Para todo esse processo, é necessário suplicar que o Espírito Santo nos dê a graça da aceitação da verdade e da humildade, e isso não é fácil, porque o orgulho e o medo de não ser aceito e a frágil convicção do nosso valor estão muito enraizados em nós. Só o olhar de Deus pode nos curar, porque o Senhor mesmo disse que temos valor aos seus olhos e que Ele nos ama (cf. Is 53,4).Trazemos em nós uma necessidade vital do olhar do outro, seja de um amigo, um parente ou uma autoridade espiritual, mas é certo que o olhar de Deus vale mais que todos os olhares, pois é o olhar do amor e da verdade que há no mais íntimo de nós.sexta-feira, 27 de abril de 2012
Aceitemos Nossa Verdade!
Para todo esse processo, é necessário suplicar que o Espírito Santo nos dê a graça da aceitação da verdade e da humildade, e isso não é fácil, porque o orgulho e o medo de não ser aceito e a frágil convicção do nosso valor estão muito enraizados em nós. Só o olhar de Deus pode nos curar, porque o Senhor mesmo disse que temos valor aos seus olhos e que Ele nos ama (cf. Is 53,4).Trazemos em nós uma necessidade vital do olhar do outro, seja de um amigo, um parente ou uma autoridade espiritual, mas é certo que o olhar de Deus vale mais que todos os olhares, pois é o olhar do amor e da verdade que há no mais íntimo de nós.quinta-feira, 10 de julho de 2008
No Clima do Congresso Nacional da RCC, a Primeira Formação de Família Para a Juventude Revolução Jesus: Tenho Medo do Casamento e Agora?

Haverá momentos em que precisaremos assumir um compromisso mais sério com alguém, e o nosso dilema será saber se estamos fazendo a melhor escolha. Certamente, essa hesitação seria menor se fosse possível adivinhar as conseqüências de nossas opções; o que é praticamente impossível. Fica a nosso critério apenas tentar descobrir os procedimentos para melhor alcançar nossos propósitos.
Os bons resultados de um trabalho são alcançados por meio de boas ferramentas e de um plano de ação. Para alguém que deseja roçar um campo, mesmo possuindo os equipamentos necessários, ainda assim, poderá ser surpreendido com chuvas ou outras interferências, as quais não dependem de sua vontade. Da mesma maneira, na vida conjugal, por melhor que sejam os nossos projetos, precisamos estar cientes de que também estaremos sujeitos a certas situações que não foram previstas, mas que poderão ser solucionadas com o empenho de ambos.
Para quem vive o namoro há algum tempo, por vários momentos já deve ter conversado sobre o futuro do relacionamento. É no amadurecimento e no tempo de convívio que os casais obterão subsídios suficientes para acolher a proposta de uma vida matrimonial. Assumir a vida conjugal será sempre uma tarefa desafiadora, pois independentemente do estado social ou financeiro, este compromisso une as pessoas num único sentimento. É pensando nisso que, talvez, a maioria das pessoas hesite diante de uma proposta de firmarem para sempre seu relacionamento.
O medo de enfrentar o “desconhecido”, as histórias de crises conjugais e o peso das responsabilidades somados às estatísticas, que apontam o crescimento de casais divorciados, podem realmente intimidar os nubentes. Isso não significa que as causas que justificaram os insucessos do casamento de outras pessoas estarão também condenando à falência o propósito do casal de enamorados.
O amor exige, de todos, disposição e coragem para romper com suas próprias limitações. Acreditar que o casal está isento de imperfeições ou que por toda a vida conjugal viverá, a cada segundo, em perfeita harmonia sem empreender esforço algum, pode ser um grande engano. Sabemos que, ao longo do convívio, nem sempre os elaborados planos vão dar certo; mas a decisão comum do casal em viver seus propósitos, a fim de alcançar seus objetivos, os fará assumir uma nova atitude diante de cada novo problema.
Decidir-se pelo casamento, entendendo que o relacionamento pode ser diferente, é o que diferenciará nossas opções e nos dará forças para lutar pela felicidade conjugal ao lado da pessoa que escolhemos para partilhar nossa vida.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Namoro: Como Entender o Outro?

Uma das nossas maiores riquezas são as diferenças! No repertório do nosso Criador não há chance de repetição! Cada pessoa é uma pessoa, cada homem é único, cada mulher é única. E Deus nos quis fazer sexuados: masculino ou feminino. Aqui já começam nossas diferenças e também nossas riquezas, pois à medida que as diferenças se evidenciam o aspecto da complementaridade sobressai. E como sempre gosto de ressaltar: nossa felicidade reside em estar com o outro, em servir e amar o outro.
A sexualidade vai além do aspecto corporal: há um “modo masculino” ou um “modo feminino” que revelam comportamentos específicos de projetar o mundo, de agir, de pensar, de enfrentar a vida; portanto, cada célula do organismo da pessoa traz o selo do seu sexo. Desde o aspecto físico e fisiológico, isto é, o funcionamento do organismo, até o aspecto psicológico a mulher é diferente do homem: sempre mais delicada e com constantes alterações hormonais. O que influencia consideravelmente em seu funcionamento psíquico, pois somos uma unidade e existe uma interação entre a dimensão biológica e a psíquica.
Tendo isso em conta, podemos perguntar-nos quais são as diferenças psíquicas fundamentais entre o homem e a mulher. Mas antes convém saber que isso não se trata da presença ou da ausência de características diversas, mas de variações de intensidade e de tonalidade.
O maior interesse da mulher dirige-se essencialmente aos seres vivos porque é essencialmente materna. Essa característica a leva a se preocupar mais com os outros do que com ela mesma, possuindo capacidade maior de resignação. Sente-se feliz fazendo o outro feliz.
A mulher, em sua sensibilidade, também quer ser protegida pelo homem, deseja sentir-se a pessoa mais importante na face da terra para o seu amado; por isso, em muitos casos, provoca ciúmes para ver a reação do amado e perceber se realmente é amada.
Ela deseja ser respeitada como pessoa considerando suas habilidades, inteligência, profissão e também na vivência da sexualidade, mesmo no momento em que vivemos no qual se instiga a liberalidade sexual. Na maioria das vezes as relações sexuais ocorrem já no namoro – não porque a mulher assim o deseja, mas por pressão do namorado, por medo de perdê-lo ou pela pressão da sociedade que incentiva a luxúria.
Então podemos deduzir que a mulher não é igual ao homem. Homem e mulher são complementares um para o outro. O homem não é plenamente homem sem a presença da mulher, nem esta é totalmente humana sem o complemento do homem. Homem e mulher foram criados como seres correspondentes um ao outro. É o outro que nos completa, que nos complementa. Por isso viva a diferença!
maralourenco@geracaophn.com
Psicóloga e Membro da Comunidade de Aliança Canção Nova
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Diga: EU TE AMO!
Quando alguém falou de amor, tudo mudou; coisas aparentemente muito importantes perderam espaço e até dificuldades foram superadas, porque alguém resolveu falar: "eu te amo". Cuidado! Amor contido faz sofrer muito e sofrer mais ainda quem não faz romper o medo de amar com a coragem de quem resolve viver.
É isso que você precisa fazer e rápido. Agora é com você! Se não percebeu, eu lhe digo rapidinho que amar e dizer que ama, é uma decisão que só você pode tomar. Tenha pressa, sim! Reflita comigo: a maioria dos problemas tem como causa o desamor! Experimente dizer: "eu te amo". Se puder, depois, conte-me os resultados!
Ricardo Sá-Comunidade Canção Nova
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Qual a lei que rege sua vida?O seu passado?
Quando justificamos nossa vida pelos acontecimentos do passado ou por aquilo que trazemos no nosso inconsciente, estamos deixando de lado a realidade de que Jesus é o Senhor da nossa vida. Ele é Senhor de tudo, é Senhor também do nosso inconsciente e, portanto, tem o poder de ordená-lo para o amor e de nos libertar de tudo o que nos acusa e nos prende, e acima de tudo, daquilo que estabelecemos como lei em nossa vida.
Quantas vezes, vivemos escravizados por condicionamentos do nosso passado em situações vividas, as quais não foram curadas, ou melhor, não a colocamos sob os cuidados do Ressuscitado para que as ordenasse em nós. Dessa forma, vivemos anos e anos arrastando essas lembranças de nossas vidas.
Jesus, uma vez ressuscitado, tendo vencido a cruz, Ele tem o poder de quebrar todas as cadeias – que estabelecemos em nossas vidas – como lei que nos regem, nos prendem e escravizam. E, com isso, também escravizam aqueles que convivem conosco, não nos permitindo viver para o amor perfeito.
Se você é uma pessoa que traz em si conceitos preestabelecidos e os traz para sua vida como verdades absolutas, deixando seu passado reger sua vida e ser o sinalizador do seu presente – vivendo um eterno sentimento de coitadinho e de vítima de tudo o que já aconteceu – saiba que você precisa passar por uma experiência da ressurreição na sua vida.
Jesus tem poder de ordenar tudo em nós para o amor em nosso passado e presente fazendo-nos viver uma liberdade interior, nos quais o próprio Cristo passar a ser o Centro e Senhor de todas as coisas em nossa vida, de forma que o passado e as lembranças, que nos escravizavam, começam a perder forças, dando lugar à força do Ressuscitado agir e nos levar a ser aquilo que o próprio Deus nos criou no seu desígnio de amor.
Para isso é necessário ter a coragem de nos abrir a essa busca de tocar em nossa história e querer passá-la pela luz da ressurreição de Jesus. Será necessária também a coragem de deixar Jesus entrar no “túmulo” do nosso passado, por mais fedido que esteja e por mais que já tenham passado muitos anos... De forma a deixar nosso passado se encontrar com a Luz do Ressuscitado e, assim como Lázaro, vir para fora e viver uma vida nova.
Deus abençoe sua decisão de provar a força do Ressuscitado em sua vida.
Com carinhos e orações,
Comunidade Canção Nova
sábado, 17 de novembro de 2007
A Graça do Autoconhecimento

As visões
Também, quero falar da importância das visões, das imagens, que nós, da Renovação e da espiritualidade carismática temos, que é a maior forma de Deus falar conosco. Há dois anos atrás, eu fazia um retiro de escuta para nossa Comunidade, e pedia ao Senhor, diante do Sacrário, que desse um presente a cada membro. Fui vendo os presentes que Jesus estava dando a cada um e, a mim, Ele deu uma melancia. P eguei a melancia, mas disse: “Senhor, o que vou fazer com uma melancia?” E fiquei questionando sobre o que aquela imagem significava. Depois, senti-me como uma grande tartaruga. E, por muito tempo, questionei-me acerca dessas duas imagens. Perguntei a Maria o que isso significava. Ela respondeu-me: “Maria Francisca, tu tens o casco da tartaruga, sempre estás na defensiva por causa das tuas feridas, e quando alguém chega perto e te machuca a patinha ou a cabeça, tu entras na tua defesa e ficas ali. Mas esse é um tempo novo em tua vida, Jesus não quer que sejas mais assim; Ele quer que sejas como uma melancia, que qualquer faca pode cortar, e que dentro tem um suco doce, abundante e muitas sementes. O meu Filho te quer assim”. Então, eu disse: “Eu não sei me transformar de tartaruga em melancia, mas isso é um problema para Deus mesmo resolver”. Nós que somos da Renovação, temos o privilégio de guardar as imagens, os sonhos e dizer: “Senhor, quero saber, fala-me, explica-me, traduz-me”, porque aqui está a maior fonte do autoconhecimento. Eu ouvia falar muito do Amor de Deus, mas era a palestra que eu nunca queria dar no Seminário de Vida no Espírito. Eu dizia: “Eu sei desse Amor, mas não o experimento. Como posso falar do que não experimento?” Quando estava grávida do Lucas, meu sexto filho, eu disse: “Tudo bem, Pai, talvez eu nunca experimente o teu Amor, mas este filho que estou gerando, eu te suplico, que ele seja o maior apóstolo do teu Amor”. E chorava muito por não acreditar que, um dia, eu fosse experimentar o Amor de Deus, pois há tantos anos pregava sobre o amor de Deus e ainda não o havia experi mentado. Nós não podemos mais resistir a Paternidade de Deus. E hoje, a cada dia, eu estou mais apaixonada pelo Amor de Deus e tenho lhe dito: “Eu só quero uma coisa: fazer-te rir; quero te agradar”. Quando estou com uma pessoa que está triste, até que ela esboce um sorriso, não paro de fazer isso ou aquilo para alegrá-la. Sou assim com meu esposo, faço-me, às vezes, de Ofélia, até ele dizer: “Meu Deus, não pode ser”, e começar a rir. Então, quero ser assim com o Senhor também. É importantíssimo, é fundamental, o entendimento deste “Eu te conheço”, para que possamos aceitar a montanha imunda que caiu sobre nós de malícia, de insegurança e de mentira. Um dia, eu disse a Deus: “Errei de novo, não tenho mais coragem de te olhar, porque errei de novo”. Então, Ele deu-me a imagem de uma criança de seis ou sete meses que, há pouco haviam trocado a fralda e ela novamente a sujara E essa criança era eu. E disse a Deus: “Sujei-me de novo e, rapidamente, Ele pegou-me no colo e trocou-me as fraldas. Então, a cada dia, eu digo: “Como consegue viver aquele que não conhece o Senhor?” Por isso, amados, é importante a confiança no conhecer-se e no aceitar-se. Há uma outra historinha muito interessante sobre dois vasos: Um monge ia todos os dias à fonte, enchê-los de água, e um sempre chegava ao convento pela metade, porque estava rachadinho; o outro chegava sempre cheio. Um dia, depois de muito sofrimento desse vaso por sentir-se pela metade, ele disse ao monge: “Joga-me fora, porque não estou sendo útil para você. Você se cansa ao ir buscar água na fonte e me trazer até aqui, e quando chega, estou pela metade”. O monge disse: “Querido vaso, quero mostrar-te uma coisa. Como eu sabia que tu estavas rachado e que todos os dias perdias as gotas de água, plantei pelo caminho muitas sementes e a água que tu perdias caía sobre essas sementes e hoje quero te mostrar que lindo caminho tu fizeste”. O lado do vaso quebrado estava cheio de flores e o lado do vaso inteiro não tinha nenhuma flor. Por isso, você, que tem se sentido quebrado, que tem aqueles pecados e aquele vício que não consegue superar, saiba que Deus tem jogado sementes e que você as tem regado com as suas lágrimas, porque as flores espirituais só florescem quando são regadas pelas lágrimas.
Um vermezinho
O Senhor ainda insiste para que eu fale das visões. E a Palavra do Senhor nos diz: “Tu és um pobre vermezinho e um mísero inseto” (Is 41,14). Logo que li isso, não gostei, mas, depois, eu disse: “Tudo bem. Se sou um mísero vermezinho, deixa-me, pelo menos, ficar na unha do teu pé. Não vou incomodar”. Mas, sabe aquelas orações que fazemos e achamos que Deus não presta atenção? Quatro anos depois, eu estava em Joinville, pregando um retiro e, diante do Santíssimo Sacramento, ajoelhei-me e vi o pé de Jesus, e no dedão dele, o vermezinho. E senti que Ele falava ao meu coração: “Como tu pensas que não te escuto?” Fiquei olhando o que aquele vermezinho faria, e ele começou a sair do dedão e foi ao buraco da ferida do prego, no pé de Jesus. Comecei a chorar e aquelas lágrimas caíram no Sangue de Jesus; e percebi que aquele Sangue começou a ser atualizado, virou sangue novo, bom. Eu disse: “Senhor, o que queres dizer?” E tive o entendimento de que todo o esforço do autoconhecimento vai trazer muitas lágrimas, mas essas lágrimas de dor caem porque se busca o amor, porque quem quer se autoconhecer tem o objetivo de chegar ao amor. Essas lágrimas têm o poder de renovar e de atualizar o sangue de Jesus. Entendi tudo: o Sangue de Jesus para aqueles que não passam pelo sofrimento e pela dor do autoconhecimento em Deus, é coagulado. Mas aqueles que choram a dor da sua própria história de miséria, de verme, têm o poder de atualizar o Sangue de Jesus Cristo. E em cada passo que damos, em cada momento que vivemos, somos curados e entramos no processo de ressurreição. A ressurreição não acontecerá de repente, ela vem à medida que as áreas do nosso ser entram naquele “Tu me conheces”, no equilíbrio e na identidade de filhos de Deus; no ser semelhante a Deus. Como é bonita nossa fé! É importante saber que já estamos ressuscitados, que já estamos vivos e os verdadeiros adoradores, em espírito e em verdade, são aqueles que estão em processo de ressurreição. Essa ressurreição que acontece é o verdadeiro autoconhecimento, porque cada fase da nossa vida, superada pela graça, torna-se ressuscitada. “Pai, abraça cada um dos teus filhos e diz forte ‘Eu te conheço, filho meu’”. E quanto mais ferido você estiver, mais colo você terá. Porque é assim que um coração de mãe faz: quanto mais ferido, mais colo e mais atenção. É preciso ter coragem para deixar Aquele que nos conhece, revelar o que somos. Nisso está o princípio do autoconhecimento cristão. O único que nos conhece é Aquele que nos criou. Santa Catarina de Sena, em 1378, escreve um livro, “O Diálogo”, no qual insiste no autoconhecimento. Quando decidimos conhecer-nos, nos encontramos como verdadeiros monstrinhos, numa cela, completamente deformados pelo pecado. Mas, é também aí que vemos a grandeza de Deus, que nos ama exatamente como somos. Vocês conhecem a história dos dois prisioneiros? O prisioneiro que foi condenado à prisão perpétua, agita, incomoda e programa fugas. Aquele que sabe que está prestes a sair, se comporta bem. Então, na prisão da nossa humanidade decaída pelo pecado, o Senhor nos convida a sentirmo-nos bem, porque logo sairemos; logo, logo estaremos livres e toda lágrima será enxugada, não haverá mais fome nem sede. Só felicidade. Nesta cela, não tenhamos medo porque Jesus Cristo está conosco. Feche os olhos e deixe Jesus pegar tua mão e passear pela tua história, pela tua vida. Por que você se defende e se esconde? Permita que Ele ordene e reajuste o seu interior. Esta palavra é chave para nós: reajustar. Se você sente que tem ciúmes da casa, do carro, do marido... deixe Deus curar. Outra coisa fundamental no autoconhecimento são as raízes que trazemos e que só Ele sabe quais são e onde estão. Quantas coisas não nos pertencem, mas são trazidas na bagagem da nossa natureza. Por isso, com toda a confiança, segure na mão de Jesus e deixe que Ele entre em tua vida. Você pode perguntar-lhe: “Senhor, por que tenho medo do escuro? Por que sinto falta de ar?” Como vamos nos conhecer se fugirmos dos braços Daquele que nos perscruta, conhece e sabe tudo de nós? Não tenha medo, deixe que hoje o Senhor lave o teu pecado de uma maneira extraordinária. Se o nosso copo está cheio, não pode colocar outro líqüido dentro. Ele quer esvaziar-nos dos nossos medos, malícias e mentiras para encher-nos do Seu Espírito. Jesus, vem curar todas as pessoas! Quando perguntei ao Senhor por que eu tinha dificuldade de me deixar amar e de me deixar abraçar e desejava um coração manso, Ele me dizia que coração manso é aquele que se deixa acariciar. Então, permitamos que o Senhor acaricie o nosso coração agora. Jesus me disse mais: “Manso, é aquele que, quando leva pontapés, quando é ferido, não revida”. Senhor, peço-te agora que venhas dar-nos um coração manso e humilde, para que possamos amar os nossos familiares que, muitas vezes, têm sido os que mais nos machucam. Ensina-nos a lidar com os eles e com os demais que nos cercam. Só busca a via do autoconhecimento por Jesus Cristo, aquele que decidiu amar. “Por isso, Senhor, ao coração de cada um coloca o desejo infinito de amar”. A Quinta-feira Santa é o dia do amor, por causa da instituição da Eucaristia e do Lava-pés. “Senhor, dá-nos o dom do amor. O dom de amarmos a nós mesmos nas nossas limitações; e nas riquezas das nossas raízes, na nossa maneira de ser, que saibamos amar. Amar também o outro, como ele é, sem dominação, reconhecendo sua liberdade”. Senhor, olha os votos interiores de cada um, aqueles que disseram: ‘Nunca mais vou amar; nunca mais vou perdoar; nunca mais quero saber de crianças ou de filhos ou de homens’. Quebra todas essas tábuas de pedra. Dá-nos o dom do autoconhecimento na serenidade dos teus braços de Pai”. Quem se mete nos calabouços profundos de si mesmo sem as mãos do Pai, enlouquece. Nós temos a graça de receber e de perceber em cada parte em que nos vemos e em que nos desnudamos, a mão do Pai. Precisamos das mãos do Pai: uma, para segurarmos e nos sentir seguros; outra, para nos deixar acariciar. Só saberemos acariciar e amar se recebermos Dele o amor e o carinho. Na estrada do autoconhecimento, não temos o direito de parar, nem de desistir. Porque o autoconhecimento nos leva a reconhecer a grandeza de Deus e a nossa pequenez. À medida que vão caindo as máscaras das nossas mentiras, malícias e inseguranças sobrepostas à nossa verdadeira identidade, vamos nos tornando bonitos, muitos bonitos, à semelhança de Jesus.
