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domingo, 25 de agosto de 2013

Escola de Formação Carismática: Batismo no Espírito Santo(Testemunho)


Em 1967, um grupo de jovens estudantes da Universidade de Duquesne, nos Estados Unidos, aplicaram-se a reler e a meditar os Atos dos Apóstolos, e a rezar, pedindo a Efusão do Espírito Santo, e lá tiveram uma experiência tão forte da Graça Divina, que tal acontecimento tornou-se conhecido como o marco inicial da renovação Carismática na Igreja Católica. Desde então, estamos vivendo um dos grandes momentos da história da Igreja contemporânea. Cada um de nós, que hoje vive esta experiência tão forte com o Batismo no Espírito Santo, deve conhecer esta história para melhor compreender a grande Graça que lhe atingiu. A história que hoje vamos conhecer está baseada no Livro "Como um Novo pentecostes", cuja autora, Patty Mansfield, foi uma das pessoas que vivenciaram o retiro de fim de semana que acabou se tornando um acontecimento histórico para a Renovação Carismática Católica.



I . Antecedentes
  Uma oração do papa João XXIII, proferida no início do Concílio Vaticano II, costuma vir à mente de muitos daqueles que têm refletido a explosão da RCC, ocorrida em 1967, Vêem-na como uma providencial resposta ao pedido de um novo Pentecostes, feito pelo Supremo Pontífice nesta oração:

'Renova os teus milagres neste nossos dias, como em um novos Pentecostes. Permita que tua Igreja, unida em pensamento e firme em oração com Maria, a Mãe de Jesus, possa prosseguir na construção do Reino do nosso Divino Salvador, reino de verdade e de justiça, reino do amor e da paz. Amém'.

  Desde o dia de Pentecostes, o Espírito Santo vem atuando, continuamente na Igreja, e o Senhor vem através dos séculos suscitando grandes santos , homens e mulheres plenos do Espírito Santo, que têm manifestado dons carismáticos extraordinários. É sabido que existiram no passado comunidades de católicos fiéis que experimentaram a presença do Espírito Santo atuando no meio delas, do modo como vemos na Bíblia e que ocorria nos primórdios da nossa Igreja. Consta que por volta de 1930, antes de ser sagrado Papa João XXIII, o Bispo Ângelo Roncalli costumava visitar uma pequena aldeia situada na Tchecoslováquia, onde os católicos vinham, desde o século XI, experimentando os Carismas, tais como se narra na Epístola aos Coríntios. Em 1938 chegaram a esta aldeia tropas nazistas, que mataram quase todos os seus habitantes, que para a glória de Deus, não renunciaram à sua fé. A testemunha disto é uma senhora de nome Anne Marie Schmidt, que conseguiu sobreviver à prisão em campos de concentração nazistas e russos.

  A primeira pessoa beatificada pelo Papa João XXIII foi uma freira chamada Elena Guerra, fundadora em Lucca, na Itália, das Irmãs oblatas do Espírito Santo. Entre os anos de 1895 e 1903, a irmã escreveu doze cartas ao Papa Leão XIII pedindo a pregação permanente do Espírito Santo, "que é aquele que faz os santos", e expressou ao Santo Padre o seu desejo de ver toda a Igreja unida em permanente oração, como o estavam Maria e os Apóstolos no Cenáculo, aguardando a vinda do Espírito Santo. Como resultado, o Papa Leão XIII publicou "Provida Matris Caritate", onde pediu que a Igreja celebrasse, entre as festas da Ascensão e Pentecostes uma solene novena ao Espírito Santo; e publicou também a sua encíclica sobre o Espírito Santo, "Divinum Ilud Munus", e em 1º de Janeiro de 1901, primeiro dia do século vinte, invocou o Espírito Santo e cantou ele mesmo o hino "veni, Creator Spiritus" em nome da Igreja. Mas, apesar da fraca resposta dos católicos ao chamado do papa Leão XIII, pessoas de outras denominações se puseram em oração ao Espírito Santo e receberam manifestações impressionantes dos dons e poder do Espírito Santo, até que nos meados da década de 1960 também a Igreja Católica começou a experimentar a Graça da Renovação Carismática. O Padre Eddward Oc´onnor, CSC, líder contemporâneo dos primórdios da Renovação Carismática Católica descreve, assim, a situação:

  "Nos inícios da década de 60, uma onda de entusiasmo pelas vigílias de leitura da Bíblia e encontros de oração atravessou o país (EUA). Em Notre Dame (Universidade em South Bend, Indiana), notadamente nos anos de 1963/1964. Reuniões importantes eram realizadas, semanalmente, por um grupo de estudantes, muitos dos quais vieram a ter importante atuação no movimento pentecostal. Essas primeiras reuniões consistiam em leitura da Bíblia, preces de improviso, canto e discussão. Todavia, as orações eram menos espontâneas e a discussão era mais livre e mais humanística do que as das reuniões pentecostais anteriores. Em todas as manhãs de Domingo, era organizada uma Missa especial para os estudantes, na qual muitos participavam com um vigor espiritual que era notável para aquele tempo. A Missa era seguida de um desjejum, que era puro Ágape. Havia um bom número de estudantes que se reuniam para rezar as Vésperas diariamente. Naquele mesmo ano, foi introduzido o Cursilho, em South Bend, em grande parte por intermédio da dedicação de um estudante, chamado Steve Clark. Nos anos que se seguiram, o cursilho produziu um poderoso impacto espiritual em muitas centenas de pessoas, na cidade e no Campus. Por algum tempo, esses cursilhistas costumavam reunir-se para a Missa, uma vez por semana, à noite, na Capela Pangborn, de Notre Dame...No mesmo ano, teve início um outro grupo que se reunia no Seminário Moreau, onde muitos estudantes começaram a encontrar-se duas vezes por semana procurando desenvolver o seu crescimento espiritual, inspirados sob o signo da Nossa senhora e o seu exemplo. Por tudo isso vê-se que o fogo pentecostal que irrompeu na primavera de 1967, vinha sendo preparado por um considerável fermento de discussão, prece e atividade apostólica..."

  Os homens que formavam o movimento dos cursilhos em Notre Dame nos meados dos anos sessenta, provinham de várias formações acadêmicas. Eram todos intelectuais de alto nível, e não obstante tivessem vários deles trabalhado em ação social, preocupavam-se seriamente com uma renovação espiritual litúrgica e individual. Mas a grande surpresa em Notre Dame foi a súbita e dramática conversão de um brilhante estudante de filosofia chamado Ralph Martin, que tinha ganho reputação de argumentador ateísta. Para muitos dos Cursilhistas em Notre Dame, assim como para Ralph Martin, Pentecostes chegou, indubitavelmente. Os cursilhos daquela época em Notre Dame, eram acompanhados de acontecimentos miraculosos, cura, discernimento dos Espíritos e preces atendidas. No ano de 1965, Ralph Martin, que então estava na Universidade de Princeton, e Steve Clark, de Notre Dame, deixaram a Universidade para ficar mais disponíveis para o serviço cristão, e passaram a integrar uma equipe na Universidade Estadual de Michigan e do Secretariado Nacional dos Cursilhos. Assim foi que ambos, entre 1965 e 1970 organizaram dúzias de reuniões de cursilhos através dos Estados Unidos, e as notícias sobre o Batismo no Espírito Santo foram espalhadas.

  "Na primavera de 1966, dois professores da universidade de Duquesne tinham ingressado num estágio intenso de prece e de indagação sobre a vitalidade da sua fé. Um era professor de história; o outro, instrutor em teologia. Eles sentiam a necessidade de um maior dinamismo interior, a carência de uma força renovada para viverem como cristãos e para darem testemunho de Cristo. Ambos já estavam comprometidos com o Senhor por um bom número de anos; eram, ambos Cursilhistas...também exerciam o papel de moderadores da fraternidade do Campus de Duquesne, denominada Sociedade Chi Ro, que tinha sido fundada por um deles, alguns anos antes, com a finalidade de estimular a prática da oração e da participação na liturgia, a evangelização e a ação social.
  
  Todavia, eles ainda queriam "algo mais". Não tinham uma noção exata daquilo que queriam e que ainda estava faltando, mas fizeram um pacto de mútua oração nesse sentido. Da primavera de 1966 em diante, eles rezavam diariamente para que o Espírito santo renovasse neles todas as graças do Batismo e da Crisma, para que, com o poder e o amor de Jesus cristo, Ele preenchesse neles o vácuo deixado pelas deficiências do esforço humano. Diariamente aqueles dois homens rezavam a linda e famosa 'sequência dourada’ que é usada pela Igreja na liturgia de Pentecostes.

  Ó Espírito de Deus, envia do céu um raio de luz!/ Pai dos miseráveis, vossos dons afãveis dai aos corações./ Consolo que acalma, hóspede da alma, doce alívo, vinde!/ No labor, descanso, na aflição, remanso, no calor, aragem./ Enchei, luz bendita, chama que crepita, o íntimo de nós!/ Sem a luz que acode, nada o homem pode, nenhum bem há nele./ Ao sujo lavai, ao seco rogai, curai o doente./ Dobrai o que é duro, guiai-nos no escuro, o frio aquecei./ Dai à vossa Igreja, que espera e deseja, vossos sete dons./ Dai em Prêmio ao forte uma santa morte, alegria eterna. Amém.

  Em Agosto de 1966 estes dois professores encontraram-se com Ralph Martin e Steve Clark na Convenção Nacional dos Cursilhos e receberam destes cópias dos livros "A Cruz e o punhal" e "Eles falam em outras línguas", que tratam da experiência pentecostal. Impressionados com a clareza que agora viam do papel do Espírito Santo na vida de quem crê, procuraram um ministro da Igreja episcopal, que embora não tivesse vivido a experiência do batismo no Espírito os conduziu a uma paroquiana sua, chamada Flo Dodge. Esta paroquiana, com seu grupo carismático de oração, os levou e, mais dois professores da Duquesne, a receber o batismo no Espírito Santo.

II . O Fim de Semana de Duquesne
  
  A sociedade Chi Ro estava organizando um retiro para os estudantes da Duquesne, quando os dois professores, que eram conselheiros desta sociedade, sugeriram uma modificação no tema do retiro, de "sermão da montanha" para "Atos dos Apóstolos". segundo recorda Patty Mansfield, então estudante da Duquesne e participante do retiro, "os dois professores não fizeram nenhuma referência específica ao batismo no Espírito Santo, mas deixaram transparecer um sentimento de antecipação e de alegria, que era profundo. ", o que a levou, junto com outros estudantes, a ficar curiosos quanto ao Que aconteceria no retiro.

  No dia 17 de Fevereiro de 1967, vinte e cinco estudantes aproximadamente, acompanhados pelo capelão do Campus, que era um padre da ordem do Espírito Santo, dirigiram-se para um centro de retiros chamado "The Ark and the Dove", situado na região de North Hills, e pertencente à Diocese de Pittsburg. Os professores orientaram o grupo para que cantassem o hino "Veni Creator Spiritus" em cada sessão, implorando a vinda do Espirito Santo. As palestras teriam o seu foco nos primeiros quatro capítulos dos Atos dos Apóstolos. Na noite de sexta-feira, logo após a abertura do evento, na Capela, o instrutor conselheiro levantou uma imagem de Nossa Senhora em que ela está com as mãos erguidas em atitude de oração. Ele fez uma descrição de Maria como uma mulher de fé e de oração. Depois da meditação sobre Maria houve um serviço de contrição e penitência. Para o dia seguinte, os professores coordenadores haviam convidado Flo Dodge, para que participasse do retiro e apresentasse umas palavras aos estudantes. Sua apresentação versou sobre a realeza de Jesus Cristo e sobre o Batismo no Espírito Santo. Para mais tarde, à noite, estava programada uma festa de aniversário para alguns dos participantes, mas muitos dos jovens foram se sentindo individualmente induzidos a se dirigirem para a capela, aonde experimentaram, de forma manifesta, o Batismo no Espírito Santo. No Domingo, ouviram uma palestra sobre o capítulo segundo dos Atos dos Apóstolos, no fim do dia os estudantes se retiraram com a recomendação de lerem o livro de John Sherril, "Eles falam outras línguas". Durante algumas semanas após o fim de semana, alguns dos professores e dos alunos da Universidade compareceram às reuniões de oração da casa de Flo Dodge, e depois esta reunião deixou de existir. Certamente, já havia preenchido sua finalidade. Enquanto isto, um dos professores foi a South Bend e testemunhou para um grupo de trinta estudantes e alguns amigos a maravilha que é viver Pentecostes em nossos dias. Estes pediram que se orasse para que recebessem o Batismo no Espírito Santo. Mais tarde, começaram a realizar-se, regularmente, em Notre Dame, encontros católicos Carismáticos de oração, e se difundia cada vez mais a Graça do Batismo no Espírito. Duquesne, Notre Dame, Michigan, e um número enorme de católicos têm sido Batizados no Espírito Santo.

III. Alguns Trechos do Testemunho de Patty Mansfield

" ...Conquanto me tenha parecido útil o estudo de Teologia em Duquesne, logo percebi que a minha ânsia não era somente aprender sobre Deus, mas sim, conhecer a Deus. Conhecê-lo de uma maneira mais profunda e mais pessoal...Aquele breve encontro com o Espírito Santo ensinou-me mais do que a vida inteira de estudo. Eu me senti capturada pela beleza e pela bondade do Deus vivo. A Caridade e o amor de Jesus me tinham arrebatado..."

" Foi importante que tivéssemos a atenção dirigida a Maria nos momentos iniciais do nosso retiro. Ela estava presente na Anunciação quando a Palavra tornou-se carne, assim como na Natividade, trazendo-nos Jesus ao mundo. Ela estava presente ao pé da cruz, quando recebemos a nossa Redenção, em Pentecostes, no instante em que nasceu a Igreja. No plano de Deus, era também necessário que Maria estivesse "conosco", explicitamente naquele momento em que passávamos pela experiência de participarmos naquele fim-de-semana de um majestoso movimento do Espírito Santo. Os Padres da Igreja chamam Maria de "a esposa do Espírito Santo". Como poderia ela deixar de estar presente naquela atuação do Espírito de Deus? "

"Ficou claro que na hora do serviço da penitência o Espírito Santo tinha muito que trabalhar, mostrando-nos a nossa culpa no pecado. Eu tive a compreensão de como todos nós nos assemelhávamos em nossa carência de misericórdia divina, quando escutei os meus amigos rezando e admitindo o quanto era pecaminosa a nossa existência. Só então fui capaz de, pela primeira vez na vida, oferecer uma oração espontânea em voz alta, seguida de lágrimas, envergonhada..."

"Tive então que admitir que, embora eu conhecesse e amasse Jesus, na realidade ele não estava no centro de minha vida. Eu ainda não o tinha sentido como aquele que me segura e sustenta, mantendo-me inteira, Aquele em torno de quem giram todas as outras pessoas, com seus projetos e seus interesses. Para ser sincera, a verdade é que era ainda eu quem estava no comando (ou pensava que estava...). Meu relacionamento com Jesus era de puro interesse...o meu interesse! Essa atitude poderia ser caracterizada pelo seguinte tipo de oração: 'Senhor, abençoai os meus planos. Fazei a minha vontade, de acordo com o meu cronograma, ou seja: imediatamente. Amém".

"Eu sempre havia acreditado, por força do dom da fé, que Jesus está presente em Pessoa no Santíssimo Sacramento, mas nunca tinha presenciado a Sua Glória. No momento em que me ajoelhei, meu corpo todo tremeu diante da Sua Majestade e Santidade. Em Sua presença fiquei cheia de deslumbramento reverencial. Ele estava lá...o Reis dos reis, o Senhor dos senhores, o Altíssimo Deus do universo! Senti-me tomada pelo temor e disse para mim mesma: 'Sai fora daqui, depressa, porque alguma coisa vai acontecer a você se permanecer na presença de Deus'. Mas, no entanto, sobrepassando o tempo, havia o desejo de permanecer diante do Senhor".

"É, ao ficar alí ajoelhada diante de nosso senhor Jesus cristo no Santíssimo Sacramento, orei pela primeira vez na minha vida a oração que eu poderia chamar de rendição incondicional. Na quietude do recôndito do meu coração orei: 'Pai, eu te entrego minha vida e, o que quer que Tu queiras de mim será a minha escolha. Mesmo se isso significar sofrimento, eu aceitarei. Ensina-me, somente a seguir o teu Filho Jesus e a aprender a amar com Ele ".

"E enquanto ali permaneci, fui inundada da ponta dos dedos da mão até a ponta dos pés pela sensação profunda do amor pessoal de Deus por mim...o Seu amor cheio de piedade. Fui particularmente atingida pela tolice absurda do amor de Deus por mim, um amor tão absolutamente imerecido e que me era dado com tão generosa grandeza. Não há nada que você ou eu possamos fazer para merecer o amor de Deus. Ele é dado livremente, generosamente, da abundância da sua bondade. O nosso Deus é um Deus de amor. Ele nos criou num ato de amor e para o amor nos destinou. Nós somos a Sua gente. Nós pertencemos a ele. Não importa o que tenhamos feito, não importa o que sejamos, Seu amor é para nós! Quando eu retorno em pensamento ao que aconteceu naquela capela, o que eu senti naqueles momentos foi captado e traduzido lindamente pelas palavras de Sto Agostinho: 'Senhor, Tu nos criaste para Ti, e os nossos corações não encontram sossego enquanto não repousarem em Ti".

"Cheguei a ter dúvidas sobre se Deus tencionava que aquela experiência abrangesse toda a Igreja, tendo em vista o fato de que não houve uma entusiástica reação em seu favor... mas o Senhor falou-me através de uma profecia que eu registrei: "Meu Espírito é para todos os homens. Eu prometi, eu darei. Abram os seus olhos, abram os seus corações, abram as suas mãos e as levantem a mim..." Ficou assim, definitivamente claro para mim que Deus desejava fazer fluir o Seu Espírito sobre todos os homens e mulheres deste mundo. Como nós, em Duquesne, havíamos sido beneficiados com uma nova efusão do Espírito Santo, tínhamos o dever de proclamá-lo para todas as pessoas que quisessem ouvir. Recordo-me que um dos nossos professores conselheiros na CHI RHO nos disse: 'Os santos ainda estão lá fora’ Ele quis dizer que Deus ainda tinha gente Sua lá fora', no mundo, que tinha a intenção de transformar e utilizar através do poder do seu Espírito. Poderia ser o nosso testemunho, o instrumento que os iria conduzir até Deus. Eles viriam a ser santos e a realizar grandes feitos para o Reino, enquanto que nos permaneceríamos, discretamente, na retaguarda. Mas seria o nosso testemunho o chamado que os empurraria para a frente, para o serviço de Deus".

Fonte: Como um novo pentecostes.Patti G. Mansfield.Ed. Louva a Deus

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Levar Todos a Experimentarem do Espírito Santo

Jesus voltará para restaurar todas as coisas. Ele precisa limpar este mundo. Retirar o trigo do meio do joio. Ele já esperou demais. Ele anseia pela hora de vir e buscar Sua Esposa: nós, Sua Igreja. Nestes tempos urgentes, de preparação da noiva para o “Esposo”, a evangelização que fazemos não pode ser uma evangelização qualquer. Não é contar historinhas ou simples reflexões. A grande graça, hoje, é dar o Espírito Santo. É levar as pessoas a receber o derramamento do Espírito, a graça que Jesus anunciou dizendo: 

“Vós, é no Espírito que sereis batizados” (At 1,5).
 Quem está cheio do Espírito Santo, deve levá-Lo para os outros. Uma vela acesa pode levar fogo para muitas outras. É assim que se passa o fogo. É assim que se passa o Espírito Santo de Deus! Essa é a missão que cabe a nós. Hoje a Igreja, que é a noiva, precisa urgentemente dessa graça. Ela acabou sendo acometida por doença, e o remédio eficaz que Deus lhe deu é o Espírito Santo; Ele precisa curar Sua noiva; é urgente libertá-la e prepará-la para o Esposo que está chegando.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

sábado, 21 de julho de 2012

Carismas: Ferramentas de Resgate

A palavra de ordem que São Paulo deu a seu discípulo Timóteo é a ordem de Deus para nós nos dias de hoje:

“Eu te exorto a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos. Pois Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e de sabedoria. Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem de mim seu prisioneiro, mas sofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus” (2Tm 1,6-8).

É preciso que você seja assim. É assim que você vai ser instrumento de Deus. Ele precisa de você, porque Ele não quer perder nenhum dos seus filhos. 

É Deus mesmo que está reclamando os seus filhos de volta:
 “Traze meus filhos das longínquas paragens e minhas filhas dos confins da terra. Todos aqueles que trazem meu nome e que criei para minha glória. Não vos lembreis mais dos acontecimentos de outrora, não recordeis mais as coisas antigas, porque eis que vou fazer obra nova, a qual já surge: não a vedes?” (Is 43,6b-7.18-19a).


O Senhor está dizendo: “Não vos lembreis mais dos acontecimentos de outrora”, porque hoje é o primeiro dia do resto da sua vida, da vida da Renovação na sua cidade. Acredite, hoje é o primeiro dia do resto da vida da Renovação na sua cidade, na sua região. Estamos começando um tempo novo. Estamos virando a página.

“Não recordeis mais das coisas antigas.” As coisas duras, sofridas, aquilo que você padeceu por causa da Renovação. O que ficou para trás já é passado. Já viramos a página. O Senhor está mandando não lembrar de mais nada: isso tudo já é passado. Até seus erros, sua covardia já são páginas viradas.

O Senhor quer fazer obra nova. Já podemos ver os brotos florescendo. O Senhor não despreza seu passado, só diz para você não se lembrar mais porque Ele já está mostrando o novo que está surgindo: os rebentos, os brotos. “Não o vedes?”

“Não vos lembreis mais dos acontecimentos de outrora, não recordeis mais as coisas antigas; porque eis que vou fazer obra nova, a qual já surge: não a vedes? Vou abrir uma via pelo deserto e fazer correr arroios pela estepe” (Is 43,18-19).

Tenha a certeza de que o Senhor já virou a página e não vai mais voltar atrás.

Qual é o grande pedido que precisamos fazer?

Reinflama, Senhor! Reinflama o carisma que está em nós. Dá-nos aquela ousadia que deste àquela primeira comunidade.

O que aconteceu? Tudo está narrado nos capítulos 3 e 4 dos Atos dos Apóstolos.

Pedro e João vão para a prisão. São ameaçados. Proibidos de falar em nome de Jesus, de fazer milagres. Quando eles retornam, a comunidade está reunida em fervorosa oração.

Ela não ficou com medo, nem colocou medo em Pedro e João. Não procedeu com falsa prudência dizendo: “Olha, Pedro, olha, João, não sejam tão afoitos... João, você deve ser mais equilibrado, vai devagar... Daqui a pouco vão acabar conosco, como acabaram com Jesus...”

Foi assim que fizeram? Não! Eles não frearam nem Pedro nem João. Pelo contrário, levantaram um clamor diante de Deus e fizeram uma grande oração. E o que eles disseram? Leiamos com o coração:

“Agora, pois, Senhor, olhai para as suas ameaças e concedei aos vossos servos que com todo o desassombro anunciem a vossa palavra. Estendei a vossa mão para que se realizem curas, milagres e prodígios pelo nome de Jesus, vosso santo servo!” (At 4,29-30).


É essa oração que precisamos fazer hoje na Igreja. É isso que devemos pedir ao Senhor. Ousadia! Intrepidez! Não é medo, não é timidez. Não é insegurança, não é freio. Não são rédeas curtas. Não é nada disso. Ousadia é justamente o contrário de tudo isso. Precisamos pedir que se realizem curas, milagres e prodígios. A nossa parte é apenas pedir. É pedir que o Senhor faça, e o Senhor fará!

O Senhor vai nos encher com o Espírito Santo e vai transformar toda a nossa vida. O Senhor vai levar embora tudo aquilo que está nos tornando pessoas inseguras e medrosas. Vai curar as nossas doenças, nos libertar de nossas angústias, dos nossos desesperos. Ele vai trazer solução para os nossos problemas, acabar com os vícios dos nossos filhos, vai arrancar o seu marido do adultério, tirar a sua mulher da depressão. Sim, o Senhor vai mudar todas as coisas, porque nada é impossível para Deus, tudo é possível àquele que crê e tudo pode ser mudado pela oração. A nossa parte é orar. É pedir.

Nos carismas, o que fazemos é pedir. É tão simples como apertar um botão! Quando você pede a Jesus que atenda a oração e cure aquela pessoa, é algo tão simples como apertar um botão. Por que então esse medo todo de usar os carismas do Espírito? A cura vem do Senhor. O que você fez foi pedir. Pedir com fé, com expectativa de receber.

Carisma é uma coisa simples. Tanto assim, que não é o carisma que nos salva. Você sabia disso? O próprio Jesus disse que quando Ele vier muitos dirão:

“Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não pregamos nós em vosso nome, e não foi em vosso nome que expulsamos os demônios e fizemos muitos milagres?’ E, no entanto, eu lhes direi: nunca vos conheci. Retirai-vos de mim, operários maus!” (Mt 7,22-23).

O que nos redime é a Salvação que vem de Jesus, e o que nos santifica é a ação do Espírito Santo. Os carismas são ferramentas que usamos por causa do povo. São como enxadas e picaretas que usamos. Mas não são eles que nos salvam. Então não tenha receio de usá-los. Os dons são para os outros. Quem opera é Deus. Os instrumentos são os carismas que Ele nos deu. Por isso, não podemos ficar com medo deles, só podemos usá-los.

Eles são como a enxada, como a picareta, como a marreta, o machado: você precisa usá-los bem. Eles precisam estar afiados. Carisma é assim. É preciso que nós os usemos: com o uso eles ficam cada vez mais afiados. Nós aprendemos como utilizar essas maravilhosas ferramentas. Elas são essenciais no resgate dos nossos irmãos.

O Senhor está gritando: “Devolve-os! Não os retenhas! Traze os meus filhos e minhas filhas, por mais longe que eles estejam! Todos aqueles que eu conquistei para mim são meus! Devolve-os!”

Porque aquela primeira comunidade rezou assim, veja o que aconteceu:

“Mal acabavam de rezar, tremeu o lugar onde estavam reunidos. E todos ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam com intrepidez a palavra de Deus” (At 4,31).

É essa graça que precisamos pedir ao Senhor hoje:

Sim, Senhor, estende a tua mão para que se realizem curas, sinais, milagres e prodígios em nome do teu servo, Jesus. Atenta para as suas ameaças e concede a teus servos que anunciem com ousadia a tua palavra.

Batiza-nos todos no teu Espírito Santo, faze tremer a Terra e que sejamos cheios do Espírito Santo. Que, com ousadia, com intrepidez, anunciemos a tua palavra! Dá-nos a coragem de nos deixar usar pelos teus carismas, para que sinais, curas e milagres aconteçam em nome de Jesus. É isso que pedimos. É isso que, unânimes, suplicamos.

É a tua Igreja necessitada que pede. É o teu povo machucado que necessita. É em nome deles que pedimos. É por causa da tua Igreja. Faze-nos cheios do Espírito Santo. Sim, que os teus carismas se manifestem em nós e se realizem plenamente para que o teu povo veja a tua obra e, assim, glorifique o teu nome e o Nosso Pai que está nos céus. Bendito sejas, Senhor Jesus. Amém!

Monsenhor Jonas Abib

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A Profecia do Avivamento


Temos visto um abatimento, um esfriamento da fé. Muitas vezes as pessoas estão vivendo o que diz o profeta Ezequiel sobre os ossos secos, estão abatidos, sem esperança.

Porém muitas vezes o homem tem se achado Deus, um filósofo chamado Nietzsche (Seu pai era pastor luterano, porém ele rejeita a fé durante sua adolescência, e os seus estudos de filosofia afastam-no da carreira teológica), ele declara a morte de Deus, e esta mentalidade tem se espalhado pelo mundo. 

Temos visto uma implantação marxista, comunista e isso traz uma forte influencia na fé, nos costumes, na moral. Onde se relativista tudo, não existe uma verdade absoluta. 

Deus não desistiu da humanidade, Ele quer avivar a nossa fé. Deus quer soprar o Espírito Santo para que os ossos voltem a viver. 

A fé está morta e fria pelas opções morais. Hoje existe um ateísmo prático. A esperança que precisamos é um avivamento no Espírito. 

Papa Leão XIII fez uma experiência mística e compôs um exorcismo que rezávamos sempre na Canção Nova nas missas de segunda-feira. Ele ainda consagrou no início do Século XX ao Espírito Santo a Santa igreja.

Vamos fazer uma memória do Século XX. O que aconteceu neste século? I e II guerra mundial, revolução sexual a partir do festival de woodstock. Mesmo diante de todos estes acontecimentos fomos assegurados por esta consagração ao Espírito. 

Uma Beata da congregação de Santa Zita escreveu para o Papa Leão XIII diversas cartas pedindo este reavivamento. A Beata Helena Guerra pede ao Santo Padre que faça o Espírito Santo mais conhecido, amado e invocado. Vendo o mundo de sua época pervertido por Satanás e uma multidão de almas se distanciando do Coração de Deus, Helena é convencida pelo Senhor a iniciar um grande epistolário com o Papa Leão XIII. Em suas cartas, ela pedirá ao Papa que chame novamente os cristãos para um retorno ao Cenáculo.
O Papa viu que aquilo era vontade de Deus, e Ele deu os passos e escreveu a primeira Encíclica ao Espirito Santo (Divinum Illud) e na entrada do Século XX , exatamente no dia 01 de janeiro de 1900 consagra o século ao Espírito Santo.

Mas nós não estávamos preparados. Naquela noite uma irmã na igreja evangélica começa a rezar em línguas e ali começa o movimento pentecostal.

Passado alguns séculos vem o Papa João XXIII, um Papa que a princípio seria de transição. Ele convoca o Concílio Vaticano II. Veio a reforma litúrgica e no início do Concílio ele faz uma oração: “Que se renove os sinais, milagres e prodígios em toda a face da terra.”

Em fevereiro de 1967 num universidade começa o avivamento católico,nasce a RCC. Uma resposta a Consagração do Papa Leão XIII. Ali a igreja começa a experimentar a graça do Avivamento, seguida de muita perseguição, mas a resposta veio. Deus não vai deixar a humanidade se perder.

Eu creio que o avivamento está começando hoje também em nossa vida, porém, Deus quer homens e mulheres que rezem, o avivamento só acontece se um povo orar. Não podemos ficar de braços cruzados vendo a morte espiritual acontecer. Quem faz o avivamento acontecer é Deus, mas é preciso que o homem comece a rezar. 

Nós não podemos ser egoístas, devemos rezar. Nesta manhã de pentecostes diga sim a este chamado. Diga comigo: “Usa-me Senhor! Eu quero um avivamento na minha vida”

Pe. Roger Luís
Com. Canção Nova

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A História de Um Homem Que Um Dia Encontrou o Cristianismo


Durante muitos anos, vivi afastado do Senhor. Sou músico desde os 6 anos de idade; aprendi a tocar saxofone e clarinete sentado no colo de papai. Como é importante aquilo que aprendemos com nossos pais! Devo muito a ele, pois meu pai teve um carinho especial comigo e percebeu o meu dom para a música.

Cresci muito rapidamente na música. Na adolescência já tocava em grupos de jazz, blues e rock, mas estava afastado de Deus. Foi um período difícil na minha vida, porque, no mundo, encontramos mais pessoas que nos levam para o caminho da perdição. Passei por muitas dificuldades para estudar música no sertão do Rio Grande do Norte. Lá, fiquei dias me alimentando só de limão e água, pois não havia mais nada para comer. O apóstolo São Paulo tem um frase que nos ajuda a entender isso: "Tudo colabora para o bem daqueles que amam a Deus" (Romanos 8,28). Tenho essa passagem bíblica como se fosse um lema de vida. Totalmente afastado de Jesus e da Igreja, um dia, fiz uma viagem. Fui a uma filarmônica do exército, no Batalhão de Engenharia de Construção (BEC). Fomos transferidos, então, a uma cidade no alto do Rio Negro, no Amazonas. Um dia chegou às minhas mãos um livro da Igreja Católica sobre a vida dos santos. Eles são flechas que nos indicam que o caminho é o Senhor Jesus. Deus suscita os santos. 



Quando terminei de ler o livro que contava a vida dos santos, decidi ser um cristão, um católico. Mas não fiquei só nisso, pois temos de buscar nossa vida espiritual e não podemos parar nunca. Podemos morrer com 100 anos, mas temos sempre de buscar a Deus, pois nossa alma tem sede d'Ele.

Em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, busquei ajuda. Uma irmã me disse que a forma mais palpável de termos um encontro com Jesus é no Santíssimo Sacramento. Ela me levou ao sacrário e me disse: “Jesus está ali, Ele é presença real no Santíssimo Sacramento. Jogue nos pés do Senhor essa coisa que corrói o seu ser, essa angústia”.


Eu busquei a Deus na teimosia. Passei uma noite inteira diante de Jesus [no Santíssimo Sacramento]. Durante a madrugada, aconteceu uma coisa incrível na minha vida: um encontro pessoal com Aquele que salva, Nosso Senhor Jesus Cristo. Fora d'Ele, a vida não tem sentido. Isso não é algo que eu li, mas que eu vivi, pois sei o que é viver sem a presença de Jesus; a vida não tem sentido.

Naquela madrugada, sozinho, de joelhos, aconteceu esse encontro de Urbano com Jesus Cristo. Eu dizia ao Senhor: “Se você existe, eu quero acreditar. Dê-me o dom da fé”. Eu chorei de madrugada durante duas horas seguidas e recebi o Espírito Santo.A melhor coisa que você pode pedir ao Senhor é Seu Espírito Santo. Pode faltar tudo na sua vida, mas não pode faltar o Espírito de Deus, pois, sem Ele, não somos nada.                                                  Naquela época, anos 70, estava entrando no Brasil uma nova maneira de louvar a Deus, chamada Renovação Carismática Católica (RCC). Um homem chamado padre Jonas Abib fez essa experiência com a RCC e, mais tarde, as fitas cassetes das pregações do sacerdote chegavam até São Gabriel da Cachoeira e eu “bebia” daquelas pregações. Devo muito ao padre Jonas, porque ele me sustentou com aquelas fitas cassetes por meio das suas pregações.Temos de trabalhar nossa sensibilidade, pedir ao Espírito Santo que nos dê um coração sensível para captar os anjos que o Senhor coloca em nossa vida.Quando Deus manda alguma coisa em nossa vida que nos aborrece é para nossa santificação. Nós nos salvamos aos pés da santa cruz. Quero agradecer à minha mãe, porque ela me ensina muito com seu testemunho de mulher honesta. Ela me ensinou que o homem que consegue ter os olhos puros, consegue ter o coração puro e também um corpo purificado. “Bem-aventurados os que têm um coração puro, pois verão a Deus”.






Urbano Medeiros
Músico Instrumentista

domingo, 12 de junho de 2011

Poder Pentecostal do Espírito

 “No entanto, eu vos digo a verdade: é bom para vós que eu vá. Se eu não for, o Defensor não virá a vós. Mas, se eu for, eu o enviarei a vós. Quando ele vier, acusará o mundo em relação ao pecado, à justiça e ao julgamento.” (Jo 16,7-8)


Jesus revela aos discípulos que Ele deveria voltar para o Pai, para que o poder que nós clamamos, o poder do Espírito Santo pudéssemos receber. Hoje estamos clamando ao céu, para que esse poder seja derramado sobre a nossa vida.

Deus precisa de você, do seu sim. Você quer o poder? Poder, não como o mundo, que faz de tudo para ter o poder, esse 'poder' não é para ficar guardado dentro de uma caixinha. Esse poder é para você partilhar, pois a vinda do Senhor está próxima. Tem alguma pessoa na sua casa que precisa de conversão? Eles são os primeiros a quem você será enviado.

Tem muita gente que pede para o padre rezar pela conversão do filho, mas ainda não impôs as mãos sobre ele, pedindo o batismo, mesmo que ele esteja bêbado, imponha suas mãos sobre ele. Durante muito tempo, não teve um dia que eu não visse meu pai alcoolizado. Eu fui para o Seminário, e rezei para que o Senhor ocupasse meu lugar na minha casa e num período de férias, meu pai estava vivendo um momento de abstinência, porque ele estava passando muito mal com a bebida. Eu coloquei uma pregação do monsenhor. E acreditando na palavra dos atos do apóstolo, eu clamei pelo poder do Espírito, para que o meu pai fosse batizado.

Deus conta com você, Deus te escolheu para experimentar esse poder. Jesus nos convence de nossos pecados, pois o projeto de Deus para nossa vida é a salvação. É o Espírito Santo que trabalha nas nossas fraquezas e quer mudar em você aquilo que te afasta de Deus.É o paráclito que nos dá a possibilidade de dizer não a tentação e viver uma vida de retidão com Deus.

Eu sei que viver a fidelidade no mundo não é fácil, mas Jesus disse que iria enviar o seu Espírito para nos convencer de nossos pecados, Ele nos retira dos nossos comodismos, para que vivamos cada dia mais em Deus, nos levando a tomar decisões radicais, de deixar nossos pecados.
Não adianta ser liderança na igreja sem santidade, não gera conversão, aquilo que Deus gostaria que gerasse na vida das pessoas. É o Espírito Santo que nos convence de nossos pecados. Nós somos chamados a levar Jesus aos outros. Mas como levá-Lo se ainda vivemos uma vida medíocre? Como vamos levar Jesus aos alcoólatras se nas festinhas de nossas igrejas vende bebida alcoólica? Como chegar aos jovens que vivem uma sexualidade desregrada, se eu não vivo a castidade?

Tem pessoas que quando se converte a uma outra igreja, vai dar o testemunho e diz que quando era católico bebia, vivia uma sexualidade desregrada. O Papa nunca disse que poderia beber, é um católico morno, e agora quer desmoralizar a igreja. Seja um católico cheio do Espírito Santo.

Deus quer realizar na sua vida. Ele quer que você seja sal e luz nesta terra. Você é um escolhido para fazer a diferença, mas você corre um grande risco. O risco daquele jovem que chegou diante de Jesus e perguntou o que precisava fazer para entrar no reino dos céus e Jesus disse, viver os mandamentos. E ele disse que isso ele já fazia. E Jesus disse para ele vender tudo e segui-lo. Hoje Jesus te diz para você deixar tudo o que te pesa, que impede que você viva uma vida de retidão.

O Espírito Santo quer mudar a sua mentalidade, sua história. Ele quer gerar em você a contrição, o arrependimento, a busca pela confissão. Ele quer fazer em você aquilo que Jesus sempre desejou que você fosse: um santo.

O único dom para santificação pessoal é o de línguas, os outros são todos de serviço, por isso o inimigo não quer que a gente ore. Oremos muito em línguas.

Padre Roger Luís 
Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Nove Dias de Clamor Pelo Espírito

Esta é a realidade de vida que desejamos para nós, nossas famílias, nossas comunidades, nossa Igreja. Queremos ser um povo cheio do Espírito Santo e aprendemos o caminho para vivermos assim na Palavra de Deus.

Nestes nove dias que antecedem a Celebração de Pentecostes, vamos clamar, assim como os primeiros cristãos, que venha sobre nós e sobre a Igreja o Espírito prometido por Jesus.

Na Palavra, encontramos um episódio que nos impulsiona ao questionamento pessoal e também a um empenho verdadeiro em clamarmos o Espírito Santo de Deus. Em Atos 19, lemos que Paulo chegou a Éfeso e encontrou ali alguns discípulos de Jesus e o primeiro questionamento feito a eles não foi sobre a estrutura da Igreja, sua ação na sociedade, a boa conduta, ou conhecimento das Escrituras. A primeira pergunta feita aos discípulos foi: “Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes?”.

De nada nos adianta sermos cristãos conhecedores da Palavra, cheio de boas obras, participarmos de assembléias lotadas e bem afetuosas se o Espírito Santo não der sentido a todas essas coisas (Jo 16,13). Entendemos a Palavra, conseguimos colocá-la em nossas vidas, participamos na Igreja, amamos as pessoas verdadeiramente quando somos templos do Espírito (Ef 2,22).

Nossa novena passará também pela Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Há melhor forma de sermos Um senão pelo Espírito de Deus? Aquele que distribui os dons de Deus segundo Sua vontade é nosso elo de unidade, assim como está escrito: “Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo” (I Cor 12,4) e também “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer” (ICor 12,11).

Então, essa será nossa Direção Espiritual para estes dias antes de Pentecostes. Saibam que toda Igreja de Cristo, em suas expressões, estará neste clamor e esta é uma forma de estarmos unidos como povo em oração. Crendo na promessa de que o Senhor nos ouve quando clamamos juntos.

Colocaremos como leitura comum, para estes dias, o capítulo 8 do livro de Romanos e, assim, nos colocaremos em unidade de oração. Conforme for acontecendo a novena, convido aos irmãos que testemunhemos, partilhemos, animemo-nos uns aos outros, para que o Senhor envie sobre nós, Sua Igreja, o Espírito Santo.

1- Romanos 8, 1-4: a lei do Espírito de vida. Clamemos que nossos corações sejam convencidos da necessidade de vivermos pela Lei do Espírito. Que a Igreja seja fortificada e encorajada a defender essa Lei.

2- Romanos 8, 5-8: inclinar-se ao Espírito para agradar a Deus. Clamemos que nossos corações se inclinem ao Espírito e aprendemos a agradar a Deus. Que a Igreja permaneça fiel no chamado a apostolar o povo de Deus e guiá-lo.

3- Romanos 8, 9-13: o Espírito vivifica aqueles que permitem que Ele faça morada. Clamemos pela renovação e avivamento em nossas vidas. Que a Igreja se abra cada vez mais ao Espírito Santo que confirma e renova

4- Romanos 8, 14-17: o Espírito testifica que somos filhos de Deus. Clamemos por uma renovação em nossas mentes, que assumamos a paternidade de Deus e vivamos como Seus Filhos. Que a Igreja se recorde de que somos filhos do mesmo Pai e, mesmo em nossas diferenças, somos uma só família conquistada por Jesus, confirmada pelo Espírito

5- Romanos 8,18-23: A criação geme em dores de parto e aguarda a manifestação dos filhos de Deus. Clamemos ao Espírito que gere em nós e na Igreja a consciência responsável pela criação de Deus e atitudes de cuidado com o Dom da Vida.

6- Romanos 8, 24-28: Esperança em Deus, confiança no Espírito. Clamemos que nossos corações sejam tomados pela certeza de que nossas orações não são vãs e que, mesmo sem ver, o Senhor está cooperando para nosso bem e para o bem da Igreja.

7- Romanos 8, 29-30: Em Jesus somos irmãos. Clamemos ao Senhor que sejamos convencidos pelo Espírito da necessidade de agirmos como irmãos, o que Nele realmente somos. Que a Igreja entenda que a unidade dos cristãos é desejo do próprio Cristo.

8- Romanos 8, 31-34 – Quem será contra nós? Clamemos ao Espírito que traga ao nosso coração a certeza de que a obra é Dele em nós e na Igreja e que não devemos deixar as situações e desilusões nos assustar ou desanimar.

9- Romanos 35-39 – Nada pode nos separar do Amor de Deus. Clamemos ao Espírito, amor de Jesus derramado sobre nós, que convença nossos corações e a Igreja desse Amor e que em Jesus recebemos a vitória que buscamos.

No Amor do Amado

Carol Maçanero Carolo
Comunidade Católica Adorai

quinta-feira, 29 de julho de 2010

O Que è ANAZOPIREN???


O que é isso? Anazopiren??? É um remédio???
Digo a você que é sim um remédio… Injetável diretamente nas veias espírituais, 100% eficaz. Oh, Glória!!! 
Oh! Delícia! Ja viu remédio injetável que não dói? Pois é, sinta-se livre de qualquer incômodo durante a administração deste potente remédio. Anazopiren funciona mesmo!
ANAZOPIREN= vem do grego que quer dizer: soprar cinzas.
Durante a estadia de Jesus neste mundo, ele de vez enquando tocava no assunto de um Defensor, de um Advogado, de um Paráclito, que viria logo depois Dele. Logo após Sua partida, este Advogado chegou e decretou um tempo de poder, unção e glória… O Kairós, tempo de graça!!!
A vontade de Deus para nós é que desfrutemos deste tempo cheios, transbordantes de unção.
Mas nem sempre é assim, durante nossa caminha, vamos perdendo brilho, força, coragem, vontade… Ops! Sinal de tibieza, anemia espiritual, aí é hora da doze intravenosa de ANAZOPIREN. Precisamos converter nosso coração para essa necessidade, precisamos todos os dias várias vezes soprar as cinzas que quer nos deixar abatidos. É preciso pedir, é preciso clamar, pois quem vai soprar essas cinzas é um Vento poderoso… A Palavra diz: Se creres verás a glória de Deus. (Jo 11, 40b) Creia! Este remédio tem poder de chegar até nossos ossos e curar também nossas enfermidades físicas, da alma. Na sua posologia não tem indicação de quantidade nem idade, em caso de superdosagem não temas, não faz mal algum. Também não tem contra indicação e os efeitos colaterais são: alegria, paz, paciência, caridade, afabilidade, bondade, temperança, fidelidade e brandura. Aparecerão durante a doses dons especiais (I Cor 12, 4 -11).
É caso de urgência recorrer a este remédio eficaz para nossas vidas, ofereça aos seus vizinhos amigos, familiares…
Hoje o dia  de tomar ANAZOPIREN, vamos pedir que o Espirito Santo de Deus sopre sobre nós e nos força, coragem…
Eu quero, você quer? então clame o Espirito santo neste dia, sobre você, seu estudo, trabalho…, só não deixe clamar!
Com. Canção Nova

domingo, 23 de maio de 2010

Pentecostes é Hoje!


Podemos abordar o evento ocorrido naquele Pentecostes em que Deus cumpriu a promessa de dar inusitadamente o Espírito Santo sob dois diferentes pontos de vista:

- a partir de uma perspectiva histórica – em que Pentecostes deve ser considerado como um evento único, pontual, irrepetível;

- e a partir de uma perspectiva que toma em conta também os efeitos de Pentecostes – pelo qual devemos então considerar aquele evento como o início de uma nova era na economia da salvação, em que o Espírito Santo passa a estar presente não apenas no meio de nós – como, aliás, sempre esteve! –, mas (essa sim é a novidade primordial), também, em nós!...

O que aconteceu em Pentecostes não foi o derramamento definitivo, conclusivo, total da graça messiânica do Espírito, mas o início desse derramamento. Aquele Espírito que – ainda que sempre estivera presente entre nós – “não havia sido dado porque Jesus ainda não havia sido glorificado” (cf. Jo 7, 37-39), agora, mediante o mistério pascal protagonizado por Jesus, é dado de uma maneira nova aos Apóstolos e à Igreja e, por intermédio deles, à humanidade e ao mundo todo. Ele, que já fora primeiramente enviado como dom para o Filho que se fez homem, em Pentecostes vem em sua nova missão para consumar a obra do Filho. “Deste modo, será ele quem levará à realização plena a nova era da história da salvação”. (cf. DeV,22)...

Podemos dizer, pois, apropriadamente, que “os tempos que estamos vivendo são tempos da efusão do Espírito Santo” (cf. Cat. Ig. Cat., 2819).

Inseparáveis que são em sua natureza divina única, as pessoas divinas também são inseparáveis naquilo que fazem; isto é, sempre que age, Deus o faz trinitariamente.

“Contudo, cada pessoa divina opera a obra comum segundo a sua propriedade pessoal... e cada uma delas manifesta o que lhe é próprio na Trindade...” (cf. Cat. Ig. Cat., n. 258 e 266).

E o que seria próprio do operar do Espírito nestes momentos da história que constituem o seu tempo? Por quais sinais devemos, nós – Igreja congregada sob o impulso da Trindade – ansiar, em decorrência de sua presente missão entre nós (e em nós!)?

Nesta sua nova missão de nos revelar e comunicar a obra do Filho, o Espírito quer nos convencer de que Deus é Aba! Pai (Rm 8,15), e que somos, em Cristo, irmãos (Rm 8,16) e herdeiros da graça (Rm 8, 17); que Jesus Cristo é Senhor (I Cor 12,3), e que nele encontramos a vida plena e verdadeira (Rm 8, 1-2). E que por isso precisamos dar testemunho desse Cristo, tarefa que não conseguimos realizar sem Seu poder (At 1,5-8), sem Seu auxílio interior (DV, 5)...

“O Espírito Santo, na sua misteriosa ligação de divina comunhão com o Redentor do homem, é quem dá continuidade à sua obra: ele recebe do que é do Cristo e transmite-o a todos, entrando incessantemente na história do mundo através do coração do homem” (DeV, 67).

Com uma fé expectante, pois, que se alinhe aos crescentes anseios da Igreja no último século por “um novo e perene Pentecostes” (conforme, por exemplo, o desejo de João XXIII, de Paulo VI, João Paulo II, e de Bento XVI...), precisamos entender que aquele Pentecostes histórico foi apenas o início de um derramamento diferenciado do dom do Espírito em nós e entre nós. Agora – diferentemente do que acontecia antes da glorificação de Jesus – o dom do Espírito é ofertado a todos (At 2,37-39), vem para estar sempre presente em quem o acolhe (Jo 14,16), revelado como Pessoa (Jo 14,26), conosco e em nós ( Jo 14, 16-17), e não apenas de um modo natural, imanente, mas – pela graça do sacramento do Batismo – de maneira sobrenatural (I Cor 3,16;6,20).

Pentecostes revela-se, assim, como o alvorecer de um novo tempo que nos oferece – como nunca! – a possibilidade de um novo relacionamento, de um relacionamento mais íntimo e experiencial com a Pessoa do Espírito Santo, pois que nunca estivera Ele tão presente em nós – como dom –, como está hoje. (No dizer de Cirilo de Alexandria, “havia nos profetas uma iluminação riquíssima do Espírito Santo. Mas nos fiéis não há somente esta iluminação; é o próprio Espírito que habita e permanece em nós. Somos chamados o templo de Deus, coisa que jamais foi dita dos profetas”.

Quando nossos bispos, reunidos em Aparecida para a V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, nos convidam a “esperar um novo Pentecostes... uma vinda do Espírito...” (cf. Doc. de Aparecida, 362), e reconhecem que “necessitamos de um novo Pentecostes!” (cf. Doc. de Aparecida, 548), precisamos também nós todos abrirmo-nos de coração e mente a esse novo – e necessário! – derramamento, a esse nova – e possível! – efusão do Espírito (cf. Cat. Ig. Católica, 667), para que experimentemos de fato uma conversão pastoral (cf. Doc. Aparecida, 365-372) que nos predisponha a um renovado e autêntico impulso missionário, e assim “recobremos o ‘fervor espiritual’ (...), e recuperemos o valor e a audácia apostólicos” (cf. Doc. Aparecida, 552)...

Paulo VI, já em 1972, exortava-nos sobre a necessidade que tem a Igreja de um Pentecostes permanente. Na Carta Encíclica Redemptoris Missio (nº 92), João Paulo II nos ensinava: “Como os apóstolos depois da ascensão de Cristo, a Igreja deve reunir-se no Cenáculo “com Maria, a Mãe de Jesus” (At 1, 14), para implorar o Espírito e obter força e coragem para cumprir o mandato missionário. Também nós, bem mais do que os Apóstolos, temos necessidade de ser transformados e guiados pelo Espírito”. E, em uma audiência proferida a 16 de outubro de 1974, preconizava ele: “Quisera Deus, que o Senhor aumentasse ainda uma chuva de carismas para fazer a Igreja fecunda, bonita e maravilhosa, capaz de impor-se inclusive à atenção e ao pasmo do mundo profano, do mundo laicizante” (...) “Se a Igreja souber entrar em uma fase de tal predisposição para uma nova e perene vinda do Espírito Santo, Ele, a “luz dos corações”, não demorará em entregar-se, para gozo, luz, fortaleza, virtude apostólica e caridade unitiva, de tudo enfim, de que hoje necessita a Igreja”. E, na Carta Apostólica Tertio Millenio Adveniente (nº 59), insistia ele: “...Exorto os venerados Irmãos no Episcopado e as comunidades eclesiais a eles confiadas a abrirem o coração às sugestões do Espírito”...

Possa o Espírito Santo, por nossa sede e anuência, predispor nossos corações a um novo, fecundo e abundante derramamento de suas graças, e assim, dóceis às Suas inspirações, sejamos animados a, “com Seu poderoso sopro, levar nossos navios mar adentro, sem medo das tormentas, seguros de que a Providência de Deus nos proporcionará grandes surpresas” (cf. Doc. Aparecida, 551). Amém!


Reinaldo B. dos Reis

Representante do Brasil no ICCRS

sábado, 30 de maio de 2009

Despertar para Pentecostes HOJE!


“Mas o Paráclito, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito. E aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e fará outras ainda maiores”. (Jo. 14,26;14,12)

No livro dos Atos dos Apóstolos podemos sentir quão poderoso foi o derramamento do Espírito Santo sobre o seu povo. Naqueles dias, todos que ali estavam em oração tiveram uma experiência forte do poder de Deus que transformou suas vidas tornando-os testemunhas fiéis da salvação de Jesus.

Hoje Deus quer que tenhamos este mesmo poder pois somos exortados a levar a boa nova aos humildes, curar os corações doloridos, anunciar aos cativos a redenção, e só podemos realizar tais maravilhas deixando que o Senhor nos unja com o seu Espírito.

Quando o Espírito Santo é derramado sobre nós, experimentamos o amor de Deus e passamos a compreender que, assim como Deus é amor, nós que somos sua imagem e semelhança, fomos criados para o amor: o amor a Ele sobre todas as coisas e ao próximo como nós mesmos.

Se tudo se resume no amor não só devemos, como precisamos estar sempre cheios de amor. Mas o amor é um dom de Deus e como todo dom vem Espírito, só podemos estar plenos de amor se estivermos plenos do Espírito. Foi o amor quem deu sua vida por nós. É por amor que devemos realizar todas as nossas obras, pois se não tenho amor sou como o bronze que soa, ou como címbalo que retine. É este dom que nos torna pessoas verdadeiramente espirituais.

Para tornarmos esse amor concreto, temos que agarrar todos os dons que Deus põe a nossa disposição, deixando-nos abertos ao seu Santo Espírito e mais que isso, tendo uma expectativa saudável desses dons, ansiando por eles.

No momento em que despertamos para os dons, não podemos restrigi-los a nós mesmos, pois eles são para a edificação da Igreja. Ora, se você edifica a Igreja e como você também é Igreja, você também é edificado e isso é sabedoria de Deus. Eu só frutifico se meus frutos alimentam aqueles que tem fome.

Os dons carismáticos têm, como uma de suas finalidades, a evangelização. Eles nos foram dados para que fôssemos autênticos evangelizadores, ramos que dessem frutos, pessoas cheias do poder de Deus. Tenhamos em mente que os frutos da vinha não são para os galhos, mas para os que têm fome. Se usarmos os dons somente para nós próprios, esse dons vão murchar e morrer, pois o egoísmo e o medo, são sentimentos que sufocam o Espírito Santo em nós.

Todos nós cristão recebemos uma ordem clara: “Ide e evangelizei a toda criatura”. Evangelizar é testemunhar e testemunhar é viver Cristo. Mas não podemos viver Cristo sem o poder que vem do alto, sem o seu Espírito Santo que nos vivifica e nos convence do amor.

É o Espírito que nos liberta do medo, da timidez, da insegurança, da auto-piedade. O Espírito Santo é o Espírito da verdade que nos mostra quem somos, arrancando toda e qualquer máscara que não raras vezes insistimos em vestir. É Ele, que por amor , nos ensina a orar através de seus dons transformando-nos e capacitando-nos a sermos testemunhas, até os confins da terra, de Jesus, o Senhor.

Deus não nos quer cristãos temerosos que apenas molham os pés nas águas do santuário. Como em Ez.47, 3-12 devemos, sim, mergulhar, deixar que a água nos carregue para que produzamos frutos, pois o Senhor tem hoje um trabalho que só nós podemos fazer.

É preciso então buscar esses dons e proclamá-los pois é através deles que o Senhor cura, orienta e fala aos corações. Recordemos quantas vezes num momento de oração, uma palavra de ciência, de sabedoria, uma profecia já nos renovaram ou nos libertaram durante a caminhada de vivência do evangelho. E o que dizer então do maravilhoso dom de línguas que vem em nosso socorro, nós que não sabemos nem o que pedir! Através desse Dom é o próprio Espírito, que perscruta os corações e conhece a vontade do Pai, que intercede por nós, pedindo aquilo que nosso ser necessita.

Foi através desse dom que, em At. 2, Deus chamou a atenção das pessoas que ao se aproximarem, puderam ser evangelizadas. Assim não menosprezemos nenhuma das ferramentas que Deus nos oferece para crescermos na graça e no conhecimento.

A verdade é que não podemos impedir a Deus de falar aos nossos irmãos porque estamos fechados aos seus dons, principalmente nós que já tivemos uma experiência do seu amor e constatamos as transformações em nossas vidas.

Desejemos pois ser instrumentos que levam o amor àqueles que estão sedentos de Deus. Que o nosso ser se abra aos dons que levam a santificação e a unidade da Igreja para que todos os lábios proclamem que Jesus é o Senhor!

Ir. Nancy Kellar
Coordenadora do Ministério de Ensino do ICCRS