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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Percamos o Medo de Errar!


Quem se reconhece e se aceita, quem é humilde, não tem medo de errar. Por quê? Porque se, depois de ponderar, prudentemente, a sua decisão, ainda cometer um erro, isso não o surpreenderá, pois sabe que é próprio da sua condição limitada. São Francisco de Sales dizia de uma forma muito expressiva: “Por que se surpreender que a miséria seja miserável?”.

Lembro-me ainda daquele dia em que subia a encosta da Perdizes, lá em São Paulo, para dar a minha primeira aula na Faculdade Paulista de Direito, da PUC (Pontifícia Universidade Católica). Ia virando e revirando as matérias, repetindo conceitos e ideias. Estava nervoso; não sabia que impressão causariam as minhas palavras naqueles alunos de rosto desconhecido. E se me fizessem alguma pergunta a qual eu não saberia responder? E se, no meio da exposição, eu esquecesse a sequência de ideias?

Entrei na sala de aula tenso, com um sorriso artificial. Comecei a falar. Estava excessivamente pendente  do que dizia, nem olhava para a cara dos alunos. Falei quarenta e cinco minutos seguidos sem interrupção, sem consultar uma nota sequer.

Percebi, porém, um certo distanciamento da “turma”, um certo respeito. Um rapaz, muito comunicativo e inteligente, talvez para superar a distância criada entre o grupo e o professor, aproximou-se e me cumprimentou: “Parabéns, professor. Que memória! Não consultou, em nenhum momento, os seus apontamentos. Foi muito interessante!"

Respirei, mas, desconfiado, quis saber: "Você entendeu o que eu disse?" Admirou-se com a minha pergunta; não a esperava. Sorrindo, encabulado, confessou-me: "Entendi muito pouco, e, pelo que pude observar, a 'turma' entendeu menos ainda".

A lição estava clara: "Dei a aula para mim e não para eles. Dei a aula para demonstrar que estava capacitado, mas não para ensinar”. Faltara descontração, didática, empatia; não fizera nenhuma pausa, nenhuma pergunta. Fora tudo academicamente perfeito, como um belo cadáver. Fora um fracasso.

Lembro-me também que, quando descia aquela encosta, fiz o propósito de tentar ser mais humilde, de preparar um esquema mais simples, de perder o medo de errar, esse medo que me deixara tão tenso e tão cansado; de pensar mais nos meus alunos e menos na imagem que eles pudessem fazer de mim. E se me fizessem uma pergunta a qual não soubesse responder, o que diria? Pois bem, diria a verdade, que precisava estudar a questão com mais calma e, na próxima aula, lhes responderia. Tão simples assim.

Que tranquilidade a minha ao subir a encosta no dia seguinte! E que agradecimento dos alunos ao verem a minha atitude mais solta, mais desinibida, mais simpática! Uma lição que tive de reaprender muitas vezes ao longo da minha vida de professor e de sacerdote: a simplicidade, a transparência e a espontaneidade são o melhor remédio para a tensão e a timidez e o recurso mais eficaz para que as nossas palavras e os nossos desejos de fazer o bem tenham eco.

Não olhemos as pupilas alheias como se fossem um espelho, no qual se reflete a nossa própria imagem; não estejamos pendentes da resposta que esse espelho possa dar às perguntas que a nossa vaidade formula continuamente: "O que é que você pensa de mim? Gostou da colocação que fiz?" Tudo isso é raquítico, decadente, cheira ao mofo do próprio "eu", imobiliza e retrai, inibe e tranca a espontaneidade. Percamos o medo de errar e erraremos menos.




Dom Rafael Llano Cifuentes 
Arcebispo Emérito de Nova Friburgo (RJ)

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Aceitemos Nossa Verdade!


É preciso desejar ser santo e reconhecer que não há santidade sem aceitação de si mesmo. As duas atitudes não se opõem. Precisamos reconhecer nossos limites, mas nunca ter face a eles uma atitude resignada ou medíocre, ao contrário, convém ter um desejo de mudança que não seja uma rejeição de nós mesmos.
Para todo esse processo, é necessário suplicar que o Espírito Santo nos dê a graça da aceitação da verdade e da humildade, e isso não é fácil, porque o orgulho e o medo de não ser aceito e a frágil convicção do nosso valor estão muito enraizados em nós. Só o olhar de Deus pode nos curar, porque o Senhor mesmo disse que temos valor aos seus olhos e que Ele nos ama (cf. Is 53,4).Trazemos em nós uma necessidade vital do olhar do outro, seja de um amigo, um parente ou uma autoridade espiritual, mas é certo que o olhar de Deus vale mais que todos os olhares, pois é o olhar do amor e da verdade que há no mais íntimo de nós.
O livro “A volta do Filho Pródigo”, de Henri Nouwen, evidencia a urgente necessidade de um dia em nossa vida termos a experiência de reconhecer que a nossa verdade está estampada nos olhos de Deus: “Por muito tempo eu achei que era uma espécie de virtude ter baixa auto-estima. Fui tantas vezes prevenido contra o orgulho e a presunção que acabei achando que era bom me depreciar. Mas agora compreendo que o verdadeiro pecado é negar o amor primeiro de Deus por mim e ignorar a bondade original. Porque sem reivindicar esse primeiro amor e essa bondade original, perco contato com o meu verdadeiro eu e enveredo, entre pessoas e lugares errados, numa busca destrutiva pelo que só pode ser achado na casa de meu Pai" [1].



[1] Nouwen, Henri. A volta do filho pródigo. 4ª ed. São Paulo: Paulinas, 1998, p. 117.

Márcia Fernanda Moreno dos Santos
Comunidade Shalom

terça-feira, 24 de abril de 2012

Ate Quando Ficaremos Presos ao pecado?

Deus quer rendimento, portanto, não investe à toa. Ele sabe que podemos render. E o que Ele investe em nós são Seus dons, os dons do Espírito Santo. 

O Senhor quer o rendimento de Seus bens. Ele tirou do preguiçoso, do medroso e deu na mão daquele que tinha dez. E por que tinha dez? Porque trabalhou, investiu, fez mais que todos os outros. Rendeu. E o Senhor, apesar de o homem já ter dez moedas, lhe deu a outra, porque em suas mãos aquela moeda poderia produzir outras dez. Você está entendendo? Para ter de esperar o julgamento final por que você não se gastou agora pelo Reino?! 

É tempo de se gastar, de morrer como o grão de trigo que passa pela morte para produzir muitos grãos. Morrer para se multiplicar; gastar-se para render ao máximo, salvando almas para o Reino de Deus. É o momento de investir com todas as forças nos talentos que recebemos! 

A tática do demônio consiste em nos enredar nas teias da embromação. Assim, você acaba amarrado pelos pés e pelas mãos, pela mente e pelos sentimentos. Trata-se de uma teia igual à de uma aranha, quase transparente, da qual não se consegue sair. 

Até quando você vai ficar enredado nas teias da embromação, sem se decidir definitivamente pelo Reino de Deus? Até quando o demônio continuará embromando-o nos seus pecados de sempre? Até quando? É preciso dizer um basta! 

Deus o abençoe! 

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Depressão, Um mal que Atinge a Todos

Não há quem não tenha depressão, até entre os salmistas você encontra deprimidos. Até Jesus. Mas não podemos parar nela, senão vira enfermidade. Depressão significa "buraco". A pessoa cai no buraco - e todo mundo cai. Quem nunca ficou triste? Importante é não ficar nele. Com Deus nós saímos do buraco.


O Vaticano fez um congresso sobre esse tema [depressão], porque eles estão preocupados com esse mal. Eu li o resumo desse evento e vi que são 300 milhões de pessoas no mundo que sofrem com essa enfermidade. Precisamos tratar desse povo.

Depressão tem cura, e esta tem 3 caminhos:
- Procure um médico psiquiatra; ele pode dar remédio;
- É preciso um psicólogo para saber como se comportar diante das situações difíceis;
- O tratamento tem de ser físico e espiritual.

A medicina cuida do corpo e Deus cuida da alma. E a depressão é uma doença mais da alma que do corpo. E quem cuida da alma é o psicólogo e a religião. Não tenha medo de procurar os três tratamentos. Vá ao grupo de oração e peça oração, mas vá também ao médico. Se você puder buscar alguém que tenha experiência e maturidade para rezar por você, ótimo.
Essa doença é muito difícil de ser diagnosticada. Existe uma relação de coisas que uma pessoa deprimida pode apresentar: doença crônica, problema afetivo, falta de sentido para a vida, excesso de trabalho. Essas são causas. Mas o que a pessoa sente? Muitos podem ser os sintomas da depressão como: cansaço, pensamento de culpa, tristeza, autoestima baixa, falta de apetite, falta de vontade de rezar, fadiga, memória fraca, insônia, dificuldade para decidir, pensamento de morte, quedas de cabelos.
Não adianta falar que a pessoa é fraca. Não importa por que ela está em depressão, você tem de tirá-la do buraco. Tem de juntar pai, mãe, irmãos, namorado. Rezar abraçado com a pessoa uma Ave-Maria, chamá-la para tomar um sol, sair, tomar um sorvete... Tem de tirar a pessoa do buraco com carinho e devagar. É um ato de amor e caridade - e a família é importantíssima nisso.
O deprimido tem de agir contra esse mal, ou seja, reagir, não pode se entregar à tristeza. Temos de cultivar a alegria. Não podemos ficar no buraco.
Como sair da depressão? Você tem de ver o valor que você tem. Só assim não ficará no buraco. Só fica nesse local quem não dá valor a si mesmo. Quem fica nesse lugar é lixo. E você é uma obra de Deus! Perceba o valor que você tem. Você é um ser, alguém muito importante para Deus. Pare de falar que você não tem valor, que você não presta! Você tem valor: isso é a primeira coisa que um deprimido tem de entender. Você é filho do Dono do mundo!
Você quer a prova de que Deus Pai o ama? Jesus disse que Ele pode ter 99 ovelhas, mas se tem uma perdida Ele deixa as 99 para buscar você. Se você é a ovelha deprimida, perdida, Ele larga as outras e vai buscá-lo.


Entenda o valor que você tem. Você é um filho amado de Deus, e não tem direito de "queimar" sua vida. A graça não dispensa a natureza. O Todo-poderoso está pronto para mover o céu para que seu milagre possa acontecer, mas Ele não move uma palha para fazer aquilo que você pode fazer.

Fontr: Cleofas

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Votos Íntimos e Suas Consequências: Quem vive preso ao passado não faz história

Você sabe o que são votos íntimos? E como superá-los na sua vida? Por meio desse Podcast você terá condições de entender de forma mais aprofundada o que é um voto íntimo e suas consequências, pois, quando saímos da falta de conhecimento temos condições de crescer no "Projeto de Vida e Salvação", que Deus tem para cada filho d'Ele. O sol da justiça divina, ou seja, a luz da verdade, precisa brilhar na nossa vida para dissipar as trevas do erro e dos maus sentimentos. É preciso constatar com isso que toda pessoa presa ao passado não consegue dar os passos necessários para o "novo" de Deus.
Enquanto o passado não for resolvido no interior, o seu presente, e consequentemente o seu futuro, nunca serão expressão de uma liberdade em Deus. E por que razão a liberdade não é possível nessa escravidão ao passado? Pelo simples fato de que o ser humano não foi criado para viver esse determinismo, quando algo não deixa de ser passado em nós, ou seja, passa a ser uma ferida permanente e presente. Dessa forma, o saborear do presente da vida fica impossibilitado e, muitas vezes, inexistente, não acontecendo na intensidade e na liberdade que lhe são próprias.
Quem ama, mesmo que inconcientemente, mais a dor do passado do que o presente – que em si mesmo já é alegria, dependendo do olhar que se tem da vida – nunca terá em sua história sentido de eternidade. Que a reflexão breve desse bate-papo o ajude a superar os seus desafios interiores, pois, o tempo de viver o dinamismo da mudança, do amadurecimento e do crescimento é o hoje. Seja decidido!
Pe Eliano Luiz, FJS

sábado, 31 de julho de 2010

Uma Cicatriz

Um menino tinha uma cicatriz no rosto e as pessoas de seu colégio não falavam com ele e nem sentavam ao seu lado; na realidade, quando os colegas de seu colégio o viam franziam a testa devido a cicatriz ser muito feia. Então a turma se reuniu com o professor e foi sugerido que aquele menino da cicatriz não freqüentasse mais o colégio. O professor levou o caso à diretoria do colégio.

A diretoria ouviu e chegou à seguinte conclusão: Que não poderia tirar o menino do colégio e que conversaria com o menino e ele seria o ultimo a entrar em sala de aula e o primeiro a sair. Desta forma nenhum aluno via o rosto do menino, a não ser que olhasse para trás.

O professor achou magnífica a idéia da diretoria; sabia que os alunos não olhariam mais para trás. Levada ao conhecimento do menino a decisão, ele prontamente aceitou a imposição do colégio, com uma condição: Que ele comparecesse na frente dos alunos em sala de aula para dizer o por quê daquela CICATRIZ.

A turma concordou e, no dia, o menino entrou em sala, dirigiu-se a frente da sala de aula e começou a relatar:

-"Sabe, turma, eu entendo vocês; na realidade esta cicatriz é muito feia, mas foi assim que eu a adquiri: Minha mãe era muito pobre e para ajudar na alimentação de casa passava roupa para fora; eu tinha por volta de 7 a 8 anos de idade. A turma estava em silencio atenta a tudo. O menino continuou: além de mim, havia mais 3 irmãozinhos: um de 4 anos, outro de 2 anos e uma irmãzinha com apenas alguns dias de vida.
Silêncio total em sala.

Foi aí que, não sei como, a nossa casa que era muito simples, feita de madeira, começou a pegar fogo; minha mãe correu até o quarto em que estávamos, pegou meu irmãozinho de 2 anos no colo, eu e meu outro irmão pelas mãos e nos levou para fora, havia muita fumaça e as paredes que eram de madeiras pegavam fogo e estava muito quente... Minha mãe colocou-me sentado no chão do lado de fora e disse-me para ficar com eles até ela voltar, pois tinha que voltar para pegar minha irmãzinha que continuava lá dentro da casa em chama. Só que quando minha mãe tentou entrar na casa em chama as pessoas que estavam ali não a deixaram buscar minha irmãzinha. Eu via minha mãe gritar: 'minha filhinha estar lá dentro!' Vi no rosto de minha mãe o desespero, o horror e ela gritava, mas aquelas pessoas não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha... aí que decidi. Peguei meu irmão de 2 anos que estava em meu colo e o coloquei no colo do meu irmãozinho de 4 anos e disse-lhe que não saísse dali até eu voltar. Saí entre as pessoas e quando perceberam eu já tinha entrado na casa. Havia muita fumaça, estava muito quente, mas eu tinha que pegar minha irmãzinha. Eu sabia o quarto em que ela estava. Quando cheguei lá ela estava enrolada em um lençol e chorava muito... Neste momento, vi caindo alguma coisa; então me joguei em cima dela para protegê-la e aquela coisa quente encostou-se em meu rosto...
A turma estava quieta atenta ao menino e envergonhada; então o menino continuou: Vocês podem achar esta CICATRIZ feia, mas tem alguém lá em casa que acha linda e todo dia quando chego em casa, ela, a minha irmãzinha, beija porque sabe que é marca de AMOR."

Para você que leu esta história, queria dizer que o mundo está cheio de CICATRIZ. Não falo da CICATRIZ visível mas da cicatriz que não se vê, estamos sempre prontos a abrir cicatrizes nas pessoas, seja com palavras ou nossas ações.

Há aproximadamente 2000 anos JESUS CRISTO, adquiriu algumas CICATRIZES em suas mãos, seus pés e sua cabeça. Essas cicatrizes eram nossas, mas Ele, pulou em cima da gente, protegeu-nos e ficou com todas as nossas CICATRIZES.. Essas também são marcas de AMOR.

"Por Suas Chagas fomos curados!"(Isaías 53,5) 

Missão Rosa Mística

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Sentimento de Culpa: Lidando com os Limites


A culpa atormenta a muitos, muitas vezes de forma tão intensa que pode “travar” a vida da pessoa. Ela traz junto a si tristeza, o desconforto e a ansiedade. É um sentimento imediato, irracional, de angústia e de autocondenação que, às vezes, atormenta-nos e nos faz sentir dores de estômago.

Mas de onde nasce este sentimento? A culpa nasce do conceito que trazemos dentro de nós do que é certo ou errado, do que é nosso dever fazer ou do que não devemos fazer. Conceitos introjetados em nós de acordo com a cultura em que vivemos. Ele surge [sentimento de culpa] quando contrariamos esses conceitos.

Quando a pessoa possui uma noção distorcida do próprio poder ou traz dentro de si conceitos muito rígidos e inflexíveis, noções desumanas de certo ou errado, tende a se sentir excessivamente culpada. Às vezes a culpa se refere não ao seu pesar por ter perdido o ideal, mas ao desapontamento por não ver realizado o desejo de ser amada, reconhecida, valorizada.

Outras pessoas, por não conseguirem deparar com o próprio erro, tendem a sempre colocar a culpa nos outros. Por outro lado, a culpa é importante no nosso processo de crescimento pessoal e amadurecimento humano, e aqueles que são destituídos desse sentimento, vivem num mundo sem moral e sem lei, o que pode ser muito perigoso e até doentio.

A culpa, portanto, tem diversas nuances: pode ser um sentimento destrutivo e infantil, que nos fecha em nós mesmos e nos impede de amadurecer, e pode ser um sentimento construtivo, essencial para sermos pessoas responsáveis e capazes de crescer. A culpa positiva nasce da comparação entre o meu “eu” e os valores que me solicitam: a consciência de ter transgredido um estilo de vida livremente aceito, ou seja, nasce da consciência de ter transgredido um valor importante para mim (sinto-a, porque perdi o verdadeiro sentido de minha vida). Nasce da capacidade de julgarmos a nós mesmos em termos dos valores morais que trazemos interiorizados. Nesse caso, quando a pessoa depara com o sentimento de culpa, o que acontece é uma atitude de autocrítica, de percepção do próprio erro e a decisão de mudança de comportamento e de postura diante do próprio erro.

Aqueles que possuem dificuldade para lidar com os próprios limites, erros, fracassos, incapacidades, tendem a se martirizar e se culpar de forma excessiva. A causa da culpa destrutiva pode ser o medo do castigo (real ou imaginário) proveniente dos outros ou da própria pessoa que tem esse sentimento, ou seja, o medo de ser castigada pelos outros ao ser descoberta em seu erro, ou uma tendência à autopunição e à autocondenação, na qual a pessoa se martiriza pelo próprio erro, travando toda a sua vida futura.

Aprender a reconhecer a própria culpa é aprender a reconhecer que temos limites, que somos frágeis, que somos humanos e, portanto, erramos.

Existem pessoas que fazem um ideal de si mesmas tão alto que isso se torna algo inatingível e, com isso, elas nunca conseguem estar à altura dos próprios ideais, caindo numa autocobrança impiedosa. Não podemos nos esquecer de que todos nós, homens e mulheres, trazemos em nós virtudes e defeitos, riquezas notáveis e incoerências.

Reconhecer a nossa culpa exige coragem para reconhecermos nossas próprias limitações. Reconhecer a própria culpa é essencial para que brote uma nova postura diante de nós mesmos e do mundo, sem cobranças, sem acusações, sem autopiedade.

Precisamos aprender a ter uma justa estima de nós mesmos, uma autoimagem correta e normal, no reconhecimento de que somos dotados de muitos elementos positivos e, ao mesmo tempo, possuímos muitos contornos limitantes que dificultam o agir. Ter uma imagem realista de nós mesmos, reconhecendo que não somos a pessoa que fomos no passado, mas que ainda não somos a pessoa que seremos no futuro.

Que tipo de sentimento de culpa você traz dentro de si? Uma culpa destrutiva, por medo de ser castigado ou por não admitir seus próprios erros? Ou uma culpa positiva, que nasce da consciência de nossa possibilidade de errar e que o leva a buscar ser cada dia melhor?


Manuela Melo
psicologia@cancaonova.com
Missionária da Comunidade Canção Nova, formada em Psicologia, com especialização em Logoterapia

domingo, 10 de janeiro de 2010

Crescer com Nossos Limites

Respeitemos os nossos limites e sejamos felizes!
Pe Fábio de Melo




terça-feira, 17 de novembro de 2009

Desterre Seus Traumas


Muitas vezes, semeamos traumas dentro de nós e que depois vêm à tona. Existem sementes que germinam de um dia para o outro, mas existem sementes que levam anos para que isso aconteça. São Paulo, em sua carta, diz que há também em nossa vida espiritual sementes de mágoas e de traumas que caíram em nosso coração e foram enterradas e, muitas vezes, o que tentamos fazer é esquecê-los [mágoas e traumas]. É preciso trazer à luz a experiência que vivemos consciente ou inconscientemente e que está guardada em nós, gerando vícios. Lembremos que todos os vícios têm como raiz um trauma.

Quando se estabelece o pecado em nós, gerando mais pecados, isso é sinal de trauma que precisa ser desenterrado. Não é fácil tocar nesses traumas; é doloroso, mas também necessário para a cura. Todo processo de arrancar é doloroso, não é rápido, automático.

Nós estamos mal-acostumados com meios fáceis e rápidos, como o celular, o avião, o controle remoto e em tudo queremos rapidez. Corremos o risco de pensar que com as realidades espirituais e afetivas acontecem da mesma forma, e, na verdade, os traumas só são curados a partir de uma decisão pessoal.

Trauma é aquilo que na hora traumatiza, e por isso é mais fácil esconder e dizer "um dia melhora"; quando na verdade além de não sarar complica. Primeiro, você tem que tomar a decisão de querer tocar na ferida, consciente de que se não desinfetá-la vai complicar ainda mais.

O grande problema dos adultos é pensar que as crianças não sentem e não explicam muitas coisas a elas, sendo que entendem tudo. Nós adultos temos rejeições; os idosos também e começam a viver do passado por se sentirem rejeitados no tempo presente. Você que é idoso não tenha vergonha da sua idade, aceite a forma que você é.

1° passo: Aceite-se do jeito que você é hoje, sem isso não há transformação, pois, se você não se aceita você não se ama. Diante de Deus, até diante do seu espelho diga "Eu me aceito do jeito que eu sou".

2° passo: Na sua cama, deite um pouco mais cedo e reze com o seu corpo. Respire fundo e comece a concentrar-se, lembre-se do seu pé, aceitando-o, ame-o e cuide dele. Aceite a sua perna, seu joelho e, assim, todo o seu corpo. É uma oração para curar também os traumas trazidos da sexualidade. Quem aceita ama e quem ama cuida.

artigo transcrito de palestra de Nov. 2005

Pe. Léo - SCJ

sábado, 11 de abril de 2009

Dica de Livro: A CABANA


"Esta história deve ser lida como se fosse uma oração, a melhor forma de oração, cheia de ternura, amor, transparência e surpresas. Se você tiver que escolher apenas um livro de ficção para ler este ano, leia A cabana." - Michael W. Smith

Este livro chegou a mim através da nossa formadora, Sueli, e melhorou minha maneira de ver a presença Extraordinária de Deus em meus dias "comuns".

Publicado nos Estados Unidos por uma editora pequena, A Cabana revelou-se um desses livros raros que, por meio do entusiasmo e da indicação dos leitores, se torna um fenômeno de público: já são quase dois milhões de exemplares vendidos.

Durante uma viagem em um fim de semana, a filha mais nova de Mack Allen Phillips é raptada e evidências de que ela foi brutalmente assassinada são encontradas em uma cabana abandonada.

Após quatro anos vivendo em uma tristeza profunda, causada pela culpa e pela saudade da menina, Mack recebe um estranho bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o para voltar à cabana onde aconteceu a tragédia.

Apesar de desconfiado, ele vai ao local do crime em uma tarde de inverno e adentra passo a passo no cenário de seu mais terrível pesadelo. Mas o que ele encontra lá muda o seu destino para sempre.

Em um mundo tão cruel e injusto, A Cabana levanta um questionamento atemporal: Se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar o nosso sofrimento?

As respostas que Mack encontra vão surpreender você e podem transformar a sua vida e seu relacionamento com a Santíssima Trindade de forma tão profunda quanto transformou a dele. Você vai querer partilhar este livro com todas as pessoas que ama.

Um ótimo Livro para quem trilha o caminho maravilhoso da Adoração!

Luis Fernando Pimentel de Alencar
Fundador e Coordenador Geral da Missão de Evangelização Rosa Mística


domingo, 5 de abril de 2009

Terço das Chagas de Cristo


O Senhor, ao manifestar-Se à Irmã Maria Marta Chambon, do Mosteiro da Visitação de Santa Maria Chambery, falecida em odor de santidade em 21 de Março de 1909 , encarregou-a de invocar constantemente as Suas Chagas e de avivar esta devoção no mundo. Para este fim, revelou-lhe com palavras vivas os tesouros que encerram essas feridas abertas na Sua Carne imaculada. "O meu Pai compraz-Se na oferta das minhas Sagradas Chagas. Oferecer as minhas Chagas ao Pai Eterno é oferecer-Lhe a Sua Glória, é oferecer o Céu ao Céu. As minhas Santas Chagas sustêm o mundo. Concederei tudo o que Me pedirem pela invocação às Santas Chagas. Obtereis tudo, porque é o mérito do meu Sangue, que é de um preço infinito. As minhas Chagas repararão as vossas. Das minhas Chagas saem frutos de Santidade. Quando tendes algum desgosto, algum sofrimento, deveis colocá-lo logo nas minhas Chagas."

MODO DE REZAR


Abertura:


- Deus, vinde em nosso auxílio.
Senhor, socorrei-nos e salvai-nos! Glória…

Oração inicial:

- Ó Jesus, Divino Redentor, sede misericordioso para conosco e para com o mundo inteiro. Amem.


- Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro. Amem.

- Graça e misericórdia, meu Jesus, durante os perigos presentes. Cobri-nos com o Vosso Sangue Precioso.
Amem.

- Pai Eterno, misericórdia, pelo Sangue de Jesus Cristo, Vosso Único Filho: Tende misericórdia de nós, nós Vo-lo suplicamos.
Amem..

NAS CONTAS GRANDES DO TERÇO (Em lugar do Pai Nosso):

- Pai Eterno, eu Vos ofereço as Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo, para curar as Chagas das nossas almas.

NAS CONTAS PEQUENAS DO TERÇO (Em lugar da Ave Maria):


- Meu Jesus, perdão e misericórdia pelos méritos das Vossas Santas Chagas!


NO FIM:

Recita-se três vezes a jaculatória:


- Pai Eterno, eu Vos ofereço as Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo, para curar as chagas das nossas almas.

(300 dias de indulgência por cada vez. S.S. Pio XI, 16 de Janeiro de 1924).

sábado, 28 de junho de 2008

NOITE DE CURA E LIBERTAÇÃO!


QUARTA-FEIRA DIA 02 DE JULHO

NOITE DE CURA INTERIOR E LIBERTAÇÃO
, COM ORAÇÃO ESPECIAL PELA CURA DA DEPRESSÃO E DA SÍNDROME DO PÂNICO.


LOCAL:PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA ROSA MÍSTICA-MANGABEIRAS


HORÁRIO:19:30 ÀS 21HORAS.


REALIZAÇÃO:RCC ROSA MÍSTICA

quinta-feira, 27 de março de 2008

Dor No Juízo


Tem gente que tem dor de cabeça.


Enxaqueca. Palavra engraçada: en-xa-que-ca. “Encher a Queca”.


Dizem que essa dor é pra gente chique e mandona... será? Sei não...

Sempre que alguma coisa não acontece do jeito esperado, do jeito planejado, do jeito encomendado, de repente, não mais que de repente, a cabeça da madame (o que vale para todos as madames e cavalheiros...) começa a dizer aqueles palavrões horrorosos mas que de jeito nenhum tem coragem de sair da cabeça pra fora, então não tem outro jeito, fica da cabeça pra dentro... Dependendo do grau do palavrão é o grau da dor de cabeça. Uuuuuuuuuui!!! Aí o charme toma conta, afinal a dor de cabeça precisa de classe pra convencer...

Eu já tive tantas...


Nem te conto onde vai parar a cabeça cheia de caraminholas e temperada com raiva contida...


Tem gente que tem dor de barriga.


Imagine o dia em que um sonho maravilhoso está chegando como aquele da donzela que espera trinta anos pra se casar (ou quarenta, ou cinqüenta, ou sessenta... dependo da capacidade de administrar o desespero... ) o bendito dia chega. Todo mundo na igreja esperando a pobrezinha... e ela em casa, sem saber no que mais gastava sua preocupação: se no altar, com o Zé Maria, que finalmente à pediu em casamento depois de anos de enrolação e de todas as outras que ele jura não ter tido, ou nas contas matemáticas casamentícias de quantos anos de espera ela teve de agüentar pra se casar, que com certeza todos da igreja iriam estar fazendo, principalmente quando ela aparecesse na porta da igreja, toda temerosa com seu vestido branco-bege de renda, brega de doer... A pobre não agüenta e a barriga grita mais o medo do que a coragem de ser feliz e ela fica mesmo é no banheiro da sacristia... Santa solteirice!!

O casamento é transferido.


Motivo: dor de barriga.


Tem gente que tem dor no juízo...


Ah dorzinha miserável! Que não sabe de onde vem nem pra onde vai, mas está longe de desistir da missão de importunar uma pecadora acostumada e bem treinada como eu...

É aquela dozinha intrometida, que chega bem na hora que a gente quer se ver livre da culpa, mas não sabe fazer a coisa certa sem precisar se desculpar, não sabe ser livre, não sabe onde mora a verdade dentro de si mesmo... Que “antice”!!

É aquela dorzinha que lhe diz a coisa certa no momento certo com a pessoa certa, mas você tenta convencê-la de que ela é que está errada...

É aquele som interior, terrível e maravilhoso que entorta todas as possibilidades de infidelidade da alma, mas se a gente se mexe demais por não ouvi-la, acaba por conseguindo e aí... a vaca vai é gostar do brejo.

De todas as dores da humanidade essa é a melhor dor que a gente pode ter!


Dor no juízo! Que dor maravilhosa!


Nossa Senhora da Dor de Todos os Juízos do Mundo, desata os nós dos nossos barulhos interiores e manda “é mais” dor pra nós...

Ziza Fernandes

sábado, 8 de março de 2008

Não Aceite Soluções Fáceis!

Imagem de DestaqueMuitos erros e sofrimentos acontecem porque queremos dar soluções fáceis e rápidas para problemas difíceis; isso é um grave erro que causa sérios problemas.

Quanto mais difícil é um problema, tanto mais difícil será a sua solução, pois não há solução fácil quando o problema é difícil.

Na vida também é assim, não há solução fácil, cômoda, rápida e barata para os problemas difíceis. Mas, infelizmente, no campo do comportamento estamos cheios de “soluções fáceis”, que em vez de solucionar os problemas, os tornam ainda mais graves.

Há sempre duas maneiras de solucionar um problema: a primeira será “fácil”: improvisada, rápida, cômoda, sem sacrifícios e muitas vezes imoral; a segunda será “difícil”: demorada, planejada, árdua e dispendiosa. A segunda será eficaz e duradoura; a primeira, inócua e falsa. Não se arrisque.

É fácil distribuir preservativos e seringas para se evitar a AIDS; mas é difícil ensinar as pessoas sobre o emprego moral do sexo e o valor da castidade.

É fácil fazer guerra, é difícil manter a paz. É fácil praticar um aborto e eliminar uma vida, mas é difícil aceitar, acolher, respeitar, amar e educar um ser humano em qualquer situação.

O grande problema do mundo não é resolver os problemas, mas “como” resolvê-los. Nunca acredite numa solução fácil e rápida. A sabedoria popular já aprendeu que “o barato sai caro” e que “a pressa é inimiga da perfeição”. As soluções sérias são eficazes e duradouras; geradas no sofrimento, na oração, na paciência, nas lágrimas, no diálogo, na compreensão, etc. Não há solução fácil para problema difícil. Essa é a pior tendência do homem moderno; querer resolver todos os problemas de maneira rápida, com soluções imediatistas, atropelando o tempo, a moral, os costumes, a fé e o próprio Deus. Por fim, se dá conta de que correu em vão.

O Mestre disse que aquele que não pratica os seus ensinamentos é como aquele que constrói a casa na areia; e logo é destruída pelas tempestades e correntezas; e continua a nos dizer: “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição” (Mt 7, 13-14). Todo problema tem uma solução; senão deixa de ser um problema.

O saudoso Papa João Paulo II nos ensinou que as soluções propostas por Cristo – para os graves problemas da humanidade – são difíceis, mas jamais decepcionam. Jamais vi alguém chorar porque viveu os ensinamentos do Evangelho, mas já vi muita gente chorar porque não quis vivê-los.


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Felipe Aquino

domingo, 2 de março de 2008

Arsenal de Infantilidades


“Explico-me: enquanto o herdeiro é menor, em nada difere do escravo, ainda que seja senhor de tudo, mas está sob tutores e administradores, até o tempo determinado por seu pai. Assim também nós, quando menores, estávamos escravizados pelos rudimentos do mundo. Mas quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma lei, a fim de remir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a sua adoção. A prova de que sois filhos é que Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai! Portanto já não és escravo, mas filho. E, se és filho, então também herdeiro por Deus” (Gálatas 4; 1-7).

Essa palavra é muito concreta e humana, inicialmente podemos achar um absurdo assemelhar uma criança ao escravo, é simples porque uma criança não é capaz de fazer a separação, a criança é egoísta e o egoísta é aquele que se ocupa do seu mundo, para ele o outro é uma extensão da sua necessidade.

As crianças são escravas de suas necessidades.

A maturidade de uma criança acontece na medida em que ela vai crescendo. Uma criança é escrava porque ela não sabe a razão da regra, mas submete. Quando ela cresce e obedece a regra porque compreende, ela deixa de ser escrava.
Quantos jogos construtivos, que educa a criança para compreensão de regra, são jogos simples de encaixe entre outros, não videogames que muitas vezes a regra é matar. A palavra de São Paulo é atual. Nós também trazemos as infantilidades nos nossos afetos, insistimos em trazer em nós um arsenal de sentimentos infantis, egoístas, só pensamos em nós e em nossas necessidades. Quando somos afetivamente infantis, nos transformamos em verdadeiros monstros. Uma criança se você não disciplina, se ela é sem regra, ela é um monstro. Tudo aquilo que você desconhece se torna soberano sobre você, o desconhecido nos escraviza.
Quantas vezes você teme a pessoa desconhecida, e aí está a infantilidade.
A birra é o excesso da criança, excesso da infantilidade, e na birra a criança se sente fracassada por não conseguir seu objetivo.
Ensine a criança a lhe dar com as impossibilidades.

E você, quantas vezes dá sua birra? Quantas vezes, não sabe lhe dar com os limites?
Quantos adultos que não se manifestam, não têm coragem de dá opinião porque são infantis, são escravos de seus medos, isso é mesma coisa de birra.

Partilhe, dê opinião. A nossa birra se manifesta na nossa cara feia, nas nossas respostas ríspidas, só não temos a coragem de nos jogar no chão.

Quantos adultos com medo de quarto escuro. Eu pergunto: Qual o mau de um quarto escuro? Mas quantas vezes fomos trancados nos quartos e disseram que lá dentro tinha um monstro. Uma criança ela não tem inteligência suficiente para saber que ali não tem um bicho, porque a referência que ela tem é o adulto. E quantos adultos presos nas emoções do passado. Como você pode curar seu medo de quarto escuro? Traga à sua razão o que te faz sentir medo. Entre no quarto escuro e diga: ‘Este quarto não pode me fazer mau’. Não importa quantos anos você tem. Sente-se com toda sua maturidade, sente-se com você criança e tenha a oportunidade de se curar dos medos do passado. Olhe para o seu abandono que lhe desespera, fale que quem te abandonou é porque não te conheceu e quem não te conheceu não te amou. Você hoje é adulto, maduro, olhe para as fases da sua vida que precisa ser curada, olhe para você criança, você adolescente.

Permita Deus resgatar a sua alma ferida.
Muitas vezes é preciso voltar no tempo e reconciliar consigo mesmo. Nenhum perdão será concreto se antes você não se perdoar, nenhum olhar será profundo se você não olhar. A emoção é burra. Olhe para uma pessoa apaixonado é quase bobo. As emoções são burras.
Deus é especialista de curar corações machucados. O que pode nos destruir na vida não é o que os outros fazem para nós, mas o que permitimos que outros façam de nós. O maior consolo que você precisa não é dos outros, é de você mesmo. Não adianta o outro deixar você livre, e você se sentir escravo. Seja ‘rio’. Pare de dá birra. Pare de lamentar o que você não teve. Seja rio, que quando coloca barreira, ele não deixa de crescer, mas fica mais profundo. Deus ainda prefere os miseráveis.
Deus olha para você, e no momento da sua birra Ele se encontra com você.


Pe Fábio de Melo

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Diga: EU TE AMO!



Confesso que já vi inúmeros conflitos simplesmente sumirem no momento em que alguém resolveu dizer "eu te amo". Mesmo em meio a erros drásticos, incompreensões graves e desencontros tolos!

Quando alguém falou de amor, tudo mudou; coisas aparentemente muito importantes perderam espaço e até dificuldades foram superadas, porque alguém resolveu falar: "eu te amo". Cuidado! Amor contido faz sofrer muito e sofrer mais ainda quem não faz romper o medo de amar com a coragem de quem resolve viver.

É isso que você precisa fazer e rápido. Agora é com você! Se não percebeu, eu lhe digo rapidinho que amar e dizer que ama, é uma decisão que só você pode tomar. Tenha pressa, sim! Reflita comigo: a maioria dos problemas tem como causa o desamor! Experimente dizer: "eu te amo". Se puder, depois, conte-me os resultados!

Ricardo Sá-Comunidade Canção Nova

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Um Resumo de uma História Que Pode Ser a Nossa!


Era uma vez, numa terra distante, um monge e seu discípulo. Certo dia, em suas andanças, avistaram ao longe um casebre. Ao se aproximar, notaram que, a despeito da extrema pobreza do lugar, a casinha era habitada. Naquela área desolada, sem plantações nem árvores, viviam um homem, uma mulher, seus três filhos pequenos e uma vaquinha magra e cansada. Com fome e sede, o monge e o discípulo pediram abrigo por algumas horas. Foram bem recebidos. A certa altura, enquanto se alimentava, o monge perguntou:

- Este é um lugar muito pobre, longe de tudo. Como vocês sobrevivem?
- O senhor vê aquela vaca? Dela tiramos todo o nosso sustento
- disse o chefe da família.
- Ela nos dá o leite, que bebemos e também transformamos em queijo e coalhada. Quando sobra, vamos à cidade e trocamos o leite e o queijo por outros alimentos. É assim que vivemos.

O sábio agradeceu a hospitalidade e partiu. Nem bem fez a primeira curva da estrada, disse ao discípulo:

- Volte lá, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali em frente e atire-a lá pra baixo.
O discípulo não acreditou.
- Não posso fazer isso, mestre! Como pode ser tão ingrato? A vaquinha é tudo o que eles têm. Se eu jogá-la no precipício, eles não terão como sobreviver. Sem a vaca, eles morrem!


O sábio, como convém aos sábios , apenas respirou fundo e repetiu a ordem:

- Vá lá e empurre a vaca no precipício.

Indignado porém resignado, o discípulo voltou ao casebre e, sorrateiramente, conduziu o animal até a beira do abismo e o empurrou. A vaca, previsivelmente, estatelou-se lá embaixo. Alguns anos se passaram e durante esse tempo o remorso nunca abandonou o discípulo. Num certo dia de primavera, moído pela culpa, abandonou o mestre e decidiu voltar àquele lugar. Queria ver o que tinha acontecido com a família, ajudá-la pedir desculpas, reparar seu erro de alguma maneira. Ao fazer a curva da estrada não acreditou no que seus olhos viram. No lugar do casebre desmazelado havia um sítio maravilhoso, com muitas árvores, piscina, carro importado na garagem, antena parabólica. Perto da churrasqueira, estavam três adolescentes robustos comemorando com os pais a conquista do primeiro milhão de dólares. O coração do discípulo gelou. O que teria acontecido com a família? Decerto, vencidos pela fome foram obrigados a vender o terreno e ir embora. Nesse momento, pensou o aprendiz, devem estar mendigando em alguma cidade. Aproximou-se, então do caseiro e perguntou se ele sabia o paradeiro da família que havia morado lá há alguns anos.

- Claro que sei. Você está olhando para ela! disse o caseiro, apontando as pessoas ao redor da churrasqueira. Incrédulo, o discípulo afastou o portão, deu alguns passos e, chegando perto da piscina, reconheceu o mesmo homem de antes, só que mais forte e altivo, a mulher mais feliz, as crianças, que haviam se tornado adolescentes saudáveis. Espantado, dirigiu-se ao homem e disse:
- Mas o que aconteceu? Eu estive aqui com meu mestre uns anos atrás e este era um lugar miserável, não havia nada. O que o senhor fez para melhorar tanto de vida em tão pouco tempo?

O homem olhou para o discípulo, sorriu e respondeu:

- Nós tínhamos uma vaquinha, de onde tirávamos nosso sustento. Era tudo o que possuíamos, mas um dia ela caiu no precipício e morreu. Para sobreviver, tivemos que fazer outras coisas, desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. E foi assim, buscando novas soluções, que hoje estamos muito melhor que antes...


Autor Não Identificado

Qual a lei que rege sua vida?O seu passado?

Imagem de Destaque Jesus disse: “Tirai a pedra!” Marta, a irmã do morto, disse-lhe: “Senhor, já cheira mal, pois é o quarto dia”. Jesus respondeu: ”Não te disse eu: Se creres, verás a glória de Deus?” (Jo 11,39-40).

Quando justificamos nossa vida pelos acontecimentos do passado ou por aquilo que trazemos no nosso inconsciente, estamos deixando de lado a realidade de que Jesus é o Senhor da nossa vida. Ele é Senhor de tudo, é Senhor também do nosso inconsciente e, portanto, tem o poder de ordená-lo para o amor e de nos libertar de tudo o que nos acusa e nos prende, e acima de tudo, daquilo que estabelecemos como lei em nossa vida.

Quantas vezes, vivemos escravizados por condicionamentos do nosso passado em situações vividas, as quais não foram curadas, ou melhor, não a colocamos sob os cuidados do Ressuscitado para que as ordenasse em nós. Dessa forma, vivemos anos e anos arrastando essas lembranças de nossas vidas.

Jesus, uma vez ressuscitado, tendo vencido a cruz, Ele tem o poder de quebrar todas as cadeias – que estabelecemos em nossas vidas – como lei que nos regem, nos prendem e escravizam. E, com isso, também escravizam aqueles que convivem conosco, não nos permitindo viver para o amor perfeito.

Se você é uma pessoa que traz em si conceitos preestabelecidos e os traz para sua vida como verdades absolutas, deixando seu passado reger sua vida e ser o sinalizador do seu presente – vivendo um eterno sentimento de coitadinho e de vítima de tudo o que já aconteceu – saiba que você precisa passar por uma experiência da ressurreição na sua vida.

Jesus tem poder de ordenar tudo em nós para o amor em nosso passado e presente fazendo-nos viver uma liberdade interior, nos quais o próprio Cristo passar a ser o Centro e Senhor de todas as coisas em nossa vida, de forma que o passado e as lembranças, que nos escravizavam, começam a perder forças, dando lugar à força do Ressuscitado agir e nos levar a ser aquilo que o próprio Deus nos criou no seu desígnio de amor.

Para isso é necessário ter a coragem de nos abrir a essa busca de tocar em nossa história e querer passá-la pela luz da ressurreição de Jesus. Será necessária também a coragem de deixar Jesus entrar no “túmulo” do nosso passado, por mais fedido que esteja e por mais que já tenham passado muitos anos... De forma a deixar nosso passado se encontrar com a Luz do Ressuscitado e, assim como Lázaro, vir para fora e viver uma vida nova.

Deus abençoe sua decisão de provar a força do Ressuscitado em sua vida.

Com carinhos e orações,

Cícera Gonçalves
Comunidade Canção Nova

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

É tempo de amadurecer!



.... A julgar pelo tempo, já devieis ser mestres! Contudo ainda necessitais que vos ensinem os primeiros rudimentos da palavra deDeus, e vos tornastes tais, que precisais de leite em vez de alimento sólido! Ora, quem se alimenta de leite não é capaz de compreender uma doutrina profunda, porque é ainda criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que a experiência já exercitou na distinção do bem e do mal. (Hb 5, 12-14)
Ao ler esta palavra me deparei com o Deus da verdade, que revela toda a verdade, do caminho daquele que abraça a fé em Cristo Jesus.
O amor do Pai, conduziu Jesus no caminho da maturidade da fé. Logo após o encontro de José e Maria com Jesus no templo, onde Ele diz "Não sabieis que preciso ocupar-me das coisas de meu Pai", a palavra nos diz: Crescia em sabedoria e graça diante de Deus e dos homens. O itinerário de amor do Pai pelo seu filho Jesus que o fazia crescer no amadurecimento humano e espiritual, até a morte de sí mesmo, é nosso também.
Aquele que se torna filho é conduzido pelo Pai pelo mesmo caminho do Filho.
No amadurecimento humano: É preciso motivar, em nossas comunidades, o sair das atitudes de infantilidades e aceitar crescer. Como Jesus teve que enfrentar os desafios de não ser compreendido, não ser amado por todos, de não possuir o que deseja, de esperar o tempo próprio, de ouvir discussões de seus apóstolos, questionamentos dos escribas e fariseus. Ele teve que acolher, de maneira crescente, os desafios que exigem o esforço do corpo: acordar cedo, caminhar embaixo do sol, da chuva, dormir mais tarde, rezar diariamente, cumprir as tarefas do dia...
O esforço de amadurecer exige querer crescer. Como Jesus poderia entregar seu corpo na cruz se antes não tivesse experimentado a entrega do corpo na sua missão diária? Como poderia ter chegado a estatura do homem maduro se antes não tivesse morrido muitas vezes para sua vontade própria, deixando emergir o mais essencial que o Pai tinha
colocado Nele: O Faça-se a Tua vontade?
Em sua história desde bebê, no Egito precisou viver foragido, com um povo estrangeiro, alimentação de todo o tipo, e em meio aos pagãos sustentar sua fé. Em Nazaré entre os parentes, ouvindo e presenciando os sofrimentos da espera "Deus nos enviará o Salvador", aprendendo o valor da amizade, a dignidade do trabalho que dá bons frutos e nos obriga a vencer o cansaço.Na Sua humanidade, o Pai lhe oportuniza a estrutura equilibrada de uma criança que se tornava, no dia a dia, um homem feito. Este é o desejo do Pai para nós seus filhos, fazer em nossas comunidades homens e mulheres adultos em nossa humanidade, livres de toda infantilidade, responsáveis pela nossas próprias decisões, pela nossa própria vocação, missão na Igreja e no mundo.
No amadurecimento na fé: O Pai nos leva a amadurecer na fé, pois precisa contar com seus amigos. Neste caminho de formação nos deparamos com nossos sentimentos de impotência. Deparamos com nossos desejos incontroláveis. Com nossa angustia que mais procura a nós mesmos do que uma angústia que O procure como nos sugere Santo Agostinho. O Pai toma a nossa mão e vai nos introduzindo no caminho da fé, assim como fez com Seu Filho, como também fez com Maria "Bem Aventurada és tu que crestes".
Jesus precisou também amadurecer na confiança do amor do Pai, reconhecer onde o Espírito soprava , para poder agir: Naquele cego que gritava , "Jesus Filho de Davi tem piedade de mim". Naquela mulher que o tocou e dele saiu uma força. Naquela resposta de Pedro que o convenceu "Bendito és tu Simão, pois não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus". Este também é nosso caminho na fé, na certeza de que o Espírito vai se manifestar, vai direcionar onde precisamos atuar, dentro de nós, ao nosso redor, em nossa missão e vocação. Abandonar-se a sua linguagem da espera ou da ação. "Ainda não chegou minha hora" ou " ..vamos a Jerusalém". É preciso escutar o Espírito que revela a vontade do Pai, e realiza-la mesmo quando ainda permanecemduvidas, porque pelos frutos O conheceremos. È preciso comer alimento sólido, sem centralizar o emocional, mas o espiritual.Crer independentemente do prazer, da resolução dos problemas, do alívio do fardo. Crer naquele que me conforta, me sustenta, que me ergue do chão. Crer Naquele que está comigo faça chuva ou faça sol, porque coloca sobre mim, seu filho(a) toda Sua afeição. Crer naquele que conhece tudo de mim por isto sabe como falar comigo. Crer no que os meus olhos não vêem, mas se realiza na dimensão do mistério onde não alcanço por inteiro. Crer a ponto de abandonar-se nas mortes pessoais para ressurgir na liberdade de Filho de Deus, pois não tem mais
nada a perder porque está entregue em Suas mãos.

Gislaine T. Benedetti Comuidade Oásis