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terça-feira, 26 de março de 2013

Ele é Emanuel!


Parabéns a nossos Irmãos da igreja batista em São José dos Campos.Unidos por Cristo, com Cristo e em Cristo!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Jovem que rejeitou o aborto após estupro: Não tenham medo de dizer sim à vida!


Verónica Cardona ficou grávida aos 16 anos de idade depois de ser estuprada por seu próprio pai. Esta jovem colombiana optou por defender a vida do bebê e, cinco anos depois de viver este drama, exorta às mulheres que passam por casos similares a que "não tenham medo de dizer sim à vida, não tenham medo de dizer sim ao amor!".

Faz uns dias visitou o Equador para apoiar uma manifestação contra alegalização do aborto por estupro. Aí contou o que aconteceu com ela e como Deus lhe deu forças para continuar.
Em uma entrevista concedida ao grupo ACI, Verónica confessou que o primeiro impacto depois de saber que tinha ficado grávida após o estupro foi desolador.
Verônica e sua filha, Maria Fernanda.

"Foi um impacto muito grande me dar conta de que estava grávida. Nesse preciso momento senti que minha vida tinha fracassado, ainda mais porque sabia que o bebê que eu esperava era o "produto" da violação por parte do meu próprio pai".

Verónica recorda que o medo se apoderou dela, mas que não queria se submeter a um aborto. "Caí em depressão uns dias, não queria matar a um ser inocente, mas tinha medo, possivelmente o mesmo medo que sentem muitas mulheres ao saber que estão grávidas".

Verónica recorda que temia não ser "capaz de sair adiante, medo aos preconceitos, medo a que me vissem com pena, medo a enfrentar a realidade, medo a ficar sozinha".

"Naturalmente quase toda minha família, doutores, juízes, todos queriam que abortasse, sobretudo porque aqui na Colômbia o aborto tinha acabado de tornar-se legal em três casos: por estupro, por má formação e por risco da vida da mãe", indicou.

A jovem mãe assinalou que ela cumpria todos os requisitos para que pudesse abortar de acordo à legislação colombiana: sofreu uma violação, existia a possibilidade de má formação em seu bebê, e era uma gravidez de alto risco.

Entretanto, um fator importante em sua decisão foi encontrar um dia a sua mãe chorando e lhe pedindo perdão, porque ela mesma tinha considerado a possibilidade de abortá-la quando estava em seu ventre.

Esse fato fortaleceu sua convicção de que "não tinha o direito de tirar a vida de ninguém, e menos ainda de uma pessoa indefesa, uma pessoa que não me tinha feito nada".
Após tomar a decisão de ter o seu bebê, a família de Verónica deixou de falar com ela durante vários dias e só sua mãe a apoiou.

"Assim começou a crescer em meu ventre o maior milagre de amor. Foi uma experiência formosa ainda que tenha sido dura", assegurou.

Verónica assinalou que "quando via as ecografias, podia me dar conta do grande milagre da vida, sentir seus pequenos, mas inofensivos golpes no meu estômago e logo ver sua ternura ao nascer".

Durante o tempo da gravidez, a mãe de Verónica participava de uma comunidade católica, que a ajudou a fortalecer sua decisão de "trazer vida ao mundo, já fora que ao nascer desse a minha filha em adoção, ou decidisse ficar com minha filha e sair adiante".

Verónica assinalou que ao princípio quis esquecer-se de Deus. "Fiquei zangada com Ele porque não podia entender como um Deus tão bom e que me amava tanto podia permitir que isso acontecesse comigo, que não tinha feito nada de ruim na vida", disse.Entretanto, apesar de sua dor, "refugiava-me nele e lhe pedia forças para continuar adiante, e hoje estou segura de que Ele sempre esteve comigo em minhas noites e dias de pranto. Era Ele quem me animava e me levantava!", assinalou.

Ao nascer sua filha, a quem chamou María Fernanda, Verónica enfrentou "vazios", que tentou encher com festas, amigos e trabalho, mas não foi até que participou de um retiro espiritual da comunidade Laços de Amor Mariano que pôde "voltar a viver".

Durante esse retiro espiritual pôde perdoar a todos os que lhe fizeram mal, incluindo o seu pai. "Entendi muitas coisas, senti-me digna novamente, voltei a nascer!", recordou.
Ao sair do retiro, Verónica era muito mais consciente de que "a vida é um dom".

"Indignavam-me, como me indignam agora, os argumentos dos abortistas, que se escondem em casos como o meu para matar a um inocente e encher o bolso com dinheiro manchado de sangue inocente, dizendo que sempre que olhe para a criança você vai lembrar-se do momento tão doloroso que foi o de ser abusada", assinalou.

Verónica assegura que sente "a necessidade enorme de gritar a verdade ao mundo, que é que um filho nunca vai lembrar às circunstâncias (de um estupro), porque é uma pessoa absolutamente diferente. Pelo contrário, vai te ajudar a sanar as feridas, vai te dar alegria e sentido a sua existência".

"Falo desde a minha própria experiência e não como os abortistas que falam sem sequer conhecer ou ter passado por uma experiência destas, porque a maioria de quem apoia o aborto nunca abortou".

Verónica assegurou que "as mulheres que, enganadas abortam, depois são defensoras da vida".

"Os abortistas não se preocupam com a mulher como aparentam fazê-lo. Se se preocupassem realmente, não ofereceriam um aborto, mas pelo contrário ofereceriam ajuda para que ela possa sair adiante com seu filho", assinalou.

Se para os que promovem o aborto realmente lhes importasse o sofrimento da mulher "aceitariam realidades como a síndrome pós-aborto, aceitariam que a vida começa na fecundação do óvulo como o dizem os cientistas".

Verónica criticou que os abortistas "reclamam ‘direitos’ da mulher e eles são os primeiros em passar por cima deles".

"As mulheres têm direito a uma maternidade, e eles passam por cima deste formoso dom convertendo o ventre das mulheres no túmulo do seu próprio filho", criticou.

"O aborto não faz com que a gravidez deixe de existir, matar não é uma opção, é a pior decisão", indicou, acrescentando que enquanto que a vida engendra vida, o aborto produz "morte, dor, pranto, desespero, angústia e uma culpa que muito dificilmente será apagada de sua mente, de sua alma, de seu ser".

Verónica exigiu que os abortistas não brinquem "com a dor da mulher e de muitos homens que também são vítimas de um aborto".

Remarcando que a defesa da vida frente ao aborto não é um tema religioso, Verónica Cardona convidou a "católicos, cristãos, evangélicos, ateus e a todos os que estão a favor da vida" a que "não nos cansemos de ser a voz daqueles, que embora tenham voz e direitos, os querem calar desde o ventre".

Citando ao fundador de Laços de Amor Mariano, Rodrigo Jaramillo, Verónica sublinhou que "quem aborta a uma criança do seu ventre, aborta a Jesus do seu coração", pois "Jesus é a mesma vida".

Verónica também revelou que "por graça de Deus pude perdoar o meu pai, olhá-lo aos olhos e agradecer-lhe por ter me dado a vida", e embora sua filha, que atualmente tem cinco anos "ainda não sabe bem tudo o que aconteceu", está decidida a ir contando pouco a pouco tudo, pois "ela tem direito a saber a verdade".

ACI Digital

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Aceitemos Nossa Verdade!


É preciso desejar ser santo e reconhecer que não há santidade sem aceitação de si mesmo. As duas atitudes não se opõem. Precisamos reconhecer nossos limites, mas nunca ter face a eles uma atitude resignada ou medíocre, ao contrário, convém ter um desejo de mudança que não seja uma rejeição de nós mesmos.
Para todo esse processo, é necessário suplicar que o Espírito Santo nos dê a graça da aceitação da verdade e da humildade, e isso não é fácil, porque o orgulho e o medo de não ser aceito e a frágil convicção do nosso valor estão muito enraizados em nós. Só o olhar de Deus pode nos curar, porque o Senhor mesmo disse que temos valor aos seus olhos e que Ele nos ama (cf. Is 53,4).Trazemos em nós uma necessidade vital do olhar do outro, seja de um amigo, um parente ou uma autoridade espiritual, mas é certo que o olhar de Deus vale mais que todos os olhares, pois é o olhar do amor e da verdade que há no mais íntimo de nós.
O livro “A volta do Filho Pródigo”, de Henri Nouwen, evidencia a urgente necessidade de um dia em nossa vida termos a experiência de reconhecer que a nossa verdade está estampada nos olhos de Deus: “Por muito tempo eu achei que era uma espécie de virtude ter baixa auto-estima. Fui tantas vezes prevenido contra o orgulho e a presunção que acabei achando que era bom me depreciar. Mas agora compreendo que o verdadeiro pecado é negar o amor primeiro de Deus por mim e ignorar a bondade original. Porque sem reivindicar esse primeiro amor e essa bondade original, perco contato com o meu verdadeiro eu e enveredo, entre pessoas e lugares errados, numa busca destrutiva pelo que só pode ser achado na casa de meu Pai" [1].



[1] Nouwen, Henri. A volta do filho pródigo. 4ª ed. São Paulo: Paulinas, 1998, p. 117.

Márcia Fernanda Moreno dos Santos
Comunidade Shalom

terça-feira, 20 de março de 2012

Embrião Humano É UMA PESSOA, SIM SENHOR!


Originalmente, no mundo antigo, pessoa significava a máscara do ator que representava uma personagem ou o papel do indivíduo nas representações sociais, sempre algo exterior. Aparência. Tanto num caso como noutro, pessoa era pura exterioridade, o que aparecia para os outros, ocultando a verdadeira subjetividade, o fundamento do ser.


Com o cristianismo, a pessoa passa a significar o próprio conteúdo substancial escondido atrás das aparências exteriores e das representações teatrais ou sociais do ser humano. É a essência substancial constitutiva do ser humano, a fonte da dignidade.


A mudança do conteúdo do conceito de pessoa deu-se em razão do esforço teológico cristão de chegar a compreender um pouco mais a respeito do Deus revelado: um só Deus em três Pessoas da mesma natureza. E como o homem foi criado “à imagem e semelhança” desse Deus, o conceito de pessoa passa a ser a chave definidora do ser humano também, através da filosofia antropológica.
Ora, essa ‘imagem e semelhança’ está sob a máscara, não é a máscara; a máscara expressa, mas não esgota a absoluta dignidade constitutiva da ontologia subjetiva da pessoa humana. Ou seja, a pessoa humana transcende a todos os demais seres e não pode ser violada por nenhum poder humano, porque ela traz em sua substância uma constituição ontológica que não decorreu exclusivamente do humano ou da natureza, mas do Criador. Sem Deus não há como salvar o homem. Nossa Constituição foi promulgada ‘sob as bênçãos de Deus’, mantendo-se dentro da tradição personalista que plasmou nossa história.


Nesse sentido, pouco importam a exterioridade, as diferenças, as fases da vida, a idade, pois o que importa, antes de tudo, é que há uma pessoa, ser original que transcende o mero dado, fundamento ôntico da igualdade, cuja substância é de natureza racional, não querendo significar, com isso, que a racionalidade deva estar em ato o tempo todo e em todas as suas etapas de desenvolvimento. Desde que haja uma vida de natureza humana, não importa o grau de desenvolvimento em que se encontra, nem o grau de consciência própria, aí há uma pessoa humana portadora de uma dignidade absoluta, cujo dever do Estado é de zelar, defender, proteger e promover as condições de seu desenvolvimento.


Naturalmente, então, o direito à vida estende-se da concepção até a morte natural, protegida pelo “não matarás” garantido pelo Estado. É antinatural aceitar que a régua do tempo ou o período de desenvolvimento da pessoa, independentemente dos nomes que lhes são dados, tornem-se critérios legais concedentes de poder absoluto ao Estado para reduzir ou aniquilar o direito à vida da pessoa humana.


O interesse de controlar o direito à vida da pessoa humana, ditado por interesses multinacionais, financiando a propaganda do aborto, subjugando a alma nacional, é prática de eugenia da natureza humana dos excluídos sociais porque visa, em concreto, por meio de clínicas abortivas, instaladas preferencialmente nas periferias das grandes cidades, a controlar a demografia dos pobres e dos negros, como declarou, nessa senda, a Deputada Fátima Pelaes.


Mas os políticos alheios à defesa da soberania nacional nesta grave questão dos nascituros, não investigam a entrada do dinheiro destinado à promoção de crimes contra a natureza humana dos nascituros, nem se preocupam com a discriminação, que daí pode decorrer, em relação aos pobres e negros, cuja população subliminarmente passaria a ser melhor controlada.


Será que preferem, ao invés, proteger interesses escusos? O que é que faz compensar tais omissões? Por que os políticos não querem discutir o problema com os seus eleitores, enganando-os depois? Por que aquela mídia preconceituosa em relação ao direito à vida dos nascituros parte da crença de que todo aquele que defende a vida da natureza humana desde a concepção, defende apenas uma ideia religiosa, sem respaldo na realidade, como se matar nascituros humanos não tivesse nada a ver com o direito à vida e como se a religião não fosse um fato natural do homem? Os promotores da morte dos nascituros e a preconceituosa mídia têm suas crenças centradas em que quem defende a vida dos nascituros são pessoas preconceituosas. Ora, o suprassumo dos preconceitos é o preconceito daquele que se julga não ter preconceito. Como não admitem a defesa do direito à vida dos nascituros, do alto de sua prepotência, declaram que todos os demais são preconceituosos. Não bastasse isso, por que falsificar dados para criar uma falsa justificativa para matar os nascituros humanos? Mas igual decreto de morte não pode ser aplicado a alguns animais irracionais (criminalização da destruição de ovos de tartaruga). Ou seja: nenhum nascituro humano teria o direito à vida, enquanto alguns animais o teriam garantido pelo Estado, com a força da lei.Colocam-nos abaixo dos animais em valor e dignidade.


Bem, até o direito de mentir para melhor promover o aborto é mais importante que o direito à vida dos nascituros! Por que romper a multissecular história da pessoa humana fundadora da cultura ocidental para justificar uma escusa prática de eugenia dos excluídos sociais?Ora, se as pesquisas atestam que mais de 70% dos brasileiros são francamente contra o aborto, por que, mesmo assim, uma pequena minoria, sem legitimidade popular, a serviço de interesses internacionais escusos tudo fazem para introduzir o aborto? Por que temem tanto uma CPI do aborto? Por que não revelam suas razões de fato, não as aparentes? A verdade sempre estará do lado da vida, a mentira do lado da morte.


Logicamente, quem condena o nazismo, não pode justificar o direito de matar nascituros humanos, renovação do holocausto. E, paradoxalmente, “todos os que são a favor do aborto já nasceram”.


O embrião humano é uma pessoa humana, sim senhor. Não é o Estado que faz a pessoa humana; a pessoa humana inicia-se na concepção. Fora dessa perspectiva antropológica personalista, o Estado torna-se um ditador, um senhor prepotente da pessoa humana e dos seus direitos. E, sem o primado da pessoa humana, todos os demais direitos passam a depender da vontade volúvel que se instala no exercício do Poder político.Originalmente, no mundo antigo, pessoa significava a máscara do ator que representava uma personagem ou o papel do indivíduo nas representações sociais, sempre algo exterior. Aparência. Tanto num caso como noutro, pessoa era pura exterioridade, o que aparecia para os outros, ocultando a verdadeira subjetividade, o fundamento do ser.

Ogeni Luiz Dal Cin
Membro da Comissão de defesa da república e democracia OAB/SP

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Você Aprova a Eutanásia?Veja Este Caso

Já pensou passar 23 anos de sua vida em um quarto de hospital? Esse é o caso de Rom Houben, enquanto médicos pensavam que ele estava em coma, Houben escutava e ouvia tudo à sua volta, mas não conseguia se comunicar com os médicos.

O paciente Rom Houben, internado em um hospital na Bélgica, tinha 23 anos quando sofreu um acidente de carro que o deixou completamente paralisado, foi submetido a vários exames normalmente utilizados para diagnosticar o coma, baseados em respostas motoras, verbais e oculares. Ele, no entanto, escutava e via tudo o que acontecia à sua volta, sem conseguir se comunicar com médicos, familiares e amigos.

Apenas alguns meses atrás, exames com aparelhos de tomografia de última geração mostraram que seu cérebro estava funcionando de maneira praticamente normal.

O renascimento

Houben foi então submetido a várias sessões de fisioterapia e agora consegue digitar mensagens em uma tela de computador. Um aparelho especial colocado sobre sua cama permite que ele leia livros mesmo deitado. “Nunca vou me esquecer do dia em que descobriram qual era o meu verdadeiro problema. Foi meu segundo nascimento”, disse. “Todo este tempo eu tentava gritar, mas não havia nada para as pessoas escutarem”, afirmou Houben, que deve permanecer internado em uma clínica perto de Bruxelas, Bélgica.

O neurologista Steven Laureys, que liderou a equipe que descobriu a situação de Houben, publicou um estudo alertando que muitos pacientes considerados em estado de coma na verdade podem estar conscientes. “Apenas na Alemanha, a cada ano, 100 mil pessoas sofrem de traumatismo cerebral grave. Estima-se que de 3 mil a 5 mil deles se mantêm presos em um estágio intermediário entre o coma verdadeiro e a total recuperação de seus sentidos e movimentos. Eles seguem vivendo sem nunca mais voltarem”, disse Laureys, chefe do Grupo de Coma do Departamento de Neurologia da Universidade de Liège.

Estado de São Paulo

terça-feira, 17 de maio de 2011

Marido Recusa Desligar Aparelhos e Mulher Retorna de "Morte Cerebral"

Uma mulher australiana que foi declarada “cerebralmente morta” recobrou a consciência depois que o marido dela passou semanas lutando contra as recomendações dos médicos para que o equipamento de respiração artificial dela fosse desligado, de acordo com uma reportagem do Northern Territory News, Gloria Cruz, de cinquenta e seis anos, foi levada às pressas para o Hospital Real de Darwin no Território do Norte da Austrália em 7 de março, depois de sofrer um derrame cerebral enquanto estava dormindo.Quando uma tomografia axial computadorizada revelou que Cruz muito provavelmente estava sofrendo de um tumor cerebral, ela passou por uma cirurgia no que inicialmente parecia ser uma tentativa sem êxito de salvar a vida dela.“No momento em que vi minha esposa na Unidade de Tratamento Intensivo achei que ia desmaiar”, disse Tani Cruz, marido de Glória, de acordo com o Northern Territory News.

 “Eu não conseguia acreditar que estava olhando para a mulher que eu amei durante 27 anos. Ela nem parecia minha esposa. O rosto dela estava inchado. Ela estava sem nenhum cabelo na cabeça. Haviam enfiado sondas na boca dela. Havia uma sonda bem na parte de cima da cabeça dela. Outra nas mãos dela. E ela estava deitada quase que sem vida”.

Os médicos disseram ao sr. Cruz que sua esposa morreria dentro de 48 horas, chamando a situação dela de “sem esperança”. Eles recomendaram que o aparelho de respiração artificial que estava mantendo a respiração dela fosse removido.Embora Cruz tivesse ficado num impasse na decisão, ele foi contatado por um assistente social e “advogado de paciente” que o exortou a remover o aparelho de respiração artificial e permitir que sua esposa morresse.“Eu lhe disse que Deus sabe quanto a amo — que não quero que ela sofra, mas não quero que ela nos deixe”, disse Cruz. “Sou católico — creio em milagres”.

Depois de duas semanas, ele permitiu que desligassem o aparelho de respiração, mas insistiu em que uma sonda de respiração fosse introduzida na boca dela de modo que ela pudesse continuar a respirar por conta própria.Três dias mais tarde, Glória Cruz desafiou os especialistas médicos e despertou do coma. De acordo com seu marido, ela está agora alerta, se movendo e a caminho de sua recuperação.“Temos uma forte fé e sempre estávamos crendo que Deus nos ajudaria”, disse Cruz.

Um número cada vez maior de especialistas começou a colocar em dúvida o critério de “morte cerebral” para determinar a morte. Eles argumentam que a morte cerebral é um conjunto arbitrário de critérios desenvolvido em grande parte para garantir a usabilidade de órgãos colhidos de tais pacientes bem como reduzir as despesas médicas envolvidas para se manter vivos pacientes com “morte cerebral” que estão sendo mantidos em equipamentos de sustentação de vida.

Muitos incidentes parecem confirmar esse parecer, inclusive um caso particularmente arrepiante em que um jovem declarado “cerebralmente morto” realmente ouviu os médicos debatendo como colher seus órgãos. Minutos antes de ser transportado para a sala de operação para sofrer a remoção de seus órgãos, ele despertou.

Fonte:Northern Territory News 

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Mulher Recusa Tomar Abortivo e Salva Seu Bebê

   ReproduçãoA britânica Sofia Taylor, de 22 anos, recusou-se a acreditar no resultado de um exame de ultra-som durante a gravidez: o coração do bebê havia parado de bater. Ao invés de tomar as pílulas abortivas que recebeu noRoyal Sussex County Hospital, em Brighton (Reino Unido), Sofia, resolveu esperar pelo próximo exame dali a oito dias. “Eles me disseram para me livrar do bebê, mas depois de três crianças, eu sabia como era se sentir grávida”, disse Sofia, que tem mais três filhas, ao jornal britânicoThe Sun. A intuição da mãe estava certa: no teste seguinte, foi comprovado que a criança estava viva. Seis meses depois do incidente, com Bella-Mae nos braços, a mãe não cansa de repetir. “Ela é o nosso pequeno milagre.” A criança, que tem 15 dias de vida, nasceu prematura e após alguns dias recebeu alta.

Os pais da menina, segundo noticiou o jornal, foram bem atendidos pelo hospital durante o parto, mas, obviamente, continuam chateados com o erro cometido pela instituição.

Fonte: The Sun

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Mentira: Germe que Corrompe os Laços

Embora não devesse ser comum, a atitude de esconder ou distorcer uma verdade acontece nos negócios, na política e, infelizmente, muitas vezes, também, entre pessoas cujo compromisso deveria estar fundamentado na transparência e na verdade. Muitos podem ser os motivos que levam alguém a usar da mentira como justificativa. Por mais inocente que esta possa aparentar, aquele que faz uso dela sabe perfeitamente sobre seus efeitos colaterais quando descobertos. Quase sempre, as consequências poderão ser maiores do que se imagina, gerando desconfiança e má fama.
Como todo vício, o ato de mentir se torna cada vez mais presente na vida daqueles que mal conseguem contar um fato sem acrescentar ou distorcer os detalhes sobre os acontecimentos. A pessoa se sente impelida a mentir até nos assuntos mais corriqueiros, e não faltará um acréscimo falso em seus argumentos.
Na verdade, a intenção de quem traz esse mau hábito está em tirar algum tipo de proveito, seja manipulando uma informação que lhe possa ser favorável, seja, simplesmente, atraindo a atenção se passando por alguém muito “antenado” e contando vantagens sobre todo tipo de assunto.
Nas conversas, acreditando tornar o assunto mais interessante ou na tentativa de ser mais convincente no relato, uma pitadinha de mentira sempre será aplicada.
Diz o ditado popular que a mentira tem pernas curtas. Noutros tempos, tal ditado até poderia ser um artifício para alguém que se sentisse seduzido pelo desejo de “maquiar” a verdade. Certamente, essas palavras tinham a intenção de evitar a popularidade da mentira. Mas quem de nós já não lançou mão de uma falsa verdade?
Se, hoje, isso não acontece mais, podemos nos lembrar do tempo de criança, quando, para evitar as consequências de uma travessura, já usávamos da pouca capacidade infantil para manipular a verdade.
À medida que fomos crescendo, esses artifícios de convencimento, ou seja, a mentira, potencializaram-se por várias ocasiões e foram adquirindo sinônimos, como “mentirinha santa”, “meia verdade”, “mentir por uma boa causa”, entre outros… E a maior dificuldade para aquele que mente é contar sempre a mesma história a fim de não cair em contradição quando questionado.
Percebemos que a credibilidade de determinado político não é alta, porque seus eleitores pouco a pouco foram se decepcionando com suas mentiras e dissimulações.
Seja entre amigos, namorados ou casais precisamos sempre trabalhar pela manutenção da verdade, pois os mesmos efeitos maléficos desse vício também podem acontecer dentro desses relacionamentos.
Para aquele que é habituado a incrementar ou distorcer um fato, a melhor prática de se corrigir será a de limitar-se apenas a comentar o essencial sobre o assunto; sem procurar ser o mais bem informado, o privilegiado ou favorecer-se de qualquer tipo de vantagem, a partir desse tipo de manipulação [da verdade].
Não há nada que seja feito às escondidas que não será revelado na luz. Aquele que procura distorcer uma verdade, alega quase sempre que os fins justificam os meios. Contudo, o grande problema da mentira está na decepção causada naquele que depositava franca confiança no mentiroso; e tudo aquilo que poderia ser de mais sagrado num relacionamento se rompe quando a verdade deixa de ser importante entre as pessoas.
Precisamos estar atentos para que o costume de trair a verdade não venha a se aninhar em nossos comportamentos.
Dado Moura
Com. Canção Nova

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Inocência e generosidade

Porque o Irmão Não é um peso, é um Dom!


segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Para Começar Bem a Semana: É Preciso Resgatar!

Time Is Love!


 Diz-se por aí que tudo o que, na natureza o homem não tem como reproduzir tende a escassear nos próximos cem anos. A água, o ar respirável, o petróleo, os minerais. Há, porém, algo criado de que raramente se fala e que o homem, há pelo menos meio século afirma já não ter: o tempo. “Estou em uma correria doida! Não tenho mais tempo para nada!”, dizem todos, dos seis aos oitenta anos.

O tempo, como toda criação, foi estabelecido pelo próprio Deus ao criar dia e noite e colocar um astro para regê-los, como vemos em Gênesis 1. Deus sabia bem que precisaríamos de ritmo para crescer e amadurecer, para trabalhar e descansar, para gerir nossa concupiscência a ser desenfreada pelo pecado, para voltar atrás e arrepender-se dele, para preparar e acolher a salvação. Sem o tempo, esqueceríamos mais facilmente ainda do que nos deveria ser óbvio: somos criaturas e, portanto, limitados, necessitados, frágeis e, devido ao pecado, também fracos.

Pessoalmente, o mistério do tempo recorre infinitas vezes a meu pensamento e oração, em uma atração irresistível e misteriosamente ligada ao mistério da encarnação. Assim, cada vez que medito no mistério da salvação, dou graças a Deus por ter criado o tempo e o ter colocado a meu serviço. Graças a ele, que me serve, posso arrepender-me, crescer, amadurecer, morrer e viver plenamente em Deus, ingressando, livre da cronologia que para ele criei, no “Coração da Existência, livre pulsar do tempo”, que é o coração de Jesus, segundo Von Baltazar. Em admirável paradoxo, o tempo que me revela Deus dele me priva, e, ao privar-me dele a Ele me conduz, como o leito de um rio que, em suas quedas e planos acaba por revelar-se, enfim, sua própria mão divina a conduzir minha existência à plena vida no coração da Trindade.

Agradeço, então, a Deus por tê-lo criado e colocado a nosso serviço, como, de resto toda a criação. Agrada-me saber que o tempo é criatura. Desta forma, posso empinar o nariz e declarar-lhe que ele é quem me deve servir e não o contrário. Posso, também, soberanamente, ordená-lo para o amor e, assim, embora inexoravelmente conduzida por seu curso, tornar-me livre do seu jugo. Quando me lembro disso, dou uma arrumada geral na vida, reorganizo minhas prioridades, diminuo o nível de culpa por não ter tempo para fazer tudo o que gostaria ou, segundo meu critério, precisaria.

 A questão é: será que precisaria mesmo? Será que não nos falta tempo exatamente porque fazemos mais do que realmente nos cabe? Não nos daria Deus tudo o necessário para sermos felizes, inclusive o tempo? Não seria Ele incoerente se nos desse tudo de que precisamos para viver felizes e nos deixasse faltar algo tão precioso quanto o tempo? Será que é Deus quem exige que façamos mais de uma coisa de cada vez quando ele mesmo criou uma coisa depois da outra, dispôs um dia após o outro e depois dispôs do tempo para descansar?
 No Fórum de 2004 as Edições Shalom vai lançar um livro que acabo de traduzir. Chama-se Liberdade Interior, de Jacques Philippe. Desde que o li pela primeira vez esta obra, em novembro de 2003, chamou-me atenção o que lá se diz sobre o tempo. Veja só: Deus criou o dia e a noite, é certo. Mas nós, no afã de cumprir nossa missão de co-cridores, fracionamos o tempo. Dividimo-lo em milênios, séculos, decênios, anos, anos-luz, meses, dias, horas, segundos, frações de segundo. Isso por enquanto, pois nossa busca de exatidão em breve vai subdividi-lo ainda mais.

 Segundo Jacques Philippe, este tempo é “cerebral” e, porque medido por nossos parâmetros e ordenado por nosso egoísmo, sempre nos falta. Em sua visão, existe um outro tempo, o tempo interior, psicológico, o tempo de Deus, aquele dos ritmos profundos da graça em nossas vidas (...) Este tempo é feito de uma sucessão de instantes que se unem uns os outros harmoniosa e pacificamente. Cada um destes instantes e um todo em si mesmo e traz uma plenitude que o preenche e faz com que nada lhe falte e que seja suficiente, porque pleno (...) Neste tempo, de forma especial, Deus habita.

A estas três noções – o tempo como criatura de Deus e, portanto, submissa a mim; o tempo cerebral, fracionado, que criamos; o tempo interior, no qual Deus habita, soma-se a visão do tempo de Santo Agostinho, que o vê como tesouro precioso do Deus que se une à nossa história e que habita em nossa “memória de amor”.
Acerca do tempo, tem lugar especial a belíssima percepção do teólogo Urs Von Baltazar em seu livro O Coração do Mundo, no qual mostra, com incomparável poesia, que o tempo cronológico foi criado para que Jesus, coração da existência, divino pulsar do tempo, se fizesse homem no tempo favorável e estabelecesse “o tempo que se chama hoje”, isto é, o tempo da graça, a salvação disponível a cada instante em nosso interior. Para ele, tempo e amor estão entrelaçados e tal fato dá sentido ao tempo no qual decorre a vida que, sem perder-se, passa pela morte:

Toda a existência particular de cada um se dissolve, como um curso de vários rios, no único mar da morte e da vida. (...) Ei-la, a significação de nossa vida: reconhecer e provar que nós não somos Deus. Assim, pois, morremos em Deus, porque Deus é a vida eterna. Como poderíamos nós atingi-lo senão pela morte? A morte é para a nossa vida a garantia de que sobreviveremos. A morte é a mesura que faz a nossa vida, é a cerimônia de adoração ante o trono do criador. E, como o íntimo sentir de cada ser se baseia no louvor, na obediência, na veneração que deve ao seu criador, há uma gota de morte em cada momento da existência. Por estarem entrelaçados o tempo e o amor, os seres amam também a morte, e o fato de existirem não se opõe ao seu desaparecimento.

Deus, que, em Jesus desposou o homem, nele penetrou no tempo para Ele criado, nele habita nosso tempo interior e nele está sempre integralmente disponível a nós, como coração da existência e divino pulsar do tempoque a nós faz disponível o mistério do Amor nosso hóspede interior sempre acessível, sempre presente.
Segundo Jacques Philippe, os santos descobriram este tempo interior no qual o mal tem muito menor chance de penetrar (...) e conseguiram viver nele. Para tanto, é preciso uma grande liberdade, um total despojamento com relação a toda programação e a toda vontade pessoal. É preciso estar pronto para fazer, no segundo seguinte, o contrário do que havíamos previsto, viver em total abandono a Deus, sem inquietação e sem medo, não tendo outra preocupação a não ser a vontade divina e estar plenamente disponível aos acontecimentos e às pessoas.

Este tempo, na verdade, é gerido pelo amor a Deus acima de todas as coisas e ao outro com o mesmo amor com que Deus nos ama. Habitando a eternidade e sendo presença no tempo interior, Deus está sempre plenamente disponível a nós. Não vive apressado a fazer isso ou aquilo, a correr para socorrer alguém na África, a salvar alguém em um acidente, a receber alguém que acaba de morrer. Neste tempo de amor em que Ele habita, está sempre inteiramente presente e disponível a nós.

O amor, que tudo vence, vence também o tempo cronológico libertando-o ao transformá-lo em tempo interior, nele descobrindo o pulsar do Coração da Existência. É ele que nos faz acolher o irmão, cada irmão, com nossa mais integral e incondicional presença, fazendo dele, naquele instante, a pessoa mais importante do mundo, dispondo para ele de todo o tempo, dando-lhe toda a nossa atenção, unindo a ele nosso pensamento, nosso coração, nossa alma, nossa vida, nossa história. É esse tempo-amor que, ao invés de dizer a nosso irmão “vai em paz e que Deus te abençoe”, diz “não vais só, vou contigo e que Deus nos abençoe”.

 Jacques Philippe continua: Quando nós vivemos segundo o tempo interior, fazemos a maravilhosa experiência de que nada é fruto do acaso. Quando caminhamos freqüentemente na escuridão e no desconhecido, pressentimos e verificamos que nossa vida se desenrola segundo um ritmo que nos ultrapassa, sobre o qual não temos poder, mas ao qual podemos nos abandonar e encontrarmos a felicidade, pois ele nos leva muito além de nos mesmos. Nele todos os acontecimentos estão dispostos segundo uma sabedoria infinita.

Por que não acrescentar, parafraseando Baltazar: Nele, Jesus Cristo, Coração da Existência, pulsa como instrumento da vida eterna, usando nosso coração e nosso pobre tempo para nele entrelaçar o amor, e, assim, nele ser, através de nós, amor, uma vez que só o Seu amor existe.

Para não tocar com meus dedos sujos a limpidez da poesia, entrego a Baltasar a tarefa de resumir e encerrar – ou recomeçar! – estes meus tantos pensamentos embaralhados acerca do tempo:

Entrega-te, pois, à graça do tempo que é tão longo como a graça. Tu não podes interromper a música a fim de a prender e arrecadar. Deixa-a correr, fugir; de outro modo não a entenderás (... )O que é eterno se sobrepõe ao tempo e é sua colheita e todavia só se realiza a si mesmo no decorrer do tempo. (...) Não amadurecemos, não enriquecemos senão por meio duma ininterrupta renúncia de todos os momentos. (...) Tu não podes armazenar o tempo. Aprende com ele a arte de dissipar. (...) Nele adivinhamos o doce âmago da vida: a oferta de um infatigável amor. Deixa-o correr!(...) Ele é escola de superabundância, escola de magnanimidade, a grande escola de amor.

 Ao mundo que acredita que time is money, proclamemos, com coragem e fé, a verdade: time is love!

Maria Emmir Nogueira
Comunidade Shalom

domingo, 19 de setembro de 2010

Como Lidar Com Mudanças?

A vida pode ser comparada a um rio, tem um destino e, portanto, não pode parar. Entre um obstáculo e outro, segue seu curso até chegar ao oceano. Imaginemos que o rio passa por muitas paisagens e lugares diferentes, alguns mais encantadores, outros menos, no entanto, ele não para, continua sua jornada e não só... Por onde ele passa, vai partilhando riquezas e dividindo suas águas. Podemos ver lindos jardins e verdejantes plantações às margens de um rio. Desde criança os rios me chamavam a atenção. São livres, fortes, destinados, ninguém os pode segurar diante de suas metas, quando tentam impedi-los de seguir e constroem barragens, mesmo assim, eles enchem o espaço e logo começam a transbordar. Quem dera eu fosse como um rio buscando meu destino, que é o Céu.
Bom, foi por admirá-los [rios] que encontrei inspiração para responder a um jovem que me pediu ajuda outro dia. Disse-me que andava infeliz porque não conseguia servir ao Senhor e me explicou o porquê disso. Partilhou que sempre foi ativo nas atividades de sua paróquia e tocar no ministério de música era sua maior alegria. Porém, com o tempo, precisou mudar de cidade, casou, vieram os filhos e hoje se sente inútil na obra de Deus, triste e sem fé, porque não consegue servir a Igreja.
Eu lhe disse que a vida muda com o tempo e é preciso ter coragem para encarar as mudanças com maturidade, sem ficar preso ao que passou. Falei sobre esta “filosofia do rio” e convidei-o para contemplar uma nova paisagem à sua margem. O rio não para onde lhe é mais cômodo, entre um desafio e outro, segue seu destino, por isso tem a oportunidade de estar sempre crescendo enquanto persegue a meta. Talvez você hoje esteja passando por situação semelhante e é pensando em casos assim que partilho o que penso.
Acontece que, muitas vezes, nossa vida muda e nosso coração não acompanha a mudança. É preciso rever a estrada e perceber por onde ele ficou, talvez tenha se perdido ou esteja lá atrás, preso a algum sentimento; e precise de ajuda para acompanhar a razão. É importante perceber que a vida nos oferece oportunidades de crescer com as mudanças, mas não basta mudar de lugar, é preciso ter a disposição de acompanhar a mudança com a essência do que somos por inteiro. Gosto da comparação feita pelo diácono Nelsinho Corrêa para falar sobre mudanças na Canção Nova, que aliás são constantes. Ele explica que vivemos o mesmo processo de uma plantinha que é trocada de terreno. Com ocorre com elas, diante da mudança, até "murchamos" um pouco e sofremos as consequências do novo "solo", mas precisamos lançar as raízes na terra nova e reagir para não morrer.
Talvez, na sua vida, seja hora de lançar raízes onde Deus lhe permite estar. Penso que não existe melhor lugar para servir ao Senhor do que onde estamos. Por mais que tenhamos a reta intenção de fazer grandes coisas em outro lugar, é em nosso próximo que o Senhor espera ser servido. E quem é o próximo, senão aqueles que convivem conosco, em casa, no trabalho, na escola...?
Sentir saudade dos que amamos e dos momentos felizes que marcaram nossa história é uma coisa, deixar-se paralisar pelo saudosismo e não se abrir às novidades do presente é outra. E agir assim é o mesmo que dizer: "Eu não quero colaborar com minha própria felicidade".
Como cristãos precisamos ter claro em nossa mente que só existe um Senhor e nós somos servos d'Ele. Se Deus, o Senhor, conta conosco no exercício de um ministério ou deixa de contar, é necessário ter humildade e reconhecer que valemos muito mais do que aquilo que fazemos. São Francisco de Assis afirmava, com razão, que somos o que somos diante de Deus e mais nada. Acolher isso é grande sabedoria e sinal de maturidade.
O desejo desenfreado de fazer muitas coisas, mesmo que seja na obra de Deus, pode estar escondendo o grito de um coração ferido que quer ser reconhecido e amado. Mas já está provado que não existe trabalho, nem lugar neste mundo, que possa preencher o vazio de uma alma. Só Deus pode nos curar e saciar plenamente e as mudanças que Ele nos permite viver, muitas vezes, são as oportunidades de restauração que Ele nos oferece.
Portanto, se hoje você sofre as consequências de alguma mudança, não pare na dor, reaja, lance raízes neste novo "solo" e procure frutificar aí mesmo. O rio não para onde lhe parece mais florido. Ele passa e segue buscando seu destino. Façamos o mesmo!
Na prática, hoje, procure fazer algo concreto para levar o amor de Deus às pessoas, mesmo que sejam atitudes bem simples, mas comece já. Acredito que aí está a cura para muitos males deste mundo. Mãos à obra! Talvez nem necessitemos ir longe, existe muita gente que precisa de nós até dentro de nossas próprias casas. Amar e servir dizem da vocação cristã. Cristo passou por este mundo nos ensinando com a vida essa lição. Se você aceita um conselho: não pare na dor das perdas ou na saudade, experimente amar sem esperar recompensas. Você ficará surpreso com o resultado. Estou rezando e torcendo por você!
Djanira Silva
Comunidade Cançao Nova