quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Ser Pais: Dom de Deus
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Medo de Deus!
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Não se envergonhe do seu Deus!


O Segundo Mandamento é: "Não pronunciará o nome do Senhor em vão". E por que não falar o nome do Senhor em vão? Porque o nome do Senhor é santo. Não devemos usar o nome d'Ele, a não ser para bendizê-Lo, adorá-Lo e glorificá-Lo. O nome de Deus diz o que Ele é.
Quando nós professamos a nossa fé no Senhor estamos honrando o nome d'Ele. Você percebe que cada vez está mais difícil de fazer isso? Porque cada vez mais o mundo quer fazer o oposto do que Deus quer. Quando você professa a sua fé, você é chamado de "carola", "beato", "alienado"... Mas é aí que nós devemos professar a nossa fé, porque nós somos luz. Você precisa ser luz nas trevas, mesmo que o chamem desses nomes e o persigam. Deixe que as pessoas comentem. Não é para você fazer sermão nesses momentos, mas a boca fala daquilo que o que o coração está cheio.
Não se envergonhe do seu Deus, dos mandamentos do seu Deus, da sua Igreja, assim como você ama a sua mãe. A mãe é um bom exemplo. Ela é mãe, nos ama, mas tem defeitos. Você percebe hoje como se tem feito um ataque maciço contra a Igreja para difamá-la. E nós somos tão tolos que, diante de qualquer matéria na TV, já acreditamos. Assim como um corpo é feito de células, assim é a Igreja, na qual suas células somos nós. Os defeitos da Igreja somos nós. Mas a Instituição criada por Cristo é nossa mãe e devemos honrá-la, pois o nome de Deus é santo.
E quantas pragas rogamos contra a Igreja, contra autoridades, filhos, parentes e amigos! Perdoa-nos, Senhor, pelas nossas palavras. Nós que seguimos Jesus precisamos seguir a verdade. O Catecismo da Igreja Católica fala da importância do nosso nome. Quando você é batizado em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, você é selado em Deus. Quando você comparecer diante d'Ele, Ele vai chamá-lo pelo nome, por isso, honre-o [seu nome]. Precisamos fazer as nossas coisas começando o nosso dia em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Não só quando você acorda, mas, muitas vezes durante o dia, faça o sinal da cruz sobre todo o seu ser.
Seu irmão,
Monsenhor Jonas Abib - Fundador da Comunidade Canção Nova
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Como Entender a Vontade de Deus?

Este é um questionamento que muitas pessoas fazem, o qual, para muitos, passa a ser um verdadeiro tormento. E todo início de ano essa pergunta é reavivada no nosso coração. Quero partilhar com você uma reflexão com base em um livro que li nas minhas férias: 'A evangelização das profundezas: nas dimensões psicológica e espiritual', de Simone Pacot.
Espero que este texto possa auxiliar você que busca descobrir e viver a vontade de Deus para a sua vida.
Jesus diz que o seu alimento é fazer a vontade de Deus, e ao afirmar isso, o faz com alegria, com vida, pois parte de Seu relacionamento íntimo e amoroso com o Pai.
Muitos se esquecem de que Cristo veio para trazer vida e “vida em abundância” para todos. Vida que só nos é possível a partir de um relacionamento íntimo e amoroso com Deus. Portanto, a vontade de Deus para cada um de seus filhos pode ser traduzida em sermos Seus “favoritos”, em termos um relacionamento íntimo e amoroso com Ele.
“Fazer a vontade de Deus é a resposta pessoal de cada indivíduo ao desígnio divino. Cada ser humano, sendo único, vai manifestar, encarnar o plano de Deus, segundo a sua identidade, de uma maneira inteiramente específica”, nos diz Simone Pacot. Portanto, a vontade de Deus nunca estará em contradição com os nossos desejos e aspirações mais profundas, porque Ele é o autor deles.
A questão é que muitos se inquietam tanto em descobrir a vontade divina, que chegam a ponto de perder a noção dos seus próprios desejos, não sabem mais o que querem, nem sabem como situar os próprios desejos mais profundos.
É certo que todos nós somos chamados por Deus para uma vocação, uma missão própria. Mas a resposta de cada um não está fixada em nenhum lugar, não está inscrita em nenhum lugar, senão no coração de Deus, como esperança de nos ver realizados, plenos. A resposta de cada um é inteiramente específica, pessoal, única. O que importa para que possamos compreender a vontade do Senhor é sermos dóceis à ação do Espírito Santo e deixar que Ele opere em nós, aprendermos a ouvir a voz d'Ele.
O medo que muitos possuem de se enganarem a respeito da vontade divina chega a lhes causar paralisia. No entanto, não podemos nos deixar levar por esse sentimento, pois somente por meio de nossa vontade é que a vontade de Deus se manifesta para nós, a partir do momento em que é o Senhor quem vai colocando no nosso coração os desejos e as aspirações mais profundas. Precisamos, portanto, de equilíbrio entre iniciativa e docilidade ao Espírito.
Evidentemente, para as decisões mais importantes se faz necessário buscarmos o acompanhamento de alguém que possa nos auxiliar no processo de discernimento. Isso ajuda inclusive a vencermos o medo de nos enganar a respeito da vontade divina. Para as grandes decisões, além desse acompanhamento, é importante que não tenhamos pressa; mas sem deixarmos de dar os devidos passos.
Quero ressaltar que uma das melhores formas de viver a vontade de Deus é viver bem o momento presente. Quando escolhemos estar onde estamos, fazer o que fazemos – com a alegria, ofertando tudo a Deus como sacrifício de louvor –, mudamos a disposição do nosso coração e o abrimos para escutar a voz do Espírito Santo, que nos conduz à vontade divina. O presente pode ser vivido com fecundidade, gerando vida; ou com tristeza, com pesar, gerando esterilidade. Para vivermos o presente com fecundidade o que precisa mudar é a disposição de nosso coração e não as circunstâncias em que vivemos. Podemos fazer essa experiência consagrando a Deus o nosso coração a cada dia. Essa consagração nos compromete a não vivermos mais sós, nos compromete a buscarmos viver guiados pela Palavra de Deus, guiados pelo Espírito Santo. A essa consagração todos são chamados, a qual é feita no coração e renovada a cada dia.
Portanto, podemos dizer que fazer a vontade de Deus consiste em viver o nosso cotidiano à luz do Espírito. Consiste no esforço de encarnar a nossa maneira a partir do que somos e de como vivemos o desígnio de Deus.
Neste início de ano, consagre o seu coração, o seu trabalho, a sua família a Deus, vivendo cada dia na escuta da voz do Espírito, vivendo com alegria, simplicidade e paz o seu momento e as realidades de hoje.
psicologia@cancaonova.com
Missionária da Comunidade Canção Nova,
formada em Psicologia,
com especialização em Logoterapia e MBA em Gestão de Recursos Humanos.
sábado, 28 de junho de 2008
Vida Plena, diferente do que Deus nos ensina?
“Não é bom que o homem fique só...” (Gen 2,18)... Irmãos, essa afirmação da boca do Deus em quem confiamos, agora parece ser contestada pela tese de um cientista mundialmente respeitado, parte da onda de ateísmo que tem enchido o mundo com a idéia de ser a nova e reveladora religiosidade das pessoas inteligentes, separando os seres humanos entre os que pensam e os que ainda acreditam na velha idéia de Deus e na falida instituição, FAMÍLIA.
Idéias como esta, geraram movimentos como o feminismo, movimento GLS, o pró-aborto e tantos que por vezes nos são apresentados superficialmente e ganham, aos poucos, Cristãos que dizem concordar em parte com idéias vindas deles e sorrateiramente são sugados pela artimanha da Nova Era, esquecendo da palavra de um Deus amoroso que nos implora “Não tenham comunhão ALGUMA com os demônios! “(I Cor 10,20).Ao aceitarmos em parte, ou pior, completamente este texto estamos rasgando as páginas do Catecismo desta Igreja que amamos e a própria história de Nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo, que veio em uma família humilde, porém cheia de sabedoria e zelo pelo trabalho e profissão.Ele poderia ter nascido na casa de algum sábio fariseu, filho de alguma escrava usada somente para a procriação, ou filho de alguma famosa sacerdotisa pagã, bela e inteligente que usaria de escravos para satisfazer seus prazeres superiores.
Se somos chamados conservadores, sim o somos, conservamos o que recebemos de Deus como caminho de felicidade e conservamos a certeza de que nos últimos tempos muitos anticristos apareceriam, não o anticristo com figura de dragão feio e feroz mas pessoas que infelizmente, pela amargura da vida, foram feridas pela sedutora serpente e por ela são usadas como instrumento eficaz de convencimento, pessoas cheias de conhecimento humano e respeito no meio acadêmico e que como a serpente do paraíso prometem “ Conhecimento da verdade” Lembra disso lá com Adão e Eva?
Esses comentários não são em nada contra a ciência e seus propósitos, nunca seriam, vindos de mim, mas são um alerta, à luz do evangelho e da doutrina da Santa Igreja, sobre os perigos que nos cercam e que, como a serpente do paraíso, têm levado milhares de cientistas cristãos para longe do Sonho de Deus de PROFISSIONAIS DO REINO!
Leia na Íntegra os argumentos do cientista ateu, Flávio Gikovate, publicados na Revista VEJA:
VIDA PLENA, SOMENTE NA SOLIDÃO
"Para os meus pacientes, eu sempre digo: se você tiver de escolher entre o amor e a individualidade, opte pelo segundo."
Com 41 anos de clínica, o médico psiquiatra Flávio Gikovate acompanhou os fatos mais marcantes que mudaram a sexualidade no Brasil e no mundo. Por meio de mais de 8.000 pessoas atendidas, assistiu ao impacto da chegada da pílula anticoncepcional na década de 60 e a constituição das famílias contemporâneas, que agregam pessoas vindas de casamentos do passado. Suas reflexões sobre o amor ao longo de esse tempo foram condensadas no seu 26º livro, Uma História de Amor... com Final Feliz. Na obra, a oitava sobre o tema, Gikovate ataca o amor romântico e defende o individualismo, entendido não como descaso pelos outros e sim como uma maneira de aumentar o conhecimento de si próprio. Tendo sido um dos primeiros a publicar um estudo no país sobre sexualidade, atuou em diversos meios de comunicação, como jornais e revistas e na televisão. Atualmente, possui um programa na rádio, em que responde perguntas feitas por ouvintes. Aos 65 anos, ele atendeu a reportagem de Veja em seu consultório no elegante bairro dos Jardins,
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| "Os solteiros que estão mal são os que ainda sonham com o amor romântico. Pensam que precisam de outra pessoa para se completar. Como Vinicius de Moraes, acham que que 'é impossível ser feliz sozinho'. Isso caducou. Daí, vivem tristes e deprimidos." |
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Veja - O senhor diria para a maioria das pessoas que o casamento pode não ser uma boa decisão na vida?
Gikovate - Sim. As pessoas que estão casadas e são felizes são uma minoria. Com base nos atendimentos que faço e nas pessoas que conheço, não passam de 5%. A imensa maioria é a dos mal casados. São indivíduos que se envolveram em uma trama nada evolutiva e pouco saudável. Vivem relacionamentos possessivos em que não há confiança recíproca nem sinceridade. Por algum tempo depois do casamento, consideram-se felizes e bem casados porque ganham filhos e se estabelecem profissionalmente. Porém, lá entre sete e dez anos de casamento, eles terão de se deparar com a realidade e tomar uma decisão drástica, que normalmente é a separação.
Veja - Ficar sozinho é melhor, então?
Gikovate - Há muitos solteiros felizes. Levam uma vida serena e sem conflitos. Quando sentem uma sensação de desamparo, aquele "vazio no estômago" por estarem sozinhos, resolvem a questão sem ajuda. Mantêm-se ocupados, cultivam bons amigos, lêem um bom livro, vão ao cinema. Com um pouco de paciência e treino, driblam a solidão e se dedicam às tarefas que mais gostam. Os solteiros que não estão bem são geralmente os que ainda sonham com um amor romântico. Ainda possuem a idéia de que uma pessoa precisa de outra para se completar. Pensam, como Vinicius de Moraes, que "é impossível ser feliz sozinho". Isso caducou. Daí, vivem tristes e deprimidos.
Veja - Por que os casamentos acabam não dando certo?
Gikovate - Quase todos os casamentos hoje são assim: um é mais extrovertido, estourado, de gênio forte. É vaidoso e precisa sempre de elogios. O outro é mais discreto, mais manso, mais tolerante. Faz tudo para agradar o primeiro. Todo mundo conhece pelo menos meia-dúzia de casais assim, entre um egoísta e um generoso. O primeiro reclama muito e, assim, recebe muito mais do que dá. O segundo tem baixa auto-estima e está sempre disposto a servir o outro. Muitos homens egoístas fazem questão que a mulher generosa esteja do lado dele enquanto ele assiste na televisão os seus programas preferidos. Mulheres egoístas não aceitam que seus esposos joguem futebol. Consideram isso uma traição. De um jeito ou de outro, o generoso sempre precisa fazer concessões para agradar o egoísta, ou não brigar com ele. Em nome do amor, deixam sua individualidade em segundo plano. E a felicidade vai junto. O casamento, então, começa a desmoronar. Para os meus pacientes, eu sempre digo: se você tiver de escolher entre amor e individualidade, opte pelo segundo.
Veja - Viver sozinho não seria uma postura muito individualista?
Gikovate - Não há nada de errado em ser individualista. Muitos dos autores contemporâneos têm uma postura crítica em relação a isso. Confundem individualismo com egoísmo ou descaso pelos outros. São conceitos diferentes. Outros dizem que o individualismo é liberal e até mesmo de direita. Eu não penso assim. O individualismo corresponde a um crescimento emocional. Quando a pessoa se reconhece como uma unidade, e não como uma metade desamparada, consegue estabelecer relações afetivas de boa qualidade. Por tabela, também poderá construir uma sociedade mais justa. Conhecem melhor a si próprio e, por isso, sabem das necessidades e desejos dos outros. O individualismo acabará por gerar frutos muito interessantes e positivos no futuro. Criará condições para um avanço moral significativo.
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| "As colunas e programas de rádio que eu faço não me trazem clientes. Às vezes, só atrapalham. Em 1982, aceitei trabalhar com o Corinthians. Era a democracia corinthiana. Foi um balde de água fria na clínica." |
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Veja - Por que os casamentos normalmente ocorrem entre egoístas e generosos?
Gikovate - A idéia geral na nossa sociedade é a de que os opostos se atraem. E isso acontece por vários motivos. Na juventude, não gostamos muito do nosso modo de ser e admiramos quem é diferente de nós. Assim, egoístas e generosos acabam se envolvendo. O egoísta, por ser exibicionista, também atrai o generoso, que vê no outro qualidades que ele não possui. Por fim, nossos pais e avós são geralmente uniões desse tipo, e nós acabamos repetindo o erro deles.
Veja - Para quem tem filhos não é melhor estar em um casamento? E, para os filhos, não é melhor ter pais casados?
Gikovate - Para quem pretende construir projetos em comum – e ter filhos é o mais relevantes deles – o melhor é jogar
Veja - Que conselhos você daria para um jovem que acaba de começar na vida amorosa?
Gikovate - É preciso que o jovem entenda que o amor romântico, apesar de aparecer o tempo todo nos filmes, romances e novelas, está com os dias contados. Esse amor, que nasceu no século XIX com a revolução industrial, tem um caráter muito possessivo. Segundo esse ideal, duas pessoas que se amam devem estar juntas em todos os seus momentos livres, o que é uma afronta à individualidade. O mundo mudou muito desde então. É só olhar como vivem as viúvas. Estão todas felizes da vida. Contudo, como muitos jovens ainda sonham com esse amor romântico, casam-se, separam-se e casam-se de novo, várias vezes, até aprender essa lição. Se é que aprendem. Se um jovem já tem a noção de não precisa se casar par ser feliz, ele pulará todas essas etapas que provocam sofrimento.
Veja - As mulheres são mais ansiosas em casar do que os homens? Por quê?
Gikovate - As mulheres têm obsessão por casamento. É uma visão totalmente antiquada, que os homens não possuem. Uma vez, quando eu ainda escrevia para a revista Cláudia, o pessoal da redação fez uma pesquisa sobre os desejos das pessoas. O maior sonho de 100% das moças de
Veja - Como será o amor do futuro?
Gikovate - Os relacionamentos que não respeitam a individualidade estão condenados a desaparecer. Isso de certa forma já ocorre naturalmente. No Brasil, o número de divórcios já é maior que o de casamentos no ano. Atualmente, muitos homens e mulheres já consideram que ficarão sozinhos para sempre ou já aceitam a idéia de aguardar até o momento em que encontrarão alguém parecido tanto no caráter quanto nos interesses pessoais. Se isso ocorrer, terão prazer em estar juntos em um número grande de situações. Nesse novo cenário, em que há afinidade e respeito pelas diferenças, a individualidade é preservada. Eu estou no meu segundo casamento. Minha mulher gosta de ópera. Quando ela quer ir, vai sozinha. E não há qualquer problema nisso.
Veja - Quando duas pessoas decidem morar juntas, a individualidade não sofre um abalo?
Gikovate - Não necessariamente elas precisarão morar juntas. Em um dos meus programas de rádio, um casal me perguntou se estavam sendo ousados demais em se casar e continuarem morando separados. Isso está ficando cada dia mais comum. Há outros tantos casais que moram juntos, mas em quartos separados. Se o objetivo é preservar a individualidade, não há razão para vergonha. O interessante é a qualidade do vínculo que existirá entre duas pessoas. No primeiro mundo, esse comportamento já é normal. Muitos casais moram até em cidades diferentes.
Veja - É possível ser fiel morando em casas ou cidades diferentes?
Gikovate - A fidelidade ocorre espontaneamente quando se estabelece um vínculo de qualidade. Em um clima assim, o elemento erótico perde um pouco seu impacto. Por incrível que pareça, essas relações são monogâmicas. É algo difícil de explicar, mas que acontece.
Veja - Com o fim do amor romântico, como fica o sexo?
Gikovate - Um dos grandes problemas ligados à questão sentimental é justamente o de que o desejo sexual nem sempre acompanha a intimidade efetiva, aquela baseada em afinidade e companheirismo. É incrível como de vez em quando amor e sexo combinam, mas isso não ocorre com facilidade. Por outro lado, o sexo com um parceiro desconhecido, ou quase isso, é quase sempre muito pouco interessante. Quando acaba, as pessoas sentem um grande vazio. Não é algo que eu recomendaria. Hoje, as normas de comportamento são ditadas pela indústria pornográfica e se parece com um exercício físico. O sexo então tem mais compromisso com agressividade do que com amor e amizade. Jovens que têm amigos muito chegados e queridos dizem que transar com eles não tem nada a ver. Acham mais fácil transar com inimigos do que com o melhor amigo. Penso que, com o amadurecimento emocional, as pessoas tenderão a se abster desse tipo de prática.
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| "As razões que levavam as mulheres a ter necessidade de casar não se sustentam mais. Nas universidades, o número de moças é superior ao de rapazes. Em poucas décadas elas ganharão mais |
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Veja - As desilusões com o primeiro casamento têm ajudado as pessoas a tomar as decisões corretas?
Gikovate - No início da epidemia de divórcios brasileira, na década de 70, as pessoas se separavam e atribuíam o desastre da união a problemas genéricos. Alguns diziam que o amor acabou. Outros, o parceiro era muito chato. Não se davam conta de que as questões eram mais complexas. Então, acabavam se unindo à outras pessoas muito parecidas com as que tinham acabado de descartar. Hoje, os indivíduos estão mais críticos. Aceitam ficar mais tempo sozinhos e fazem autocríticas mais consistentes. Por causa disso, conseguem evoluir emocionalmente e percebem que terão que mudar radicalmente os critérios de escolha do parceiro. Se antes queriam alguém diferente, hoje a tendência é buscarem uma pessoa com afinidades.
Veja - O senhor já escreveu colunas para jornais, revistas, atuou na televisão e agora tem um programa na rádio. O senhor se considera um marqueteiro?
Gikovate - Sempre gostei de trabalhar com os meios de comunicação. Psicologia não é assunto para especialistas, mas de todo mundo. Faço essas coisas também porque é uma forma de entrar em contato com um público diferente do que eu encontro normalmente. Na rádio, respondo perguntas de gente tacanha, que jamais teriam condição de pagar uma consulta. Estão em um outro patamar financeiro. Mas o que dizem, é ouro puro. As colunas e programas de rádio que eu faço não me trazem clientes. Às vezes, só atrapalham. Em 1982, aceitei trabalhar com o Corinthians. Era a democracia corinthiana. Foi um balde de água fria na clínica. Imagine só, o Corinthians! Não foi o tipo de notícia que meus pacientes gostaram de ouvir. Eu fiquei lá dois anos. Meu pai ficava chocado com essas coisas, porque naquele tempo médico de bom nível não fazia essas coisas. Não estava nem aí. Quando eu me interesso por alguma coisa, eu vou. No mais, se eu fosse um simples marqueteiro, não teria durado 41 anos.
Gikovate - O mundo acadêmico está cheio de papagaios, que repetem fórmulas prontas. Citam sempre outros pensadores, mas nunca vão a lugar algum. Não têm coragem para disso. Esse universo, do qual eu acabei me afastando, é extremamente conservador. Não são eles que produzem as novas idéias. Muitos fingem que eu não existo. Diziam à pequena que eu era um cara muito pragmático, que levava em conta muito os resultados, o que é verdade. Os que mais gostam do que eu faço não são da minha área. São os filósofos, como o Renato Janine Ribeiro e a Olgária Matos. De minha parte, eu sempre fugi dos rótulos. Não me inscrevi membro da Sociedade de Psicanálise. Não sou membro de qualquer sociedade dogmática. Não sou sócio de nenhum clube. Sou uma pessoa de mente aberta. Nunca quis discípulos. Os meus discípulos, se um dia existirem, pensarão por conta própria. Se tiverem um monte de opiniões diferentes das minhas, seria ótimo.
Fonte: Revista Veja.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Deus Criou o Mal?

Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim… Alemanha Inicio do século 20 …desafiou seus alunos com esta pergunta:
“Deus criou tudo o que existe?”
Um aluno respondeu valentemente:
Sim, Ele criou…
Deus criou tudo?
Perguntou novamente o professor.
Sim senhor, respondeu o jovem.
O professor respondeu, “Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?”
O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era um mito.
Outro estudante levantou a mão e disse:
Posso fazer uma pergunta, professor?
Lógico, foi a resposta do professor.
O jovem ficou de pé e perguntou: professor, o frio existe?
Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?
O rapaz respondeu:” De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é suscetível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia.O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor”
E, existe a escuridão?
Continuou o estudante.
O professor respondeu: Existe.
O estudante respondeu:
Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz. “A luz pode-se estudar,a escuridão não! Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que está composta,com suas diferentes longitudes de ondas.A escuridão não! Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz. Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim?
Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente”
Finalmente, o jovem perguntou ao professor:
Senhor, o mal existe?
O professor respondeu: Claro que sim, lógico que existe, como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal.
E o estudante respondeu: O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus.
Deus não criou o mal.
Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz.
O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações.
É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.
Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça permanecendo calado…
Imediatamente o diretor
dirigiu-se àquele jovem e perguntou
qual era seu nome?
ALBERT EINSTEIN.
domingo, 1 de junho de 2008
Oração: Intimidade com Deus!

Nosso coração é uma casa, onde existem cômodos, janelas, porta... e abrimos a quem queremos receber bem. É também o centro da nossa vida, centro escondido, sustenta toda vida em nós. É inatingível pela razão – se o cérebro parar de funcionar o coração continua a bater e não vice e versa. Apenas o próprio Senhor o conhece e pode sondá-lo. É o lugar da decisão, lugar da verdade, onde escolhemos a vida ou a morte. Nosso coração é o lugar do encontro com Deus, lugar da aliança. É o Espírito que impulsiona esse encontro íntimo, entre Criador e criatura. (CIC § 2563)
Quem ora em nós é o coração, impulsionado pelo Espírito Santo, pela sede da presença do Criador, do Amor. Se o coração está longe de Deus, toda expressão da oração é vã, pois ela passa a ser mecânica. Quando dirigida totalmente pela razão e não pela autenticidade do sentimento e do momento no qual estamos passando, a oração foge da sua essência que é buscar sem cessar, a presença de Deus.
“Ao vê-la chorar assim, como também todos os judeus que a acompanhavam, Jesus ficou intensamente comovido em espírito. E, sob o impulso de profunda emoção, perguntou: Onde o pusestes?. Responderam-lhe: Senhor, vinde ver. Jesus pôs-se a chorar.”(Jo 11,33-34)
Jesus expressa sua autenticidade, impulsionado de profunda emoção. Expressa todo seu amor por Lázaro e por aquelas pessoas que estavam feridas pela dor da perda de quem amavam. Ele chorou... é o impulso que o leva a dar os próximos passos para clamar a intervenção do Pai naquele momento.
“Tomado novamente de profunda emoção, Jesus foi ao sepulcro. Era uma gruta, coberta por uma pedra...” (Jo 11,38ss)
Se o nosso coração é o ponto de encontro com o próprio Senhor, é dele que deve brotar a oração. Dado este primeiro passo, tudo é conseqüência e conseguimos assim, expressar o sentimento de profundo amor ou busca diante Daquele que tudo pode realizar, por amor a nós.
Lançar os olhos para o céu, deve ser para nós uma busca da Face Sagrada do Senhor. É um simples impulso do corpo, que anseia ver aquilo que o coração já está gritando: a presença e intervenção do Amado Senhor, em quem nossa alma confia e suspira de saudades. “Levantando Jesus os olhos para o alto, disse: Pai, rendo-te graças, porque me ouviste...” (Jo 11,41ss) Quando, a partir do coração, o sentimento tomou conta de todo nosso corpo, a expressão vai além de um olhar para o céu, mas quer ser ouvida, quer anunciar esse sentimento de busca de todo ser. É o momento onde reconhecemos o quanto precisamos de Deus e que toda maravilha se realiza por Ele em nossa vida.
Temos como prova desse grito de reconhecimento diante de Deus, a oração de Maria: “Minha alma glorifica o Senhor e meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador...” (Lc 1,46ss)
Maria, exulta em Deus... em seu grande momento de alegria, mas também em tempos de provação. E é pela provação que conseguimos mostrar o que realmente somos diante de Deus. Por menor que ela seja, os sentimentos do nosso coração, expressos nas nossas atitudes ou não, revelam quem realmente somos e assim, provamos para Deus – diante destes sentimentos e atitudes – todo amor que temos por Ele. Provamos também, até que ponto renunciamos a nossa vontade para que a Vontade de Deus aconteça, uma vez que Ele sabe (como Pai) o que é melhora a cada um de nós. E esta prova de amor dada por nós ao Pai é expressa através de nossa vida e de nossa oração autêntica. O Magnificat é a mais perfeita oração da alegria. Maria, cheia do Espírito Santo e cheia de Jesus em seu seio, exultou de alegria perante de Deus, reconhecendo-se pequena diante da grandiosidade de Deus. Seu coração estava cheio do mais puro sentimento e o Senhor se alegrou em Maria, no seu coração e na sua vida, fazendo dela sua morada, um Templo Santo, morada Do Salvador.
Que alegria é saber se colocar diante do Rei e preparar na morada do nosso coração, no nosso castelo interior uma habitação para Deus. Preparar o trono do Rei de nossas vidas e nos encontrar com esse Rei todos os dias para refletirmos diante de Sua sabedoria e para pedir aquilo que realmente nos é necessário, sem orgulho ou cobiça. Pedir somente aquilo que nos leva a amar mais. Quando pedimos algo a Deus das alturas de nosso orgulho e da nossa própria vontade, pedimos apenas o que nos convém e acabamos anulando a essência de Deus que é Amor e que só quer nosso bem. Não podemos continuar a colocar condições para amar a Deus. Ou seja, só amamos a Deus quando Ele nos dá o que queremos. Assim acabamos por nos tornar meros mercenários.
Quando nos dirigimos a Deus justificando nossos erros ou nos achando melhores ou maiores do que os outros, estamos mais nos distanciando de Deus do que criando vínculo de aliança eterna com O Amado. Seremos assim, eternos fariseus (cf.Lc 18,9-14). Ao contrário, irmãos amados e irmãs amadas, rasguemo-nos diante do Senhor, como quem somente quer receber amor e amar em plenitude, pois a oração é uma graça que só pode ser acolhida por Deus, diante de um coração humilde e pobre.
“É preciso se lembrar de Deus com mais freqüência do que se respira.” (São Gregório Nazianzeno)
A verdade é que nunca sabemos o que realmente precisamos, sempre queremos mais e mais e mais... Sem Deus, o homem é oco e tenta ser preenchido por tantas outras coisas inúteis e vazias que fazem da nossa vida uma jornada de busca e procura de satisfação pessoal em bens materiais e apegos terrestres.
Que possamos buscar sempre a Deus e assim, viver na Sua presença, e tudo nos será dado de acordo com nossas necessidades. (cf. Mt 6,33)
Paz oracional para teu coração!
Fonte: Comunidade Beatitudes
segunda-feira, 26 de maio de 2008
A Alegria de ser Distraído

Repetimos várias vezes que a oração não é uma imposição, uma lei que nos obriga e escraviza, mas uma necessidade, uma urgência do coração que, sentindo-se solitário, exilado, incompreendido, busca ansiosamente um amigo que o possa amar e escutar. Na oração, Deus e o homem se amam reciprocamente, e um fica feliz de se contemplar no outro.
Deus se contempla no homem criado à sua imagem e semelhança, e o homem se contempla em Deus, vendo a que é chamado a ser. A oração nos liberta de todos os nós, permite-nos levantar vôo.
Santa Teresa de Ávila diz que somos chamados, como a pombinha branca, a alçar vôo para Deus, a entrar, vencendo todos os obstáculos, no castelo interior; e a porta pela qual entramos neste castelo é a oração.
Quando nos decidimos a rezar é porque nos encontramos em dificuldades e não sabemos como sair delas sozinhos, ou estamos tomados por uma alegria tão grande que não podemos fazer outra coisa senão gritar aos sete ventos: "Obrigado, Senhor". É algo maior do que nós. Os indiferentes, os insensíveis, os que se sentem bem com o "rastejar" e não desejam voar e ultrapassar o azul do céu para estar com o Senhor, nunca serão grandes orantes. Mas, se rezar é tão bom - como dizem os místicos, os santos, os homens e mulheres que gastaram a vida toda procurando o rosto do Amado -, por que para nós há momentos em que a oração se faz difícil? Quais são as dificuldades maiores que encontramos na oração e como superá-las? Para vencer as dificuldades é necessário, antes de mais nada, ter muita confiança em Deus e pouca em nós. É ter consciência de que o Senhor nos dará a alegria de estar com Ele. Ele, como Pai amoroso, alegra-se quando nos vê lutando contra os inimigos que nos impedem de amá-lo e adorá-lo.
Não ter medo do fracasso
Todas as coisas têm as cores com que nós as pintamos; dependem do olhar com que as contemplamos. Para o pessimista, tudo vai mal; para o otimista, quase tudo vai bem. Nossa oração é sempre atendida por Deus. Mesmo quando parece que não, Ele nos escuta e, na sua infinita sabedoria, nos dá o que necessitamos para o nosso crescimento. Somente Deus sabe do que realmente precisamos, e jamais Ele fecha o ouvido aos nossos gritos e súplicas. Quantas vezes na minha vida, quando era mais jovem, achei que Deus se "divertia", quase com um certo "sadismo", negando-me o que eu lhe pedia com tanta insistência. Mas, com o passar do tempo, sendo amadurecido ao sol do sofrimento e da experiência, fui vendo que Deus age de forma diferente. Fui me lembrando das palavras do profeta Isaías: "Os meus caminhos não são os vossos caminhos"; ou de Jesus: "O Pai sabe do que vocês necessitam antes que vocês peçam". Ser confiante no amor misericordioso de Deus é deixar a Ele a liberdade de agir em nossa vida. Uma liberdade que sempre é colocada a serviço do ser humano.
A oração, recorda-nos o Catecismo, é um verdadeiro combate. Uma vigilância perene sobre nós mesmos para não deixarmos entrar no coração os sentimentos que impedem o nosso encontro filial com Deus. "Enfim, nosso combate deve enfrentar aquilo que sentimos como nossos fracassos na oração: desânimo diante de nossa aridez, tristeza por não ter dado tudo ao Senhor, por ter "muitos bens", decepção por não ser atendidos segundo nossa vontade própria, insulto ao nosso orgulho (o qual não aceita nossa indignidade de pecadores), alergia à gratuidade da oração etc. A conclusão é sempre a mesma: para que rezar? Para superar esses obstáculos é preciso lutar para ter a humildade, a confiança, a perseverança" (Cat, 2728).
Diante de tudo isto é bom nos convencermos de que a oração exige esforço nosso. Todo diálogo, para ser construtivo, vai exigindo uma constante atenção ao que acontece dentro de nós. Orar é abrir o nosso humano para que o divino possa entrar. Nunca devemos destruir a nossa sensibilidade, a nossa humanidade, mas torná-la mais atenta e aberta à ação de Deus em nós.
A alegria de ser distraído
Ensinaram-nos a considerar as distrações como a maior dificuldade da nossa vida de oração, a vê-las como "marimbondos" que não nos deixam tranqüilos quando queremos estar a sós com aquele que amamos, um empecilho no diálogo, no amor e na vida. Ser distraído foi considerado como algo desrespeitoso por aquilo que estamos fazendo. Diante desta dificuldade comum em todos nós devemos, sem dúvida, redimensionar a nossa atitude frente às distrações na vida de oração. É preciso tomar consciência de que não somos distraídos somente na oração, mas em todas as atividades.
Quantas vezes estamos diante da TV, mas o nosso coração, fantasia e pensamento estão tão distantes que perguntamos a alguém: "De que este programa está falando?" Ou quem de nós não se "pegou distraído" no trânsito a ponto de entrar numa rua errada? Ou ainda, durante o estudo leu cinco páginas e nada reteve na memória porque estava distraído... A distração, portanto, faz parte da nossa humanidade. Ninguém consegue pensar horas a fio no mesmo assunto e argumento. O ser humano é volúvel, tem necessidade de voar a tantos lugares, pensar em muitas coisas ao mesmo tempo...Como a abelha vai de flor em flor e, sem parar em nenhuma, vai sugando o néctar para sua vida pessoal e comunitária. Ser distraído pode ser considerado não como um mal, mas como uma forte intuição do amor. Às vezes, pode ser o Espírito Santo querendo recordar-nos algo importante. Quem sabe você está rezando e, de imediato, vem-lhe o pensamento de que se esqueceu de desligar o gás da cozinha... Santa distração, que leva a correr e a evitar o perigo! Ou se rezando se "distrai" pensando nos pais, nos trabalhos, nas dificuldades, na falta de amor, nas pessoas... É o momento para você colocar tudo no coração de Deus e transformar essas distrações em motivações orantes para sua vida.
Diante das distrações, temos duas opções: assumir a nossa situação e o que nos vem à mente, ao coração, e fazer de tudo isso oração a ser apresentada a Deus, que é o melhor caminho; ou "chamar de volta" a nossa memória, a nossa atenção ao que estamos meditando. Este constante esforço é agradável ao Senhor porque manifesta o nosso amor e a nossa decisão de estarmos atentos à voz do Espírito.
É bom não perder tempo com as distrações, não se deixar atrair por elas, mas saber administrá-las com paciência e alegria. Quanto menos importância lhes damos, menos elas nos perseguem. Esta sabedoria é própria dos santos e de quem quer ser santo. "Pensar", nos adverte Teresa de Ávila, "o que estamos dizendo e a quem o estamos dizendo. Não seria justo falar com uma pessoa pensando em outras coisas ou com o olhar distante, como quem está cansado da presença do amigo". Esta sabedoria está presente na pedagogia da Igreja que, no Catecismo, nos recorda: "A dificuldade comum de nossa oração é a distração. Esta pode referir-se às palavras e ao seu sentido, na oração vocal. Pode, porém, referir-se mais profundamente àquele a quem oramos, na oração vocal (litúrgica ou pessoal), na meditação e na oração mental.
Perseguir obsessivamente as distrações seria cair em suas armadilhas, já que é suficiente o voltar ao nosso coração: uma distração nos revela aquilo a que estamos amarrados, e essa tomada de consciência humilde diante do Senhor deve despertar nosso amor preferencial por Ele, oferecendo-lhe resolutamente nosso coração, para que Ele o purifique. Aí se situa o combate: a escolha do senhor a quem servir. Positivamente, o combate contra nosso "eu" possessivo e dominador é a vigilância, a sobriedade do coração" (Cat, 2729-2730).
Quando percebemos que estamos "voando por aí", devemos aprender a voltar "ao assunto" e não permitir que alguém nos distraia do amor que devemos doar ao Amado. "Eu dormia, mas meu coração velava"... Quem vive na tensão do amor será sempre como Maria, que "guardava todas estas coisas no seu coração e as meditava". As distrações, as fantasias são as loucas da casa e por isso é preciso aprender a recolhê-las quando querem ir mais longe do que lhes é permitido. Superar as distrações é um exercício. Nunca chegaremos a evitá-las plenamente. Somente com uma graça especial do Senhor ou um êxtase ou uma visão, quando todas as nossas potências estão suspensas. Enquanto estivermos por aqui mesmo é preciso saber colocar, como nos diz o salmista, "freio e cabresto" às fantasias e distrações para que não nos levem longe do nosso Amado. É preciso dominar, administrar as distrações sem violência. O segredo é que, segundo a intensidade do amor que arde no nosso coração, estaremos mais atentos e fiéis ao amor do nosso Deus. No passado eu ficava nervoso, inquieto, desanimado diante das distrações da minha vida. Hoje, quem desanima são as distrações, porque sabem que, quando batem à minha porta, na maioria das vezes, a encontram fechada. É necessário vencer as distrações com a força do amor. Mas, se elas vierem, convém aproveitar o que trazem, reciclar tudo isso e transformar em oração. Mesmo quando as distrações trazem à memória o pecado, que é como lixo, é preciso lembrar que o lixo reciclado gera energia e força. Reciclar as distrações é fazê-las passar pelo coração de Deus. Que o texto do apóstolo Paulo possa nos servir como exemplo: "Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espada? ... Mas, em tudo isso vencemos por aquele que nos amou" (Rm 8,35-37). Nada pode nos separar do amor de Cristo. Nem as distrações, mágoas ou pensamentos inúteis; nada nem ninguém, porque Cristo é nosso e somos dele.
"...O intelecto não se fixa em nada, parece frenético, de tal maneira está descontrolado. Quem assim está verá, devido ao sofrimento que lhe sobrevem, que não é culpado por isso. Não deve afligir-se, porque é pior, nem se cansar em querer trazer à razão quem não a tem, isto é, seu próprio intelecto; reze como puder... De nossa parte, o que podemos fazer é procurar ficar a sós, e queira Deus que isso baste, como eu digo, para que entendamos com quem estamos e a resposta que o Senhor dá aos nossos pedidos. Pensais que Ele está calado? Mesmo que não o ouçamos, Ele nos fala ao coração quando de coração lhe pedimos" (Santa Teresa D'ávila)
Frei Patrício Sciadini, OCD
terça-feira, 18 de março de 2008
QUEM É ESTE HOMEM?

Em biologia, foi gerado sem passar pelo processo natural de concepção;
Na física, quebrou a lei da gravidade ao subir aos céus;
Na economia, quebrou o recorde de todos os programas sociais:
Alimentou 5 mil homens, mais as mulheres e crianças com apenas 5 pães e 2 peixinhos;
Na medicina, curou doentes sem receitar um único comprimido;
No campo da história, Ele é o princípio e o fim;
Na política, Ele é chamado de Conselheiro e Príncipe da Paz;
No campo da religião, ninguém vai ao céu a não ser por meio Dele;
Certa vez Ele deu ordens ao mar e ao vento e eles de imediato O obedeceram
Ali mesmo surgiu a indagação “QUEM É ESTE?”
Ao morrer foi sepultado,mas a tumba não pôde contê-Lo,
pois sendo maior que a morte, ao 3º dia ressuscitou e vive para sempre
É o meu maior e melhor amigo...
Afinal, quem é mesmo Este Homem?
(Autor Desconhecido)
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Prisioneiros do Espírito

Em momentos de impaciência ou qualquer tipo de fraqueza precisamos nos submeter à ação do Espírito Santo. Somente Ele tem o poder de neutralizar nosso egoísmo e toda a ação do mal. São Paulo nos ensina:
“Eu vos exorto: deixai-vos sempre guiar pelo Espírito e nunca satisfaçais o que deseja uma vida carnal” (Gálatas 5, 16).
Muitos fatos contribuem par nos contrariar, mas Deus é bom para conosco e nos dá o Espírito Santo, que nos consola em todas as nossas aflições. N'Ele resistimos a todos os combates.
O importante é deixar o Espírito inundar a nossa vida. Não podemos nos deixar escravizar pelo que nos acontece durante o dia: pela dor que chega e se prolonga, pelos contratempos inesperados, pelas coisas passageiras deste mundo... Deixemo-nos inundar pelo Espírito Santo de Deus. Ele nos dá a graça de testemunhar a bondade do Senhor, seja nos momentos alegres seja nos momentos difíceis do dia.
São Paulo declara:
“E agora, prisioneiro do Espírito, vou para Jerusalém, sem saber o que aí me acontecerá. Sei apenas que, de cidade em cidade, o Espírito Santo me adverte, dizendo que me aguardam cadeias e tribulações. Mas de modo nenhum considero a minha vida preciosa para mim mesmo, contanto que eu leve a bom termo a minha carreira e realize o ministério que recebi do Senhor Jesus: testemunhar a Boa Nova da graça de Deus” (Atos 20, 22-24).
Paulo se deixa conduzir pelo Espírito Santo numa viagem que terminará em seu cativeiro por dois anos. Ele se considera um prisioneiro do Espírito Santo que lhe revela as tribulações que sofrerá. Durante esses dois anos, em regime de “custódia militar”, o apóstolo escreveu as Cartas aos Colossenses, aos Efésios e o bilhete a Filêmon.
O Espírito Santo é quem nos concede a fertilidade no tempo de prova!
“Me aguardam cadeias e tribulações.” Também podemos nos expressar assim, pois é difícil passar um dia sem contrariedades. Mas, mesmo nas tribulações, precisamos estar dispostos a levar a bom termo a missão que o Senhor Jesus nos confiou: dar testemunho do Evangelho da graça de Deus. Este é o chamado para todo cristão.
Precisamos buscar o auxílio do Espírito Santo para suportar as prisões e os sofrimentos que nos aguardam.
Muitas vezes, somos escravos da nossa própria concupiscência: de um afeto, do comer, do beber, do trabalhar para possuir e se enriquecer. Podemos ser escravos de nós mesmos pela vaidade, ou até mesmo do medo de sofrer...
O Senhor abre nossos olhos por meio de São Paulo para percebermos que a única força que pode nos dominar é a ação do Espírito Santo. Deus nos ensina a não pararmos nas cadeias e nos sofrimentos deste mundo, mas a sermos produtivos para o Reino d'Ele, também em nossas dificuldades.
Precisamos viver o tempo que nos foi concedido. O tempo que se chama hoje, seja ele de alegria ou de tribulação, tendo a graça do Espírito Santo como suporte para a nossa ação.
Há um tempo para cada coisa debaixo do céu, como ensina a Palavra de Deus, mas, em tudo e em todo tempo, o que deve dirigir nosso coração é a força do Espírito Santo por meio da oração, pois Deus não se manifesta a quem não fala com Ele.
Abramos nosso coração com confiança para que a sabedoria de Deus nos alcance: “Ela até se antecipa, apressando-se a mostrar-se aos que a desejam” (Sabedoria 6,13.)
Oração de entrega e súplica pelo dom da sabedoria:
Senhor Jesus, pelas mãos de Maria, eu Te entrego este meu dia!
Escuta a minha oração! Confio na Tua Divina Misericórdia. Quero repetir muitas vezes durante o dia: “Jesus, eu confio em vós!”
Entrego-Te minha vida, cada hora e minuto do meu dia. Confio que tens graças e remédio para mim, pois basta pronunciares uma palavra e todo o meu ser ganhará força e vigor.
“Os olhos do Senhor estão voltados para os justos, os seus ouvidos estão atentos a seu grito de socorro” (Salmo 34,16). Confiando em Tua bondade, confesso minhas fraquezas. Tenho me deixado guiar pelo meu temperamento, pela minha maneira de ser, por tantas tentações que me rondam dia e noite. Mas, Jesus, quero e preciso da condução do Teu Santo Espírito. Suplico-te, dá-me a graça de provar Tuas consolações.
Vem, Senhor Jesus, encha-me com o Espírito Santo. Que a Tua graça reine sobre a minha teimosia, minha auto-suficiência, meu orgulho e fechamento.
Meu Deus, dá-me sabedoria. "Decidi, pois, tomá-la por companheira de minha vida, sabendo que me seria conselheira para o bem e conforto nas preocupações e na tristeza!" (Sabedoria 8,9).
Vinde, Espírito Santo, conduza-me para onde quiseres, como quiseres, como quiseres e com quem quiseres, pois desejo somente agradar ao meu Deus.
Bendito seja o Senhor que me consola em todas as minhas aflições!
Amém!
Luzia Santiago
Co-fundadora da Comunidade Canção Nova
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
A BIBLIA E O CELULAR

que tratamos o nosso celular?
E se sempre carregássemos a nossa Bíblia no bolso ou na bolsa?
E se déssemos uma olhada nela várias vezes ao dia?
E se voltássemos para apanhá-la quando a esquecemos em casa, no
escritório...?
E se a usássemos para enviar mensagens aos nossos amigos?
E se a tratássemos como se não pudéssemos viver sem ela?
E se a déssemos de presente às crianças?
E se a usássemos quando viajamos?
E se lançássemos mão dela em caso de emergência?
Mais uma coisa:
Ao contrário do celular, a Bíblia não fica sem sinal. Ela "pega" em
qualquer lugar.
Não é preciso se preocupar com a falta de crédito porque Jesus já
pagou a conta e os créditos não têm fim.
E o melhor de tudo: não cai a ligação e a carga da bateria é para
toda a vida.
"Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto"! (Is 55,6)
Luis Fernando Pimentel de Alencar
Coordenador do Grupo de Oração Rosa Mística
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
O Céu Está Aberto!

"Então, de repente, apareceu junto ao anjo grande multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens de boa vontade!"
(Lucas 2,13s)
Pois o Céu está Aberto por causa de você!
PAZ E ALEGRIA!
Luis Fernando Pimentel de Alencar
Coordenador do Grupo de Oração Rosa Mística
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