo: os rebentos, os brotos. “Não o vedes?”

“Não vos lembreis mais dos acontecimentos de outrora, não recordeis mais as coisas antigas; porque eis que vou fazer obra nova, a qual já surge: não a vedes? Vou abrir uma via pelo deserto e fazer correr arroios pela estepe” (Is 43,18-19).

Tenha a certeza de que o Senhor já virou a página e não vai mais voltar atrás.

Qual é o grande pedido que precisamos fazer?

Reinflama, Senhor! Reinflama o carisma que está em nós. Dá-nos aquela ousadia que deste àquela primeira comunidade.

O que aconteceu? Tudo está narrado nos capítulos 3 e 4 dos Atos dos Apóstolos.

Pedro e João vão para a prisão. São ameaçados. Proibidos de falar em nome de Jesus, de fazer milagres. Quando eles retornam, a comunidade está reunida em fervorosa oração.

Ela não ficou com medo, nem colocou medo em Pedro e João. Não procedeu com falsa prudência dizendo: “Olha, Pedro, olha, João, não sejam tão afoitos... João, você deve ser mais equilibrado, vai devagar... Daqui a pouco vão acabar conosco, como acabaram com Jesus...”

Foi assim que fizeram? Não! Eles não frearam nem Pedro nem João. Pelo contrário, levantaram um clamor diante de Deus e fizeram uma grande oração. E o que eles disseram? Leiamos com o coração:

“Agora, pois, Senhor, olhai para as suas ameaças e concedei aos vossos servos que com todo o desassombro anunciem a vossa palavra. Estendei a vossa mão para que se realizem curas, milagres e prodígios pelo nome de Jesus, vosso santo servo!” (At 4,29-30).


É essa oração que precisamos fazer hoje na Igreja. É isso que devemos pedir ao Senhor. Ousadia! Intrepidez! Não é medo, não é timidez. Não é insegurança, não é freio. Não são rédeas curtas. Não é nada disso. Ousadia é justamente o contrário de tudo isso. Precisamos pedir que se realizem curas, milagres e prodígios. A nossa parte é apenas pedir. É pedir que o Senhor faça, e o Senhor fará!

O Senhor vai nos encher com o Espírito Santo e vai transformar toda a nossa vida. O Senhor vai levar embora tudo aquilo que está nos tornando pessoas inseguras e medrosas. Vai curar as nossas doenças, nos libertar de nossas angústias, dos nossos desesperos. Ele vai trazer solução para os nossos problemas, acabar com os vícios dos nossos filhos, vai arrancar o seu marido do adultério, tirar a sua mulher da depressão. Sim, o Senhor vai mudar todas as coisas, porque nada é impossível para Deus, tudo é possível àquele que crê e tudo pode ser mudado pela oração. A nossa parte é orar. É pedir.

Nos carismas, o que fazemos é pedir. É tão simples como apertar um botão! Quando você pede a Jesus que atenda a oração e cure aquela pessoa, é algo tão simples como apertar um botão. Por que então esse medo todo de usar os carismas do Espírito? A cura vem do Senhor. O que você fez foi pedir. Pedir com fé, com expectativa de receber.

Carisma é uma coisa simples. Tanto assim, que não é o carisma que nos salva. Você sabia disso? O próprio Jesus disse que quando Ele vier muitos dirão:

“Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não pregamos nós em vosso nome, e não foi em vosso nome que expulsamos os demônios e fizemos muitos milagres?’ E, no entanto, eu lhes direi: nunca vos conheci. Retirai-vos de mim, operários maus!” (Mt 7,22-23).

O que nos redime é a Salvação que vem de Jesus, e o que nos santifica é a ação do Espírito Santo. Os carismas são ferramentas que usamos por causa do povo. São como enxadas e picaretas que usamos. Mas não são eles que nos salvam. Então não tenha receio de usá-los. Os dons são para os outros. Quem opera é Deus. Os instrumentos são os carismas que Ele nos deu. Por isso, não podemos ficar com medo deles, só podemos usá-los.

Eles são como a enxada, como a picareta, como a marreta, o machado: você precisa usá-los bem. Eles precisam estar afiados. Carisma é assim. É preciso que nós os usemos: com o uso eles ficam cada vez mais afiados. Nós aprendemos como utilizar essas maravilhosas ferramentas. Elas são essenciais no resgate dos nossos irmãos.

O Senhor está gritando: “Devolve-os! Não os retenhas! Traze os meus filhos e minhas filhas, por mais longe que eles estejam! Todos aqueles que eu conquistei para mim são meus! Devolve-os!”

Porque aquela primeira comunidade rezou assim, veja o que aconteceu:

“Mal acabavam de rezar, tremeu o lugar onde estavam reunidos. E todos ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam com intrepidez a palavra de Deus” (At 4,31).

É essa graça que precisamos pedir ao Senhor hoje:

Sim, Senhor, estende a tua mão para que se realizem curas, sinais, milagres e prodígios em nome do teu servo, Jesus. Atenta para as suas ameaças e concede a teus servos que anunciem com ousadia a tua palavra.

Batiza-nos todos no teu Espírito Santo, faze tremer a Terra e que sejamos cheios do Espírito Santo. Que, com ousadia, com intrepidez, anunciemos a tua palavra! Dá-nos a coragem de nos deixar usar pelos teus carismas, para que sinais, curas e milagres aconteçam em nome de Jesus. É isso que pedimos. É isso que, unânimes, suplicamos.

É a tua Igreja necessitada que pede. É o teu povo machucado que necessita. É em nome deles que pedimos. É por causa da tua Igreja. Faze-nos cheios do Espírito Santo. Sim, que os teus carismas se manifestem em nós e se realizem plenamente para que o teu povo veja a tua obra e, assim, glorifique o teu nome e o Nosso Pai que está nos céus. Bendito sejas, Senhor Jesus. Amém!

Monsenhor Jonas Abib

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Aceitemos Nossa Verdade!


É preciso desejar ser santo e reconhecer que não há santidade sem aceitação de si mesmo. As duas atitudes não se opõem. Precisamos reconhecer nossos limites, mas nunca ter face a eles uma atitude resignada ou medíocre, ao contrário, convém ter um desejo de mudança que não seja uma rejeição de nós mesmos.
Para todo esse processo, é necessário suplicar que o Espírito Santo nos dê a graça da aceitação da verdade e da humildade, e isso não é fácil, porque o orgulho e o medo de não ser aceito e a frágil convicção do nosso valor estão muito enraizados em nós. Só o olhar de Deus pode nos curar, porque o Senhor mesmo disse que temos valor aos seus olhos e que Ele nos ama (cf. Is 53,4).Trazemos em nós uma necessidade vital do olhar do outro, seja de um amigo, um parente ou uma autoridade espiritual, mas é certo que o olhar de Deus vale mais que todos os olhares, pois é o olhar do amor e da verdade que há no mais íntimo de nós.
O livro “A volta do Filho Pródigo”, de Henri Nouwen, evidencia a urgente necessidade de um dia em nossa vida termos a experiência de reconhecer que a nossa verdade está estampada nos olhos de Deus: “Por muito tempo eu achei que era uma espécie de virtude ter baixa auto-estima. Fui tantas vezes prevenido contra o orgulho e a presunção que acabei achando que era bom me depreciar. Mas agora compreendo que o verdadeiro pecado é negar o amor primeiro de Deus por mim e ignorar a bondade original. Porque sem reivindicar esse primeiro amor e essa bondade original, perco contato com o meu verdadeiro eu e enveredo, entre pessoas e lugares errados, numa busca destrutiva pelo que só pode ser achado na casa de meu Pai" [1].



[1] Nouwen, Henri. A volta do filho pródigo. 4ª ed. São Paulo: Paulinas, 1998, p. 117.

Márcia Fernanda Moreno dos Santos
Comunidade Shalom

terça-feira, 24 de abril de 2012

Ate Quando Ficaremos Presos ao pecado?

Deus quer rendimento, portanto, não investe à toa. Ele sabe que podemos render. E o que Ele investe em nós são Seus dons, os dons do Espírito Santo. 

O Senhor quer o rendimento de Seus bens. Ele tirou do preguiçoso, do medroso e deu na mão daquele que tinha dez. E por que tinha dez? Porque trabalhou, investiu, fez mais que todos os outros. Rendeu. E o Senhor, apesar de o homem já ter dez moedas, lhe deu a outra, porque em suas mãos aquela moeda poderia produzir outras dez. Você está entendendo? Para ter de esperar o julgamento final por que você não se gastou agora pelo Reino?! 

É tempo de se gastar, de morrer como o grão de trigo que passa pela morte para produzir muitos grãos. Morrer para se multiplicar; gastar-se para render ao máximo, salvando almas para o Reino de Deus. É o momento de investir com todas as forças nos talentos que recebemos! 

A tática do demônio consiste em nos enredar nas teias da embromação. Assim, você acaba amarrado pelos pés e pelas mãos, pela mente e pelos sentimentos. Trata-se de uma teia igual à de uma aranha, quase transparente, da qual não se consegue sair. 

Até quando você vai ficar enredado nas teias da embromação, sem se decidir definitivamente pelo Reino de Deus? Até quando o demônio continuará embromando-o nos seus pecados de sempre? Até quando? É preciso dizer um basta! 

Deus o abençoe! 

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A Profecia do Avivamento


Temos visto um abatimento, um esfriamento da fé. Muitas vezes as pessoas estão vivendo o que diz o profeta Ezequiel sobre os ossos secos, estão abatidos, sem esperança.

Porém muitas vezes o homem tem se achado Deus, um filósofo chamado Nietzsche (Seu pai era pastor luterano, porém ele rejeita a fé durante sua adolescência, e os seus estudos de filosofia afastam-no da carreira teológica), ele declara a morte de Deus, e esta mentalidade tem se espalhado pelo mundo. 

Temos visto uma implantação marxista, comunista e isso traz uma forte influencia na fé, nos costumes, na moral. Onde se relativista tudo, não existe uma verdade absoluta. 

Deus não desistiu da humanidade, Ele quer avivar a nossa fé. Deus quer soprar o Espírito Santo para que os ossos voltem a viver. 

A fé está morta e fria pelas opções morais. Hoje existe um ateísmo prático. A esperança que precisamos é um avivamento no Espírito. 

Papa Leão XIII fez uma experiência mística e compôs um exorcismo que rezávamos sempre na Canção Nova nas missas de segunda-feira. Ele ainda consagrou no início do Século XX ao Espírito Santo a Santa igreja.

Vamos fazer uma memória do Século XX. O que aconteceu neste século? I e II guerra mundial, revolução sexual a partir do festival de woodstock. Mesmo diante de todos estes acontecimentos fomos assegurados por esta consagração ao Espírito. 

Uma Beata da congregação de Santa Zita escreveu para o Papa Leão XIII diversas cartas pedindo este reavivamento. A Beata Helena Guerra pede ao Santo Padre que faça o Espírito Santo mais conhecido, amado e invocado. Vendo o mundo de sua época pervertido por Satanás e uma multidão de almas se distanciando do Coração de Deus, Helena é convencida pelo Senhor a iniciar um grande epistolário com o Papa Leão XIII. Em suas cartas, ela pedirá ao Papa que chame novamente os cristãos para um retorno ao Cenáculo.
O Papa viu que aquilo era vontade de Deus, e Ele deu os passos e escreveu a primeira Encíclica ao Espirito Santo (Divinum Illud) e na entrada do Século XX , exatamente no dia 01 de janeiro de 1900 consagra o século ao Espírito Santo.

Mas nós não estávamos preparados. Naquela noite uma irmã na igreja evangélica começa a rezar em línguas e ali começa o movimento pentecostal.

Passado alguns séculos vem o Papa João XXIII, um Papa que a princípio seria de transição. Ele convoca o Concílio Vaticano II. Veio a reforma litúrgica e no início do Concílio ele faz uma oração: “Que se renove os sinais, milagres e prodígios em toda a face da terra.”

Em fevereiro de 1967 num universidade começa o avivamento católico,nasce a RCC. Uma resposta a Consagração do Papa Leão XIII. Ali a igreja começa a experimentar a graça do Avivamento, seguida de muita perseguição, mas a resposta veio. Deus não vai deixar a humanidade se perder.

Eu creio que o avivamento está começando hoje também em nossa vida, porém, Deus quer homens e mulheres que rezem, o avivamento só acontece se um povo orar. Não podemos ficar de braços cruzados vendo a morte espiritual acontecer. Quem faz o avivamento acontecer é Deus, mas é preciso que o homem comece a rezar. 

Nós não podemos ser egoístas, devemos rezar. Nesta manhã de pentecostes diga sim a este chamado. Diga comigo: “Usa-me Senhor! Eu quero um avivamento na minha vida”

Pe. Roger Luís
Com. Canção Nova

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Deus Cura em Sua Igreja

Você que procura Curas em outros lugares, Deus Cura na Igreja Católica Apostólica Romana, pois suas promessas são irrevogáveis!
"Imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados."( Marcos 16,18)
Obs: Vídeo autorizado pelo Arcebispo de Londres que reconhece oficialmente a Missão da Comunidade Cor Et Lumen Christi em sua arquidiocese e os envia ao mundo inteiro.A comunidade é membro da Catholic Fraternity, Associação de Direito Pontifício.






Caminhar na Plenitude do Espírito

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Medo de Deus!

"Pai, chegou a hora. Glorifica teu filho, para que teu filho te glorifique, assim como deste a ele poder sobre todos, a fim de que dê vida eterna a todos os que lhe deste. Esta é a vida eterna: que conheçam a ti, o Deus único e verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que enviaste” (Jo 17, 1-3).
Imagem de Destaque

“Qual é o teu nome? – Moisés! O que pedes à Igreja de Deus? – A fé! E esta fé, o que te dará? – A vida eterna!” Assim começou a Celebração Eucarística em que um jovem estudante de vinte e um anos recebeu o Batismo, a Crisma e a Primeira Eucaristia. São os Sacramentos da Iniciação Cristã. Na mesma ocasião, seu irmão Henrique foi crismado. 



A Assembléia litúrgica era composta de adultos, jovens e uma centena de crianças, que participavam do Festival das Crianças promovido pela Comunidade Sementes do Verbo em Icoaraci, nesta nossa Arquidiocese de Belém. O sorriso e a firmeza com que ouvi estas respostas iniciais do Rito que presidi com alegria me fizeram refletir sobre o nosso contato e o nosso trato com Deus.O candidato à iniciação cristã ouviu a Palavra de Deus e antes do Batismo renunciou ao pecado, à divisão e ao demônio. Mergulhado na piscina batismal, dali saiu homem novo, foi ungido com o dom do Espírito Santo e admitido pela primeira vez à Ceia Eucarística. O sorriso continuava resplandecente, como, aliás, posso testemunhar nas muitas semelhantes celebrações a que presidi. Não havia tristeza, constrangimento, receio ou medo de Deus. Quem pede o Batismo não o faz para que alguém controle a sua vida, cerceando seus impulsos em busca de liberdade. Querer ser e viver como cristão eleva a alma humana, faz ser melhor e ser mais livre! 

Não somos, diante de pessoas que têm outras convicções, homens e mulheres complexados, como se o pensar e o viver mundano fossem melhores. Não há nada mais digno na existência do que fazer a oblação livre da própria liberdade diante de Deus. Vale recordar a palavra de Jesus: “Se permanecerdes em minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8, 31-32).

A Sagrada Escritura reflete o aprendizado de muitas gerações no contato com Deus, superando o medo diante da presença sagrada, que atrai e provoca muitas vezes estupor. Moisés, na montanha sagrada, iniciou seu caminho de intimidade com Deus. Mas começou tirando as sandálias numa terra santa, deu desculpas quando chamado à missão, enfrentou e superou as próprias inseguranças. Foi testemunha de grandes sinais e prodígios. No final, ficou o relacionamento pessoal: “O Senhor falava com Moisés face a face, como alguém que fala com seu amigo” (Ex 33,11). À morte, registra o Livro do Deuteronômio: “Nunca mais surgiu em Israel profeta semelhante a Moisés, com quem o Senhor tratasse face a face, nem quanto aos sinais e prodígios que o Senhor lhe mandou fazer no Egito, contra o Faraó, seus servidores e o país inteiro, nem quanto à mão poderosa e a tantos e tão terríveis prodígios que Moisés fez à vista de todo o Israel” (Dt 34, 10-12). Elias, cujo ministério representa todo o profetismo do Antigo Testamento, também passou pelo aprendizado do contato com Deus. Vento impetuoso, terremoto, fogo, brisa suave. É diante da brisa leve que ele cobriu o rosto com o manto, saiu e pôs-se à entrada da gruta (cf. I Rs 19,9.11-13). Deus não é encontrado na agitação interior ou exterior, mas quer ouvir e ser ouvido!

Os discípulos de Jesus (cf. Mt 14, 22-33) escutaram do Senhor palavras consoladoras: “Coragem! Sou eu! Não tenhais medo!” e Pedro, tão parecido conosco, é chamado fraco na fé para se tornar rocha! Aprendeu a viver e deu sua vida por Jesus.

Nossa história é parecida com as aventuras dos heróis da fé. Não nascemos heróis, mas podemos, com a graça de Deus, vencer as sombras interiores que nos apavoram. Não custa acender a luz! E a Palavra de Deus é luz para o nosso caminho! E muitas pessoas, ao nosso redor, estão suplicando que sejamos iluminados por Aquele que é Luz do mundo, quais luzeiros que transformam em dia claro as sendas que percorrem.

D. Alberto Taveira
Arcebispo de Belém do Pará

domingo, 24 de julho de 2011

A Via da Vontade de Deus


“Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus” Rm 8,28

Amados irmãos e irmãs, Deus nos ama e este amor supera tudo, suporta tudo, pois Ele quer a vida do homem, não sua morte. Precisamos acreditar nisso e viver intensamente esta verdade, correspondendo a este grande amor. Supliquemos a sabedoria Divina para discernir bem aquilo que agrada a Deus e assim, escolher a melhor parte que é obedecer a sua voz. Deste modo, iremos retribuir com Sua Graça, todo bem que o Senhor Deus fez em nosso favor.
Ser grato a Deus, é escolher aquilo que não passa, investindo toda a vida no que é Eterno. São muitas opções e inúmeros caminhos que surgem diante de nós, mas só uma via nos leva a felicidade plena: a via da vontade de Deus. Devemos, portanto, deixar para traz o que é transitório, desta forma, encontraremos o grande tesouro que verdadeiramente enriquece a nossa vida. Jesus é o grande tesouro! E Ele se deixa encontrar, nos concedendo a alegria do céu e plena satisfação.

Parece contraditório esta frase, mas não é: Deus se deixa encontrar, no entanto, nós devemos procurá-Lo. Esta busca de nossa parte revela o livre desejo de nosso coração pelo que é Eterno. Revela também, o estilo de vida que queremos neste mundo, o modo de viver as nossas relações com as pessoas e os bens temporários. Aquele que vive assim traz em si uma real segurança, mesmo diante dos acontecimentos trágicos da vida. Deus é nosso arrimo, e nos garante toda a força para prosseguirmos decididamente, sem nenhum receio e medo.

Somos escolhidos irmãos, fomos separados para Deus. E o que mais precisamos pedir para as nossas vidas é a sabedoria Divina. Saibamos viver! Colocando Jesus Cristo como o único Senhor de nosso Coração. Ele é o Amado de nossa Alma!

Deus abençoe a todos e que a Doce Mãe de Deus interceda a Jesus por nós.

Pe. José André CDMD

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Nas Mãos do Oleiro


A Sagrada Escritura utiliza-se de inúmeras figuras e expressões para revelar Deus e o Seu modo peculiar de agir na história. Entre estas descrições quero destacar a imagem do oleiro, fortemente acentuada pelo profeta Jeremias (cf. Jer 18,1-6ss).

Nestes versículos apresentados pelo profeta, a manifestação divina é expressa com a figura de um oleiro, que molda como a argila aqueles que Lhe pertencem. Esta descrição é rica em expressão e em significado, pois desvela a ação e o amor do Eterno, possibilitando-nos compreender o "singelo jeito" com que Ele nos acompanha e faz crescer.

Este Oleiro sabe, melhor que nós mesmos, do que realmente precisamos e o que nos fará essencialmente felizes. Sua ternura nos convida ao abandono total aos Seus cuidados, os quais sempre nos proporcionarão o melhor, mesmo quando não formos capazes de compreender Seu distinto modo de agir. Por isso, para caminhar no território da fé, a confiança se estabelece como realidade mais necessária do que a compreensão… Uma confiança "filial" de alguém que se descobre amado e cuidado e que, por isso, crê que o Oleiro está sempre agindo e realizando o que é melhor para seus dias.
De fato, este Oleiro enxerga além. Ele contempla as surpresas que ao futuro pertencem e, na Sua Divina Providência, cuida de nós: ora retirando de nosso caminho o que nos é prejudicial, ora acrescentado algo àquilo que nos falta. Isso nos desautoriza a pretensão de querer condicionar a ação de Deus à nossa limitada maneira de enxergar e compreender as coisas, antes, nos confessa que é preciso confiar naquilo que Ele faz e em Seu modo particular de fazê-lo.
A confiança nos abre à percepção de que Deus sabe retirar excessos e acrescentar às ausências no momento certo. Sabe o que realmente nos fará crescer e amadurecer (e crescer às vezes dói). E maduro é quem sabe perder sem apegos, para que assim possa ser despojado do que não lhe é essencial e acrescentado no que realmente lhe falta.

Não existe arte sem amor, quadro sem pintor, vaso sem oleiro… Obra mais bela é a que se constrói pelas mãos do artista, do Oleiro. Só Ele traz em Seu coração os belos sonhos que poderão retirar um rude barro de sua "não existência".
O barro não pode se moldar a si mesmo. Para vir a ser, ele precisa confiar-se aos sonhos e à sensibilidade do oleiro, pois as mãos dele comportam a medida certa, entre firmeza e delicadeza, para trabalhar esta substância abstrata transformando-a em uma linda obra de arte.

Da mesma forma, não existe parto sem dor, maturidade sem perdas, felicidade sem se  ater ao essencial. É necessário confiar n’Aquele que nos molda, e mesmo quando a firmeza de Suas mãos parecer pesar demais sobre nós, confiemo-nos à Sua iniciativa e criatividade, que sempre realizará em nós o que é melhor.
A felicidade faz morada em nosso coração à medida que nos assumimos como aquilo que realmente somos: “Barro, apenas barro, nas mãos do Oleiro!”
Diác. Adriano Zandoná - Com. Canção Nova