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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Não Sou Mais Virgem.Posso Ter Um Namoro Santo?

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo tem uma força libertadora. Jesus provoca uma revolução na vida daqueles que se deixam atingir por Seu amor. Quem tem um encontro pessoal com Deus muda seus conceitos, sua mentalidade, muda sua vivência, porque sente e experimenta como é ser amado e valorizado no coração do Altíssimo.
O ideal seria que todos nós conhecêssemos a grandiosidade do amor divino nos primeiros anos de nossa vida. Mas a maioria de nós só se deixará envolver pelo amor de Deus depois de adultos ou após a vida ter nos marcado negativamente em algum aspecto. Por isso, vemos muitas pessoas que, primeiramente, vivem a sexualidade do mundo e não como pede o Senhor. Mas quando se deparam com o amor de Deus, resolvem viver a castidade. Que bom que Deus os alcançou! No entanto, a virgindade, que caracteriza a não iniciação da pessoa na vida sexual, tanto no sentido do corpo quanto a sua experiência psíquica, já não existe mais.
Daí, muitos pensam: “Não sou mais virgem, mas quero um namoro santo. Só que, agora, eu conheço o sexo e as carícias. Será que vou aguentar?” Ou: “Será que mereço isso?”. Até há aqueles que se perguntam: “Nesta minha condição, será que alguém vai querer namorar comigo?”.
Sim, você pode viver castamente! É possível namorar sem sexo, mesmo que isso tenha se tornado uma espécie de dependência para você. Mais ainda: você merece namorar santamente e encontrará quem o aceite como você é e com o que já viveu.
Você só precisa ter em mente que será um desafio; afinal, foi inserido no contexto sexual e o tem registrado em sua memória, de forma muito maior do que antes da perda da virgindade.
Cuidado! Fuja das oportunidades de pecado sempre que elas estiverem à espreita. Toda vez que um pequeno gesto começar a enfraquecer a sua decisão, não o deixe acontecer.
Apesar das marcas que você pode ter em si, saiba que para Deus o que importa é a pureza de coração. “O que o homem vê não é o que importa: o homem vê o que está diante dos olhos, mas o Senhor olha o coração” (I Sm 16,7).
Se, no seu coração, você deseja atingir essa pureza, tem tudo para conseguir. Ela é possível em qualquer estágio da vida. Diz o Catecismo da Igreja Católica que a Boa Nova de Cristo restaura constantemente a vida por dentro (interior do coração), restaura as qualidades do espírito e os dotes da pessoa (cf. CIC art. nº2527). Ou seja, a luta pela castidade fará de você uma pessoa pura no corpo e na intenção.
Não importa o seu passado. Deus lhe perdoa sempre. Se você se arrependeu, mas se confessou, Ele o perdoou. “Vai e não tornes a pecar” (Jo 8, 11).
Se Deus o perdoa, quem são os homens para condená-lo? Não importa seu passado, porque você é portador de um dom, e “o dom e o chamado de Deus são irrevogáveis” (Rm 11, 29). Isso significa que o Senhor não tira as dádivas e as qualidades que Ele mesmo imprimiu nas criaturas, mesmo que essas errem.
Você é uma bênção do Senhor, neste mundo, por tudo aquilo que o Altíssimo depositou em sua essência. Você merece alguém que valorize as belezas que existem em você. Assuma-se assim!
Talvez, seja difícil adquirir a pureza e libertar-se das marcas negativas de uma sexualidade mal vivida; portanto, tenha paciência com você mesmo. Se, por acaso, você tornar a errar, não desista, procure a confissão e recomece.
Se o ato sexual ou a masturbação tornaram-se um vício, procure ajuda com um profissional ou um diretor espiritual. Tenha sempre um confessor apenas, um sacerdote em que você encontre misericórdia. Conte a ele suas fraquezas para que ele entenda melhor seu processo e identifique, na queda, as possíveis circunstâncias. Assim, ele o orientará melhor. Não desista de você, nunca pare de lutar!
A castidade parte de uma decisão por corresponder ao amor de Deus. Jesus entregou não somente Seu corpo, mas se esgotou, esvaziou-se de tudo o que Ele é, até de ser Deus, por causa de você, para que você também ame da forma correta. Então, é olhando para Jesus, principalmente nas horas mais difíceis, que encontraremos forças para não cair no pecado.
Para Deus atuar em nós basta a nossa decisão de deixá-Lo entrar em nossa vida. Você quer ser casto? Então, tome com afinco essa decisão.
Sempre é possível recomeçar!
Sandro Arquejada-Com. Canção Nova

sábado, 30 de junho de 2012

O Sacramento da Misericórdia!


 Purificai-me, ó Senhor, e ficarei puro, lavai-me e me tornarei mais branco do que a neve (Sl 51,9). 

Fazia parte da antiga catequese dos catecúmenos a história de Suzana que resiste à sedução de homens corruptos, a ponto de ser falsamente acusada de adultério; injustamente exposta à morte. Todos os que se preparavam ao batismo deviam aprender dessa mulher pura e forte a fidelidade à lei de Deus e à retidão de consciência, acima de qualquer risco. Ao mesmo tempo, Suzana, libertada das intrigas dos caluniadores, por intervenção de Daniel, era apresentada como figura do batizado, desvencilhada dos laços de Satanás por meio de Cristo. 

Salvo por Cristo da morte eterna, é o cristão, muito mais que a jovem hebréia, obrigado à fidelidade a Deus pela integridade da fé e da conduta. Diante das seduções e ameaças dos inimigos do bem, deve o batizado ter coragem de repetir com Suzana: “Para mim é melhor cair em vossas mãos sem ter cometido pecado diante do Senhor” (Dn 13,23). 

Também registra o Novo Testamento o episódio da mulher acusada de adultério, não inocente como Suzana, mas pecadora. Como Suzana, é arrastada a julgamento por homens iníquos. Embora adúltera, é libertada, não por algum profeta, e sim pelo Filho de Deus que pode remir pecados. Às palavras: “Quem de vós estiver sem pecado, atire-lhe a primeira pedra” (Jo 8,7), vão-se “um por um” os malvados acusadores, e fica só a mulher diante do Senhor. “Ficam só os dois: a miséria e a Misericórdia”, diz Santo Agostinho (Em Jo 33,5). Então Jesus – que é a Misericórdia até o ponto de ter vindo não para julgar, mas para salvar o mundo – absolve-a: “Vai e não peques mais” (Jo 8,11). 

Enquanto a libertação de Suzana é símbolo do batismo, a da adúltera parece ter maior analogia com o sacramento da penitência. Embora batizado, tem sempre o homem a triste possibilidade de pecar. O mundo, então, grita por escândalo e quereria a condenação, mas Jesus, que pagou com a vida a salvação dos pecadores, quer que nenhum se perca, e perdoa: “Vai e não peques mais”. 
O batismo enxerta o homem em Cristo: vive o batizado da própria vida de Jesus, como vive o ramo da seiva do tronco. A penitência firma o enxerto quando se enfraqueceu, remove os obstáculos que impedem o curso da seiva divina e lhe aumenta o influxo. O sacramento da penitência é assim remédio para as enfermidades morais de todos os fiéis e, como o batismo, recebe sua força do mistério pascal de Cristo. 

“A confissão sacramental freqüente – afirma o Vaticano II – favorece em sumo grau a necessária conversão do coração ao Pai das misericórdias” (PO 18). A conversão do coração é necessária não só a quem caiu em culpa grave, mas também a quem, vivendo em graça, tem, contudo, sempre necessidade de libertar-se de qualquer pecado voluntário, para alcançar a plenitude da vida em Cristo. Se somente no primeiro caso a confissão sacramental é necessária, no segundo é utilíssima para sustentar o fiel no esforço de purificação e no empenho de santidade. O sacramento da penitência, além da finalidade de remir os pecados, tem também a de curar-lhe as feridas, preservar de novas quedas, aumentando a graça, para que possa o penitente vencer mais facilmente as tendências defeituosas, resistir às tentações e praticar a virtude. Tudo isto é assegurado pela ação de Cristo operante no sacramento: é Jesus quem perdoa, cura, corrobora, “ele que nos ama e nos liberta dos pecados com seu sangue” (Ap 1,5). Daí a importância da confissão freqüente para os que tendem à perfeição. 

A freqüência, porém, não deve prejudicar a seriedade de tal sacramento. Adverte o Concílio que a confissão, para ser eficaz, deve ser preparada “com exame de consciência cotidiano” e feita “com coração contrito” (PO 18.5). A confrontação diária da própria conduta interna e externa com o Evangelho mostra o que se opõe aos ensinamentos e exemplos de Cristo. É esta a pedra de toque para se controlar até que ponto a própria vida é de fato “cristã”, isto é, movida por autêntico espírito evangélico, ou não o é, deixando-se ainda influenciar pelas vaidades do mundo e arrastar pelas paixões. De tal exame de consciência, feito sob o olhar do Crucificado, nasce espontaneamente a contrição do coração; e a confissão que se lhe segue será grande auxílio para se fugir do pecado, como também para se progredir na vida espiritual.



Gabriel de Santa Maria, OCD

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Nos Braços da Misericórdia

A misericórdia é uma realidade de que todos necessitamos, a qual somos convidados a exercer cotidianamente. Em virtude da fragilidade que nos configura – por ora desfigurando… – como parte do que somos, a misericórdia precisará ser sempre nossa companheira de viagem.
Ninguém é perfeito e ninguém consegue ser bom em tudo. Muitas vezes, não seremos coerentes com o que somos e cremos, e acabaremos errando com os outros e com nós mesmos.
Isto é fato: a contradição sempre nos perseguirá em nosso caminho de vida. Por isso, seremos melhores e mais completos não quando não errarmos mais – vivendo como anjos –, mas quando apreendermos a acrescentar, no dia a dia de nosso vocabulário, as palavras "perdão" e "misericórdia".
Sempre acabaremos errando em alguma coisa, e para vivermos com qualidade, precisaremos cotidianamente pedir perdão: a Deus, aos outros e a nós mesmos. Sem a humildade, que nos faz conhecer a nossanão onipotência diante do mundo, nunca cresceremos realmente, pois nos tornaremos escravos do orgulho, que nos faz acreditar que o problema está sempre fora de nós (no outro).
Constantemente teremos que ceder e perdoar: em casa, no trabalho, no passeio, em meios aos desafios da família e do matrimônio. Inúmeras vezes também precisaremos pedir perdão, reconhecendo que não fomos capazes de acertar e que precisamos de uma nova chance.
E diga-se de passagem, essa última é uma forma muito eficaz para compreendermos a misericórdia, pois quando podemos abandonar nossa impotência em seus braços, recebendo dela uma nova chance para acontecer, entendemos, de fato, o que significa a sua essência.
Quem precisou ser perdoado, fazendo a experiência da própria indigência e fraqueza, terá muito mais facilidade para compreender e perdoar alguém. Nesse aspecto a experiência de nossos pecados muito nos ajuda a entender que não devemos ser os juízes das fraquezas alheias, mas sim constantemente acreditar nos outros oferecendo-lhes uma perene chance para o recomeço.
Não são os "perfeitos" que se tornam grandes na vida – a grandeza destes é apenas aparente –, mas os que aprendem a recomeçar todos os dias, exercendo a misericórdia consigo e com os outros.
Quem não aceita a própria finitude e imperfeição nunca se permitirá aprender com a parcela de ensinamento que só o erro pode acrescentar e acabará por determinar a si insuportáveis punições, como uma infeliz paga para a fraqueza que se manifestou destruindo a irreal “imagem” que nutria sobre si mesmo.
Precisamos de misericórdia – de uma nova chance e crédito – e precisamos exercê-la constantemente, isso tornará nossa existência menos pesada e nos fará entender a vida com a beleza de quem tem sempre algo a aprender. Abandonemo-nos em seus ternos braços!

Diác. Adriano Zandoná 

domingo, 1 de maio de 2011

Festa da Divina Misericórdia

A Festa da Divina Misericórdia que ocorre no primeiro domingo depois da Páscoa, estabelecida oficialmente como festa universal pelo Papa João Paulo II.

"Por todo o mundo, o segundo Domingo da Páscoa irá receber o nome de Domingo da Divina Misericórdia, um convite perene para os cristãos do mundo enfrentarem, com confiança na divina benevolência, as dificuldades e desafios que a humanidade irá experimentar nos anos que virão" (Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Decreto de 23 de Maio de 2000).

Encontra suas origens em Santa Maria Faustina Kowalska, que na década de 30 obteve de Jesus, revelações acêrca da instituição dessa festa no seio da Igreja, bem como profecias e manifestações que o próprio Cristo mandou que as escrevesse e retransmitisse à humanidade. Foi Jesus quem pediu a instituição da festa da Divina Misericórdia a Santa Faustina. Jesus se refere a ela 14 vezes, expressando o imenso desejo do Seu Coração Misericordioso de distribuir, neste dia, as Suas graças.

"Nenhuma alma terá justificação, enquanto não se dirigir, com confiança, à Minha misericórdia. E é por isso que o primeiro domingo depois da Páscoa deve ser a Festa da Misericórdia” (Diário, 570).

"Neste dia, estão abertas as entranhas da Minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha misericórdia; a alma que se confessar e comungar alcançará o perdão total das culpas e castigos; nesse dia estão abertas todas as comportas Divinas, pelas quais fluem as graças;

"Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de mim, ainda que seus pecados sejam como escarlate. A minha misericórdia é tão grande que por toda a eternidade não a aprofundará nenhuma mente, nem humana, nem angélica. Tudo que existe saiu das entranhas da minha misericórdia" (Diário, 699).

"Dize à humanidade que sofre que se aproxime do meu coração misericordioso, e eu a cumularei de paz (Diário 1074)

Irmã Faustina era polonesa, natural da vila de Glogowiec, perto de Lodz, a terceira de uma prole de dez filhos. Aos vinte anos entrou para a Congregação de Nossa Senhora da Misericórdia, cujas irmãs se dedicavam à assistência de moças desvalidas ou em perigo de seguir o mau caminho. Em 1934, por indicação de seu diretor espiritual, iniciou um diário que intitulou "A divina misericórdia em minh'alma". A narração pormenorizada de profundas revelações e de experiências espirituais extraordinárias revela o modo pelo qual Nosso Senhor deseja incumbi-la de uma missão particularíssima - ou seja - a de relançar no mundo a mensagem da sua misericórdia unida a novas formas de culto quais sejam uma imagem e uma festa comemorativa.

A missão da irmã Faustina iniciou-se em 1931, quando o misericordioso Salvador lhe aparecer em característica visão: Ela vira de fato Jesus envolto em uma túnica branca. Tinha a mão direita alçada no ato de abençoar, enquanto a esquerda pousava no peito, onde a túnica levemente aberta deixava sair dois grandes raios, um vermelho e outro pálido. A irmã fixou em silêncio o olhar surpreso no Senhor: a sua alma, de início espantada, sentia progressivamente exultante felicidade. Disse-lhe Jesus:

"Pinta uma imagem de acordo com o modelo que vês com a inscrição embaixo: Jesus, eu confio em Vós! Desejo que esta imagem seja venerada primeiro na vossa capela e depois no mundo inteiro.

"Prometo que a alma que venerar esta imagem não perecerá. Prometo também a vitória sobre os inimigos já nesta terra mas especialmente na hora da morte. Eu mesmo a defenderei com a minha própria glória."

"Ofereço aos homens um recipiente com o qual deverá vir buscar graças na fonte da misericórdia. O recipiente é esta própria imagem com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós!"

A pedido de seu diretor espiritual, irmã Faustina perguntou ao Senhor qual era o significado dos dois raios que tanto se destacavam na imagem:

"Os dois raios representam o sangue e a água. O raio pálido representa a água que justifica as almas, o vermelho representa o sangue, vida das almas. Ambos os raios saíram das entranhas da minha misericórdia quando na cruz, o meu coração agonizante na morte foi aberto com a lança".

"Estes raios defendem as almas da ira do meu Pai. Feliz aquele que viver sob a proteção deles, porque não será atingido pelo braço da justiça de Deus."

Em outras ocasiões, Jesus voltou a falar sobre a imagem:

"O meu olhar naquela imagem é igual ao meu olhar na Cruz"

"Mediante esta imagem concederei muitas graças às almas; ela deve recorrer às exigências da minha misericórdia, pois que a fé, mesmo se fortíssima, nada adiantará sem as obras".

"Não na beleza da cor, nem na habilidade do artista, mas na minha graça está o valor desta imagem"


Fonte: Página Oriente