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domingo, 1 de julho de 2012

Como Temos Rezado?


Os conteúdos da oração, como os de todo diálogo de amor, podem ser múltiplos e variados. Cabe, no entanto, destacar alguns especialmente significativos: 

Petição

É frequente a referência à oração impetratória ao longo de toda a Sagrada Escritura; também nos lábios de Jesus, que nos convida a pedir, encarecendo o valor e a importância de uma prece singela e confiada. A tradição cristã reiterou esse convite, pondo-a em prática de muitas maneiras: petição de perdão, petição pela própria salvação e pela dos demais, petição pela Igreja e pelo apostolado, petição pelas mais variadas necessidades, etc.

De fato, a oração de petição faz parte da experiência religiosa universal. O reconhecimento, ainda que em ocasiões difusas da realidade de Deus (ou mais genericamente de um ser superior), provoca a tendência a dirigir-se a Ele, solicitando Sua proteção e Sua ajuda. Certamente, a oração não se esgota na prece, mas a petição é manifestação decisiva da oração, assim como reconhecimento e expressão da condição criada do ser humano e de sua dependência absoluta de um Deus cujo amor a fé nos dá conhecer de maneira plena (cf. Catecismo, 2629.2635).
Ação de graças

O reconhecimento dos bens recebidos e, através deles, da magnificência e misericórdia divinas, impulsiona a dirigir o espírito a Deus para proclamar e lhe agradecer seus benefícios. A atitude de ação de graças, cheia desde o princípio até o fim a Sagrada Escritura e a história da espiritualidade. Uma e outra põem de manifesto que, quando essa atitude arraiga na alma, dá lugar a um processo que leva a reconhecer como dom divino todos os acontecimentos, não somente aquelas realidades que a experiência imediata acredita como gratificantes, mas também as aparentemente negativas ou adversas. 
Consciente de que o acontecer está situado sob o desígnio amoroso de Deus, o fiel sabe que tudo redunda no bem de quem – a cada homem – é objeto do amor divino (cf. Rm 8,28). São José Maria Escrivá ensina que: “Habitua-te a elevar o coração a Deus em ação de graças muitas vezes ao dia. - Porque te dá isto e aquilo. - Porque te desprezaram. - Porque não tens o que precisas, ou porque o tens. Porque fez tão formosa a sua Mãe, que é também tua Mãe. - Porque criou o Sol e a Lua e este animal e aquela planta. - Porque fez aquele homem eloqüente e a ti te fez difícil de palavra... Dá-Lhe graças por tudo, porque tudo é bom.”

Adoração e louvor 

É parte essencial da oração reconhecer e proclamar a grandeza de Deus, a plenitude de seu ser, a infinitude de sua bondade e de seu amor. Ao louvor pode-se desembocar a partir da consideração da beleza e magnitude do universo, como acontece em múltiplos textos bíblicos (cf., por exemplo, Sal 19; Se 42, 15-25; Dn 3, 32-90) e em numerosas orações da tradição cristã; ou a partir das obras grandes e maravilhosas que Deus opera na história da salvação, como ocorre no Magnificat (Lc 1, 46-55) ou nos grandes hinos paulinos (ver, por exemplo, Ef 1, 3-14); ou de fatos pequenos e inclusive miúdos nos que se manifesta o amor de Deus. 

Em todo caso, o que caracteriza o louvor é que nele o olhar vai diretamente a Deus mesmo, tal e como é em si, em sua perfeição ilimitada e infinita. O louvor é a forma de oração que reconhece o mais imediatamente possível que Deus é Deus! Canta-o pelo que Ele mesmo é, dá-lhe glória, mais do que pelo que Ele faz, por aquilo que Ele é. (Catecismo, 2639).

Está, por isso, intimamente unida à adoração, ao reconhecimento, não só intelectual, mas existencial, da pequenez de tudo criado em comparação com o Criador e, em consequência, à humildade, à aceitação da pessoa indignada ante quem nos transcende até o infinito; à maravilha que causa o fato de que esse Deus, ao que os anjos e o universo inteiro rendem homenagem, dignou-se não só a fixar seu olhar no homem, mas habitá-lo; mais ainda, a se encarnar. 

Adoração, louvor, petição e ação de graças resumem as disposições de fundo, que informam a totalidade do diálogo entre o homem e Deus. Seja qual for o conteúdo concreto da oração, quem reza o faz sempre, de uma forma ou de outra, explícita ou implicitamente, adorando, louvando, suplicando, implorando ou dando graças a esse Deus ao qual reverencia, ao qual ama e no qual confia. Importa reiterar, ao mesmo tempo, que os conteúdos concretos da oração poderão ser muito variados. 

Em ocasiões se irá à oração para considerar passagens da Escritura, para aprofundar em alguma verdade cristã, para reviver a vida de Cristo, para sentir a proximidade de Santa Maria. Em outras, iniciará a partir da própria vida para participar a Deus das alegrias e os afãs, das ilusões e dos problemas que o existir comporta; ou para encontrar apoio e consolo; ou para examinar ante Deus o próprio comportamento e chegar a propósitos e decisões; ou, mais singelamente, para comentar com quem sabemos que nos ama as incidências da jornada. 

Encontro entre o que crê e Deus em quem se apoia e pelo que se sabe amado, a oração pode versar sobre a totalidade das incidências que conformam o existir e sobre a totalidade dos sentimentos que pode experimentar o coração. Escreveste-me: “Orar é falar com Deus. Mas de quê?” - De quê? D'Ele e de ti: alegrias, tristezas, êxitos e fracassos, ambições nobres, preocupações diárias, fraquezas; e ações de graças e pedidos; e amor e desagravo. Em duas palavras: conhecê-Lo e conhecer-te - ganhar intimidade!”, ensinou São José Maria Escrivá. 

Seguindo uma e outra via, a oração será sempre um encontro íntimo e filial entre o homem e Deus, que fomentará o sentido da proximidade divina e conduzirá a viver a cada dia da existência de cara a Deus.

Fonte: Opus Dei

sábado, 9 de abril de 2011

Adoradores Como a Samaritana

"Mas vem a hora, e é agora, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade. Estes são os adoradores que o Pai procura" (Jo 4,23). 


A adoração não é para os perfeitos, não é para os santos, é para nós, pecadores, que sentimos a força do pecado. Infelizmente, o pecado habita em nós. Nossa situação é como a de um doente que não quer ser doente, mas é e vive uma luta. Temos a doença, que se chama pecado, e acaba que usamos o próprio pecado como alavanca para irmos longe. É assim que Deus quer que sejamos, o pecado não é para que nos afundemos, mas para que possamos passar sobre ele [pecado].

A adoração não foi feita só para santos e perfeitos, ela foi feita para os pecadores que precisam dela para poder surfar sobre o pecado.

Deve ter sido doloroso para samaritana ver Jesus abrindo o livro de sua vida assim na frente dela. Imagine o estado dessa mulher e era justamente por ela que o Senhor estava esperando ali no poço. Cristo ficou ali porque o Pai revelou a Ele que naquele momento uma mulher despedaçada por dentro iria passar por ali. Jesus quis ficar para esperá-la ali naquele poço. Não foi por acaso, foi providência, Jesus quis ficar ali para receber aquela mulher.

Jesus queria dar a ela a água viva que poderia mudar para sempre sua vida. Aí está revelado o jeito de Jesus ser, Ele intercepta a nossa vida. E que bom que o Senhor intercepta nossa vida! Não sei qual era seu estado, mas o dessa mulher era aquele. Cristo precisa salvar nossa vida. 

Precisamos ter nosso encontro pessoal com Jesus como teve aquela samaritana. O Senhor precisa interceptar nossa vida. Hoje Ele passa mais uma vez interceptando sua vida porque Ele precisa conquistar você. Mas depende de nós. Jesus faz tudo para nos pegar, mas quem se entrega a Ele ou não somos nós; Ele não faz nada à força. Nós nos entregamos por nós mesmos, livremente. 



Adorar em espírito e verdadeiramente no profundo do coração. Jesus veio revelar para uma pecadora qual era a verdadeira adoração. O Senhor vem falar de adoração para os pecadores, pois a adoração nos arranca do pecado, é o jeito mais perfeito de se rezar.

Não é porque tenho coisas a pedir que estou rezando, não é porque Cristo fez maravilhas que estou O louvando e Lhe agradecendo. Eu louvo e adoro a Deus simplesmente porque Ele é Deus e eu sou o adorador. É a oração mais gratuita. Adoração, muitas vezes, não se faz com palavras. 

Estamos acostumados a adorar ao Senhor diante do Santíssimo Sacramento, mas adorar não é apenas diante do Sacrário, diante do Santíssimo. Você pode adorar a Deus no seu serviço de casa, no carro, trabalhando numa máquina, cuidando de uma criança. Sua alma, seu espírito está em Deus. Nossa tendência e necessidade é adorar a Deus 24 horas no dia. É preciso orar sem cessar e sem nunca deixar de fazê-lo. Isso acontece porque eu estou sintonizado em Deus, eu estou em Deus como o peixe na água. O peixe vive na água, foi feito para viver na água, o lugar dele é na água. Da mesma forma, nosso lugar é em Deus. Nós vivemos tão infelizes porque estamos fora do nosso lugar. O lugar onde nós vivemos é Deus, esse é nosso habitat. Isso não é alienização, é centralização.

Alienado é o peixe que está fora d'água e certo é o peixe que está na água. Nós fomos feitos para viver em Deus, assim como o peixe na água. Na água o peixe faz maravilhas. A ave foi feita para viver no ar e que beleza o voo das aves. A ave faz maravilhas porque está no ar. É isso que acontece conosco, nosso lugar é Deus, por isso nosso lugar é a adoração. Descanse em Deus e o impressionante é que o descansar também é em Deus. Não precisa de palavras, é como o amor, não precisa dizer nada. Claro que existem momentos que precisamos louvar a Deus, pedir, falar, mas há momentos em que precisamos estar n'Ele apenas. 

Jesus falou para a samaritana, uma mulher estragada, sobre a adoração. Mesmo lambuzado na sujeira do meu pecado eu me ponho em Deus. O peixe que se suja na areia vai se limpar na água. Você que está sujo do pecado aonde vai se lavar? Em Deus. Tudo começa no Senhor e nesta hora nem existem palavras. Mesmo sem palavras, até humilhado, fique em Deus. 

O sondar de Deus é olhar lá dentro. Jesus vai no lixo do nosso interior e enquanto não encontrar uma coisa boa Ele não para. Ele pega a coisa boa e nos mostra, e a partir desta [coisa boa] nos reconstrói. O que aconteceu com a samaritana foi que Cristo a sondou tão dentro, que viu a busca que ela estava vivendo para sair daquela sujeira. Jesus descobre que ela não queria ser pecadora como ela era; e descobre isso em nós também. Ela nem conseguiu mudar a vida dela e já virou apóstola, saiu para comunicar aos outros que tinha encontrado o Senhor.

É a adoração que muda a nossa vida. Deixaremos de ser pecadores, um traste, deixamos nossa vida infeliz e entramos na bem-aventurança pela adoração.


Mons. Jonas Abib

sábado, 30 de janeiro de 2010

Façam Adoração Pelos Sacerdotes!

Será que Jesus não se importa que Sua Igreja seja sempre assolada? Seja objeto de escárnio de tantas pessoas? Diante de todos os males da Igreja, o inimigo ri de nós. Será que Jesus não se importa? Mas Jesus não responde. “Ele levantou-se e disse ao mar e ao vento: “Cala-te”.

Enquanto estivermos neste mundo, Jesus estará na barca da Igreja, mas, muitas vezes, parecerá que está dormindo. Então, pensamos: “E os bispos, o Papa? No fundo isso é uma pergunta camuflada, porque, na verdade, a pergunta que queremos fazer é: “E Deus?”.

São Pedro, em sua primeira carta, nos diz: Aprendei a conservar como salvação a paciência”, porque quanto mais Deus demora para vir, mais tempo temos para nos converter.

É muito fácil vermos o pecado dos outros, mas não podemos cair na tentação de achar que os problemas são dos outros, nunca nossos.

'Enquanto estivermos neste mundo, Jesus estará na barca da Igreja'



O Papa Bento XVI, um homem de visão estratégica espiritual, colocou esse ano [2009\2010] como Ano Sacerdotal. Ele pediu para que as pessoas rezem pelos sacerdotes, que hajam madrinhas e padrinhos espirituais que façam adoração pela santificação dos sacerdotes. Nosso Papa colocou esse Ano Sacerdotal para que os fiéis se coloquem de joelhos a fim de que os sacerdotes possam permanecer de pé.

São Paulo diz: “Nós não lutamos contra a carne e contra o sangue, mas contra os demônios”. Dentro dessa luta espiritual, a adoração pelo sacerdote é importantíssima. E acima de tudo, a nossa adoração pela Eucaristia.

O demônio sabe acabar com a Igreja. Ele sabe que acabando com a Eucaristia, acaba com os padres, destrói os seminários.

Quando os comunistas tomaram conta da Rússia, torturaram cristãos e mataram padres até que chegarem ao patriarca dos cristãos. Então, ao encontrarem-no, perguntaram a ele se queria fazer alguma coisa antes de ir à prisão, ele pediu para celebrar a Eucaristia pela última vez com a certeza de que, com ela, o mundo será salvo.

Nós cremos que em cada Santa Missa que celebramos o mundo está sendo salvo.


Pe Paulo Ricardo

Arquidiocese de Cuiabá

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Que Todos Sejam Um!

Irmãos, este mês aconteceu em Belo Horizonte(MG) um verdadeiro ato de Amor ao Evangelho e a Jesus, Rosa de Saron, a Banda Católica mais conhecida da atualidade fez um show com o Pastor André Valadão da Igreja Batista de lagoinha, um dos maiores expoentes da Música Cristã neste país, um ato profético que abalou as estruturas seculares e trouxe à tona a perfeita possibilidade do sonho de unidade de Nosso Amado Jesus, confiram o cartaz e um vídeo deste show! PAZ E ALEGRIA!
Clique no cartaz e veja a Imagem completa!




quarta-feira, 22 de julho de 2009

Comunidade Ruah - França

Que todas as línguas proclamem nosso Deus Bendito!



quarta-feira, 1 de julho de 2009

domingo, 31 de maio de 2009

Verdadeiros Adoradores


O que nos levaria a estarmos entre os verdadeiros adoradores? Qual o sentimento que nos move para tal graça? Qual é o nosso lugar diante do Cordeiro?

O evangelho que retrata os adoradores (Jo 4,23-24) precede falando da mulher a qual Jesus pede de beber, e o próprio Cristo fala que quem beber da água que Ele oferece não sentirá mais sede (Jo 4,7-15), ou seja, essa pessoa será saciada por Deus, e daí já começaríamos a encontrar o caminho a ser percorrido para chegar a tal grandiosa graça.


O músico de Deus é aquele que deve antes de qualquer coisa saciar-se na fonte de água viva que Jesus oferece, pois para o músico, após esta experiência viva, sua missão será através de seu dom levar outras pessoas ao mesmo lugar do qual ele passou e experimentou.


Depois da experiência vem a profundidade do conhecer, o músico de Deus é aquele que após experimentar deve conhecer, aprofundar, deixar ser levado pelo Amor, pela missão, conhecer a quem serve, conhecer o seu Senhor.


Depois desta fase de intimidade, voltamos ao texto dos verdadeiros adoradores no evangelho de São João:“Mas vem a hora e já chegou em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade, e são esses adoradores que o Pai deseja” (Jo 4, 23-24).


Na palavra de Deus o Evangelista João narra que a hora já chegou, à partir dessa expressão de imediatismo, de urgência, esse termo já nos leva a questionar a nossa razão, perguntando;
Se a hora já chegou, onde estão, e porque eu não estou no meio deles?

Continuando a narração, Jesus fala que eles adorarão ao Pai em “espírito e verdade” a alma e a razão, uma pessoa que reconhece o seu Senhor, o reconhece pela alma e pela razão, o músico de Deus, é aquele que sabe que mesma unção que deriva da alma, é o centro de toda a sua técnica, e que sem essa noção, não seria um músico de Deus pois seria incompleto, vida dividida, vida indecisa, um verdadeiro adorador não é uma pessoa de duas opções.
Onde está a minha razão e o meu coração?

E por fim a parte que mais me cativa, onde vemos o Amor de um Deus desejoso por cada um de nós; “são esses adoradores que o Pai deseja”.


Meu irmão, minha irmã de ministério, quem somos nós para não se render ao desejo de um Deus que nos deseja, talvez poderíamos nos questionar e até dizer, por que a nós, qualquer outra pessoa poderia ser um adorador desejado por Deus, de um outro ministério, com outros trabalhos?

Primeiro, pelo dom que o próprio Deus concedeu a nós, somos música harmoniosa criada, gerada, e feita para o próprio Deus;

Segundo, a graça de Deus é reservada para aquele que quer abraçá-la, e hoje muitos se arrependem de não ter abraçado e não ter mais forças pra retornar.


Terceiro, precipitar a graça da eternidade de Deus ainda nesta terra, na sua vida.
Por isso, não percamos mais tempo, tornemos-nos adoradores desejados por Deus, Ele nos espera.

Que Santa Cecília padroeira dos músicos interceda por nós a Deus, e que a sua graça enriqueça nossos dons.

Wagner P. Bernardo
Ministério de Louvor e Adoração “O Caminho”

sábado, 11 de abril de 2009

Dica de Livro: A CABANA


"Esta história deve ser lida como se fosse uma oração, a melhor forma de oração, cheia de ternura, amor, transparência e surpresas. Se você tiver que escolher apenas um livro de ficção para ler este ano, leia A cabana." - Michael W. Smith

Este livro chegou a mim através da nossa formadora, Sueli, e melhorou minha maneira de ver a presença Extraordinária de Deus em meus dias "comuns".

Publicado nos Estados Unidos por uma editora pequena, A Cabana revelou-se um desses livros raros que, por meio do entusiasmo e da indicação dos leitores, se torna um fenômeno de público: já são quase dois milhões de exemplares vendidos.

Durante uma viagem em um fim de semana, a filha mais nova de Mack Allen Phillips é raptada e evidências de que ela foi brutalmente assassinada são encontradas em uma cabana abandonada.

Após quatro anos vivendo em uma tristeza profunda, causada pela culpa e pela saudade da menina, Mack recebe um estranho bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o para voltar à cabana onde aconteceu a tragédia.

Apesar de desconfiado, ele vai ao local do crime em uma tarde de inverno e adentra passo a passo no cenário de seu mais terrível pesadelo. Mas o que ele encontra lá muda o seu destino para sempre.

Em um mundo tão cruel e injusto, A Cabana levanta um questionamento atemporal: Se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar o nosso sofrimento?

As respostas que Mack encontra vão surpreender você e podem transformar a sua vida e seu relacionamento com a Santíssima Trindade de forma tão profunda quanto transformou a dele. Você vai querer partilhar este livro com todas as pessoas que ama.

Um ótimo Livro para quem trilha o caminho maravilhoso da Adoração!

Luis Fernando Pimentel de Alencar
Fundador e Coordenador Geral da Missão de Evangelização Rosa Mística


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Adoração na Liberdade do Espírito



Dos Santos Magos está escrito que, depois de deixar para trás em Jerusalém as discussões dos sacerdotes e as intrigas de Herodes, recomeçaram com intensa alegria a seguir a estrela, encontraram o Menino e “prostrando-se, o adoraram” (Mt 2,11). Para nós, com efeito, chegou o momento de nos prostrarmos e adorar. Se o pecado que torna os homens “sem desculpas” é o de não reconhecer a Deus como Deus, então seu antídoto específico é únicamente a adodração, por ser reservada exclusivamente a Deus, atesta adequadamente que se reconhece a Deus “como Deus”. Na adoração é levado à expressão máxima aquilo que o Apóstolo chama “prestar glória e dar graças”, isto é, o reconhecimento e a gratidão para com Deus. Foi no Novo Testamento – dizíamos acima – que elevou a palavra “adoração” a essa dignidade que antes não tinha.

No Novo Testamento, toda vez que se tenta adorar alguém que não seja Deus em pessoa, a reação imediata é: “Não faças isto! A Deus é que se deve adorar (cf. Ap 19,10; 22,9; At 10-25-26; 14,13s). Como se, caso contrário, se incorresse num perigo mortal. A Igreja acolheu esse ensinamento, fazendo da adoração o ato por excelência do culto de latria, distinto do chamado dulia, reservado aos Santos, e da hiperdulia, reservado a Nossa Senhora.

A adoração é, pois, o único ato religioso que não se pode oferecer a ninguém no universo inteiro, nem sequer à Santíssima Virgem, mas só a Deus. Disso lhe provém sua dignidade e forças únicas.
Mas em que consiste ao certo e como se manifesta a adoração? A adoração pode ser preparada por uma longa reflexão, mas termina com uma intuição e, como qualquer intuição, não têm longa duração. É como um lampejo de luz dentro da noite. Mas de uma luz especial: não tanto luz de verdade, como luz da realidade. É a percepção da grandeza, majestade, beleza e, juntamente, da bondade de Deus e de sua presença que tolhe a respiração. É uma espécie de naufrágio no oceano sem margens nem fundo da majestade divina. Mas “naufragar” é doce nesse mar”. Uma expressão de adoração mais eficaz que qualquer palavra é o silêncio. Com efeito, ele exprime por si mesmo que a realidade supera qualquer palavra. Com que força ressoa na Bíblia a intimação: “Cale-se diante dele toda a terra!” (Hab 2,20) e: “Silêncio na presença do Senhor Deus!” (Sf 1,7).

Quando “os sentidos estão envolvidos num silêncio limitado e com ajuda do silêncio envelhecem as recordações”, então só nos resta adorar.
Conforme alguns, a própria palavra “adorar” indicaria, em latim, o gesto de pôr a mão sobre a boca, como para impor a si mesmo o silêncio. Se isso for verdade, foi um gesto de adoração o de Jó, quando, ao encontrar-se sozinho face a face com o Onipotente, no fim de sua aventura, diz: “Sim, fui leviano; que te replicarei? Ponho a mão sobre minha boca” (Jó 40,4). Nesse sentido, o versículo de um salmo, depois incluído na liturgia, rezava no texto hebraico: “Para ti o silêncio é louvor”, Tibi silentium laus! (sl 65,2, texto masorético).

Adorar, segundo a estupenda expressão de são Gregório Nazianzeno citada acima, significa elevar a Deus um “hino de silêncio”. Assim como, à medida que se escala uma alta montanha, o ar vai ficando rarefeito, assim à medida que nos avizinhamos de Deus a palavra deve tornar-se mais breve, até chegar, no fim, à completa mudez e unir-se em silêncio àquele que é inefável.
Se se quiser dizer alguma coisa precisamente para “prender” a mente e impedi-la de vagar em outros objetos, convém fazê-lo com a palavra mais breve que existe: Sim, Amém. De fato, adorar é consentir. É permitir que Deus seja Deus. É dizer sim a Deus como Deus e a si mesmo como criatura de Deus. E é, por isso, o remédio para desespero, que consiste precisamente, como vimos, num “recusar desesperadamente ser aquilo que se é”, isto é, dependente de Deus.

A adoração exige, pois, que se reze e se cale. Mas seria tal atitude digna de um homem? Não o humilha, ferindo sua dignidade? Ou melhor, seria ela verdadeiramente digna de Deus? Que Deus é esse, se necessita que suas criaturas se prostrem por terra diante dele e se calem? Seria talvez Deus semelhante a um desses soberanos orientais que inventaram a adoração em seu proveito? Inútil é negá-lo, a adoração comporta para as criaturas também um aspecto de radical humilhação, um se tornar pequeno, um entregar-se. Foi exatamente isso, como vimos, que obstou a que os pagãos adorassem a Deus como Deus.

A adoração sempre comporta um aspecto de sacrifício, de imolação de qualquer coisa. Precisamente assim, ela atesta que Deus é Deus e que nada nem ninguém tem direito de existir diante dele, a não ser graças a ele. Com a adoração, imola-se e se sacrifica o próprio eu, a própria glória, a própria auto-suficiência. Mas essa glória é falsa e inconsistente, e desfazer-se dela é para o homem uma libertação.
Adorando, “liberta-se a verdade antes prisioneira da injustiça”. A pessoa torna-se “autêntica” no sentido mais profundo da palavra. Na adoração antecipa-se já o retorno de todas as coisas a Deus. O indivíduo abandona-se ao sentido e ao fluxo do ser.

Assim como a água encontra a paz fluindo para o mar, e o pássaro, a alegria abandonando-se ao curso do vento, assim o adorador na adoração. Adorar a Deus não é pois um dever, uma obrigação, quanto um privilégio, ou melhor, uma necessidade. O homem carece de alguma coisa majestosa para amar e adorar! Ele é feito para isso. Não é, pois, Deus quem precisa de adoração, mas o homem, de adorar.

Acreditava, Kierkegaard, que “o homem, cujo corpo se ergue para o céu, é um ser que adora. Sua estatura é o sinal que o contradistingue, mas a capacidade de prostrar-se em adoração é uma característica ainda maior. A glória suprema consiste em ser nada adorando. Alguns percebem a semelhança com Deus no poder da dominação. Mas não é dominando como Deus que o homem é semelhante a Deus. A semelhança se encontra no interior de uma infinita diferença. Explico-me: o homem e Deus se assemelham em uma relação não direta, mas inversamente proporcional. Para haver semelhança entre eles é preciso que Deus se torne o objeto eterno e onipresente da adoração e que o homem se torne uma criatura incessantemente adoradora. Se o homem pretende tornar-se semelhante a Deus mediante a dominação, esquece Deus e, desaparecido Deus, brinca de soberano em sua ausência. Isto é o paganismo: a vida do homem na ausência de Deus”. Mas a adoração deve ser livre. O que torna a adoração digna de Deus e simultaneamente digna do homem é a liberdade, entendida não só negativamente como ausência de coação, mas também positivamente como ímpeto alegre, dom espontâneo da criatura que exprime assim a alegria de não ser ela mesma Deus, para poder ter acima de si um Deus para adorar, admirar, celebrar. Também para Deus o valor da adoração está na liberdade.

“Eu mesmo sou livre, diz Deus, e criei o homem à minha imagem e semelhança... A liberdade dessa criatura é o mais belo reflexo da liberdade do criador que haja no mundo...Quando uma vez se experimentou o ser amado livremente, as submissões não têm mais gosto algum. Quando se provou o ser amado por homens livres, a prostração dos escravos não têm mais sentido algum”.

“Senhor eu não posso abster-me de amar-te; eu preciso de algo majestoso para amar. Há em minha alma a necessidade de uma majestade que nunca, nunca me cansarei de adorar”.

(Texto retirado do livro Subida ao Monte Sinai de Raniero Cantalamessa, capítulo 28, Algo Majestoso para amar, págs 165 a 169, Edições Loyola, São Paulo, Brasil, 1997).

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Incendeia Minha Alma!

Ah como essa canção embalou nosso Retiro Comunitário de 2008...



Que embale nossa alma e nos encha de madura paixão pelo Céu!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Santos Reis: Adoradores e Uma Lição de Fé!


O Filho de Deus nasceu revestido de nossa miséria humana, escondendo-se sob as feições de um menino comum toda a “plenitude de sua divindade” como disse S. Paulo. Assim quase ninguém pôde suspeitar que naquele Menino chamado Jesus se ocultasse Deus. Mas Deus, de sua maneira, quis manifestar a sua glória, dignidade e a divindade.

Houve a primeira manifestação aos pastores pobres de Belém, os primeiros judeus a reconhecerem o seu Deus; eles contemplaram os Anjos cantando o “Glória in excelsis Deo”. Esses pastores, avisados pelos Anjos, naquela mesma noite reconheceram e adoraram o recém-nascido Salvador do Mundo.

Uma segunda manifestação da divindade de Jesus aconteceu quarenta dias após o nascimento, em sua apresentação no Templo. Simeão e Ana manifestaram a sua glória. Uma terceira vez, ainda mais solene, aconteceu por meio de ilustres personagens, provenientes de longe: é a terceira Epifania (manifestação) de Jesus ao mundo, mas agora aos pagãos.

Enquanto os anjos, com seus cânticos, anunciavam nos campos de Belém o nascimento de Jesus, uma nova Estrela anunciava-O no Oriente de maneira misteriosa. Os representantes dos pagãos foram os Magos; homens que se ocupavam das ciências, especialmente da astronomia, da medicina e da matemática.

Pouco sabemos sobre esses reis Magos; eram pequenos reis soberanos de tribos primitivas do Oriente, viviam como patriarcas, senhores de rebanhos. Não há consenso sobre o país exato de onde vieram. São Jerônimo (†420) e Santo Agostinho (†430) diziam que os Magos vieram da Caldéia.

Os Padres gregos, a tradição da Síria, vários doutores da Igreja, afirmam que vieram da Pérsia. São Clemente de Alexandria (†215), São João Crisóstomo (†407), Santo Efrém (†373), S. Cirilo de Alexandria (†442), doutores da Igreja, afirmam que vieram da Pérsia, onde eram sacerdotes e pertenciam à uma casta religiosa e científica. Esses têm a seu favor as pinturas das Catacumbas de Roma, dos primeiros séculos, que os representam sempre com roupas persas: chapéus altos com abas caindo sobre os dois lados do rosto; túnica branca e comprida presa na cintura, sobre a qual cai longo manto para trás.

Segundo esses Padres, os reis Magos eram cultos, conheciam os livros dos judeus e professavam uma religião muita acima do paganismo; conheciam a ciência dos astros e liam pergaminhos antigos. De alguma forma conheciam a fé do povo judeu, a espera do Messias que traria salvação não só para Israel, mas também para as demais nação. Não podemos esquecer daquele eunuco etíope, evangelizado e batizado por S. Felipe (At 8,29ss).

E este oriental lia o profeta Isaias, e exatamente o trecho que falava do Servo Sofredor (Is 53,7). Este fato é uma prova de que muitos no oriente conheciam a glória de Israel e a sua fé.

E não podemos esquecer também que: “A rainha de Sabá, tendo ouvido falar de Salomão e da glória do Senhor, veio prová-lo com enigmas.(1Rs 10,1-2).

Ora, se a rainha de Sabá conhecia a fama de Salomão, 900 anos antes de Cristo, então, os reis Magos também podiam conhecer a fé judaica. Eles possuíam os livros dos hebreus deixados no exílio; e neles se falava de um Salvador que nasceria de uma virgem em Israel, e que seria adorado por todas as nações do mundo, e que seria o redentor da humanidade.

Neste tempo muitos no Oriente já usavam o astrolábio para conhecer as estrelas e estudavam atentamente o céu. Não é fantasioso imaginar que no mesmo dia do nascimento de Jesus eles possam ter vislumbrado um astro diferente no céu, de uma beleza singular, que os fez concluir que aparecera a “estrela de Jacó”, que se movia do sul para o norte, em sentido contrário aos demais astros.

Santo Inácio de Antioquia (†107), mártir em Roma, diz na Carta aos Efésios que este astro que guiou os Magos era como aquela coluna de fogo que guiou Israel pelo deserto em sua marcha à Terra Prometida. Enfim, a fé os levou em busca do Salvador, e eles não desanimaram até encontrá-Lo. Segundo uma tradição esses reis magos simbolizavam as três raças humanas: a amarela, a negra a e branca, descendentes dos três filhos de Noé: Sem (Gaspar), Cam (Balthazar) e Jafé (Melchior).

Gaspar que dizer: “ele vai levado pelo amor”; Balthazar quer dizer: “sua vontade é rápida como a flecha e faz a vontade de Deus”; Melchior significa: “Ele penetra docilmente”. Os reis da Abissínia reivindicam a honra de serem descendentes dos reis Magos.

A estrela milagrosa, servindo-lhes de guia, conduziu-os até a Cidade Santa e desapareceu. A tal desaparecimento, pensaram os Magos que o Menino tivesse nascido nessa cidade, razão pela qual perguntaram: “Onde nasceu o Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-Lo.” (Mt 2, 2)

Eles esperavam encontrar Jerusalém exultante e em festa, mas ficaram decepcionados ao perceber que ninguém ali sabia informar sobre o “Rei dos Judeus”. Certamente um desânimo profundo os abateu; mas a fé e a coragem reviveram em seus pobres corações. Quem acendera no firmamento aquela Estrela brilhante e os trouxera de tão longe, não os abandonaria agora que chegaram.

Deus age assim mesmo com os seus escolhidos; é para lhes testar a fé e aumentar ainda mais os seus méritos. Conosco também é assim quando somos guiados por Deus para fazer sua obra.

As caravanas desses reis entraram em Jerusalém e assustaram a cidade; deixando Herodes preocupado e sentindo-se ameaçado por aquele Menino. Isto mostra que não estamos diante de uma lenda ou fantasia, mas algo histórico. Herodes I, chamado o Grande, era descendente de Esaú e não de Jacó, era de Edom, não era judeu. Fez-se eleger rei da Judéia por ser adulador de Julio César.

Os Magos concordaram com a “proposta” de Herodes, saindo da cidade, foram novamente guiados pela estrela até o lugar onde se encontravam José, Maria e o Menino. Aqueles reis compareceram com seus servos diante da Sagrada Família e lhes deram presentes, depois de adorar o Menino.Encontraram e viram o Criador feito Menino, no regaço de Maria, que em sua simplicidade se preparara para receber a singular visita, e, humildemente prostrados a seus pés, cheios de fé e veneração, adoraram-No e se ofereceram a si mesmos juntamente com as suas nações. É incrível que na fé régia os Magos não tivessem se abalado diante da pobreza do Rei dos Judeus. Como pode um rei nascer tão pobre e abandonado?

É um milagre não terem voltado atrás desiludidos; esta é a maior prova de que foram conduzidos por Deus até Belém para em nome dos pagãos de todos os tempos prestarem o culto de adoração ao Menino Deus. Souberam deixar que Deus lhes governasse os corações. Tomaram portanto os vasos preciosos, expostos pelos servos em cima dos tapetes, e, abrindo-os, ofereceram ao Menino, ouro, incenso e mirra: misteriosa oblação em sinal dos profundos sentimentos de fé, amor e veneração que lhes enchiam a alma, e símbolo da divindade do Menino, de sua majestade e de sua missão redentora.

Após os mais vivos agradecimentos, regressaram, e, avisados em sonho pelo Anjo do Senhor para não tornarem a Herodes, por outro caminho voltaram à sua pátria. Estava cumprida a sua missão. Uma bela missão de fé.

Prof. Felipe Aquino

domingo, 4 de janeiro de 2009

Se Tu Inflamas

Mais Um Vídeo para adorar o Amado de Nossas Almas!






quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Adoração e Vida

Para todos os adoradores um clip que nos leva ao coração de Jesus no poço de Jacó!


Adoração e Vida no Hallel Canção Nova

sábado, 6 de outubro de 2007

O que é Adoração?


Antes de mais nada, trata-se de aprender a se colocar na presença de Deus, simplesmente, com regularidade. Mesmo que não seja por muito tempo, deve ser uma ação diária.

Por que procurar a presença de Deus no silencio interior? Porque primeiramente Ele esta presente em nós, mesmo se não sabemos, mesmo se não o sentimos.

Colocar-se em silencio interior não é fácil, e menos ainda permanecer ali por alguns instantes. Não estamos acostumados. Isso pode nos parecer uma perda de tempo. Preferimos preenche-lo com barulho, até mesmo um “bom barulho” como os cantos de louvor, com instrumentos musicais. Desse modo fugimos da Adoração, e da graça da cura que ela traz ao nosso coração doente.

Há um tempo para o “louvor ruidoso e feliz”, um tempo para a pregação ou o ensino (formação), um tempo para o terço ou outra devoção completamente respeitável. Mas esses momentos não são de Adoração...

Um louvor pode introduzir a Adoração num segundo momento, tornando-se progressivamente calmo ate chegar a um completo silêncio. O Evangelho de Mateus 26, 6-13, trata de uma mulher que derrama um perfume de grande valor aos pés de Jesus. Os discípulos, indignados, reagem: “Para que esse desperdiçio?” Naquele momento, eles não tinham compreendido... Como nós provavelmente não compreendemos, ainda, a verdadeira Adoração...

Imagem de Destaque

Jesus lhes explica: “é de fato uma boa obra que ela realizou para comigo... pobres, vocês sempre terão, mas quanto a mim, vocês não terão para sempre”.

Conhecida por todos como pecadora, essa mulher ousa manifestar seu reconhecimento a Jesus. Ela “aproveita a presença de Jesus” para honrá-lo, agradecer-lhe à sua maneira, para adorá-lo, mesmo que, sem dúvida, ela não perceba que o adora, porque não sabe ainda em verdade que Ele é Deus.

Essa mulher, espontânea, de modo livre, aproveita o momento na presença de Jesus, mesmo que Ele pareça ocupado com outra coisa, para lhe mostrar seu amor e, mais ainda, para dar, à sua maneira, um aprova definitiva. Consagrar tempo para a Adoração é como derramar um perfume precioso sobre Jesus para lhe manifestar nosso amor.

Philippe Madre

Diácono Permanente e Moderador Geral da Com. Beatitudes-França

http://beatitudes.org/portugais/presentation.htm

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Adoração-Reconhecer a Deus Como Deus!






Dos Santos Magos está escrito que, depois de deixar para trás em Jerusalém as discussões dos sacerdotes e as intrigas de Herodes, recomeçaram com intensa alegria a seguir a estrela, encontraram o Menino e “prostrando-se, o adoraram” (Mt 2,11). Para nós, com efeito, chegou o momento de nos prostrarmos e adorar.Se o pecado que torna os homens “sem desculpas” é o de não reconhecer a Deus como Deus, então seu antídoto específico é únicamente a adoração, por ser reservada exclusivamente a Deus, atesta adequadamente que se reconhece a Deus “como Deus”. Na adoração é levado à expressão máxima aquilo que o Apóstolo chama “prestar glória e dar graças”, isto é, o reconhecimento e a gratidão para com Deus.Foi no Novo Testamento – dizíamos acima – que elevou a palavra “adoração” a essa dignidade que antes não tinha. No Novo Testamento, toda vez que se tenta adorar alguém que não seja Deus em pessoa, a reação imediata é: “Não faças isto! A Deus é que se deve adorar (cf. Ap 19,10; 22,9; At 10-25-26; 14,13s). Como se, caso contrário, se incorresse num perigo mortal. A Igreja acolheu esse ensinamento, fazendo da adoração o ato por excelência do culto de latria, distinto do chamado dulia, reservado aos Santos, e da hiperdulia, reservado a Nossa Senhora. A adoração é, pois, o único ato religioso que não se pode oferecer a ninguém no universo inteiro, nem sequer à Santíssima Virgem, mas só a Deus. Disso lhe provém sua dignidade e forças únicas.Mas em que consiste ao certo e como se manifesta a adoração? A adoração pode ser preparada por uma longa reflexão, mas termina com uma intuição e, como qualquer intuição, não têm longa duração. É como um lampejo de luz dentro da noite. Mas de uma luz especial: não tanto luz de verdade, como luz da realidade. É a percepção da grandeza, majestade, beleza e, juntamente, da bondade de Deus e de sua presença que tolhe a respiração. É uma espécie de naufrágio no oceano sem margens nem fundo da majestade divina. Mas “naufragar” é doce nesse mar”.Uma expressão de adoração mais eficaz que qualquer palavra é o silêncio. Com efeito, ele exprime por si mesmo que a realidade supera qualquer palavra. Com que força ressoa na Bíblia a intimação: “Cale-se diante dele toda a terra!” (Hab 2,20) e: “Silêncio na presença do Senhor Deus!” (Sf 1,7). Quando “os sentidos estão envolvidos num silêncio limitado e com ajuda do silêncio envelhecem as recordações”, então só nos resta adorar.Conforme alguns, a própria palavra “adorar” indicaria, em latim, o gesto de pôr a mão sobre a boca, como para impor a si mesmo o silêncio. Se isso for verdade, foi um gesto de adoração o de Jó, quando, ao encontrar-se sozinho face a face com o Onipotente, no fim de sua aventura, diz: “Sim, fui leviano; que te replicarei? Ponho a mão sobre minha boca” (Jó 40,4). Nesse sentido, o versículo de um salmo, depois incluído na liturgia, rezava no texto hebraico: “Para ti o silêncio é louvor”, Tibi silentium laus! (sl 65,2, texto masorético). Adorar, segundo a estupenda expressão de são Gregório Nazianzeno citada acima, significa elevar a Deus um “hino de silêncio”. Assim como, à medida que se escala uma alta montanha, o ar vai ficando rarefeito, assim à medida que nos avizinhamos de Deus a palavra deve tornar-se mais breve, até chegar, no fim, à completa mudez e unir-se em silêncio àquele que é inefável.Se se quiser dizer alguma coisa precisamente para “prender” a mente e impedi-la de vagar em outros objetos, convém fazê-lo com a palavra mais breve que existe: Sim, Amém. De fato, adorar é consentir. É permitir que Deus seja Deus. É dizer sim a Deus como Deus e a si mesmo como criatura de Deus. E é, por isso, o remédio para desespero, que consiste precisamente, como vimos, num “recusar desesperadamente ser aquilo que se é”, isto é, dependente de Deus.A adoração exige, pois, que se reze e se cale. Mas seria tal atitude digna de um homem? Não o humilha, ferindo sua dignidade? Ou melhor, seria ela verdadeiramente digna de Deus? Que Deus é esse, se necessita que suas criaturas se prostrem por terra diante dele e se calem? Seria talvez Deus semelhante a um desses soberanos orientais que inventaram a adoração em seu proveito? Inútil é negá-lo, a adoração comporta para as criaturas também um aspecto de radical humilhação, um se tornar pequeno, um entregar-se. Foi exatamente isso, como vimos, que obstou a que os pagãos adorassem a Deus como Deus. A adoração sempre comporta um aspecto de sacrifício, de imolação de qualquer coisa. Precisamente assim, ela atesta que Deus é Deus e que nada nem ninguém tem direito de existir diante dele, a não ser graças a ele. Com a adoração, imola-se e se sacrifica o próprio eu, a própria glória, a própria auto-suficiência. Mas essa glória é falsa e inconsistente, e desfazer-se dela é para o homem uma libertação.Adorando, “liberta-se a verdade antes prisioneira da injustiça”. A pessoa torna-se “autêntica” no sentido mais profundo da palavra. Na adoração antecipa-se já o retorno de todas as coisas a Deus. O indivíduo abandona-se ao sentido e ao fluxo do ser. Assim como a água encontra a paz fluindo para o mar, e o pássaro, a alegria abandonando-se ao curso do vento, assim o adorador na adoração. Adorar a Deus não é pois um dever, uma obrigação, quanto um privilégio, ou melhor, uma necessidade. O homem carece de alguma coisa majestosa para amar e adorar! Ele é feito para isso. Não é, pois, Deus quem precisa de adoração, mas o homem, de adorar.Acreditava, Kierkegaard, que “o homem, cujo corpo se ergue para o céu, é um ser que adora. Sua estatura é o sinal que o contradistingue, mas a capacidade de prostrar-se em adoração é uma característica ainda maior. A glória suprema consiste em ser nada adorando. Alguns percebem a semelhança com Deus no poder da dominação. Mas não é dominando como Deus que o homem é semelhante a Deus. A semelhança se encontra no interior de uma infinita diferença. Explico-me: o homem e Deus se assemelham em uma relação não direta, mas inversamente proporcional. Para haver semelhança entre eles é preciso que Deus se torne o objeto eterno e onipresente da adoração e que o homem se torne uma criatura incessantemente adoradora. Se o homem pretende tornar-se semelhante a Deus mediante a dominação, esquece Deus e, desaparecido Deus, brinca de soberano em sua ausência. Isto é o paganismo: a vida do homem na ausência de Deus”.Mas a adoração deve ser livre. O que torna a adoração digna de Deus e simultaneamente digna do homem é a liberdade, entendida não só negativamente como ausência de coação, mas também positivamente como ímpeto alegre, dom espontâneo da criatura que exprime assim a alegria de não ser ela mesma Deus, para poder ter acima de si um Deus para adorar, admirar, celebrar.Também para Deus o valor da adoração está na liberdade. “Eu mesmo sou livre, diz Deus, e criei o homem à minha imagem e semelhança... A liberdade dessa criatura é o mais belo reflexo da liberdade do criador que haja no mundo...Quando uma vez se experimentou o ser amado livremente, as submissões não têm mais gosto algum. Quando se provou o ser amado por homens livres, a prostração dos escravos não têm mais sentido algum”.“Senhor eu não posso abster-me de amar-te; eu preciso de algo majestoso para amar. Há em minha alma a necessidade de uma majestade que nunca, nunca me cansarei de adorar”.

(Texto retirado do livro Subida ao Monte Sinai do Fr. Raniero Cantalamessa(Pregador da Casa Pontifícia), capítulo 28, Algo Majestoso para amar, págs 165 a 169, Edições Loyola, São Paulo, Brasil, 1997).