Mostrando postagens com marcador Felicidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Felicidade. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de março de 2013

Ele é Emanuel!


Parabéns a nossos Irmãos da igreja batista em São José dos Campos.Unidos por Cristo, com Cristo e em Cristo!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

As Pessoas Mais Produtivas São Aquelas Que Se Organizam



O Papa João Paulo II disse – na Carta às Famílias, escrita em 1994 –, que “o ato de educar o filho é o prolongamento do ato de gerar”. O ser humano só pode atingir a sua plenitude, segundo a vontade de Deus, se for educado; e essa missão é, sobretudo, dos pais. É um direito e uma obrigação deles ao mesmo tempo. É pela educação que a criança aprende a disciplina, por isso os genitores não podem se descuidar dela, deixando-a abandonada a si mesma. Se isso ocorrer, essa criança será como um terreno baldio onde só nasce mato, sujeira, lixo e bichos venenosos. Sem disciplina não se consegue fazer nada de bom nesta vida.


Muitas pessoas não conseguem vencer os problemas e vícios pessoais porque não são disciplinadas. Muitas não conseguem ser perseverantes em seus bons propósitos porque lhes falta essa virtude [disciplina]. Para vencer um vício ou para dominar um mau hábito é preciso disciplina. É por ela que aprendemos a nos dominar. Vale mais um homem que se domina do que o que conquista uma cidade, diz a Bíblia.A disciplina depende evidentemente da força de vontade; e esta é fortalecida pela graça de Deus. São Paulo diz que é Deus “ que opera em nós o querer e o fazer” (cf. Fil 2,13). 


As grandes organizações, fortes e duradouras, como, por exemplo, a Igreja, apoiam-se em uma rígida disciplina. É isso que lhes dá condições de superar os modismos e as ameaças de enfraquecimento. Também as grandes empresas fazem o mesmo.Em primeiro lugar, é preciso organizar a sua vida. Defina e marque, com clareza, todas as suas atividades; sejam elas profissionais, religiosas ou de lazer. Deve haver um tempo definido para cada coisa; o improviso é a grande causa da perda de tempo e de insucesso. As pessoas mais produtivas são aquelas que se organizam. Essas fazem muitas coisas em pouco tempo. Não deixam para depois o que deve ser feito agora.Não adianta você ter muitos livros se eles não estiverem arrumados por assunto, assim você não vai encontrar um livro que desejar. Não adianta você ter muitos artigos guardados se eles não estiverem classificados e indexados. No meio da bagunça não se pode achar nada, e perde-se muito tempo. Então, aprenda a arquivar tudo com capricho. 


O povo diz que um homem prevenido vale por dois. Então, seja prudente, cauteloso, previdente. Se você sabe que a sua memória falha, então carregue com você uma caneta e papel, e anote tudo o que deve fazer durante do seu dia, ou sua ida à cidade.Muitos fracassam em seus projetos porque não sabem fazer um bom planejamento, com critérios, organização e método, porque não são disciplinados. A pressa atropela o planejamento, por falta de disciplina; é um perigo. Sem disciplina não se consegue fazer um bom planejamento. Muitas obras são construídas repletas de defeitos, e custam mais, porque faltou planejamento, disciplina e ordem. Lembre-se: é muito mais fácil, rápido e barato, fazer uma obra planejada, do que fazer tudo às pressas e depois ter que ficar remendando os erros cometidos.Foi muito feliz quem escreveu em nossa bandeira: “Ordem e Progresso”. Disciplina significa você fazer tudo com ordem, critério, método e organização. Então, disciplina é uma virtude que se adquire desde a infância, em casa com os pais, na escola, na Igreja, no trabalho…Sem disciplina gastamos muito mais tempo para fazer as coisas e pode-se ficar frustrado de ver o tempo passar sem acabar o que se pretendia fazer. Por isso, é preciso aprender a organizar a vida, o armário e a casa, arrumar a mesa de trabalho, a agenda de compromissos, etc. 


A disciplina se adquire com o hábito. Habitue-se a fazer tudo com planejamento, ordem, capricho, etapa por etapa, sem atropelos. Deus nos dá o tempo certo e suficiente para fazer o que precisamos fazer.São Paulo disse aos coríntios que “os atletas se impõem todo tipo de disciplina. Eles assim procedem, para conseguir uma coroa corruptível. Nós o fazemos por um coroa incorruptível”(1Cor 9,25).Nenhum atleta vence uma competição sem muita disciplina, treinos, regimes, horários rígidos, etc. Ora, na vida espiritual, pela qual desejamos ganhar a “coroa incorruptível”, a disciplina é mais necessária ainda. Ninguém cresce na vida espiritual sem disciplina: horário para rezar, meditar, trabalhar, etc. Estabeleça para você uma rotina de exercícios espirituais diários, e cumpra isto rigorosamente.Assim Deus vai lentamente ocupando o centro de sua vida, como deve ser com cada cristão. Sem isto você será um cristão inconstante e tíbio.


É preciso insistir e persistir no objetivo definido. Não recue e não abandone aquilo que decidiu fazer. Para isto, pense bem e planeje bem o que vai fazer; não faça nada de maneira afoita, atropelada, movido pelo sentimentalismo ou apenas pela emoção. Não. Só comece uma atividade, física ou espiritual, se tiver antes pensado bem e estiver convencido de que precisa e quer de fato realizá-la. Peça a graça de Deus antes de iniciar a atividade; e prometa a você mesmo não recuar e não desanimar. Cada vez que você começa uma atividade de maneira intempestiva, e logo desiste dela, enfraquece a sua vontade e deixa a indisciplina ganhar espaço em sua vida.Sem disciplina não se pode chegar à santidade. São Paulo chegou a dizer: “Castigo o meu corpo e o mantenho em servidão, de medo de vir eu mesmo a ser excluído depois de eu ter pregado aos outros” (I Cor 9,27).

Professor Felipe Aquino

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Dica de Livro: Em Busca de Sentido


A esposa, o pai, a mãe e o irmão de Viktor Frankl morreram nos campos de concentração da Alemanha nazista. Só sua irmã sobreviveu. Suportando fome, frio e brutalidades extremas, primeiro em Auschwitz e depois em Dachau, o próprio Frankl esteve sob constante ameaça de ser enviado para a câmara de gás. Em seu primeiro dia como prisioneiro, perdeu todos os seus pertences, inclusive um manuscrito científico que considerava a obra de sua vida.

Esa história poderia levar qualquer um a acreditar que a vida não tem sentido e que o suicídio é uma opção razoável. Mas, apesar de ter sido jogado no fundo do poço da humanidade, Frankl emergiu como um otimista. Seu raciocínio era simples: ele acreditava que, mesmo sob as mais terríveis condições, as pessoas têm liberdade para escolher como encarar as circunstâncias e delas extrar algum sentido. (...)

As partes mais pungentes de Em busca de sentido são as lembranças dos pensamentos de Frankl que lhe davam vontade de viver. A imagem da esposa, por exemplo, era sua única luz nos dias sombrios dos campos de concentração. (...)

Profeticamente, ele se imagina, depois da libertação, fazendo conferências sobre coisas que nunca deveriam voltar a acontecer. E havia também o desejo permanente de rabiscar notas com as lembranças de seu manuscrito perdido. Mas havia os que preferiam fumar seus últimos cigarros em vez de trocá-los por restos de comida - esses haviam decidido que a vida não tinha mais dada a lhes dar.

Um livro que nos mostra que Deus, a família e Nossos Sonhos podem salvar nossas vidas da destruição, mesmo quando esta parece iminente.

Paz e Alegria!

sábado, 1 de março de 2008

Big Brother Brasil: a vida como ela é?


Dom Redovino Rizzardo, cs-Bispo de Dourados/MS, escreveu um importante e oportuno artigo sobre o Big Brother Brasil, que tanto mal faz à nossa juventude e que tanto mau exemplo de comportamento lhe dá. Por isso o publicamos aqui em seguida:

No dia 8 de janeiro, a Rede Globo passou a exibir, pelo 5° ano consecutivo, a oitava edição do Big Brother Brasil. Catorze participantes, cada um deles desconhecido dos demais concorrentes e dos telespectadores, convivem durante certo tempo, ao longo de quase três meses, na esperança de um prêmio milionário.

Em sua origem, o Big Brother (Grande Irmão) é o personagem central do romance “1984″, publicado em 1948, pelo escritor inglês George Orwell. Preocupado com o totalitarismo soviético, Orwell imagina uma sociedade dominada por um ditador, que se autodenomina “Grande Irmão”. Nela, os cidadãos são permanentemente vigiados por câmeras instaladas em toda a parte, a começar de suas casas.

Certamente, o autor jamais teria imaginado que sua profecia se realizaria em regimes que se dizem democráticos. Apesar do anonimato que parece tomar conta da maioria das pessoas, na sociedade atual está ficando cada vez mais difícil se esconder. A multiplicação de hackers, satélites espiões, grampos telefônicos e câmeras fotográficas em locais até há pouco julgados impenetráveis, está provando o que todos já sabem: somos vigiados de todos os lados!

A Rede Globo afirma que o “Big Brother” apresenta “a vida como ela é” na realidade de cada dia, em cada ambiente, inclusive na família -, e não como imaginamos ou queremos que seja. Seus personagens estão dispostos a tudo pelo dinheiro e pela fama, como um deles se expressou há pouco tempo: «O público sabe que se trata de uma competição, e não há como tentar enganar. Lá dentro vale tudo. Só me arrependo do que não fiz».

«Lá dentro vale tudo», sem se importar se os valores humanos e cristãos acabam na lixeira e a sociedade termina num suicídio coletivo. Para reforçar a dose, alguns meios de comunicação incentivam a degradação com títulos provocantes: «Big Brother faz festa erótica com dança do poste e muita bebida». «Participantes fazem sexo no Big Brother norte-americano». «Big Brother testa fidelidade e hormônios de Rafinha para levantar ibope».

A própria participação que é solicitada aos telespectadores desconhece e minimiza a moral e a ética. O que ela promove é uma inversão total dos valores.

Para a revista “Cidade Nova” (dezembro de 2007), o Big Brother apresenta e incentiva a vida como ela não é ou não deveria ser: «Chama a atenção o entusiasmo com que os competidores do Big Brother aceitam ser observados 24 horas por dia. É como se a vida deles tivesse necessidade de ser confirmada pela opinião pública. Toda vez que se abre a inscrição de novos candidatos para o programa, milhares de jovens se mobilizam.
O comportamento dos componentes do Big Brother e do público são expressões de imaturidade humana e não refletem o que o ser humano tem de melhor.

Todavia, isso não é tudo. O programa estimula a ilusão de entrar no mundo virtual da TV, onde tudo é fácil e permitido, e a felicidade depende de determinados produtos. Basta olhar a fisionomia dos atores nos anúncios publicitários. Será que pode existir um sonho melhor do que ganhar dinheiro e fama sem fazer nada?».

A imensa maioria da população brasileira tem uma existência dura, sofrida e trabalhosa, exatamente o contrário do que acontece no Big Brother.
Outro dado negativo incentivado pelo show é a concorrência acirrada - e quase sempre desleal - que extravasa nas atitudes dos participantes. Quem pode mais, chora menos! Se não elimino, sou eliminado! Infelizmente, nesse aspecto a Rede Globo revela de fato “a vida como ela é” sempre que o amor é substituído pelo egoísmo: o outro passa a ser visto como concorrente e rival, que precisa ser destruído para que eu possa vencer!

No espetáculo, o que parece imperar a velas soltas é o princípio maquiavélico de que o fim justifica os meios. O que importa é atingir o objetivo, mesmo que, para isso, tudo fique em segundo lugar, inclusive a respeito e a dignidade da pessoa humana. Se assim for, a Rede Globo tem razão: o Big Brother é a cara de um Brasil sem princípios, sem valores e sem rumo e, por isso mesmo, malandro, corrupto e violento - o oposto da pátria que desejamos e ajudamos a construir se… ficarmos longe de shows tão malfadados!

No Big Brother, o participante vira espetáculo, uma espécie de marionete obrigada a satisfazer as necessidades da emissora (inclusive financeiras) e dos telespectadores. Assim - conclui “Cidade Nova” - «o programa sacrifica o que o ser humano tem de melhor: a capacidade de estabelecer relações verdadeiras, baseadas na gratuidade e na sinceridade».

Fonte: Diocese de Dourados/MS

domingo, 24 de fevereiro de 2008

'Revolução Jesus', a revolução do amor!

Imagem de DestaqueA juventude é um estado de espírito e não apenas um estado cronológico! Você já se imaginou com mais idade que aparenta ter? A juventude vai além da idade cronológica, pois isso faz parte do infinito, do que já temos. Se eu pensar que sou filha do céu vou continuar sendo jovem.

Quando dizemos que Jesus é tudo, significa que Ele é tudo. Dizem por aí que Buda foi bom; Gandhi e tantos outros, mas, nenhum ousou fazer o que Jesus fez: revolucionou a história. Sabemos que existe uma nomenclatura a.C. (antes de Cristo) e d.C. (depois de Cristo), seja como for, o mundo está marcado antes de Cristo e depois de Cristo. Os ateus, os agnósticos e outras religiões estão profundamente marcados pela história de Jesus: antes de Cristo e depois de Cristo.

A “revolução Jesus” nos mantém lúcidos para a vida. Você é filho do céu, não é obrigado a viver uma vida louca. Como Jesus faz a revolução? Por meio das bem-aventuranças. Ele faz uma revolução para a qual não há entendimento. Quantas pessoas não gostam de Jesus até hoje por conta da revolução que não é improvisada e que não mexe com nossas estruturas. “A revolução Jesus” nos transforma de dentro para fora, nos deixa lúcidos, e não em uma vida “maluco beleza”.

Muitos homens tentaram fincar as suas “estacas”, mas não conseguiram revolucionar tanto quanto Jesus. Alguns dos quais tentaram empregar ideologias, alguns para o bem, outros (a maioria!) para o mal. Mas as ideologias tentam tornar absolutos, como Maquiavel sempre dizia: “Os fins justificam os meios!” O texto mais “louco” e revolucionário de Jesus está nas Bem-aventuranças, escolhendo os pobres, escolhendo os humildes.

Como pode um Deus perfeito amar tanto a nós que somos fracos. Mas a “revolução Jesus” é a que nasceu na estrebaria em Belém, a revolução que fez milagres: mudos falarem, coxos andarem e foi motivo de escândalo para o povo. O que fez Deus ser crucificado na cruz? O amor!

O que acontece hoje, na verdade, é uma reciclagem com a nomenclatura nova, não existe nada debaixo do céu que seja novo. Hoje é o movimento “punk”; amanhã, “skinhead”, depois de amanhã o “emo”; mas isso passa! A “revolução Jesus” não! Para segui-lo você não precisa usar “tal” roupa, não precisa escutar “tal” tipo de música; tem de ser original. O interessante é que nós temos de querer viver essa revolução; você não precisa comprar ingresso, basta querer vivê-la.

Um “revolucionário” de Jesus não lê a Palavra de Deus como um livro de historinhas, que a vovó contava, mas como uma bússola: nela [na Palavra de Deus ] está a orientação precisa para a nossa vida. Pela liturgia da Palavra, pela Eucaristia encontramo-nos com o Senhor. A Palavra de Deus é viva, Jesus é o Verbo encarnado e esse é um dos pilares do “Revolução Jesus”, a revolução do amor, que é um divisor da história.

Deixe-a Revolução Jesus convencer o seu coração, mesmo que as pessoas venham com as “melhores” intenções. Deixe-O entrar, deixe o Senhor fazer o que precisa ser feito.

Lilian Maria
Comunidade Canção Nova

Participe do Revolução Jesus 2008
04 a 06 de Abril- Inscrições R$ 25,00-Informações: nandoalencar@yahoo.com.br

domingo, 30 de dezembro de 2007

SAGRADA FAMÍLIA, ESPELHO DE SANTIDADE


“... Enquanto o casal formado por Adão e Eva tinha sido a fonte do mal que inundou o mundo, o casal formado por José e Maria constitui o vértice, do qual se expande por toda a terra a santidade. ... é na Sagrada Família, nesta originária ‘Igreja doméstica’, que todas as famílias devem espelhar-se... ela constitui, portanto, o protótipo e o exemplo de todas as famílias cristãs.” (Redemptoris Custos, 7 – João Paulo II).
É por demais sabido e constatado que a família dos tempos de hoje sofre sua maior crise de identidade e de valores. Atacada e desvalorizada por todos os lados, as famílias tomam um aspecto enfermo, doentio, fraco e derrotado. Deste quadro, praticamente nenhuma família escapa, umas mais, outras menos afetadas; o que nos leva a uma reflexão: A família está sem parâmetros e sem nenhuma fonte inspiradora de valores em nosso mundo atual? Esta afirmação tem um fundo de verdade.
Há uma escassez de famílias, realmente católicas, que testemunhem com a força do Espírito Santo a vivência do Evangelho, testemunho este, que poderia livrar e resgatar muitas outras famílias desta crise. Todos somos chamados por Deus a viver a santidade. Nos casais, a santidade deve acontecer no matrimônio, um santificando o outro: “Porque o marido que não tem a fé é santificado por sua mulher; assim como a mulher que não tem a fé é santificada pelo marido que recebeu a fé.” (I Cor. 7, 14). E isto acontece de uma maneira dinâmica e diária. Não preciso nem dizer que este caminho não é fácil. Porque é necessário vencer nossas próprias fraquezas; suportar a fraqueza do outro; perdoar e dar o perdão; ser transparente, falando sempre a verdade; dar o braço a torcer; elogiar freqüentemente; saber ouvir; e outros “detalhes” mais. E isto, não só ao casal, mas vale para todos os membros da família. São estes momentos em que, para vencer suas limitações, a família mais necessita da Graça de Deus, que em Sua bondade, nos deixou a Família de Nazaré como modelo e exemplo a ser seguido. Família onde reina a paz, a concórdia, a união, o amor, frutos gerados de uma perfeita comunhão com Deus, de um santo temor ao Senhor e de um profundo desejo de santidade que transbordava dos corações de Jesus, Maria e José. “...é na Sagrada Família, nesta originária ‘Igreja doméstica’, que todas as famílias devem espelhar-se.”
Olhar para a Família de Nazaré como modelo de vida é olhar para uma família que em tudo realizou a vontade de Deus e nunca se afastou de seus caminhos. Portanto, é na obediência ao Senhor que nossas famílias poderão encontrar o caminho da verdadeira felicidade. Quando olhamos para o Evangelho, muitas vezes, pensamos somente no Sim de Maria. José também deu o seu Sim quando, renunciando aos seus planos de vida, aceitou receber Maria por esposa e Jesus por filho (cf. Mt 1, 24); e por sua vez, Jesus foi obediente até a morte e morte de cruz (cf Fil 2, 8). Sendo assim, na Família de Nazaré, nós temos um completo testemunho familiar de obediência ao Senhor. Deus é o Sumo Bem, fonte de todo benefício e de toda graça. Quando as famílias se afastam ou se fecham (deliberada ou “ignorantemente”) a esta fonte, passam a não mais gozar dos benefícios de Deus e se tornam alvos fáceis das armadilhas do inimigo, que quer exatamente isto. Veja o que o Arcanjo Rafael advertiu a Tobias: “O anjo respondeu-lhe: ‘Ouve-me, e eu te mostrarei sobre quem o demônio tem poder: são os que se casam, banindo Deus de seu coração e de seu pensamento, e se entregam à sua paixão como o cavalo e o burro, que não tem entendimento: sobre estes o demônio tem poder.” (Tobias 6, 16-17). Quando se coloca Deus de “lado” na família, deixamos uma “brecha” (bem grande!) por onde o inimigo entra e, no lugar dos benefícios que vem de Deus – paz, alegria, caridade, fé, esperança, perdão, cura, libertação, salvação, segurança, fidelidade, temperança, equilíbrio – o inimigo se aproveita para semear os seus malefícios: intranqüilidade, briga, confusão, divisão, ódio, vingança, adultério, mágoas, ressentimentos, vícios, morte! Por isso, ao olharmos para a Sagrada Família, que com sua vida, exemplo e força nos inspira a viver no mesmo caminho de santidade. Somando-se famílias e famílias que vivam se espelhando em Jesus, Maria e José, teríamos, sem sombra de dúvidas, uma sociedade e um mundo melhores e com muito mais qualidade de vida para todos. Se nossa sociedade e nosso mundo ainda não são assim, é porque faltam famílias trilhando este caminho. Hoje o Senhor te convida a se consagrar e confiar sua família a família d’Ele, para que você e toda sua família brilhem a Sua presença no mundo.

Italo J. Passanezi Fasanella
-Comunidade Católica Sagrada Família
Fortaleza-CE


segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

É preciso reconhecer-se frágil


Quantas vezes perdemos a oportunidade de aprender?

O bom treinador é aquele que sabe salientar a qualidade do atleta, mas, sobretudo, sabe encaminhá-lo para a superação dos seus limites. Assim, não é possível falar de crescimento humano se antes não falarmos de reconhecimento dos nossos limites. O primeiro passo é reconhecer onde nós precisamos melhorar.

Lamentavelmente, as pessoas não estão preparadas para nos educar para a coragem. Muitas vezes, os incentivos que nos são dados estão mais voltados para esquecermos as nossas fragilidades. Não estamos preparados para encarar a fragilidade. Parece que a nossa educação está sempre voltada para nos revestir de uma coragem que nos faz esquecer o limite. E quando mostramos as nossas fragilidades, há uma série de repreensões.

Nós, humanos, temos uma dificuldade imensa de lidar com a fragilidade do outro – ainda que seja nosso filho. Nós gostamos é de todo mundo feliz. Você já reparou que nós não deixamos a criança chorar? Já reparou que quando o recém-nascido chora, nós fazemos de tudo para calar a boca dele?

Estamos em processo de feitura. Não estou pronto. Eu não sou perfeito, estou por ser feito. Estou sendo feito aos poucos. E no processo de ser feito aos poucos, eu vou descobrindo onde é que dói o espinho da minha limitação.

Quanto mais uma pessoa está aperfeiçoada no processo de ser gente, tanto maior é a facilidade dela de conhecer limites. Ter coragem é descobrir onde está a nossa fragilidade e ali trabalhar com maior empenho. E aí é que entra a grande contribuição do Cristianismo, numa proposta antropológica. Deus não quer que você seja um anjinho na terra, mas que você permita que Ele lhe mostre onde estão os seus limites para que você lute.

Cara feia, arrogância... Isso é complexo de inferioridade e por trás disso se oculta a insegurança. A pior ignorância é aquela que finge que sabe! Temos medo de mostrar que não aprendemos. Quantas vezes na nossa vida, por medo, perdemos a oportunidade de aprender. Às vezes, por medo de expor a nossa fragilidade, perdemos o direito de chorar. E muitas vezes, choramos e não sabemos o porquê estamos chorando.

O ensinamento de Jesus é sempre o avesso do avesso. Quer ser santo? Assuma que você é fraco. Muitas vezes, neste processo de nos conhecer, nós sangramos. E nós precisamos sangrar. Quantas vezes você não se viu traduzido em uma canção de alguém, que teve a coragem de "sangrar" e não teve medo de mostrar as próprias fragilidades.

Para quantas pessoas você teve coragem de "sangrar" e de se mostrar? As pessoas que o enxergam por dentro são raras.

Nós somos todos iguais. Nós padres somos todos iguais. Não adianta fingirmos que somos fortes ou ficar fingindo que não sentimos nada e que não temos medo. É muito melhor nós admitirmos que temos medo.

Conversão é isso. É você educar o seu filho para ele poder lhe contar onde estão os "espinhos" na vida dele. O espinho não é o defeito, mas é a seta que nos mostra onde temos que trabalhar para ser melhores. O que vai sobrar de nós é a nossa vontade de amar. É preciso reconhecer-se frágil.


Foto Padre Fábio de Melo SCJ

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

O QUE É SER FELIZ?



A sede de felicidade foi colocada em nosso coração pelo próprio Deus, porque Ele nos criou para sermos felizes com Ele. Mas o pecado desvirtuou o sentido da felicidade; e agora, ao invés de buscarmos a felicidade que traz alegria, corremos atrás da felicidade que traz somente o prazer.

Inventaram agora um tal SEGREDO, através do qual você pode satisfazer todos os seus desejos não atendidos até hoje; é um sonho, uma miragem no deserto. A felicidade não é esta proposta por esta magia fantasiosa. A Carta da Felicidade é aquela que Jesus nos ensinou no Sermão da Montanha.

Ser feliz não é ter uma vida perfeita, sem dor e sem lágrimas; mas saber usar as lágrimas para regar a esperança e a alegria de viver. Ser feliz é saber usar as pedras nas quais tropeçamos para reforçar as bases da paciência e da tolerância. Não é apenas se encantar com os aplausos e elogios; mas saber encontrar uma alegria perene no anonimato.

Ser feliz não é voar num céu sem tempestade, caminhar numa estrada sem acidentes, trabalhar sem fadiga e cansaço, ou viver relacionamentos sem decepções; é saber tirar a alegria de tudo isto e apesar de tudo isto. Ser feliz não é só valorizar o sorriso e a festa, mas saber também refletir sobre o valor da dor e a tristeza. Não é só se rejubilar com os sucessos e as vitórias, mas saber tirar as grandes lições de cada fracasso amargo.

Ser feliz é não se decepcionar e nem desanimar com os obstáculos e dificuldades, mas usá-los para abrir as janelas da inteligência e modelar a maturidade.Ser feliz é ser forte na hora de perdoar, ter esperança no meio da batalha árdua, lutar com bravura diante do medo, saber suportar os desencontros. É acreditar que a vida é a maior empresa do mundo.

Ser feliz é jamais desistir de si mesmo e das outras pessoas. É jamais desistir de ser feliz; vivendo e crendo que a vida é um espetáculo e um banquete. Ser feliz é uma atitude de vida; uma maneira de encarar cada dia que recebemos como um lindo presente de Deus. É não se esquecer de agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida que se renova.

Ser feliz é crer que há pessoas esperando o seu sorriso e que precisam dele. É saber procurar o que há de bom em tudo e em todos, antes de ver os defeitos e os erros.Ser feliz é não fazer dos defeitos dos outros uma distância mas uma oportunidade de aproximação e de doação de si mesmo. É saber entender as pessoas que pensam diferente de nós e saber ouvi-las atentamente, sem respondê-las com raiva.

Ser feliz é saber ouvir o que cada pessoa tem a nos dizer, sem prejulgar ou desprezar o que tem para nos dizer. É saber sonhar, mas sem deixar o sonho se transformar em fuga alienante. Ser feliz é fazer dos obstáculos degraus para subir, sem deixar de ajudar aqueles que não conseguem subir os degraus da vida. É saber a cada dia descobrir o que há de bom dentro de você e usar isto para o seu bem e o dos outros.

Ser feliz é saber sorrir, mas sem se esconder maliciosamente atrás do sorriso; mostrar-se como você é, sem medo. É não ter medo dos próprios sentimentos e ter coragem de se conhecer e de se amar. É deixar viver a criança alegre, feliz, simples e pacífica que existe dentro de você. Ser feliz é ser capaz de atravessar um deserto fora de si mesmo, mas ser sempre capaz de encontrar um oásis dentro no seu interior.

Ser feliz é ter coragem de ouvir um Não e continuar a caminhada sem desanimar e desesperar. É ser capaz de recomeçar de novo quando se errou o caminho. É acreditar que a vida é mais bela do que a suas dores, desafios, incompreensões e crises.Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se fazer autor da própria história. Ser feliz é ter maturidade para saber dizer “eu errei”; “eu não sei”; “eu preciso de você”…

Ser feliz é ter os pés na terra e a cabeça nas estrelas; ser capaz de sonhar, sem medo dos sonhos, mas saber transformar os sonhos em metas.Ser feliz é ser determinado e nunca abrir mão de construir seu destino e arquitetar sua vida; não ter medo de mudanças e saber tirar proveito delas. Saber tornar o trabalho objeto de prazer e realização pessoal.

Ser feliz é estar sempre pronto a aprender e se orgulhar de absorver o novo. Ter coragem para abrir caminhos, enfrentar desafios, criar soluções, correr riscos calculados. Sem medo de errar.Ser feliz é saber construir equipes e se integrar nelas. Não tomar para si o poder, mas saber compartilhá-lo. Saber estimular e fortalecer os outros, sem receio que lhe façam sombra. É saber criar em torno de si um ambiente de fé e de entusiasmo.

Ser feliz é não se empolgar com seu próprio brilho, mas com o brilho do resultado alcançado em conjunto. É ter a percepção do todo sem perder a riqueza dos detalhes. Ser feliz é não se esquecer de agradecer o Sol, desfrutar gratuitamente dos encantos da natureza, do canto dos pássaros, do murmúrio do mar, do brilho das estrelas, do aroma das flores, do sorriso das crianças.

Ser feliz é cultivar muitas amizades; é estar pronto para ser ofendido sem ofender, sem julgar e condenar. Ser feliz é não ter inveja e saber se contentar com o que se tem; é saber aproveitar o tempo que passa; é não sofrer por antecipação o que ainda não aconteceu; é saber valorizar acima de tudo a vida.Ser feliz é falar menos do que se pensa; é cultivar uma voz baixa. É nunca deixar passar uma oportunidade sem fazer o bem a alguém.

Ser feliz é saber chorar com os que choram, sorrir com os que sorriem, rezar com os que rezam. Ser feliz é saber discordar sem se ofender e brigar; é recusar-se a falar das faltas dos outros; é não murmurar.Ser feliz é saber respeitar os sentimentos dos outros; não magoar ninguém com gracejos e críticas ácidas.

Ser feliz é não precisar ficar se justificando; pois os amigos não precisam de explicações e os inimigos não acreditam nelas.

Ser feliz é nunca se revoltar com a vida; é agir como a árvore que permanece calada mesmo observando com tristeza que o cabo do machado que a corta é feito de sua madeira.

Ser feliz é ser como a raiz da árvore que passa a vida toda escondida para poder sustenta-la. Ser feliz é não deixar que a tristeza apague o seu sorriso; é não permitir que o rancor elimine o perdão; que as decepções eliminem a confiança; que o fracasso vença o desejo da vitória; que os erros vençam os acertos; que a ingratidão te faça parar de ajudar; que a velhice elimine em você o animo da juventude; que a mentira sufoque a verdade.

Ser feliz é ter força para ser firme, mas ter coragem para ser gentil; é ter coragem para ter dúvida. Ser feliz é ter o universo como caminho; o amor como lei; a paz como abrigo; a experiência como escola; a dificuldade como estímulo; o trabalho como benção; o equilíbrio como atitude; a dor como advertência; a perfeição como meta. Ser feliz é amar a Deus e ao próximo.

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br - Do livro: PARA SER FELIZ