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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Testemunho: Nossa Senhora Rosa Mística e Minha Vocação

Costumo dizer que a minha devoção mariana não foi escolhida por mim, mas N. Sra. Rosa Mística quem me escolheu. Cresci dentro da Igreja Católica e desde criança aprendi a amar e seguir os preceitos cristãos da minha igreja. Apesar disso, sentia dificuldade em rezar o terço Mariano, sempre me atropelava nas Ave-Marias, engolindo as palavras quando rezava em público,isso me chateava muito, pois não admitia esquecer as ave-marias, visto que sempre nutri um amor pela Mãezinha do Céu. 

Um certo domingo, aos 15 anos de idade, como sempre, eu e minha prima fomos à Missa dominical na Igreja Divino Espírito Santo e ao sentarmos no banco, um rapaz veio nos dar uma sacolinha com o terço e uma oração com a imagem de N. Senhora, mas eu olhando para ele disse: moço não tenho dinheiro, e ele respondeu: “é de graça”. Abri um sorriso e peguei. O terço tinha as contas vermelhas e branca (transparente) e a imagem de N. Sra contida no papel tinha 03 Rosas no pescoço, nunca havia visto aquela imagem, e no papel dizia que ela tinha o nome de Maria Rosa Mística. Ao chegar em casa, fui logo abrindo o pacotinho e de repente começei a ler a oração que ensinava rezar o terço – chamado de lágrimas de sangue, e rezei naquele dia. No outro dia, Pasmem! Já sabia rezar o terço sem olhar no papel. E assim fui me tornando devota de NSra Rosa Mística, e na medida em que ia rezando o terço suscitava em meu coração o desejo de sempre ir ao sacrário conversar com Jesus e colocar como uma das intenções do terço os sacerdotes e a igreja, mesmo sem entender, obedecia. 

Em outro dia, ao entrar na casa da minha tia, ela estava rezando o terço mariano junto com os vizinhos e na hora pediu para eu sentar e rezar um mistério, fiquei apavorada temendo engolir as palavras e assim aconteceu…, neste momento, escutei meu tio dizer: “vive tanto na igreja e não sabe rezar o terço”. Eu saí dalí muito chateada e naquele dia chorei diante do terço das lágrimas de sangue de NSra Rosa Mística e pedi que ela me ensinasse a rezar o terço mariano. Deste dia em diante nunca mais engoli as Ave-Marias. No meu primeiro emprego, ganhei a imagem Dela das colegas de trabalho, nas quais duas eram evangélicas, mas de tanto ouvir falar do meu amor por Ela, se juntaram com a outra colega, que é católica, e me deram de presente de aniversário - O mais belo que já recebi! E assim fui crescendo, sempre conversando e pedindo a NSra. Rosa Mística sua intercessão, proteção e que me ensinasse a ser fiel a Jesus. Em minha vida Ela sempre está presente, onde quer que eu vá algo me remete a Ela. 

Certa vez, na Igreja de S. Pedro, recebi de uma só vez 03 Rosas e a pessoa que me entregou dizia que eram as graças que Nossa Senhora tinha para derramar na minha vida. Saí de lá aos prantos, tamanha era a presença Dela que sentia , e, somente notei as cores das rosas ao chegar em casa e coloca-las no vaso perto da imagem dela – as cores eram as de Rosa Mística. Cada uma das rosas está relacionada a uma área da minha vida e vivo cada uma a seu tempo – mimos da Mãezinha! 

Em novembro de 2014, a caminho do Santuário de Aparecida me deparei com uma imagem enorme de NSra Rosa Mística, no Santuário de Frei Galvão, fiquei emocionada. Ao chegar em Aparecida Nossa Mãe do Céu me fez recordar do segredo da segunda rosa que diz respeito a minha caminhada na igreja – minha vocação!


Fabiana Ferreira Marques – Vocacionada na Missão de Evangelização Rosa Mística. 

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Ateia Desde a Infância se Converte Lendo C. S. Lewis

Há pouco mais de um mês o site de notícias católico, Religión en Libertad, publicou o testemunho de uma ateia que se converteu lendo C.S. Lewis. Seu nome é Sandra Snowden Elam. Cresceu numa família cuja mãe era católica e o pai ateu. Este não permitia que a palavra “Deus” fosse pronunciada dentro de casa, muito menos que sua esposa educasse os filhos segundo a moral cristã. Assim, pois, Sandra cresceu sem qualquer referência cristã. “A Igreja parecia ser chata e seus rituais vazios: suas palavras não significavam nada pra mim”.
 “PENSAVA QUE OS CRISTÃOS ERAM EXTREMISTAS FANÁTICOS”
Como boa parte dos jovens educados sem uma referência religiosa por parte dos pais, Sandra Elam alimentava certa revolta contra a religião. “Pensava que os cristãos eram extremistas fanáticos. Minha alma estava tão escura que não podia entender porque algumas pessoas se opunham ao aborto e a eutanásia”.
 Sandra especializou-se em história grega, romana e medieval na universidade. E, certa vez até perguntou ao seu professor judeu: “Jesus viveu ou foi um mito?”, ao que ele respondeu: “Sim, Jesus realmente viveu, não existe dúvida disso. Por que você não lê o Evangelho de Mateus?”. Ela o fez, mas apenas com um olhar histórico e curioso, nada mais.
 Sandra casou-se e, com o passar do tempo, tornou-se uma anticristã feroz. Não permitia, inclusive, que seu marido católico colocasse crucifixo dentro de casa. Relatava: “sentia desprezo pelos que acreditavam em Deus. Cresci e me tornei uma mulher amargurada, sempre disposta a julgar os demais”.
 ATRAVÉS DA FONÉTICA SUA VIDA MUDOU DE DIREÇÃO
Mas, tudo começou a mudar em 1995 quando ouviu um especialista falar que as crianças possuem uma certa incapacidade para ler e escrever rapidamente e sobre como a fonética poderia ajudá-los.
 Sandra Elam resolveu testar em seus filhos, ensinando-os fonética. Resultado: em seis meses estavam lendo.Percebeu que poderia “haver outras verdades por aí afora”.
 Através da busca de uma reforma educativa, Sandra conheceu muitos cristãos que tinham o mesmo interesse pelo ensino da fonética. Neste percurso Bob Sweet, presidente do The National Right to Read Foundation, teve um papel importantíssimo, sendo um verdadeiro testemunho para ela.
 Testemunhava Sandra Elam: “O primeiro grande passo na minha vida cristã foi quando meu esposo Tom e eu inscrevemos nossos filhos num colégio protestante baseado na fonética, em setembro de 1996. Era o único que poderíamos, economicamente. Estávamos preocupados com a sua educação e não queríamos que se convertessem em fanáticos religiosos, estudei, então, cuidadosamente o plano de estudos da escola e me senti aliviada ao descobrir que os livros eram rigorosos”.
 FOI PRESENTEADO COM UM LIVRO DE C.S. LEWIS
Deus já encaminhava as coisas na vida de Sandra e preparava o terreno para a sua conversão. Mas, o que realmente foi decisivo neste processo foi o livro que ganhou de presente da sua irmã: “Cristianismo Puro e Simples”, de C.S. Lewis.
 Em 1997 começou a sentir vontade de ir à Igreja, mas resistia. Nesta altura, seu marido e filhos já frequentavam a igreja católica aos domingos. Então, no dia 06 de outubro de 1997, “decidi entrar na igreja protestante que estava junto ao colégio dos meus filhos. Pela primeira vez em minha vida, senti algo espiritual e edificante”, testemunhou Sandra.
 Depois de trinta anos como ateia, sente-se abalada pelas palavras do Evangelho de São João: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai, senão por mim. Se me conheceres, conhecereis também meu Pai; desde agora o conheceis e o viste”. Esta palavra lhe tocou tão profundamente que memorizou-a e, ao final da leitura do Evangelho de João “já estava convencida que Jesus Cristo era o Filho de Deus”.
 O PROBLEMA DA FÉ PROTESTANTE
Sandra Elam havia conhecido intelectualmente a Deus, mas ainda faltava amá-lo; faltava-lhe também a fé. Mas, numa noite, após cansativas horas de estudo bíblico, rezou pela primeira vez, pedindo fé. E, a recebeu. “A fé foi o presente misericordioso de Deus para mim. Sem fé, como creria naquilo que não vejo?”.
 A recém-convertida ao cristianismo começava a ter problemas com a “livre interpretação” das Escrituras.Julgava que alguém deveria ter a autoridade universal sobre elas. “Só uma igreja existiu desde que Jesus pronunciou suas palavras proféticas a Pedro: a Igreja Católica… uma vez que me dei conta de que Jesus fez de Pedro (e dos seus sucessores) a Cabeça terrena da Sua Igreja, disse ao meu marido que tinha que me converter ao catolicismo”.
 A SANTA MISSA FOI O ÁPICE DA SUA CONVERSÃO
Sandra aprofundou-se na apologética e teologia católica. E, assim como Scott Hahn, em “O Banquete do Cordeiro”, sentiu-se tocada no momento da Santa Missa. “Através do estudo estava começando a conhecer Deus e através da missa comecei a amá-lo”.
 Sandra Elam começou a mudar seus hábitos de vida, as músicas, livros, revistas, programas televisivos etc.. E, também suas convicções interiores, como a questão do aborto, que sempre considerou um mal necessário. Iniciou compreendendo que a vida começa na concepção. Até aí tudo bem, mas por que não era lícito utilizar anticoncepcionais não abortivos? “Por que a Igreja Católica era a única a se manter firme contra o controle de natalidade?”, se perguntava Sandra.
 Após assistir um vídeo chamado “Feminism and Femininity” (Feminismo e Femilidade), da professora católica, Alice von Hildebrand, convenceu-se da imoralidade da anticoncepção. “Descobri que o Papa Paulo VI já havia profetizado na Humanae Vitae: o controle de natalidade poderia conduzir à imoralidade sexual generalizada, à aceitação do aborto e à desintegração da família”.
 OPTOU PELA MORAL SEXUAL CATÓLICA
Aos 37 anos decidiu não usar mais métodos anticoncepcionais .Passaram-se meses e Sandra nunca engravidava, apesar de, agora, desejar muito ter outro bebê. “Senti a ironia da situação, já que Deus não estava me dando o que agora queria”. Foi ao médico, que diagnosticou ovários poliquísticos. Era estéril.
 Numa noite, inconformada com a situação, rezou e implorou a Deus mais um filho. Duas semanas depois estava grávida. Oito meses depois nasceu sua filha, que foi batizada com o nome de Teresa Benedita, em honra a Edith Stein e Teresa D’Ávila. Dois anos depois nasceu Ryan James.(foto abaixo)
ryan-mama-doctor
 Sandra estudou, durante dois anos, História da Igreja e Bíblia e estava convencida de que a Igreja Católica Romana contém toda a verdade do cristianismo. E, assim, “na Vigília Pascal, no dia 03 de abril de 1999, fui recebida com alegria na Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica”.
Fonte: Reparatoris.com

quarta-feira, 12 de março de 2014

Influente Pastor Evangélico Sueco Converte-se ao Catolicismo

Um influente pastor protestante na Suécia anunciou no domingo que se vai converter ao Catolicismo, juntamente com a sua mulher.
http://blog.comshalom.org/carmadelio/wp-content/uploads/sites/2/2014/03/ht_30_03_ue.jpg
Ulf Ekman fundou e liderou, durante mais de 30 anos, uma igreja de grandes dimensões na Suécia. Ao longo desse tempo enviou missionários para dezenas de países, fundou a maior escola bíblica e construiu a maior igreja da Escandinávia, fundou um programa de media com estações de televisão nos cinco continentes e publicou livros em mais de 60 línguas.

A sua Igreja, Palavra da Vida, tem mais de 3000 membros permanentes, uma escola com mais de mil alunos e pelo menos 12 pastores ao serviço.

Ekman, que era conhecido também como “pastor de pastores”, pela influência que tinha sobre ministros protestantes, chocou grande parte dos seus seguidores durante uma homilia no passado domingo, ao anunciar que depois de longa reflexão tinha decidido entrar para a Igreja Católica.

Num comunicado publicado no site do seu ministério, Ekman escreve que nos seus contactos com a Igreja Católica: “Encontrámos um grande amor por Jesus e uma teologia sã, fundada na Bíblia em dogma clássico. Experienciámos a riqueza da vida sacramental. Vimos a lógica de ter uma estrutura sólida de sacerdócio, que mantém a fé da Igreja e a passa de uma geração para a seguinte. Encontrámos uma força moral e ética consistente que que se atreve a enfrentar a opinião pública, e uma simpatia para com os pobres e fracos.”

Ekman conclui dizendo que um dos passos decisivos foi ter entrado em contacto com representante de movimentos carismáticos católicos, grupos que no seu estilo de celebração estão próximos dos protestantes, mas que se encontram em comunhão com Roma.

O casal deixa claro que a decisão diz respeito unicamente a eles e que "nem faria sentido" terem tentado fazer uma integração de toda a "Palavra de Vida" na Igreja Católica.

A entrada de Ekman para a Igreja Católica é um facto muito significativo num país muito descristianizado. Embora a maioria dos suecos pertença, nominalmente, à Igreja da Suécia, que é de tradição luterana, sondagens revelam que apenas 18% da população acredita em Deus de uma forma compatível com o Cristianismo. Apenas 2% da população é católica. 
Fonte: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=29&did=141573

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Padre Escreve ao Papa Antes de Morrer aos 31 anos


"Não peço a Deus a minha cura, mas a força e a alegria de continuar sendo um verdadeiro testemunho de Seu amor e um sacerdote segundo o Seu coração."

 


Pe Fabrizio nasceu em Nápoles (Itália), no dia 8 de setembro de 1982. Quase 3 mil pessoas se reuniram no bairro de Ponticelli para lhe dar adeus na igreja de Nossa Senhora das Neves, onde ele era vigário. Padre Fabrizio viveu um grande sofrimento nos últimos meses, mas com fé e força interior. Sempre sorrindo, com uma palavra de consolo para os amigos e familiares que estiveram com ele até o último momento. Oferecemos a seguir a carta que ele enviou ao Papa Francisco.

A Sua Santidade o Papa Francisco:

Santo Padre,

nas orações diárias que dirijo a Deus, não deixo de rezar pelo senhor e pelo ministério que Deus lhe confiou, para que Ele possa lhe dar forças e alegria para continuar anunciando a boa nova do Evangelho.

Eu me chamo Fabrizio De Michino e sou um jovem padre da diocese de Nápoles. Tenho 31 anos e há cinco sou sacerdote. Desempenho meu serviço no Seminário Arcebispal de Nápoles como professor de um grupo de diáconos, e em uma paróquia em Ponticelli, que se encontra na periferia de Nápoles. A paróquia, recordando o milagre registrado na colina Esquilino, recebe o nome de Nossa Senhora das Neves.

Ponticelli é um bairro degradado por sua pobreza e alta criminalidade, mas a cada dia descubro verdadeiramente a beleza de ver o que o Senhor realiza nestas pessoas que confiam em Deus e na Virgem.

Também eu, desde que estou nesta paróquia, pude ampliar cada vez mais meu amor pela Mãe Celeste, experimentando também nas dificuldades a sua proximidade e proteção. Infelizmente, há três anos eu luto contra uma doença rara: um tumor no interior do coração. Há um mês estou com metástase no fígado e no baço. Nesses anos difíceis, no entanto, nunca perdi a alegria de ser anunciador do Evangelho. Também no cansaço eu percebo, verdadeiramente, esta força que não vem de mim, mas de Deus, que me permite desempenhar com simplicidade o meu ministério. Há uma citação bíblica que tem me acompanhado e me enche de confiança na força do Senhor: “Dar-vos-ei um coração novo e em vós porei um espírito novo; tirar-vos-ei do peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne” (Ez 36, 26).

Neste tempo tem sido muito próxima a presença do meu bispo, o cardeal Crescenzio Sepe, que me apoia constantemente, ainda que às vezes me peça para descansar, para que eu não me sobrecarregue.

Agradeço a Deus também por meus familiares e meus amigos sacerdotes que me ajudam e apoiam, sobretudo quando faço as diferentes terapias, compartilhando comigo os momentos de inevitável sofrimento. Também os meus médicos me apoiam muito e fazem o impossível para encontrar os tratamentos adequados para mim.

Santo Padre,

estou me alongando muito, mas só quero dizer que ofereço a Deus tudo isso, pelo bem da Igreja e pelo senhor de um modo especial, para que Deus o abençoe sempre e o acompanhe neste ministério de serviço e amor.

Eu lhe rogo que reze por mim: o que peço todos os dias ao Senhor é que seja feita a Sua vontade, sempre e em todas as partes. Não peço a Deus a minha cura, mas a força e a alegria de continuar sendo um verdadeiro testemunho de Seu amor e um sacerdote segundo o Seu coração.

Seguro de suas orações paternas, o saúdo devotamente.

Padre Fabrizio De Michino
 
Fonte:Aleteia.org 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Quem Era o Jovem Evangélico na JMJ 2013 ?

Jovem protestante que exibiu cartaz de acolhimento ao Papa Francisco na JMJ se converte à Fé Católica.

Jovem evangélico converte-se à Fé Católica.
Jovem evangélico converte-se à Fé Católica.

Após um longo período de reflexão sobre minha vida e a vida da Igreja de Cristo aqui na terra, descobri a minha verdadeira Casa, minha verdadeira vocação”.Com essas palavras o jovem carioca Eduardo da Silva Campos, 19 anos, atualizou o  ’status’ da sua religião para Católico Apostólico Romano no dia  03 de Dezembro de 2013.

O gesto de Eduardo aconteceu 135 dias após ter emocionado o mundo quando apareceu segurando um cartaz de acolhimento ao Papa Francisco durante a Missa de Envio da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, em julho. Dizia a peça : “SANTO PADRE, SOU EVANGÉLICO MÁS EU TE AMO!! ORE POR MIM E PELO BRASIL! TUS ÉS PEDRO…”

Reprodução da Capa do Facebook de Eduardo.
Reprodução da Capa do Facebook de Eduardo.

Eduardo nasceu em uma  família protestante, cresceu junto à Mocidade da Assembleia de Deus de sua cidade, umas das mais fortes denominações do meio evangélico. Assim como  milhares de jovens, Eduardo sentiu o desejo de participar da JMJ RIO2013.
A conversão de Eduardo se deu na JMJ Rio2013.
A conversão de Eduardo se deu na JMJ Rio2013.

O encontro dos jovens com o Papa fez o jovem perceber a juventude da Igreja Católica, mesmo depois de 2000 anos de fundação. Foi nas areias de Copacabana que ele teve uma experiência forte com o amor de Deus, junto aos  mais de 3 milhões de jovens, reconhecendo  que existia  um só Senhor, uma só fé, um só batismo.

Desde o mês de Julho, Eduardo aprofundou  o discernimento que culminou em sua conversão à Fé Católica. O próximo passo de Eduardo é a preparação  para receber os 

Sacramentos do Batismo, Eucaristia e Crisma e  assim com o seu testemunho resgatar mais almas para o seio da Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

A história de Eduardo é apenas uma entre tantas de jovens e famílias que redescobrem a beleza da Fé Católica e retornam para sua prática.

Bastidor da imagem que rodou o mundo.
Bastidor da imagem que rodou o mundo.

Jovem era membro da Mocidade da Assembleia de Deus.
Jovem era membro da Mocidade da Assembleia de Deus.


 Jarison Brito, especial para O POVO On Line

quinta-feira, 21 de março de 2013

São José: Amigo e Intercessor


É uma grande alegria para mim partilhar uma descoberta que fiz há uns anos, em agosto de 1999.

No dia do meu aniversário, na minha oração, pedi ao Senhor que manifestasse o seu plano em relação ao meu estado de vida. Se fosse o matrimônio, que Ele me mostrasse o homem que havia guardado para mim e que este fosse um José, um homem de Deus. Naquele momento, senti fortemente a presença silenciosa de São José participando daquela conversa com Jesus. Eu tinha vivido outros relacionamentos, mas ainda não havia experimentado a beleza de um namoro a três, com Deus. Estava há um tempo “sozinha” e várias vezes ouvia incentivos do tipo: “Mas você é tão jovem, por que não procura um namorado?” Sentia falta de alguém ao meu lado, mas desejava esclarecer qual seria a vontade de Deus, pois já havia compreendido que esta era a minha felicidade.

 Uma semana depois, voltando de uma vigília, fui deixar uma vizinha em sua casa. Ela pediu que aguardasse e foi buscar meu presente “atrasado”. Antes de me dar, ela disse: “Eu perguntei a Deus o que Ele queria que eu lhe desse e Ele insistiu em São José. Fiquei em dúvida, mas quando fui até à loja, a vendedora me disse: “Por que você não dá a essa jovem uma imagem de São José? Então eu vi que era isso mesmo”. Agradeci, muito feliz, e fui embora. O Senhor tinha ouvido a minha oração. Entendi também que Ele não me dava somente uma imagem de São José, mas me fazia descobrir um amigo e intercessor. Esse era o melhor presente. Até então, eu não recorria muito aos santos, somente a Nossa Senhora, nossa Mãe querida.
 Alguns meses depois, começaram a acontecer alguns encontros entre mim e um rapaz, nas missas diárias, em diferentes Igrejas. Era muito engraçado porque os encontros passaram a ser freqüentes, até que no dia de Finados, fui a uma capela perto de casa para a missa das 18h, mas nesse dia começara 17h30. Então fui para a missa das 19h na Capela da Base Aérea, com minha irmã e meu cunhado. Não sabia que o rapaz estava ali. Na hora da comunhão, uma surpresa: ele estava na outra fila, ao meu lado. Percebi que não era apenas coincidência, mas a providência de Deus queria nos dizer algo. Após uns dias, através de meu cunhado, começamos a nos falar por telefone e descobri que seu nome era José Carlos. Soube que naquele dia de Finados, ao visitar o túmulo de seu pai José, ele pediu a sua intercessão no céu nessa intenção. Algum tempo depois, começamos a namorar e aos poucos cada vez mais a certeza do plano de Deus para nós se confirmava.
Na nossa caminhada, várias vezes experimentamos a paternidade e intercessão de São José. Em 2002, tivemos a graça de participar da Jornada Mundial da Juventude em Toronto, no Canadá. Grande foi a nossa alegria quando soubemos que em Montreal, no Canadá, existe o Oratório de São José – o maior santuário do mundo dedicado a este santo, no Mont Royal. E quando soubemos que uma das paradas de nossa excursão seria lá, vimos mais uma providência intermediada por São José. A visita ao Oratório foi um momento inesquecível, participamos da celebração eucarística e entregamos nossos planos a Deus, pelas mãos de São José.
Planejávamos casar em janeiro de 2004, mas só pudemos noivar em outubro e não dava tempo. Quando ainda estávamos decidindo a data, um dia minha mãe me falou que conversando com minha irmã por telefone, ela disse: “Por que eles não casam no dia de São José?”. Quando a sugestão chegou aos meus ouvidos, na mesma hora entendi que o atraso no noivado foi mais uma providência para casarmos no dia em que toda a Igreja celebraria São José. Nada mais justo!
Na manhã do dia 19 de março de 2004, aos pés de Jesus, Maria e, é claro, São José, celebramos o nosso matrimônio. Foi uma cerimônia muito bonita, um derramamento de graças, num lindo dia de sol, porque nosso amigo também segurou a chuva... E para completar, no final da tarde, antes de viajarmos para nossa lua-de-mel, ainda fomos abençoados por São José na porta de casa. Exatamente neste ano, a procissão em homenagem ao santo que acontece na paróquia do nosso bairro, “resolveu” passar por lá.
Em março de 2005, na segunda-feira após o feriado de São José, recebi a notícia da minha demissão. Foi um momento muito difícil, pois gostava do meu trabalho e ganhava bem. Quando entrei no carro, ainda no estacionamento da empresa, entreguei tudo nas mãos de Deus. Estávamos tentando ter um filho, pois sentíamos que havia chegado o tempo. Mesmo desempregada, seguimos em frente e engravidei no final de abril. Passada a euforia da gravidez, começaram a vir os medos e as incertezas. Mas não adiantava procurar emprego grávida. Em maio, fiz um concurso federal e fui aprovada no 51lugar, só que eram apenas 44 vagas. Depois que saiu o resultado, telefonava todos os meses para saber quando chamariam os aprovados. A única coisa que me diziam era que não tinham previsão e nem sabiam se chamariam mais que o número de vagas. Vi que o melhor mesmo era rezar e confiar na providência de Deus. Em dezembro, no dia de Nossa Senhora de Guadalupe, recebi a carta de convocação. Chorei de alegria por mais uma manifestação da providência de Deus. E tenho a certeza de que Nossa Senhora e São José advogaram juntos essa causa. Assumi o emprego no começo de janeiro e dez dias depois, nasceu o primeiro fruto do nosso amor: o pequeno Davi José. Deus é fiel e cuida de nós! Bendita seja a Providência Divina que nunca nos falta!
Obrigada, Senhor, por ter me ajudado a descobrir em São José um grande amigo e intercessor.

Liliana Vale Bomfim Façanha
Com. Shalom

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Jovem que rejeitou o aborto após estupro: Não tenham medo de dizer sim à vida!


Verónica Cardona ficou grávida aos 16 anos de idade depois de ser estuprada por seu próprio pai. Esta jovem colombiana optou por defender a vida do bebê e, cinco anos depois de viver este drama, exorta às mulheres que passam por casos similares a que "não tenham medo de dizer sim à vida, não tenham medo de dizer sim ao amor!".

Faz uns dias visitou o Equador para apoiar uma manifestação contra alegalização do aborto por estupro. Aí contou o que aconteceu com ela e como Deus lhe deu forças para continuar.
Em uma entrevista concedida ao grupo ACI, Verónica confessou que o primeiro impacto depois de saber que tinha ficado grávida após o estupro foi desolador.
Verônica e sua filha, Maria Fernanda.

"Foi um impacto muito grande me dar conta de que estava grávida. Nesse preciso momento senti que minha vida tinha fracassado, ainda mais porque sabia que o bebê que eu esperava era o "produto" da violação por parte do meu próprio pai".

Verónica recorda que o medo se apoderou dela, mas que não queria se submeter a um aborto. "Caí em depressão uns dias, não queria matar a um ser inocente, mas tinha medo, possivelmente o mesmo medo que sentem muitas mulheres ao saber que estão grávidas".

Verónica recorda que temia não ser "capaz de sair adiante, medo aos preconceitos, medo a que me vissem com pena, medo a enfrentar a realidade, medo a ficar sozinha".

"Naturalmente quase toda minha família, doutores, juízes, todos queriam que abortasse, sobretudo porque aqui na Colômbia o aborto tinha acabado de tornar-se legal em três casos: por estupro, por má formação e por risco da vida da mãe", indicou.

A jovem mãe assinalou que ela cumpria todos os requisitos para que pudesse abortar de acordo à legislação colombiana: sofreu uma violação, existia a possibilidade de má formação em seu bebê, e era uma gravidez de alto risco.

Entretanto, um fator importante em sua decisão foi encontrar um dia a sua mãe chorando e lhe pedindo perdão, porque ela mesma tinha considerado a possibilidade de abortá-la quando estava em seu ventre.

Esse fato fortaleceu sua convicção de que "não tinha o direito de tirar a vida de ninguém, e menos ainda de uma pessoa indefesa, uma pessoa que não me tinha feito nada".
Após tomar a decisão de ter o seu bebê, a família de Verónica deixou de falar com ela durante vários dias e só sua mãe a apoiou.

"Assim começou a crescer em meu ventre o maior milagre de amor. Foi uma experiência formosa ainda que tenha sido dura", assegurou.

Verónica assinalou que "quando via as ecografias, podia me dar conta do grande milagre da vida, sentir seus pequenos, mas inofensivos golpes no meu estômago e logo ver sua ternura ao nascer".

Durante o tempo da gravidez, a mãe de Verónica participava de uma comunidade católica, que a ajudou a fortalecer sua decisão de "trazer vida ao mundo, já fora que ao nascer desse a minha filha em adoção, ou decidisse ficar com minha filha e sair adiante".

Verónica assinalou que ao princípio quis esquecer-se de Deus. "Fiquei zangada com Ele porque não podia entender como um Deus tão bom e que me amava tanto podia permitir que isso acontecesse comigo, que não tinha feito nada de ruim na vida", disse.Entretanto, apesar de sua dor, "refugiava-me nele e lhe pedia forças para continuar adiante, e hoje estou segura de que Ele sempre esteve comigo em minhas noites e dias de pranto. Era Ele quem me animava e me levantava!", assinalou.

Ao nascer sua filha, a quem chamou María Fernanda, Verónica enfrentou "vazios", que tentou encher com festas, amigos e trabalho, mas não foi até que participou de um retiro espiritual da comunidade Laços de Amor Mariano que pôde "voltar a viver".

Durante esse retiro espiritual pôde perdoar a todos os que lhe fizeram mal, incluindo o seu pai. "Entendi muitas coisas, senti-me digna novamente, voltei a nascer!", recordou.
Ao sair do retiro, Verónica era muito mais consciente de que "a vida é um dom".

"Indignavam-me, como me indignam agora, os argumentos dos abortistas, que se escondem em casos como o meu para matar a um inocente e encher o bolso com dinheiro manchado de sangue inocente, dizendo que sempre que olhe para a criança você vai lembrar-se do momento tão doloroso que foi o de ser abusada", assinalou.

Verónica assegura que sente "a necessidade enorme de gritar a verdade ao mundo, que é que um filho nunca vai lembrar às circunstâncias (de um estupro), porque é uma pessoa absolutamente diferente. Pelo contrário, vai te ajudar a sanar as feridas, vai te dar alegria e sentido a sua existência".

"Falo desde a minha própria experiência e não como os abortistas que falam sem sequer conhecer ou ter passado por uma experiência destas, porque a maioria de quem apoia o aborto nunca abortou".

Verónica assegurou que "as mulheres que, enganadas abortam, depois são defensoras da vida".

"Os abortistas não se preocupam com a mulher como aparentam fazê-lo. Se se preocupassem realmente, não ofereceriam um aborto, mas pelo contrário ofereceriam ajuda para que ela possa sair adiante com seu filho", assinalou.

Se para os que promovem o aborto realmente lhes importasse o sofrimento da mulher "aceitariam realidades como a síndrome pós-aborto, aceitariam que a vida começa na fecundação do óvulo como o dizem os cientistas".

Verónica criticou que os abortistas "reclamam ‘direitos’ da mulher e eles são os primeiros em passar por cima deles".

"As mulheres têm direito a uma maternidade, e eles passam por cima deste formoso dom convertendo o ventre das mulheres no túmulo do seu próprio filho", criticou.

"O aborto não faz com que a gravidez deixe de existir, matar não é uma opção, é a pior decisão", indicou, acrescentando que enquanto que a vida engendra vida, o aborto produz "morte, dor, pranto, desespero, angústia e uma culpa que muito dificilmente será apagada de sua mente, de sua alma, de seu ser".

Verónica exigiu que os abortistas não brinquem "com a dor da mulher e de muitos homens que também são vítimas de um aborto".

Remarcando que a defesa da vida frente ao aborto não é um tema religioso, Verónica Cardona convidou a "católicos, cristãos, evangélicos, ateus e a todos os que estão a favor da vida" a que "não nos cansemos de ser a voz daqueles, que embora tenham voz e direitos, os querem calar desde o ventre".

Citando ao fundador de Laços de Amor Mariano, Rodrigo Jaramillo, Verónica sublinhou que "quem aborta a uma criança do seu ventre, aborta a Jesus do seu coração", pois "Jesus é a mesma vida".

Verónica também revelou que "por graça de Deus pude perdoar o meu pai, olhá-lo aos olhos e agradecer-lhe por ter me dado a vida", e embora sua filha, que atualmente tem cinco anos "ainda não sabe bem tudo o que aconteceu", está decidida a ir contando pouco a pouco tudo, pois "ela tem direito a saber a verdade".

ACI Digital

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

E Nós Nos Achando Cristãos...

"Nós, porém, pregamos o Cristo Crucificado!"(I Cor  1,23)
Veja esse vídeo!


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Atriz de Hollywood Se Torna Monja na Clausura



Madre Dolores Hart
Madre Dolores Hart
Em poucas semanas, os católicos da Califórnia poderão conhecer ao vivo o testemunho da Madre Dolores Hart, quem trocou sua ascendente carreira como atriz em Hollywood nos anos 60 por ingressar em um convento beneditino de clausura.

A Madre Dolores oferecerá a conferência central no Encontro Eucarístico Mariano da Califórnia a ser celebrado em Paso Robles nos dias 14 e 15 de janeiro do próximo ano.

A religiosa é uma premiada ex-atriz que participou de dois conhecidos filmes de Elvis Presley e ainda é membro votante da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, a mesma que decide os prêmios Oscar.

"Sentimo-nos muito abençoados por sua vinda", afirmou o organizador da conferência, Pat Borba. "É um milagre tê-la. Pensamos que por ser de clausura isso jamais aconteceria".

O tema do evento é "A fé que move montanhas" no qual a religiosa oferecerá duas exposições tituladas "Como uma carreira em Hollywood me levou a fé" e "O ouvido do coração: Quando o Mestre Fala o discípulo escuta".

Em sua juventude, Dolores Hart foi uma conhecida atriz de teatro e cinema. Atuou na década de 1960 nos clássicos "Where the Boys Are", e interpretou Santa Clara no filme "Francisco de Assis" em 1961. Também interpretou o papel principal no filme "O Inspetor".

Ganhou um Prêmio Theatre World 1959 e uma nominação ao prêmio Tony por seu papel na produção de Broadway "O prazer de sua companhia." Segue sendo membro da Academia e é atualmente a única religiosa que vota nos prêmios Oscar.

Fonte: ACI Digital

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Jornada Mundial da Juventude de Madri é Aclamada por Prêmio Nobel de Literatura

O prêmio Nobel da Literatura Mario Vargas Llosa considera que a Jornada Mundial da Juventude deste ano mostrou ao mundo uma Igreja Católica "forte" e cheia de "vitalidade". "Crentes e não crentes, todos temos de nos alegrar com o que aconteceu em Madri, onde durante alguns dias a existência de Deus não esteve em causa e o catolicismo pareceu ser a única e verdadeira religião", escreve o escritor peruano na edição de hoje do jornal "L'Osservatore Romano".

Premiado pela Academia Sueca das Ciências em 2010, Llosa entende que a unidade do cristianismo pode ser vital dentro do contexto atual de Espanha e das restantes sociedades democráticas. "Se não estiver apoiada em instituições profundamente marcadas pelos valores éticos, a democracia não poderá lutar eficazmente contra os seus inimigos", sublinha o autor, que dá como exemplo o apelo que a Igreja Católica faz a uma "vida rica em espiritualidade".

Segundo o autor, ela pode servir de "antídoto permanente" perante as "forças destrutivas que geralmente guiam o comportamento daqueles que se julgam acima de qualquer responsabilidade".

A 26.ª Jornada Mundial da Juventude decorreu entre 16 e 21 de agosto, na capital espanhola, sob o lema "Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé", contando com a presença do Papa Bento XVI nos últimos quatro dias.

Considerado como o maior evento juvenil da Igreja Católica, reuniu este ano mais de um milhão de peregrinos, entre os quais 14 mil brasileiros.

Leia o texto original (traduzido) do texto de Vargas Llossa:

Bonito espetáculo o de Madrid invadido por centenas de milhares de jovens procedentes dos cinco continentes para assistir à Jornada Mundial da Juventude a que Bento XVI presidiu e que converteu a capital espanhola vários dias numa multitudinária Torre de Babel. Todas as raças, línguas, culturas, tradições, se misturaram numa gigantesca festa de rapazes e moças adolescentes, estudantes, jovens profissionais vindos de todos os cantos do mundo, cantando, dançando, rezando e proclamando a sua adesão à Igreja católica e a sua "dependência" [no original castelhano"adicción"] ao Papa ("Somos adictos a Benedito" foi um dos slogans mais entoados).

Salvo o milhar de pessoas que, no aeródromo de Cuatro Vientos,desmaiaram por culpa do impiedoso calor e tiveram atendimento médico, não houve acidentes nem maiores problemas. Tudo decorreu em paz, alegria e simpático convívio. Os madrilenos encararam com desportivismo os incômodos causados pelas gigantescas concentrações que bloquearam a Cibeles, a Grã Via, Alcalá, Porta do Sol, Praça de Espanha, Praça do Oriente, e as pequenas manifestações de laicos, anarquistas, ateus e católicos insubmissos contra o Papa provocaram incidentes menores, embora alguns grotescos, como o grupo de energúmenos que foi visto a atirar preservativos a umas jovens que, animadas por aquilo a que Rúben Darío chamava "um cândido horror a Belzebú", rezavam o terço com os olhos fechados.

Há duas leituras possíveis deste acontecimento, que EL PAÍS chamou "a maior concentração de católicos na história da Espanha". A primeira vê nele um festival com mais superfície religiosa que profundidade, em que jovens de meio mundo aproveitaram a ocasião para viajar, fazer turismo, divertir-se, conhecer gente, viver alguma aventura, a experiência intensa, mas passageira de umas férias de verão. A segunda interpreta-a como um rotundo desmentido às previsões de uma retração do catolicismo no mundo de hoje, a demonstração de que a Igreja de Cristo mantém a sua pujança e a sua vitalidade, de que a barca de São Pedro contorna sem perigo as tempestades que a queiram afundar.

Uma destas tempestades tem como cenário a Espanha, onde Roma e o governo de Rodríguez Zapatero tiveram vários encontrões nos últimos anos e mantém uma relação tensa. Por isso, não é por acaso que Bento XVI veio já várias vezes ao país, e duas delas durante o pontificado. Porque o fato é que "Espanha católica" já não o é tanto como era. As estatísticas são muito eloqüentes. Em julho do ano passado, 80% dos espanhóis declarava-se católico; um ano depois, apenas 70%. Nos jovens, 51% dizem que são, mas só 12% afirmam praticar a sua religião de uma maneira conseqüente, enquanto os restantes fazem-nos apenas de uma maneira esporádica e social (casamentos, batizados, etc.). As críticas dos jovens crentes – praticantes ou não – à Igreja centram-se, sobretudo, na oposição que a Igreja faz ao uso de anticonceptivos e à pílula do dia seguinte, à ordenação de mulheres, ao aborto, à homossexualidade.

A minha impressão é que estes números não são manipulação, refletem uma realidade que, maior ou menor porcentagem, ultrapassa o âmbito espanhol e é sintoma do que acontece no catolicismo no resto do mundo. Ora bem, do meu ponto de vista este paulatino declínio do número de fiéis da Igreja católica, em vez de ser sintoma da sua inevitável ruína e extinção é, antes, fermento de vitalidade e energia que o que dela fica – dezenas de milhares de pessoas – veio demonstrando, sobretudo nos pontificados de João Paulo II e BentoXVI.

É difícil imaginar personalidades mais diferentes do que as dos últimos dois Papas. O anterior era um líder carismático, um animador de multidões, um orador extraordinário, um pontífice em que a emoção, a paixão, os sentimentos prevaleciam sobre a pura razão. O atual é um homem de idéias, um intelectual, alguém cujo espaço natural é a biblioteca, a sala de aulas da universidade, o auditório das conferências. A sua timidez diante das multidões aflora de modo invencível nessa maneira quase envergonhada e quase a pedir desculpa por ter de se dirigir às massas. Mas essa fragilidade é enganosa, pois se trata provavelmente do Papa mais culto e inteligente que a Igreja tem há muito tempo; um dos raros pontífices cujas encíclicas ou livros um agnóstico como eu pode ler sem bocejar (a sua breve autobiografia é fascinante, e os dois volumes sobre Jesus são mais que sugestivos). A sua trajetória é muito curiosa. Foi, na sua juventude, partidário da modernização da Igreja e colaborou com o reformista Concílio Vaticano II, convocado por JoãoXXIII.

Mas depois, deslocou-se para as posições mais conservadoras de João Paulo II, onde persevera até hoje. Provavelmente, a razão disso é a suspeita ou convicção de que, se continuasse a fazer as concessões que os fiéis, os pastores e os teólogos progressistas pediam, a Igreja acabaria por desintegrar-se por dentro, por se converter numa comunidade caótica, sem norte, por causa das lutas intestinas e as querelas sectárias. O sonho dos católicos progressistas de fazer da Igreja uma instituição democrática é isso mesmo, nada mais: um sonho. Nenhuma igreja poderia sê-lo sem renunciar a si mesma e desaparecer. Em qualquer caso, prescindindo do contexto teológico, atendendo unicamente à sua dimensão social e política, a verdade é que, ainda que perca fiéis e encolha, o catolicismo está hoje em dia mais unido, ativo e aguerrido do que nos anos em que parecia a ponto de desgarrar-se e dividir-se pelas lutas ideológicas internas.

Isto é bom ou mau para a cultura da liberdade? Enquanto o Estado for laico e mantiver a sua independência face a todas as igrejas, que deve, claro está, respeitar e permitir que atuem livremente, é bom, porque uma sociedade democrática não pode combater eficazmente os seus inimigos – começando pela corrupção – se as suas insti-tuições não estiverem firmemente apoiadas por valores éticos, se uma vida espiritual rica não floresce no seu seio como um antídoto permanente contra as forças destruido-ras, desagregantes e anárquicas que costumam guiar a conduta individual quando o ser humano se sente livre de toda a responsabilidade.

Durante muito tempo acreditou-se que com o avanço dos conhecimentos e da cultura democrática, a religião, essa forma elevada de superstição, ir-se-ia desfazendo, e que a ciência e a cultura a substituiriam com vantagem. Agora sabemos que essa era outra superstição que a realidade se encarregou de fazer em cacos. E sabemos, também, que aquela função que os livres-pensadores novecentistas, com tanta generosidade quanta ingenuidade, atribuíam à cultura, esta é incapaz de cumprir, sobretudo agora. Porque, no nosso tempo, a cultura deixou de ser essa resposta séria e profunda para as grandes perguntas do ser humano sobre a vida, a morte, o destino, a história, que no passado tentou ser; e transformou-se, por um lado, num divertimento ligeiro e inconseqüente, e, por outro, numa cabala de especialistas incompreensíveis e arrogantes, confinados em fortalezas de gírias e palavras crípticas e anos-luz do comum dos mortais.

A cultura não conseguiu revezar a religião nem conseguirá, exceto para peque-nas minorias, marginais ao grande público. A maioria dos seres humanos só encontra aquelas respostas, ou, pelo menos, a sensação de que existe uma ordem superior a que pertence e que dá sentido e sossego ao existir, através de uma transcendência que nem a filosofia, nem a literatura, nem a ciência, conseguiram justificar racionalmente. E, por mais que tantos brilhantíssimos intelectuais procurem convencer-nos de que o ateísmo é a única conseqüência lógica e racional do conhecimento e da experiência acumuladas pela história da civilização, a idéia da extinção definitiva continuará a ser intolerável pelo ser humano comum e corrente, que continuará a encontrar na fé aquela esperança de uma sobrevivência mais além da morte a que nunca pôde renunciar. Enquanto não tomar o poder político e o poder político saiba preservar a sua independência e neutralidade diante dela, a religião não só é lícita como é indispensável numa sociedade democrática.

Crentes e não crentes devemos alegrar-nos, por isso, com o que aconteceu em Madrid nestes dias em que Deus parecia existir, o catolicismo parecia ser a religião única e verdadeira, e todos como rapazes bons caminhávamos mão dada com o Santo Padre em direção ao reino dos céus.

Fonte: L'Osservatore Romano

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Você Aprova a Eutanásia?Veja Este Caso

Já pensou passar 23 anos de sua vida em um quarto de hospital? Esse é o caso de Rom Houben, enquanto médicos pensavam que ele estava em coma, Houben escutava e ouvia tudo à sua volta, mas não conseguia se comunicar com os médicos.

O paciente Rom Houben, internado em um hospital na Bélgica, tinha 23 anos quando sofreu um acidente de carro que o deixou completamente paralisado, foi submetido a vários exames normalmente utilizados para diagnosticar o coma, baseados em respostas motoras, verbais e oculares. Ele, no entanto, escutava e via tudo o que acontecia à sua volta, sem conseguir se comunicar com médicos, familiares e amigos.

Apenas alguns meses atrás, exames com aparelhos de tomografia de última geração mostraram que seu cérebro estava funcionando de maneira praticamente normal.

O renascimento

Houben foi então submetido a várias sessões de fisioterapia e agora consegue digitar mensagens em uma tela de computador. Um aparelho especial colocado sobre sua cama permite que ele leia livros mesmo deitado. “Nunca vou me esquecer do dia em que descobriram qual era o meu verdadeiro problema. Foi meu segundo nascimento”, disse. “Todo este tempo eu tentava gritar, mas não havia nada para as pessoas escutarem”, afirmou Houben, que deve permanecer internado em uma clínica perto de Bruxelas, Bélgica.

O neurologista Steven Laureys, que liderou a equipe que descobriu a situação de Houben, publicou um estudo alertando que muitos pacientes considerados em estado de coma na verdade podem estar conscientes. “Apenas na Alemanha, a cada ano, 100 mil pessoas sofrem de traumatismo cerebral grave. Estima-se que de 3 mil a 5 mil deles se mantêm presos em um estágio intermediário entre o coma verdadeiro e a total recuperação de seus sentidos e movimentos. Eles seguem vivendo sem nunca mais voltarem”, disse Laureys, chefe do Grupo de Coma do Departamento de Neurologia da Universidade de Liège.

Estado de São Paulo

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A História de Um Homem Que Um Dia Encontrou o Cristianismo


Durante muitos anos, vivi afastado do Senhor. Sou músico desde os 6 anos de idade; aprendi a tocar saxofone e clarinete sentado no colo de papai. Como é importante aquilo que aprendemos com nossos pais! Devo muito a ele, pois meu pai teve um carinho especial comigo e percebeu o meu dom para a música.

Cresci muito rapidamente na música. Na adolescência já tocava em grupos de jazz, blues e rock, mas estava afastado de Deus. Foi um período difícil na minha vida, porque, no mundo, encontramos mais pessoas que nos levam para o caminho da perdição. Passei por muitas dificuldades para estudar música no sertão do Rio Grande do Norte. Lá, fiquei dias me alimentando só de limão e água, pois não havia mais nada para comer. O apóstolo São Paulo tem um frase que nos ajuda a entender isso: "Tudo colabora para o bem daqueles que amam a Deus" (Romanos 8,28). Tenho essa passagem bíblica como se fosse um lema de vida. Totalmente afastado de Jesus e da Igreja, um dia, fiz uma viagem. Fui a uma filarmônica do exército, no Batalhão de Engenharia de Construção (BEC). Fomos transferidos, então, a uma cidade no alto do Rio Negro, no Amazonas. Um dia chegou às minhas mãos um livro da Igreja Católica sobre a vida dos santos. Eles são flechas que nos indicam que o caminho é o Senhor Jesus. Deus suscita os santos. 



Quando terminei de ler o livro que contava a vida dos santos, decidi ser um cristão, um católico. Mas não fiquei só nisso, pois temos de buscar nossa vida espiritual e não podemos parar nunca. Podemos morrer com 100 anos, mas temos sempre de buscar a Deus, pois nossa alma tem sede d'Ele.

Em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, busquei ajuda. Uma irmã me disse que a forma mais palpável de termos um encontro com Jesus é no Santíssimo Sacramento. Ela me levou ao sacrário e me disse: “Jesus está ali, Ele é presença real no Santíssimo Sacramento. Jogue nos pés do Senhor essa coisa que corrói o seu ser, essa angústia”.


Eu busquei a Deus na teimosia. Passei uma noite inteira diante de Jesus [no Santíssimo Sacramento]. Durante a madrugada, aconteceu uma coisa incrível na minha vida: um encontro pessoal com Aquele que salva, Nosso Senhor Jesus Cristo. Fora d'Ele, a vida não tem sentido. Isso não é algo que eu li, mas que eu vivi, pois sei o que é viver sem a presença de Jesus; a vida não tem sentido.

Naquela madrugada, sozinho, de joelhos, aconteceu esse encontro de Urbano com Jesus Cristo. Eu dizia ao Senhor: “Se você existe, eu quero acreditar. Dê-me o dom da fé”. Eu chorei de madrugada durante duas horas seguidas e recebi o Espírito Santo.A melhor coisa que você pode pedir ao Senhor é Seu Espírito Santo. Pode faltar tudo na sua vida, mas não pode faltar o Espírito de Deus, pois, sem Ele, não somos nada.                                                  Naquela época, anos 70, estava entrando no Brasil uma nova maneira de louvar a Deus, chamada Renovação Carismática Católica (RCC). Um homem chamado padre Jonas Abib fez essa experiência com a RCC e, mais tarde, as fitas cassetes das pregações do sacerdote chegavam até São Gabriel da Cachoeira e eu “bebia” daquelas pregações. Devo muito ao padre Jonas, porque ele me sustentou com aquelas fitas cassetes por meio das suas pregações.Temos de trabalhar nossa sensibilidade, pedir ao Espírito Santo que nos dê um coração sensível para captar os anjos que o Senhor coloca em nossa vida.Quando Deus manda alguma coisa em nossa vida que nos aborrece é para nossa santificação. Nós nos salvamos aos pés da santa cruz. Quero agradecer à minha mãe, porque ela me ensina muito com seu testemunho de mulher honesta. Ela me ensinou que o homem que consegue ter os olhos puros, consegue ter o coração puro e também um corpo purificado. “Bem-aventurados os que têm um coração puro, pois verão a Deus”.






Urbano Medeiros
Músico Instrumentista

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Testemunho Impressionante da Sobrevivente de Um Aborto

Gianna Jessen é cantora, maratonista, ativista, palestrante. e sobrevivente de um aborto. Sua mãe aos 17 anos decidiu abortá-la por meio de envenenamento salino. Este tipo de aborto consiste na injeção de uma solução salina no líquido amniótico que queima o bebê e o expele sem vida em 24h.

Por milagre Gianna nasceu viva e em seus registros médicos constam: "nascida durante aborto por evenenamento salino". Veja o vídeo abaixo(Duas Partes) onde ela conta seu testemunho.