quinta-feira, 26 de junho de 2014
Não Sou Mais Virgem.Posso Ter Um Namoro Santo?
quinta-feira, 1 de março de 2012
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
O Casamento Começa Num Namoro Equilibrado
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Vale a Pena Esperar!
sábado, 4 de junho de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
A Beleza do Namoro Cristão
domingo, 27 de fevereiro de 2011
E Se eu Disser Não a Impureza?
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
O Namoro e Santa Gianna
Santa Gianna Beretta Molla, santa não tão divulgada, mas com não menor exemplo de vida que outros santos populares, é uma cristã de nossos tempos. Médica, casou-se com Pietro Molla em 29 de setembro de 1955, vindo a falecer pouco mais de 6 anos depois, heroicamente, ao não permitir que se interrompe-se a sua quarta gravidez, considerada de risco, dando a vida à sua filha às custas da sua própria.A santidade de Gianna, que culminou com seu martírio em favor da vida, não se fez apenas neste momento, mas construiu-se por toda sua vida. Dentre os muitos aspectos que poderiam ser citados quanto ao exemplo deixado pela santa, detenho-me na época de seu namoro com Pietro.
Em nossos dias, não tão distantes dos dias de Gianna, o namoro é visto por muitos como uma relacionamento casual, feito e desfeito a qualquer tempo, sem objetivos, sem compromisso. Este não pode, entretanto, ser o pensamento de um cristão, e para justificar esta conclusão que aqui afirmo é que o exemplo de Gianna e Pietro Molla se faz necessário.
Pouco antes de conhecer Pietro, Gianna enfrentava inúmeras dúvidas quanto ao seu futuro, tendo já abandonado a idéia de ser missionária, como queria inicialmente. Foi quando encontrou o engenheiro Pietro Molla, pela primeira vez, na festa da Imaculada Conceição de 1954, com quem rapidamente desenvolveu laços de amizade, que logo tornaram-se laços maiores de afeto. Uma história comum e como muitas outras, mas perpassada por sutis detalhes que demonstram a espiritualidade do casal.
Passados alguns meses, Gianna e Pietro confidenciaram-se o amor que sentiam um pelo outro. Já aí, um dia após o início do relacionamento, dizia Gianna em uma carta a Pietro: “Quero mesmo fazê-lo feliz e ser aquela que você deseja: bondosa, compreensiva e disposta aos sacrifícios que a vida há de nos oferecer [...] Ora, você é aquele a quem amo muito e a quem pretendo doar-me para formarmos uma família verdadeiramente cristã” (MOLLA, Gianna Beretta: Cartas de Amor de Uma Santa. Aparecida: Editora Santuário, 2008. Carta de 21/02/1955). Aos que possam pensar que tratava-se de um noivado, pela forma como se expressa a santa mulher quanto suas idéias de casamento, adianto que o noivado apenas deu-se alguns meses depois.
É notório o objetivo que o casal teve desde o princípio: formar uma família. Um namoro que se projeta para futuro nenhum não tem propósito de ser. Diz-se que namoro é fase de conhecer. Compreensível e aceitável. Mas, pergunto, este conhecimento tem o que em vista, senão estreitar os laços do casal para um possível enlace perpétuo pelo Sacramento do Matrimônio? Conhecer um ao outro não pode ser o fim, a finalidade do namoro, mas sim o namoro deve ser conseqüência de um objetivo maior, que é conhecerem-se para mais amarem-se, unirem-se e, um dia, poderem formar um lar cristão. O conhecimento por si só não levará a lugar algum se não tiver um motivo pelo qual se quer conhecer.
Outro importante detalhe a se notar é o espírito de doação de Santa Gianna, que, muito antes de conhecer as dores que passaria no fim de sua vida, já se mostra disposta aos “sacrifícios”, como mostra a carta citada. Certamente ela não se referia a uma morte heróica, mas aos pequenos feitos de cada e todo dia: cuidar dos filhos, de sua saúde e educação, suportar a distância do marido nas viagens que ele fazia a trabalho, cuidar das finanças da casa... Atos ordinários, que custam nosso empenho, mas que, com amor, tornam-se extraordinários e heróicos aos serem oferecidos a Deus.
Gianna queria ser melhor para fazer aquele a quem amava feliz. Não para ser melhor serva, como uma escrava, mas melhor pessoa, mulher, esposa e mãe, como dizia a beata em outra carta a seu amado: “então suplico ao Senhor: ‘Senhor, tu que vês os meus sentimentos e a minha boa vontade, corrige-me e ajuda-me a tornar-me uma esposa e uma mãe como tu desejas e acho que Pietro também o deseja’. Está bom assim, Pietro?” (Idem, Carta de 11/03/1955).
Aos que possam ver uma submissão machista nas palavras de Gianna, a bem-aventurada mulher disse a seu amado, numa outra carta, em 21 de março de 1955: “Você é muito zeloso comigo, realmente não mereço isso e prometo-lhe que farei tudo para ser da mesma forma com você” (Ibidem). Doação mútua: eis o ensinamento que nos dá o casal Molla, com suas próprias vidas, desde os primórdios de sua relação.
Um namoro inserido na busca pela santidade leva o casal a mais se aproximar de Deus e dos sacramentos, jamais a afastar-se deles. Também nisso Gianna deu-nos seu testemunho: “Nunca apreciei tanto a Missa e a comunhão como nestes dias. A capela, muito bonita e acolhedora, está vazia. O celebrante nem mesmo tem coroinha; então o Senhor é todo para mim e para você, Pietro, pois, afinal de contas, onde eu estiver, você também estará” (Ibidem, Carta de 23/03/1955). Que belo exemplo de comunhão que deve ter o casal enamorado, amando no Amor!
Numa de suas últimas cartas antes do noivado, declara Gianna a seu amado: “Desejo mesmo ser para você sempre motivo de alegria e consolo” (Ibidem, Carta de 25/03/1955), e Pietro, quanto a isso, declara: “Não foi difícil para mim corresponder a esse amor seu. Se ela queria fazer-me feliz, qual poderia ser o meu propósito senão torná-la feliz?”. Será que todos pensam, desde o início, não apenas na própria felicidade, mas na felicidade do outro com quem se está? Se isso não ocorre, somos nada mais que seres egoístas, que vêem no parceiro um objeto que lhe proporciona carinho, prazer, momentos agradáveis, mas nada além disso.
Como o exemplo, na maioria das vezes, fala mais que as palavras, que todos os casais possam ver neles, Gianna e Pietro, um modelo, e que percebam que é possível ter uma vida cristã e de santidade no namoro. E, mesmo para quem não teve a oportunidade de viver desde o princípio a doação e o amor da Santa e seu futuro esposo, que o testemunho deles possa inspirar os ideais cristãos que permearam não somente o início da vida a dois do casal, mas também seu noivado e que levou à construção de um matrimônio feliz. Para o mundo, estes ideais podem parecer antiquados, ultrapassados, radicais. Afinal, o que se preza em nossa sociedade é o superficial, o imediato e o individual, não sendo levado em conta o outro, sua dignidade e seu valor. Para o Amor, que é ilógico para o mundo, o modo de proceder de Santa Gianna e Pietro Molla é o único modo de sermos verdadeiramente felizes, com uma felicidade profunda e duradoura.
domingo, 13 de junho de 2010
O Que Muda no Noivado?
sábado, 15 de agosto de 2009
No Mês Vocaional, O Primeiro Passo Para os Vocacionados à Família: NAMORO SANTO
A Bíblia (que deve ser nosso livro de princípios, nossa regra de fé e prática) não fala nada específico sobre o namoro. Não existe nela o termo 'namorar'. Mas há alguns casos que revelam esse tipo de relacionamento antes do casamento. É o caso de Jacó e Raquel - ele a amou logo de cara e se dispôs a trabalhar para seu pai durante sete anos para tê-la como esposa (Gênesis 29). Aí temos um dos primeiros significados do namoro: é um tempo de dedicação e compromisso. Já imaginou ter que trabalhar de graça para conseguir uma namorada? É preciso muito amor mesmo! O que nem sempre acontece hoje em dia... Hoje, quase ninguém quer saber do fator 'amor' entre o casal, principalmente no namoro. Ele acabou ficando em segundo plano. Primeiro vem a atração, depois a paixão. E é aí que está o problema: atração e paixão são vontades da nossa carne, não são sentimentos. E quando satisfazemos à carne... é problema na certa. Duvida? Pois vamos aos fatos:
O 'ficar'
Ficar, ou sair por aí com alguém como se fosse namorado sem o ser, virou moda.
'Vamos beijar, beije todos os que estiverem ao seu lado', falou certa vez a cantora Ivete Sangalo em dos seus shows na praia de Florianópolis. E não era de 'ósculo santo' que ela estava falando! 'Namorar só depois de conhecer bem a pessoa', me disse uma amiga. Só que o 'conhecer bem' incluía a relação a sexual - dos beijos ao ato em si. A mídia reforça a idéia: 'o que você acha de transar antes de namorar?' era a pergunta num programa na televisão. E o pior: as respostas eram 'normal', 'depende do cara', 'legal'... Agora reflita: há compromisso e dedicação quando 'ficamos'? Não. Há amor verdadeiro? Também não, no máximo atração ou paixão. É só para satisfazer um desejo da carne. E qual o problema nisso?
Nosso Deus é um Deus que se agrada de compromissos. E se você não consegue fazer isso com quem está ao seu alcance, imagine com Ele.
As conseqüências dessa falta de compromisso. A família é um projeto do coração de Deus, e o diabo quer destruí-la. Logo, namoro sem compromisso leva a casamentos desfeitos e relacionamentos também sem compromisso. Adolescente que fica hoje, não vai querer casar amanhã, só 'morar junto' - livre de compromisso perante a lei e perante Deus. Esse é o plano de Satanás.
Ficar é só para satisfazer a um desejo momentâneo, e 'os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.' (Gálatas 5:24)
Tenho compromisso. E agora?
Talvez você não esteja 'ficando', mas decidiu namorar alguém. E esta é a palavra: decisão. Amar alguém também faz parte de uma decisão. Ben Wong, disse que para um casamento ser duradouro é preciso que o casal tenha em mente que decidiu amar àquela outra pessoa pelo resto de sua vida. Se você decidiu assim, não vai dar lugar para os famosos pensamentos do tipo 'o amor entre nós acabou'. E é claro, vai fazer de tudo para cultivar esse amor com gestos e atitudes.
No namoro, a decisão não é menos importante. Principalmente se você tiver em mente 'o que é o namoro'. Esse tempo de compromisso e dedicação é, na verdade, um privilégio. É o tempo que temos para conhecer a outra pessoa. Já se foi (ainda bem!) aquela época em que os pais escolhiam os cônjuges de seus filhos de acordo com seus interesses financeiros, sem que o casal ao menos se conhecesse. Agora, a decisão é de cada um.
Mas se você decide namorar, é porque decide 'conhecer' alguém, e com um objetivo. Conhecer alguém significa saber de seus defeitos e qualidades. Saber o que o deixa feliz e o que o entristece. Saber seus gostos e preferências. Saber qual sua personalidade e saber se é bom ou mau caráter. Saber o que está por trás da 'casca' que, aparentemente, agradou! Será que a fruta é boa mesmo? Depois disso vem o noivado. É uma segunda etapa do namoro. É a época de fazer planos, sonhar mais alto, projetar um casamento, a construção de uma nova família. E então, finalmente vem o casamento: o objetivo final do namoro. A consumação de um relacionamento de amor. Uma decisão, e das mais importantes.
Pratique o namoro santo!
Doze características de um relacionamento que tem, como prioridade, a busca de santidade e da vontade do Senhor:
Antes de namorar, sejam amigos. A amizade é fundamental para um relacionamento dar certo. Permaneçam 'só amigos' o máximo de tempo possível!
Busquem orientação de Deus antes e durante o namoro. Se vocês não têm vergonha de beijar um ao outro, então porque ter vergonha de orar juntos?
Estabeleçam alvos conjuntos. Façam do namoro o primeiro passo para um casamento. Nem sempre o namoro vai acabar num altar, mas esse deve ser o objetivo principal. Só comece a namorar com essa intenção, nunca para se divertir ou como passatempo.
Não façam do namoro ou um do outro prioridade. Enquanto vocês não são casados continuam debaixo do cuidado dos pais, autoridades colocadas por Deus sobre suas vidas. A suas famílias devem ser prioritárias. A aprovação deles em tudo o que fizerem é imprescindível. Lembrem-se do mandamento: 'Honra a teu pai e tua mãe...' e Deus lhes mostrará que é fiel!
Não se isolem. Muita gente, após um namoro desfeito, descobre que não tem mais amigos. Eles foram sumindo aos poucos, enquanto o namoro era autocentralizado.
Não se sintam 'dono do outro'. O namoro é apenas uma fase de conhecimento do parceiro (a), não significa que você tem posse sobre ele (a). Não se impeçam de, as vezes, saírem sozinhos (a) ou com a turma;
Não dêem lugar ao diabo (Efésios 4:27). Não fiquem sozinhos em casa, não namorem no escuro. Não façam aquilo que virá a despertar desejos mais íntimos ou sexuais.
Só façam um com o outro aquilo que não teriam vergonha de fazer na frente dos outros.
Aproveitem esse tempo para conversar e abrir seus corações. Mas se vocês não são adeptos da corte (ver artigo 'Namoro ou corte'), pelo menos coloquem beijos e abraços em segundo plano e sempre com moderação;
Aprendam a demonstrar carinho com respeito. Palavras doces, pequenas surpresas e programas agradáveis a sós podem revelar seu amor pelo outro sem que suas convicções se choquem.
Busquem o máximo de intimidade visando o conhecimento mútuo sem que seja necessário defraudação do corpo do outro. Intimidade também significa familiaridade. Duas pessoas íntimas se dedicam particular afeição.
Façam com que a paz de Deus seja o árbitro. Namoro turbulento e cheio de neuroses não esta com nada.
Não dêem ouvidos para que os outros falam, ou o que a sociedade vem impondo sobre namoros 'modernos'. Lembrem-se que estamos no mundo, mas não pertencemos a ele. Não se acomodem, não se conformem com o que está errado. Sejam firmes. E sejam felizes! 'E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.' (Romanos 12:2)
Fonte: Rosana Salviano
jornalista do eucreio.com
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Carta Aos Namorados

É bonito ver a história de amor das pessoas, sua busca por alguém que as complete, que partilhe os mesmos ideais, que tenha um coração disposto a bater mesmo compasso. E foi observando as histórias dos namorados que cheguei a algumas conclusões (será que isso é mesmo possível, quando se trata do especialíssimo campo da efetividade?) a respeito do namoro.
Percebi que os adolescentes, os jovens e os adultos gostam de namorar, mesmo que a palavra “ficar” tenha roubado tanto espaço no vocabulário atual. Não se pode ficar com uma pessoa com se fica com um casaco, com um fim, sem nenhum compromisso. E meus amigos falaram que, depois de ficar, só sobra um gosto sem graça de copo descartável, de dia perdido, de riso murcho.
Meus amigos querem um(a) namorado(a) de verdade! As moças gostariam que os namorados fossem mais atentos e atenciosos, que reparassem que elas cortaram o cabelo ou que estão tristes; que soubessem compartilhar os bons e maus momentos, que fossem pontuais e (acreditem!) um pouco mais românticos (o que não quer dizer meloso ou bobo). Mas querem ser respeitadas, sim, e amadas. E gostariam de pensar no futuro, porque o amor projeta sempre para frente e – acrescento com segurança – para a eternidade.
As moças, as mulheres entendem bastante de amor porque entre Deus e as mulheres há uma grande cumplicidade criadora, geradora de vida. Os rapazes gostariam que as namoradas fossem mais compreensivas, que não odiassem futebol e filmes de ação, que reparassem mais neles; que soubessem partilhar os bons e maus momentos; que fossem pontuais (porque não precisa se arrumar tanto assim, já que são lindas para eles) e mais românticas (eles gostariam de oferer flores, mas ficam sem graça e com receio). E gostariam de pensar no futuro, mas precisam de um empurrão e de uma ajuda e de uma companhia. E também querem ser respeitados e não encaixados nos modelos que se impõem por aí. “Deus criou o homem (e a mulher) à sua imagem e semelhança”: esse é o melhor modelo, aquele que realmente nos dignifica e revela quem somos.
O namoro exige cuidados e atenções especiais, um tempo para a saudade e para a escuta do próprio coração; requer ver o outro olho no olho, mas como já disseram, “amar não é apenas olhar para um para os outros, mas ambos para a mesma direção”. E a direção do amor deve ser a alegria, a partilha, o carinho, o respeito, a ternura, a paciência.
Namoro é tempo de sonhar os grandes sonhos, de reconhecer e de aprender o que é amor e de se preparar para amar toda a vida. São Paulo dizia sabiamente: “Ainda que eu fale a língua dos anjos e dos homens, se não tiver o amor, nada sou” (1 Cor 13). Jesus, o que é o maior apaixonado por toda a humanidade, “tendo amado os seus, amou-os até o fim” (Jô 13,1).
Então, neste dia dos namorados, que Deus os abençoe e ensine a amar como só Ele sabe.
Frei Yves Terral
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Noivado, Conhecer Melhor Para Amar Melhor

“A Palavra de Deus convida repetidas vezes os noivos a alimentar e robustecer o seu noivado com um amor casto... Os jovens devem ser conveniente e oportunamente instruídos, sobretudo no seio da própria família, acerca da dignidade, missão e exercício do amor conjugal. Deste modo, educados na castidade, poderão, chegada à idade conveniente, entrar no casamento depois dum noivado puro.” (Constituição Pastoral Gaudium et Spes, número 49).
A pureza recebida pelo Batismo e elevada ao amor recíproco no período do noivado, deve ser a identidade do casal. “A fim de que o valor da sexualidade alcance a sua plena realização, « é de todo indispensável a educação para a castidade (...) que torna a pessoa capaz de respeitar e promover o significado esponsal do corpo».
Esta educação consiste no domínio de si, na capacidade de orientar o instinto sexual ao serviço do amor e de integrá-lo no desenvolvimento da pessoa. Fruto da graça de Deus e da nossa colaboração, a castidade leva a integrar harmonicamente os diferentes componentes da pessoa, e a superar a fraqueza da natureza humana, marcada pelo pecado para que cada um possa seguir a vocação à que Deus o chama.” (Sagrada Congregação para a Educação Católica - Orientações Educativas sobre o amor humano - Linhas gerais para uma educação sexual, numero 18)
Este tempo de descoberta é um período de especiais dons sobrenaturais, onde Deus concede muitas graças e ajuda o casal a adquirir uma maturidade que os encaminha ao matrimônio. Infelizmente, para alguns, este período destinado ao amadurecimento humano e cristão, e ao respeito mútuo, pode ser interferido por um uso irresponsável e abusivo da sexualidade, não lhes permitindo chegar assim ao amadurecimento do amor esponsal. Por outra parte, a vivência de um santo e casto noivado ajuda aos futuros esposos a abrirem-se ao amor recíproco e a viver este período como um tempo de graça, em preparação para o tão sonhado matrimônio. Um noivado bem vivido é sinônimo de um matrimônio coerente e feliz. Pois, uma vez casados, a nova família cristã desempenha uma papel particular e decisivo: o de transmitir aos filhos os valores fundamentais que caracteriza o matrimônio, tais como a fidelidade, a indissolubilidade e a abertura ao dom da vida, coisas que só a experiência de um amor casto pode dar.
O Papa João Paulo II, querendo distinguir a maturidade dos futuros esposos de uma mera afeição ou sentimento, dizia: “A Igreja deseja propor o caminho de uma evolução gradual nas relações afetivas, que começa no tempo do noivado e que propõe o ideal da castidade; ela recorda que o matrimônio entre um homem e uma mulher, se constrói antes de mais nada sobre um vínculo forte entre as pessoas e sobre um comprometimento definitivo, e não sobre o aspecto meramente afetivos, que não pode constituir a única base da vida conjugal.” (cfr.Discurso do Papa João Paulo II -13 de Fevereiro de 2004).
Willians Rodrigues
Comunidade Canção Nova

