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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A Profecia do Avivamento


Temos visto um abatimento, um esfriamento da fé. Muitas vezes as pessoas estão vivendo o que diz o profeta Ezequiel sobre os ossos secos, estão abatidos, sem esperança.

Porém muitas vezes o homem tem se achado Deus, um filósofo chamado Nietzsche (Seu pai era pastor luterano, porém ele rejeita a fé durante sua adolescência, e os seus estudos de filosofia afastam-no da carreira teológica), ele declara a morte de Deus, e esta mentalidade tem se espalhado pelo mundo. 

Temos visto uma implantação marxista, comunista e isso traz uma forte influencia na fé, nos costumes, na moral. Onde se relativista tudo, não existe uma verdade absoluta. 

Deus não desistiu da humanidade, Ele quer avivar a nossa fé. Deus quer soprar o Espírito Santo para que os ossos voltem a viver. 

A fé está morta e fria pelas opções morais. Hoje existe um ateísmo prático. A esperança que precisamos é um avivamento no Espírito. 

Papa Leão XIII fez uma experiência mística e compôs um exorcismo que rezávamos sempre na Canção Nova nas missas de segunda-feira. Ele ainda consagrou no início do Século XX ao Espírito Santo a Santa igreja.

Vamos fazer uma memória do Século XX. O que aconteceu neste século? I e II guerra mundial, revolução sexual a partir do festival de woodstock. Mesmo diante de todos estes acontecimentos fomos assegurados por esta consagração ao Espírito. 

Uma Beata da congregação de Santa Zita escreveu para o Papa Leão XIII diversas cartas pedindo este reavivamento. A Beata Helena Guerra pede ao Santo Padre que faça o Espírito Santo mais conhecido, amado e invocado. Vendo o mundo de sua época pervertido por Satanás e uma multidão de almas se distanciando do Coração de Deus, Helena é convencida pelo Senhor a iniciar um grande epistolário com o Papa Leão XIII. Em suas cartas, ela pedirá ao Papa que chame novamente os cristãos para um retorno ao Cenáculo.
O Papa viu que aquilo era vontade de Deus, e Ele deu os passos e escreveu a primeira Encíclica ao Espirito Santo (Divinum Illud) e na entrada do Século XX , exatamente no dia 01 de janeiro de 1900 consagra o século ao Espírito Santo.

Mas nós não estávamos preparados. Naquela noite uma irmã na igreja evangélica começa a rezar em línguas e ali começa o movimento pentecostal.

Passado alguns séculos vem o Papa João XXIII, um Papa que a princípio seria de transição. Ele convoca o Concílio Vaticano II. Veio a reforma litúrgica e no início do Concílio ele faz uma oração: “Que se renove os sinais, milagres e prodígios em toda a face da terra.”

Em fevereiro de 1967 num universidade começa o avivamento católico,nasce a RCC. Uma resposta a Consagração do Papa Leão XIII. Ali a igreja começa a experimentar a graça do Avivamento, seguida de muita perseguição, mas a resposta veio. Deus não vai deixar a humanidade se perder.

Eu creio que o avivamento está começando hoje também em nossa vida, porém, Deus quer homens e mulheres que rezem, o avivamento só acontece se um povo orar. Não podemos ficar de braços cruzados vendo a morte espiritual acontecer. Quem faz o avivamento acontecer é Deus, mas é preciso que o homem comece a rezar. 

Nós não podemos ser egoístas, devemos rezar. Nesta manhã de pentecostes diga sim a este chamado. Diga comigo: “Usa-me Senhor! Eu quero um avivamento na minha vida”

Pe. Roger Luís
Com. Canção Nova

domingo, 12 de junho de 2011

Poder Pentecostal do Espírito

 “No entanto, eu vos digo a verdade: é bom para vós que eu vá. Se eu não for, o Defensor não virá a vós. Mas, se eu for, eu o enviarei a vós. Quando ele vier, acusará o mundo em relação ao pecado, à justiça e ao julgamento.” (Jo 16,7-8)


Jesus revela aos discípulos que Ele deveria voltar para o Pai, para que o poder que nós clamamos, o poder do Espírito Santo pudéssemos receber. Hoje estamos clamando ao céu, para que esse poder seja derramado sobre a nossa vida.

Deus precisa de você, do seu sim. Você quer o poder? Poder, não como o mundo, que faz de tudo para ter o poder, esse 'poder' não é para ficar guardado dentro de uma caixinha. Esse poder é para você partilhar, pois a vinda do Senhor está próxima. Tem alguma pessoa na sua casa que precisa de conversão? Eles são os primeiros a quem você será enviado.

Tem muita gente que pede para o padre rezar pela conversão do filho, mas ainda não impôs as mãos sobre ele, pedindo o batismo, mesmo que ele esteja bêbado, imponha suas mãos sobre ele. Durante muito tempo, não teve um dia que eu não visse meu pai alcoolizado. Eu fui para o Seminário, e rezei para que o Senhor ocupasse meu lugar na minha casa e num período de férias, meu pai estava vivendo um momento de abstinência, porque ele estava passando muito mal com a bebida. Eu coloquei uma pregação do monsenhor. E acreditando na palavra dos atos do apóstolo, eu clamei pelo poder do Espírito, para que o meu pai fosse batizado.

Deus conta com você, Deus te escolheu para experimentar esse poder. Jesus nos convence de nossos pecados, pois o projeto de Deus para nossa vida é a salvação. É o Espírito Santo que trabalha nas nossas fraquezas e quer mudar em você aquilo que te afasta de Deus.É o paráclito que nos dá a possibilidade de dizer não a tentação e viver uma vida de retidão com Deus.

Eu sei que viver a fidelidade no mundo não é fácil, mas Jesus disse que iria enviar o seu Espírito para nos convencer de nossos pecados, Ele nos retira dos nossos comodismos, para que vivamos cada dia mais em Deus, nos levando a tomar decisões radicais, de deixar nossos pecados.
Não adianta ser liderança na igreja sem santidade, não gera conversão, aquilo que Deus gostaria que gerasse na vida das pessoas. É o Espírito Santo que nos convence de nossos pecados. Nós somos chamados a levar Jesus aos outros. Mas como levá-Lo se ainda vivemos uma vida medíocre? Como vamos levar Jesus aos alcoólatras se nas festinhas de nossas igrejas vende bebida alcoólica? Como chegar aos jovens que vivem uma sexualidade desregrada, se eu não vivo a castidade?

Tem pessoas que quando se converte a uma outra igreja, vai dar o testemunho e diz que quando era católico bebia, vivia uma sexualidade desregrada. O Papa nunca disse que poderia beber, é um católico morno, e agora quer desmoralizar a igreja. Seja um católico cheio do Espírito Santo.

Deus quer realizar na sua vida. Ele quer que você seja sal e luz nesta terra. Você é um escolhido para fazer a diferença, mas você corre um grande risco. O risco daquele jovem que chegou diante de Jesus e perguntou o que precisava fazer para entrar no reino dos céus e Jesus disse, viver os mandamentos. E ele disse que isso ele já fazia. E Jesus disse para ele vender tudo e segui-lo. Hoje Jesus te diz para você deixar tudo o que te pesa, que impede que você viva uma vida de retidão.

O Espírito Santo quer mudar a sua mentalidade, sua história. Ele quer gerar em você a contrição, o arrependimento, a busca pela confissão. Ele quer fazer em você aquilo que Jesus sempre desejou que você fosse: um santo.

O único dom para santificação pessoal é o de línguas, os outros são todos de serviço, por isso o inimigo não quer que a gente ore. Oremos muito em línguas.

Padre Roger Luís 
Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Nove Dias de Clamor Pelo Espírito

Esta é a realidade de vida que desejamos para nós, nossas famílias, nossas comunidades, nossa Igreja. Queremos ser um povo cheio do Espírito Santo e aprendemos o caminho para vivermos assim na Palavra de Deus.

Nestes nove dias que antecedem a Celebração de Pentecostes, vamos clamar, assim como os primeiros cristãos, que venha sobre nós e sobre a Igreja o Espírito prometido por Jesus.

Na Palavra, encontramos um episódio que nos impulsiona ao questionamento pessoal e também a um empenho verdadeiro em clamarmos o Espírito Santo de Deus. Em Atos 19, lemos que Paulo chegou a Éfeso e encontrou ali alguns discípulos de Jesus e o primeiro questionamento feito a eles não foi sobre a estrutura da Igreja, sua ação na sociedade, a boa conduta, ou conhecimento das Escrituras. A primeira pergunta feita aos discípulos foi: “Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes?”.

De nada nos adianta sermos cristãos conhecedores da Palavra, cheio de boas obras, participarmos de assembléias lotadas e bem afetuosas se o Espírito Santo não der sentido a todas essas coisas (Jo 16,13). Entendemos a Palavra, conseguimos colocá-la em nossas vidas, participamos na Igreja, amamos as pessoas verdadeiramente quando somos templos do Espírito (Ef 2,22).

Nossa novena passará também pela Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Há melhor forma de sermos Um senão pelo Espírito de Deus? Aquele que distribui os dons de Deus segundo Sua vontade é nosso elo de unidade, assim como está escrito: “Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo” (I Cor 12,4) e também “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer” (ICor 12,11).

Então, essa será nossa Direção Espiritual para estes dias antes de Pentecostes. Saibam que toda Igreja de Cristo, em suas expressões, estará neste clamor e esta é uma forma de estarmos unidos como povo em oração. Crendo na promessa de que o Senhor nos ouve quando clamamos juntos.

Colocaremos como leitura comum, para estes dias, o capítulo 8 do livro de Romanos e, assim, nos colocaremos em unidade de oração. Conforme for acontecendo a novena, convido aos irmãos que testemunhemos, partilhemos, animemo-nos uns aos outros, para que o Senhor envie sobre nós, Sua Igreja, o Espírito Santo.

1- Romanos 8, 1-4: a lei do Espírito de vida. Clamemos que nossos corações sejam convencidos da necessidade de vivermos pela Lei do Espírito. Que a Igreja seja fortificada e encorajada a defender essa Lei.

2- Romanos 8, 5-8: inclinar-se ao Espírito para agradar a Deus. Clamemos que nossos corações se inclinem ao Espírito e aprendemos a agradar a Deus. Que a Igreja permaneça fiel no chamado a apostolar o povo de Deus e guiá-lo.

3- Romanos 8, 9-13: o Espírito vivifica aqueles que permitem que Ele faça morada. Clamemos pela renovação e avivamento em nossas vidas. Que a Igreja se abra cada vez mais ao Espírito Santo que confirma e renova

4- Romanos 8, 14-17: o Espírito testifica que somos filhos de Deus. Clamemos por uma renovação em nossas mentes, que assumamos a paternidade de Deus e vivamos como Seus Filhos. Que a Igreja se recorde de que somos filhos do mesmo Pai e, mesmo em nossas diferenças, somos uma só família conquistada por Jesus, confirmada pelo Espírito

5- Romanos 8,18-23: A criação geme em dores de parto e aguarda a manifestação dos filhos de Deus. Clamemos ao Espírito que gere em nós e na Igreja a consciência responsável pela criação de Deus e atitudes de cuidado com o Dom da Vida.

6- Romanos 8, 24-28: Esperança em Deus, confiança no Espírito. Clamemos que nossos corações sejam tomados pela certeza de que nossas orações não são vãs e que, mesmo sem ver, o Senhor está cooperando para nosso bem e para o bem da Igreja.

7- Romanos 8, 29-30: Em Jesus somos irmãos. Clamemos ao Senhor que sejamos convencidos pelo Espírito da necessidade de agirmos como irmãos, o que Nele realmente somos. Que a Igreja entenda que a unidade dos cristãos é desejo do próprio Cristo.

8- Romanos 8, 31-34 – Quem será contra nós? Clamemos ao Espírito que traga ao nosso coração a certeza de que a obra é Dele em nós e na Igreja e que não devemos deixar as situações e desilusões nos assustar ou desanimar.

9- Romanos 35-39 – Nada pode nos separar do Amor de Deus. Clamemos ao Espírito, amor de Jesus derramado sobre nós, que convença nossos corações e a Igreja desse Amor e que em Jesus recebemos a vitória que buscamos.

No Amor do Amado

Carol Maçanero Carolo
Comunidade Católica Adorai

domingo, 23 de maio de 2010

Pentecostes é Hoje!


Podemos abordar o evento ocorrido naquele Pentecostes em que Deus cumpriu a promessa de dar inusitadamente o Espírito Santo sob dois diferentes pontos de vista:

- a partir de uma perspectiva histórica – em que Pentecostes deve ser considerado como um evento único, pontual, irrepetível;

- e a partir de uma perspectiva que toma em conta também os efeitos de Pentecostes – pelo qual devemos então considerar aquele evento como o início de uma nova era na economia da salvação, em que o Espírito Santo passa a estar presente não apenas no meio de nós – como, aliás, sempre esteve! –, mas (essa sim é a novidade primordial), também, em nós!...

O que aconteceu em Pentecostes não foi o derramamento definitivo, conclusivo, total da graça messiânica do Espírito, mas o início desse derramamento. Aquele Espírito que – ainda que sempre estivera presente entre nós – “não havia sido dado porque Jesus ainda não havia sido glorificado” (cf. Jo 7, 37-39), agora, mediante o mistério pascal protagonizado por Jesus, é dado de uma maneira nova aos Apóstolos e à Igreja e, por intermédio deles, à humanidade e ao mundo todo. Ele, que já fora primeiramente enviado como dom para o Filho que se fez homem, em Pentecostes vem em sua nova missão para consumar a obra do Filho. “Deste modo, será ele quem levará à realização plena a nova era da história da salvação”. (cf. DeV,22)...

Podemos dizer, pois, apropriadamente, que “os tempos que estamos vivendo são tempos da efusão do Espírito Santo” (cf. Cat. Ig. Cat., 2819).

Inseparáveis que são em sua natureza divina única, as pessoas divinas também são inseparáveis naquilo que fazem; isto é, sempre que age, Deus o faz trinitariamente.

“Contudo, cada pessoa divina opera a obra comum segundo a sua propriedade pessoal... e cada uma delas manifesta o que lhe é próprio na Trindade...” (cf. Cat. Ig. Cat., n. 258 e 266).

E o que seria próprio do operar do Espírito nestes momentos da história que constituem o seu tempo? Por quais sinais devemos, nós – Igreja congregada sob o impulso da Trindade – ansiar, em decorrência de sua presente missão entre nós (e em nós!)?

Nesta sua nova missão de nos revelar e comunicar a obra do Filho, o Espírito quer nos convencer de que Deus é Aba! Pai (Rm 8,15), e que somos, em Cristo, irmãos (Rm 8,16) e herdeiros da graça (Rm 8, 17); que Jesus Cristo é Senhor (I Cor 12,3), e que nele encontramos a vida plena e verdadeira (Rm 8, 1-2). E que por isso precisamos dar testemunho desse Cristo, tarefa que não conseguimos realizar sem Seu poder (At 1,5-8), sem Seu auxílio interior (DV, 5)...

“O Espírito Santo, na sua misteriosa ligação de divina comunhão com o Redentor do homem, é quem dá continuidade à sua obra: ele recebe do que é do Cristo e transmite-o a todos, entrando incessantemente na história do mundo através do coração do homem” (DeV, 67).

Com uma fé expectante, pois, que se alinhe aos crescentes anseios da Igreja no último século por “um novo e perene Pentecostes” (conforme, por exemplo, o desejo de João XXIII, de Paulo VI, João Paulo II, e de Bento XVI...), precisamos entender que aquele Pentecostes histórico foi apenas o início de um derramamento diferenciado do dom do Espírito em nós e entre nós. Agora – diferentemente do que acontecia antes da glorificação de Jesus – o dom do Espírito é ofertado a todos (At 2,37-39), vem para estar sempre presente em quem o acolhe (Jo 14,16), revelado como Pessoa (Jo 14,26), conosco e em nós ( Jo 14, 16-17), e não apenas de um modo natural, imanente, mas – pela graça do sacramento do Batismo – de maneira sobrenatural (I Cor 3,16;6,20).

Pentecostes revela-se, assim, como o alvorecer de um novo tempo que nos oferece – como nunca! – a possibilidade de um novo relacionamento, de um relacionamento mais íntimo e experiencial com a Pessoa do Espírito Santo, pois que nunca estivera Ele tão presente em nós – como dom –, como está hoje. (No dizer de Cirilo de Alexandria, “havia nos profetas uma iluminação riquíssima do Espírito Santo. Mas nos fiéis não há somente esta iluminação; é o próprio Espírito que habita e permanece em nós. Somos chamados o templo de Deus, coisa que jamais foi dita dos profetas”.

Quando nossos bispos, reunidos em Aparecida para a V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, nos convidam a “esperar um novo Pentecostes... uma vinda do Espírito...” (cf. Doc. de Aparecida, 362), e reconhecem que “necessitamos de um novo Pentecostes!” (cf. Doc. de Aparecida, 548), precisamos também nós todos abrirmo-nos de coração e mente a esse novo – e necessário! – derramamento, a esse nova – e possível! – efusão do Espírito (cf. Cat. Ig. Católica, 667), para que experimentemos de fato uma conversão pastoral (cf. Doc. Aparecida, 365-372) que nos predisponha a um renovado e autêntico impulso missionário, e assim “recobremos o ‘fervor espiritual’ (...), e recuperemos o valor e a audácia apostólicos” (cf. Doc. Aparecida, 552)...

Paulo VI, já em 1972, exortava-nos sobre a necessidade que tem a Igreja de um Pentecostes permanente. Na Carta Encíclica Redemptoris Missio (nº 92), João Paulo II nos ensinava: “Como os apóstolos depois da ascensão de Cristo, a Igreja deve reunir-se no Cenáculo “com Maria, a Mãe de Jesus” (At 1, 14), para implorar o Espírito e obter força e coragem para cumprir o mandato missionário. Também nós, bem mais do que os Apóstolos, temos necessidade de ser transformados e guiados pelo Espírito”. E, em uma audiência proferida a 16 de outubro de 1974, preconizava ele: “Quisera Deus, que o Senhor aumentasse ainda uma chuva de carismas para fazer a Igreja fecunda, bonita e maravilhosa, capaz de impor-se inclusive à atenção e ao pasmo do mundo profano, do mundo laicizante” (...) “Se a Igreja souber entrar em uma fase de tal predisposição para uma nova e perene vinda do Espírito Santo, Ele, a “luz dos corações”, não demorará em entregar-se, para gozo, luz, fortaleza, virtude apostólica e caridade unitiva, de tudo enfim, de que hoje necessita a Igreja”. E, na Carta Apostólica Tertio Millenio Adveniente (nº 59), insistia ele: “...Exorto os venerados Irmãos no Episcopado e as comunidades eclesiais a eles confiadas a abrirem o coração às sugestões do Espírito”...

Possa o Espírito Santo, por nossa sede e anuência, predispor nossos corações a um novo, fecundo e abundante derramamento de suas graças, e assim, dóceis às Suas inspirações, sejamos animados a, “com Seu poderoso sopro, levar nossos navios mar adentro, sem medo das tormentas, seguros de que a Providência de Deus nos proporcionará grandes surpresas” (cf. Doc. Aparecida, 551). Amém!


Reinaldo B. dos Reis

Representante do Brasil no ICCRS

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Unidade dos Cristãos


O que é ecumenismo? Ecumenismo é o processo de busca da unidade. O termo provém da palavra grega “oikos” (casa), designando “toda a terra habitada”. Num sentido mais restrito, emprega-se o termo para os esforços em favor da unidade entre Igrejas cristãs; num sentido lato pode designar a busca da unidade entre as religiões ou, mesmo, da humanidade. Neste último sentido, emprega-se também o termo “macroecumenismo”.

Independentemente da definição, o objetivo da Igreja Católica Romana é buscar uma aproximação, o que, muitas vezes, dá a impressão de que o objetivo do movimento é acabar com as outras Igrejas para formar apenas uma; e, principalmente, de que na nova Igreja todos se submetem a uma só autoridade eclesiástica. Mas, na verdade, não é exatamente esta a proposta. Por isso, é importante entender a questão mais profundamente. Assim, ecumenismo é um assunto fascinante e desafiador. Discutir a questão ecumênica requer, antes de tudo, despir-se de preconceitos ou qualquer outro tipo de resistência. Mas, acima de tudo, sinceridade e clareza nas convicções e posições.

A iniciativa [ecumenismo] foi celebrada em âmbito mundial no final de janeiro e agora acontece em âmbito local, com organização do Conic (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs). Segundo informa a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), o ponto alto do evento aconteceu no dia 7 de maio, na catedral metropolitana de Brasília, com uma celebração especial em ação de graças pelo Centenário da Semana de Oração.

O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso e Arcebispo de Montes Claros (Minas Gerais), Dom José Alberto Moura, recordou a trajetória da ação. «Há 30 anos o evento é realizado de forma mais organizada e intensa, inclusive em diversas paróquias do Brasil e do mundo envolvendo as igrejas evangélicas pertencentes ao Conic», destacou.

Para Dom Moura «o evento significa um esforço de compreensão e respeito entre as igrejas cristãs, uma tentativa de buscar a unidade dos cristãos como Jesus Cristo queria ‘um só rebanho e um só pastor’, no esforço de confiança em Deus». O arcebispo considera que, apesar das barreiras que separam as várias denominações cristãs, existem pontos comuns que ajudam na aproximação destas. Para ele, «são esses pontos que possibilitam o estreitamento entre as denominações», dando como exemplo encontros e iniciativas de oração. Para motivar a referida semana [Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos], o Conic preparou um subsídio que faz um resgate histórico do centenário dessa iniciativa e auxilia nas questões práticas de como fazer o evento acontecer nas comunidades religiosas, escolas, universidades, famílias.

O Conic abrange seis igrejas cristãs: Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Cristã Reformada, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia e Igreja Presbiteriana Unida. Seus objetivos são, entre outros: estudar e refletir sobre questões teológicas e outras que se constituam relevantes para a unidade e a missão da Igreja, nomeadamente os resultados dos diálogos interconfessionais; propiciar reflexão e tomada de posição comum perante a realidade brasileira, confrontando-a com o Evangelho e as exigências do Reino de Deus. A entidade também se empenha na promoção da dignidade, dos direitos e deveres da pessoa humana, criada à imagem de Deus, em busca e a serviço do amor, da justiça e da paz; desenvolve linhas comuns de ação e favorece o relacionamento com entidades congêneres, nacionais e internacionais.

Pentecostes é uma festa que tem tudo a ver com ecumenismo: as pessoas nesse dia não passaram a falar todas a mesma língua, mas entenderam a pregação de Pedro cada uma do seu jeito e se sentiram unidas por um Evangelho comum. Bom mesmo será se o espírito da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos perdurar e dela nascerem outras iniciativas: grupos conjuntos de reflexão bíblica, festivais de música entre as Igrejas, ações de promoção social realizadas ecumenicamente... E o que mais o Espírito Santo inspirar.

UM POUCO DE HISTÓRIA

A celebração mundial da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos começou na Igreja Episcopal [anglicana], no ano de 1908, em Graymoor, no vale do Rio Hudson, no Estado de Nova York, Estados Unidos. Dez anos antes, Paul James Wattson, clérigo da Igreja Episcopal, fundou junto com Lurana Mary White, também da Igreja Episcopal, as congregações franciscanas que formam a Sociedade de Atonnement, ou seja, da Reconciliação, na Vila Graymoor, perto da cidade de Garrison. Na sua Igreja, frei Wattson encontrou apoio do Reverendo Spencer Jones, reitor da Igreja na Inglaterra, e conhecido como um autor catequético. Em 1907 o Reverendo Jones sugeriu ao Frei Wattson que deveria se observar um dia de oração pela unidade dos cristãos todos os anos, no mundo inteiro, na festa de São Pedro.

Frei Wattson gostou muito da sugestão, mas recomendou que seria melhor uma "Semana de Unidade Cristã", começando na festa da Cátedra de São Pedro, no dia 18 de janeiro, e terminando na festa de São Paulo, no dia 25 de janeiro.

A Semana da Unidade na Igreja foi celebrada pela primeira vez em 1908, e depois foi chamada "A Oitava de Unidade da Igreja" pelo frei Wattson, já que havia oito dias entre as duas festas.

Atualmente a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é celebrada por milhões de cristãos no mundo. O decreto sobre o ecumenismo do Concílio, promulgado em 1964, chamou a oração de alma do movimento ecumênico e animou a celebração. Em 1996, a Comissão Fé e Constituição, do Conselho Mundial de Igrejas e o Pontifício Conselho pela Unidade dos Cristãos começaram a colaborar na elaboração de um texto comum internacional para uso em todo o mundo.

Desde 1968 estes textos internacionais, baseados em temas propostos por grupos ecumênicos existentes no mundo, são adaptados à realidade dos diferentes países. Aqui no Brasil essa adaptação é feita pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil.

Oração pela unidade: “Mas, agora, vou para junto de ti. Dirijo-te esta oração enquanto estou no mundo para que eles tenham a plenitude da minha alegria. Dei-lhes a tua palavra, mas o mundo os odeia, porque eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas sim que os preserves do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo. Santifica-os pela verdade. A tua palavra é a verdade. Como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. Santifico-me por eles para que também eles sejam santificados pela verdade. Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim. Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glória que me deste, para que sejam um como nós somos um: eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade e o mundo reconheça que me enviaste e os amaste como amaste a mim. Pai quero que, onde eu estou, estejam comigo aqueles que me deste, para que vejam a minha glória que me concedeste, porque me amaste antes da criação do mundo. Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci, e estes sabem que tu me enviaste. Manifestei-lhes o teu nome, e ainda hei de lho manifestar, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles”. (Cf. Jo 17,14-26).

Oremos: Leva-nos de onde estamos agora para onde queres que estejamos; faze de nós não apenas guardiões de uma herança, mas sinais vivos do teu Reino que vem; inflama-nos com paixão pela justiça e pela paz entre todos; enche-nos com aquela fé, esperança e amor que permeia o Evangelho; e através do poder do Espírito Santo faze-nos UM. Para que o mundo possa crer, que teu nome seja glorificado em nossa nação. Para que a tua Igreja possa ser mais efetivamente teu corpo, nós nos comprometemos a te amar, te servir e a te seguir como peregrinos, não estranhos.AMÉM.


Pe Luizinho - Comunidade Canção Nova

sábado, 30 de maio de 2009

Despertar para Pentecostes HOJE!


“Mas o Paráclito, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito. E aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e fará outras ainda maiores”. (Jo. 14,26;14,12)

No livro dos Atos dos Apóstolos podemos sentir quão poderoso foi o derramamento do Espírito Santo sobre o seu povo. Naqueles dias, todos que ali estavam em oração tiveram uma experiência forte do poder de Deus que transformou suas vidas tornando-os testemunhas fiéis da salvação de Jesus.

Hoje Deus quer que tenhamos este mesmo poder pois somos exortados a levar a boa nova aos humildes, curar os corações doloridos, anunciar aos cativos a redenção, e só podemos realizar tais maravilhas deixando que o Senhor nos unja com o seu Espírito.

Quando o Espírito Santo é derramado sobre nós, experimentamos o amor de Deus e passamos a compreender que, assim como Deus é amor, nós que somos sua imagem e semelhança, fomos criados para o amor: o amor a Ele sobre todas as coisas e ao próximo como nós mesmos.

Se tudo se resume no amor não só devemos, como precisamos estar sempre cheios de amor. Mas o amor é um dom de Deus e como todo dom vem Espírito, só podemos estar plenos de amor se estivermos plenos do Espírito. Foi o amor quem deu sua vida por nós. É por amor que devemos realizar todas as nossas obras, pois se não tenho amor sou como o bronze que soa, ou como címbalo que retine. É este dom que nos torna pessoas verdadeiramente espirituais.

Para tornarmos esse amor concreto, temos que agarrar todos os dons que Deus põe a nossa disposição, deixando-nos abertos ao seu Santo Espírito e mais que isso, tendo uma expectativa saudável desses dons, ansiando por eles.

No momento em que despertamos para os dons, não podemos restrigi-los a nós mesmos, pois eles são para a edificação da Igreja. Ora, se você edifica a Igreja e como você também é Igreja, você também é edificado e isso é sabedoria de Deus. Eu só frutifico se meus frutos alimentam aqueles que tem fome.

Os dons carismáticos têm, como uma de suas finalidades, a evangelização. Eles nos foram dados para que fôssemos autênticos evangelizadores, ramos que dessem frutos, pessoas cheias do poder de Deus. Tenhamos em mente que os frutos da vinha não são para os galhos, mas para os que têm fome. Se usarmos os dons somente para nós próprios, esse dons vão murchar e morrer, pois o egoísmo e o medo, são sentimentos que sufocam o Espírito Santo em nós.

Todos nós cristão recebemos uma ordem clara: “Ide e evangelizei a toda criatura”. Evangelizar é testemunhar e testemunhar é viver Cristo. Mas não podemos viver Cristo sem o poder que vem do alto, sem o seu Espírito Santo que nos vivifica e nos convence do amor.

É o Espírito que nos liberta do medo, da timidez, da insegurança, da auto-piedade. O Espírito Santo é o Espírito da verdade que nos mostra quem somos, arrancando toda e qualquer máscara que não raras vezes insistimos em vestir. É Ele, que por amor , nos ensina a orar através de seus dons transformando-nos e capacitando-nos a sermos testemunhas, até os confins da terra, de Jesus, o Senhor.

Deus não nos quer cristãos temerosos que apenas molham os pés nas águas do santuário. Como em Ez.47, 3-12 devemos, sim, mergulhar, deixar que a água nos carregue para que produzamos frutos, pois o Senhor tem hoje um trabalho que só nós podemos fazer.

É preciso então buscar esses dons e proclamá-los pois é através deles que o Senhor cura, orienta e fala aos corações. Recordemos quantas vezes num momento de oração, uma palavra de ciência, de sabedoria, uma profecia já nos renovaram ou nos libertaram durante a caminhada de vivência do evangelho. E o que dizer então do maravilhoso dom de línguas que vem em nosso socorro, nós que não sabemos nem o que pedir! Através desse Dom é o próprio Espírito, que perscruta os corações e conhece a vontade do Pai, que intercede por nós, pedindo aquilo que nosso ser necessita.

Foi através desse dom que, em At. 2, Deus chamou a atenção das pessoas que ao se aproximarem, puderam ser evangelizadas. Assim não menosprezemos nenhuma das ferramentas que Deus nos oferece para crescermos na graça e no conhecimento.

A verdade é que não podemos impedir a Deus de falar aos nossos irmãos porque estamos fechados aos seus dons, principalmente nós que já tivemos uma experiência do seu amor e constatamos as transformações em nossas vidas.

Desejemos pois ser instrumentos que levam o amor àqueles que estão sedentos de Deus. Que o nosso ser se abra aos dons que levam a santificação e a unidade da Igreja para que todos os lábios proclamem que Jesus é o Senhor!

Ir. Nancy Kellar
Coordenadora do Ministério de Ensino do ICCRS