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domingo, 12 de junho de 2016

Um novo documento da Congregação para a Doutrina da Fé, a carta “Iuvenescit Ecclesia” aos bispos da Igreja católica, “sobre a relação entre dons hierárquicos e carismáticos na vida e na missão da Igreja”, será publicado terça-feira (14/06) e apresentado em coletiva de imprensa no Vaticano.
Os Cardeais Gerhard Ludwig Mueller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, e Marc Ouellet, Prefeito da Congregação para os Bispos; Mons. Piero Coda, membro da Comissão Teológica Internacional e Maria del Carmen Aparicio Valls, docente na Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Gregoriana.
A carta “Iuvenescit Ecclesia” (A Igreja se rejuvenesce) estará sob embargo até 12h da data da apresentação, e será publicada em italiano, francês, inglês, alemão, espanhol e português. 
(ACI-Digital)

    segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

    O Exemplo Formativo de Francisco

    Oitenta porcento do que o Papa Francisco diz são experiências vividas: quando o escuto muitas vezes posso relacionar suas palavras com situações concretas. Não é um teórico; é um homem prático. E sabe aprender do santo Povo de Deus”. O padre Guillermo Ortiz, jesuíta argentino, que trabalha na Rádio Vaticano, teve-o como reitor e diretor espiritual. Recorda que no Colégio Máximo falava de espiritualidade e da própria vida de fé alimentando os porcos. Falou com Vatican Insider sobre as experiências que viveu com o então reitor Bergoglio, e explicou porque é tão importante para ele a devoção popular.
    Padre Ortiz, qual foi, até agora, o momento mais importante da viagem ao México?
    Creio que a oração diante da imagem de N. Sra. de Guadalupe. É importantíssima a devoção do Papa por Maria. É preciso ler e reler os discursos dos primeiros dois dias: nos textos e nas palavras de Francisco reconhece-se a grande importância da fé popular, a importância do povo.
    No Catecismo encontra-se a infalibilidade papal sobre temas de fé e de moral, mas recorda-se pouco que também no Catecismo está a infalibilidade do Povo de Deus em sua maneira de expressar sua fé.
    Falando com os bispos do México, em 13 de fevereiro, o Papa fez uma espécie de movimento pendular, como o da ecografia. Descreveu a Virgem e depois falou sobre o povo, com o cordão umbilical da religiosidade popular. Convidou os bispos para se inclinarem sobre o regaço da fé do povo. A Virgem que é o regaço do Filho de Deus e do santo povo fiel de Deus.
    O Papa “aprende” da fé das pessoas?
    Ele o disse antes da viagem ao México; disse que vinha para aprender. O Papa é um filho da Virgem, mas também é um filho do Povo de Deus. Ele sabe que Deus age no povo, conhece o “sensus fidei” do povo, o povo pobre que não tem nada.
    Na homilia da missa na Basílica de Guadalupe Francisco citou um hino litúrgico: “Olhar-te, Mãe, contemplar-te apenas, o coração silencioso em tua ternura, no teu casto silêncio de açucenas”. É um texto que é muito importante para o Papa. Encontra-se no Breviário. Ele o fotocopiou e recortou para distribuí-lo, dando-me uma cópia como conselho espiritual, como oração: simplesmente estar juntos, contemplando o olhar de Maria, colocando diante dela o que temos no coração.
    Desde quando conhece Bergoglio?
    Sou argentino, de Córdoba. Encontrei-o na minha cidade em julho de 1977. Eu tinha 17 anos e queria tornar-me jesuíta. Fui falar com ele, porque ele era o provincial, ou seja, o superior dos jesuítas na Argentina. Disse-lhe: “Quero ser jesuíta”. Ele me ouviu. É muito importante escutar para ele. E depois me disse: “Está bem. Vamos ver se dentro de seis meses tens ainda esta ideia”.
    Cheguei ao Colégio Máximo em 1981. Ele, enquanto isso, foi nomeado reitor, depois de seu mandato como provincial. Desde o primeiro dia do noviciado eu trabalhava no bairro e ele quis que se transformasse uma construção que servia de depósito para animais em uma paróquia. Fizemos uma igreja. Convidou-me para trabalhar na rua e me acompanhou de perto.
    Como era como reitor o padre Bergoglio? É verdade que os acostumava aos trabalhos mais humildes?
    Sim, é verdade. Mas não se pode fazer de outra maneira. Havia trabalhado muito pelas vocações, havia muitos estudantes e não tínhamos como nos sustentar, não tinha bolsas. Não tínhamos dinheiro para a comida. Assim, Bergoglio comprou algumas vacas, porcos, ovelhas, e durante os primeiros anos tivemos que cuidar do gado. E depois a carne… ela exalava até pelas orelhas. Nós tínhamos que cuidar destes animais, e alguns eram um pouco “delicadinhos” e não gostavam disso.
    Eu limpava os porcos, isto é, o mesmo trabalho que o filho pródigo fez antes de voltar para a casa do pai. Bergoglio nos dava o exemplo. Se estivéssemos falando sobre o meu caminho espiritual, e depois chegava a hora de colocar a lavadora, íamos juntos e ele colocava toda a roupa íntima na enorme máquina. A ele cabia colocar a roupa suja, depois nós a estendíamos. Ele mesmo ia dar de comer aos porcos. E quando o fazia, às vezes seguia acompanhando algum de nós sobre a espiritualidade. Ele não fazia nenhuma diferença entre a teoria e a prática. Foi exigente conosco, mas nós tínhamos que ser postos à prova. Tínhamos que aprender com sacrifício. Isto também é formação.
    Era uma maneira para estar mais presente na realidade das pessoas comuns?
    Recordo que em seus discursos de formação sempre repetia que para nós, que fazemos o voto de pobreza, isto tinha que significar também trabalhar. Dizia: a pobreza é trabalho. Um pobre tem que trabalhar e esforçar-se.
    Nós, no Colégio Máximo, estávamos a 60 quilômetros de Buenos Aires: a população viajava duas horas para chegar à capital e depois outras duas para voltar, e é preciso somar a isso outras 8, 10, 14 horas de trabalho. Trabalhar e esforçar-se ajudava no sentido da realidade e te permitia tocar as chagas das pessoas. É um sentido da realidade, este, que é um dom de Deus. Não é um discurso que tens que meter na cabeça.
    Uma vez, no Colégio Máximo, veio uma mulher que estava com frio e estava buscando uma coberta. Dissemo-lhe que não tínhamos. E a mulher disse a Bergoglio: “Então, dá-me a tua”. Ele foi buscar a sua e lhe deu. Esta mulher, dizia, lhe havia ensinado que devemos compartilhar e dar do que se tem, não o que sobra.
    Recorda algum outro episódio?
    Eu estive com ele até dezembro de 1984. Depois fui para o Colégio El Salvador em Buenos Aires. E quando ele terminou o seu período como reitor, em dezembro de 1985, sem ter já nenhum cargo, foi viver no mesmo colégio que eu: já não era formador ou meu superior. Vivíamos no mesmo andar, estávamos a algumas portas de distância e no meio havia um banheiro comum.
    Eu saía cedinho da manhã para ensinar e voltava já tarde da noite. Uma vez esqueci alguns papéis no meu quarto e voltei por outra porta, pela dos fundos. A essa hora não havia ninguém. E vi Bergoglio enquanto estava limpando o vaso sanitário, ajoelhado.
    Recordo as atenções que reservava aos padres mais idosos, como os escutava… Ele é um homem para os demais, não se refere a si mesmo. Oitenta porcento do que o Papa diz são experiências vividas: quando o escuto muitas vezes posso relacionar suas palavras com situações concretas. Não é um teórico; é um homem prático.

    Fonte: Aletéia

    quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

    Retiro Quaresmal Comunitário

    RETIRO QUARESMAL COMUNITARIO

    Jesus, o Rosto da Misericórdia

    “Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai. O mistério da fé cristã parece encontrar nestas palavras a sua síntese. Tal misericórdia tornou-se viva, visível e atingiu o seu clímax em Jesus de Nazaré. O Pai, « rico em misericórdia » (Ef 2, 4), depois de ter revelado o seu nome a Moisés como « Deus misericordioso e clemente, vagaroso na ira, cheio de bondade e fidelidade » (Ex34, 6), não cessou de dar a conhecer, de vários modos e em muitos momentos da história, a sua natureza divina. Na « plenitude do tempo » (Gl 4, 4), quando tudo estava pronto segundo o seu plano de salvação, mandou o seu Filho, nascido da Virgem Maria, para nos revelar, de modo definitivo, o seu amor. Quem O vê, vê o Pai (cf. Jo 14, 9). Com a sua palavra, os seus gestos e toda a sua pessoa, Jesus de Nazaré revela a misericórdia de Deus.

    Precisamos sempre de contemplar o mistério da misericórdia. É fonte de alegria, serenidade e paz. É condição da nossa salvação. Misericórdia: é a palavra que revela o mistério da Santíssima Trindade. Misericórdia: é o ato último e supremo pelo qual Deus vem ao nosso encontro. Misericórdia: é a lei fundamental que mora no coração de cada pessoa, quando vê com olhos sinceros o irmão que encontra no caminho da vida. Misericórdia: é o caminho que une Deus e o homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado.”

    Assim o Santo Padre, Papa Francisco, inicia a Bula Papal MISERICORDIAE VULTUS, O Rosto da Misericórdia, que direcionará as meditações e orações de nosso retiro quaresmal deste ano. Nosso retiro será sustentado por um tripé, iniciado pela ORAÇÂO, marcada pela escuta de Deus e de seu desígnio pessoal e vocacional para cada um de nós; A PENITENCIA, que nos levará a compromissos individuais e comunitários que, semana a semana, nos ajudarão a viver com fidelidade e constância este tempo de conversão pessoal; A PALAVRA DE DEUS, “Lâmpada para nossos pés e Luz para nossos passos”(Salmo 119(118),105), é o próprio Cristo, Rosto da Misericórdia, a nos conduzir e fortalecer neste deserto quaresmal através da Lectio Divina diária. Recordo aqui que São João Paulo II, em seus escritos pessoais de oração, descreve a Palavra de Deus como uma espada, uma arma, para: Purificação, Santificação, Vitória sobre Satã e Vitória da Religião Pura(Escritos Pessoas de 10 de março de 1980, Cf, São João Paulo II, Estou nas Mãos de Deus, Anotações Pessoais. Ed Planeta, 2014).

    É necessário que antes de começarmos o retiro propriamente dito, no Primeiro Domingo da Quaresma, leiamos, na íntegra, a Bula Papal, como exercício destes quatro primeiros dias (Link para a Bula em Português:http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/apost_letters/documents/papa-francesco_bolla_20150411_misericordiae-vultus.html ) . Esta bula será citada e meditada em partes todas as semanas deste retiro, mas precisa antes ser compreendida em seu sentido total para que possamos chegar à Páscoa contemplando com todo júbilo, o Rosto Ressuscitado da Misericórdia!

    Comecemos nosso caminho de Graça, Paz e Alegria com uma “Determinada determinação”(Sta Teresa de Jesus) e colhamos, ao final, os frutos da Misericórdia!

    Seu Irmão Menor, Pai Fundador,


    Luis Fernando Pimentel de Alencar, CMRM

    sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

    Papa nas Filipinas: Que a família nunca perca a capacidade de sonhar!

    Que a família nunca perca a capacidade de sonhar. Esta foi uma das mensagens deixadas pelo Papa Francisco às famílias das Filipinas no encontro que teve com elas nesta sexta-feira, 16, em sua visita ao país. Falando várias vezes de improviso, em espanhol, Francisco também destacou a necessidade da família permanecer em Deus e rezar sempre unida.
    O discurso do Papa se concentrou na figura de São José, que muitas vezes aparece nas escrituras repousando enquanto lhe é revelada em sonho a vontade de Deus. Francisco disse que não é possível uma família que não sonhe pois, sem essa capacidade, os filhos não crescem e o amor se perde.
    “Por isso, recomendo a vocês que à noite, quando fizerem o exame de consciência, se coloquem essa pergunta: hoje sonhei com o futuro dos meus filhos? Sonhei com o amor do meu esposo, da minha esposa, sonhei com meus pais e avós que fizeram a história também? É tão importante sonhar. Primeiro de tudo sonhar em uma família. Não percam essa capacidade de sonhar”.
    Francisco cumprimenta família que deu testemunho no encontro ; Foto: Reprodução CTV
    Francisco cumprimenta família que deu testemunho no encontro / Foto: Reprodução CTV
    O Santo Padre observou que Deus também fala com o homem nos momentos de repouso, quando ele coloca de lado seus deveres e atividades diárias. A partir disso, o Papa pediu que as famílias considerem três aspectos, em especial: repousar no Senhor, levantar-se com Jesus e Maria e ser voz profética.
    “O repouso é essencial também para a nossa saúde espiritual, para podermos ouvir a voz de Deus e compreender aquilo que nos pede”. E para que cada cristão possa providenciar uma casa para Jesus, a exemplo da Sagrada Família, é preciso repousar em Deus, encontrar tempo para rezar, mesmo diante dos afazeres da vida cotidiana.
    “Se não rezarmos, nunca conheceremos a coisa mais importante de todas: a vontade de Deus a nosso respeito. Além disso, durante toda a nossa atividade, na multiplicidade das nossas ocupações, conseguiremos verdadeiramente pouco sem a oração”.
    Levantar e agir
    Famílias rezam com o Papa em encontro nas Filipinas / Foto: Reprodução CTV
    Famílias rezam com o Papa em encontro nas Filipinas / Foto: Reprodução CTV
    Embora necessários, tais momentos de repouso não podem se prolongar por muito tempo, ressaltou o Papa. A exemplo de São José, após ouvir a voz de Deus, é preciso despertar e agir.
    “A fé não nos tira do mundo, mas insere-nos mais profundamente nele. Na realidade, a cada um de nós cabe um papel especial na preparação da vinda do Reino de Deus ao nosso mundo. (…) Deus chama-nos a reconhecer os perigos que ameaçam as nossas próprias famílias e a protegê-las do mal.
    Francisco mencionou ainda as várias pressões que a vida a família sofre hoje. “A família está ameaçada também pelos crescentes esforços de alguns em redefinir a própria instituição do matrimônio mediante o relativismo, a cultura do efêmero, a falta de abertura à vida”.
    Nesse ponto, o Pontífice recordou o beato Paulo VI, que teve a coragem de de defender a abertura à vida na família. “Paulo VI era valente, era um bom pastor e alertou suas ovelhas sobre os lobos que as rondava. Que ele nos abençoe nesta tarde”. E acrescentou: “Toda a ameaça à família é uma ameaça à própria sociedade”.
    Fonte: cancaonova.com

    sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

    Papa Exorta Sobre os Santos escondidos no Dia a Dia


    Na Missa desta quinta-feira, 4, o Papa Francisco concentrou sua homilia nos “santos do dia a dia”. Ele recordou que há tantos santos escondidos, homens, mulheres, pais e mães de família, doentes, padres que colocam em prática todos os dias o amor de Jesus e isso dá esperança.


    É verdadeiramente cristão quem coloca em prática a Palavra de Deus, não basta ter fé. Comentando o Evangelho que fala da casa construída sobre a rocha ou a areia, o Papa convidou a não ser “cristãos de aparência”, cristãos maquiados, porque com um pouco de chuva a maquiagem vai embora.

    Francisco enfatizou que não basta pertencer a uma família muito católica, a uma associação ou ser um benfeitor se não se segue a vontade de Deus. Os cristãos de aparência construíram sua casa sobre a areia. Por outro lado, o Papa observou que há muitos santos no povo de Deus, não necessariamente canonizados, mas homens e mulheres que colocam em prática o amor de Jesus. Esses sim construíram a casa sobre a rocha que é Cristo.

    “Pensemos nos menores, né? Nos doentes que oferecem os seus sofrimentos pela Igreja, pelos outros. Pensemos em tantos idosos sozinhos, que rezam e oferecem. Pensemos em tantas mães e pais que levam adiante com tanto cansaço sua família, a educação dos filhos, o trabalho cotidiano, os problemas, mas sempre com a esperança em Jesus. Não se vangloriam, mas fazem aquilo que podem”.

    Francisco explicou que essas pessoas são os santos do cotidiano. Ele mencionou também o exemplo dos padres que não se fazem ver, mas trabalham em suas paróquias com amor. Eles não se aborrecem, não ficam entediados porque no seu fundamento está a rocha, que é Jesus.

    É preciso pensar, disse o Papa, na santidade escondida que está presente na Igreja. Cristãos que pecam, mas se arrependem e pedem perdão. Já os soberbos, os vaidosos, os cristãos de aparência serão abatidos, humilhados, enquanto os humildes levam adiante a salvação colocando em prática a Palavra de Deus.

    “Neste tempo de preparação ao Natal, peçamos ao Senhor para sermos fundados firmes na rocha que é Ele, a nossa esperança está Nele. Nós somos todos pecadores, somos frágeis, mas se colocamos a esperança Nele poderemos seguir adiante. E esta é a alegria de um cristão: saber que Nele há esperança, há o perdão, há a paz, há a alegria. E não colocar a nossa esperança em coisas que hoje são e amanhã não serão”.

    Rádio Vaticano

    terça-feira, 5 de agosto de 2014

    Líder Evangélico Segue o Gesto do Papa Francisco


    Geoff Tunnicliffe, secretário geral da Aliança Evangélica Mundial, que reúne 600 milhões de fiéis protestantes, destacou a reunião do Papa Francisco com cristãos pentecostais em Caserta (Itália), e afirmou que os fiéis evangélicos também têm que reconhecer suas faltas e pedir perdão por ter discriminado os católicos.

    Geoff Tunnicliffe e sua esposa. Foto: SEK/Thomas Flügge (CC BY-NC 2.0)
    “Reconheço que na história houve situações em que os protestantes, incluindo os evangélicos, cometeram atos de discriminação em relação aos cristãos católicos. Eu fico realmente muito triste com essas ações: na verdade, podemos não estar de acordo sobre a questão teológica, mas isso nunca deveria levar à discriminação e muito menos às perseguições. Devemos reconhecer todos os nossos pecados e nos pedir perdão uns aos outros. Parece-me que o Papa Francisco deu um grande exemplo”, manifestou Tunnicliffe à Rádio Vaticano.

    O pastor evangélico afirmou que o passo dado pelo Papa ao pedir perdão “é um grande exemplo” e deve ser uma mensagem para todo mundo, em especial, para aqueles países onde existem tensões entre católicos e evangélicos.

    Em sua visita a Caserta, o Papa Francisco teve uma reunião com seu amigo, o pastor pentecostal Giovanni Traettino e com duzentos fiéis pentecostais vindos dos Estados Unidos, Argentina e outros países.

    Em seu discurso, Francisco fez um chamado à unidade dos cristãos e lamentou as divisões ocorridas no passado. Nesse sentido, pediu perdão pelas vezes que alguns católicos “perseguiram e denunciaram os irmãos pentecostais”.

    “Eu sou o pastor dos católicos e peço perdão por aqueles irmãos e irmãs católicos que não compreenderam e foram tentados pelo diabo e fizeram o mesmo que os irmãos de José. Peço ao Senhor que nos dê a graça de reconhecer e de perdoar”, expressou.

    Nesse sentido, o Santo Padre alentou os fiéis evangélicos a participarem do caminho da unidade.

    “Nós estamos neste caminho da unidade, entre irmãos. Alguém estará surpreso: 'O Papa foi visitar evangélicos!' Foi encontrar irmãos! Sim! Porque, na verdade, foram eles que vieram primeiro me encontrar em Buenos Aires. E isso é um testemunho. Vieram e se aproximaram. E assim começou esta amizade, esta proximidade entre os pastores de Buenos Aires. E hoje aqui. Agradeço muito a vocês, peço que rezem por mim”, expressou.


    Fonte: ACI Digital

    segunda-feira, 14 de julho de 2014

    Vaticano Lança o Aplicativo do Papa


    Dom Claudio Maria Celli, acompanhado por seu colaborador Thaddeus Jones, apresentou na última semana, o “The Pope App”, um aplicativo para smartphone e tablet que reúne toda a mídia do Vaticano (Rádio Vaticano, Centro Televisivo Vaticano, Agência Fides, L’Osservatore Romano, Sala de Imprensa).
    Papa conhece o App
    Dom Celli afirmou que essa iniciativa era desejo da Igreja. “Era nosso desejo apresentar ao Papa esta iniciativa. Como se sabe, já existia o ‘The Pope App’ e nós estamos contentes porque no passado mais de 400 mil pessoas baixaram nos próprios celulares e nos tablets este aplicativo. É um aplicativo que permite ao Papa de aproximar homens e mulheres de hoje, de estar próximo a eles com suas mensagens, com seus pronunciamentos, com as suas meditações”, destaca.
    Ele acredita que esta é uma maneira de encontro com a espiritualidade e o catolicismo, já que homens e mulheres de hoje, às vezes também afastados da Igreja e às vezes também de outras religiões, encontraram no Papa Francisco um amigo, que está ao lado deles, que diz coisas autênticas, que sabe falar ao coração dos homens e das mulheres de hoje, que sabe perceber os seus cansaços e às vezes a dificuldade de viver e sabe dar uma palavra de amizade, de amor.
    Dom Claudio defende que o homem deve sempre compreender que é acolhido, que é acolhido por Deus através de iniciativas como essa.  ”Aperfeiçoamos a primeira edição do The Pope App e hoje está mais acessível, está mais claro, é melhor administrado, no entanto as funções são as mesmas, podemos fazer sim que em cada momento o homem e a mulher de hoje possam ter à disposição do próprio celular ou seu próprio tablet as meditações, as palavras do Papa, os seus gestos. Eu diria que hoje a nova edição permite também ter ‘favoritos’, escolher, isto é, textos mais importantes e ao mesmo tempo de poder compartilhar com outros. Isto eu acho que seja uma oportunidade nova que é oferecida a todos”, pontua.
    Sobre o App
    Ele agrupa os conteúdos, as mídias e as notícias produzidas por cada mídia da Santa Sé, do Vaticano, portanto: Rádio Vaticano, Centro Televisivo Vaticano, Agência Fides, L’Osservatore Romano, em parte a Sala de Imprensa da Santa Sé e os últimos textos publicados no vatican.va.
    É multimídia: tem vídeo, o streaming e fotografias, também do Serviço Fotográfico. Portanto, abrange um pouco de tudo, também as notícias escritas, os resumos das notícias, os textos integrais. A ideia é colocar tudo junto em um único App e isto também para satisfazer uma exigência sempre mais presente hoje, porque as pessoas querem ter notícias no próprio smarthphone, no próprio tablet. “Assim, para ir de encontro a esta exigência sempre mais evidente, criamos este App com o nome de ‘The Pope App”, explica o criador do projeto Thaddeus Jones.
    Fonte:Rádio Vaticana

    quinta-feira, 12 de junho de 2014

    Mensagem do Papa Francisco Para a Copa do Mundo 2014

    Cardeal Martino é o Novo Protodiácono

    Uma das funções do protodiácono é anunciar ao mundo a eleição do novo Pontífice, proferindo a conhecida expressão ‘Habemus Papam’
    Cardeal Martino é o novo protodiácono da IgrejaCom o anúncio feito esta quinta-feira, 12, pelo Papa, de que o cardeal francês Jean Louis Tauran passou para a ordem dos cardeais-presbíteros, o novo cardeal protodiácono é o italiano Cardeal Renato Raffaele Martino, 81 anos.
    Uma das funções do protodiácono é anunciar ao mundo a eleição do novo Pontífice, proferindo a conhecida expressão ‘Habemus Papam’.
    Existem três ordens de cardeais: os cardeais-bispos, cardeais-presbíteros e cardeais-diáconos. Os cardeais-bispos são titulares das seis igrejas suburbicárias de Roma (Albano, Frascati, Palestrina, Porto-Santa Rufina, Sabina-Poggio Mirteto e Velletri-Segni). São eles a eleger o decano do Colégio Cardinalício, cujo nome deve ser aprovado pelo Papa.
    Os patriarcas de rito oriental membros do Colégio Cardinalício fazem também parte da ordem dos cardeais-bispos, sem que, contudo, lhes seja atribuída uma igreja suburbicária.
    A maioria dos cardeais pertence à ordem dos cardeais-presbíteros, e a cada um é confiado um título na Diocese de Roma. A cada cardeal-diácono é confiada uma diaconia na mesma cidade.
    Além do Cardeal Tauran, passaram para a ordem dos presbíteros os Cardeais Herranz, Barrajan, Nicora, Cottier e Marchisano.
    Fonte: Rádio Vaticano e TVCN

    segunda-feira, 2 de junho de 2014

    Papa à RCC: "Voltem ao Primeiro Amor!"



     Uma multidão em festa acolheu na tarde deste domingo o Papa Francisco no Estádio Olímpico de Roma, para celebrar os 37 anos da Renovação Carismática italiana.

    O Presidente do Movimento, Salvatore Martinez, deu as boas-vindas ao Pontífice, afirmando que o Olímpico hoje não é palco de um jogo de futebol, com os times da Roma, da Lácio ou do São Lourenço (da Argentina). Mas há sempre uma equipe, a dos discípulos de Jesus, cujo técnico é o Espírito Santo e o capitão é o Papa Francisco. "A estratégia de jogo é maravilhosa. Colocando em campo a fé, a vitória de Jesus está garantida", disse ele.

    O Santo Padre, De joelhos, recebeu a oração de todos presentes que rezavam em línguas, conforme o Carisma próprio, e em seus idiomas de origem.



    Tomaram a palavra representantes dos sacerdotes, dos jovens, da família e dos enfermos, que deixaram seu testemunho, intercalados por palavras do Santo Padre, que porém fez notar aos organizadores que faltava um representante dos avós.

    “Aos sacerdotes, me vem uma única palavra: proximidade. Proximidade a Jesus Cristo, na oração. Próximos ao Senhor. E proximidade às pessoas, ao povo de Deus que lhes é confiado. Amem sua gente”, disse Francisco.

    Aos jovens, suas palavras foram: “Seria triste um jovem que protege sua juventude num cofre. Assim, esta juventude se torna velha, no pior sentido da palavra. Torna-se pano velho. Não serve para nada. A juventude serve para arriscar: arriscar bem, com esperança. Apostá-la em coisas grandes. Deve ser doada para que outros conheçam o Senhor. Não a poupem para vocês, avante!"

    Para as famílias presentes, o Pontífice recordou que são a Igreja doméstica, onde Jesus cresce, cresce no amor dos cônjuges, na vida dos filhos. Por isso o inimigo a ataca tanto: o demônio não a quer! E tenta destrui-la. “O Senhor abençoe a família e a fortifique nesta crise na qual o diabo quer destrui-la.”

    Em seu pronunciamento, Francisco definiu a Renovação Carismática “uma corrente de graça na Igreja e para a Igreja”. Como em uma orquestra, nenhum movimento pode pensar em ser mais importante ou maior que o outro. “Quando isso acontece, a peste tem início. Ninguém pode dizer: eu sou o chefe. Como toda a Igreja, há um só chefe, um único Senhor: Jesus.”
    Como na entrevista que concedeu voltando do Brasil, Francisco repetiu que não amava muitos os “carismáticos”, mas depois se tornou o assistente espiritual da Renovação Carismática, nomeado pela Conferência Episcopal Argentina. "Trata-se de uma força", afirmou o Papa, pedindo que renovem o amor pela palavra, carregando no bolso o Evangelho.

    E advertiu: “Cuidado para não perder a liberdade que o Espírito Santo nos doou. O perigo para a Renovação é a da excessiva organização. Sim, ela é necessária. Mas não percam a graça de deixar Deus ser Deus. Não há graça maior que deixar-se guiar pelo Espírito Santo”.

    O Pontífice identificou ainda outro perigo, que é se tornar controlador da graça de Deus. “Muitas vezes, os responsáveis (gosto mais da denominação 'servidores') por alguma comunidade se tornam, sem querer, administradores da graça, decidindo quem pode recebê-la. Vocês são dispensadores, não controladores. Não sejam a alfândega ao Espírito Santo”. E indicou três obras como guias seguros para não errar o caminho, sendo uma delas "Renovação Carismática e serviço ao homem", escrita pelo Card. Suenens e por Dom Hélder Câmara. "Este é o percurso, sintetizou: evangelização, ecumenismo espiritual, cuidado pelos pobres e necessitados e acolhida dos maginalizados. E tudo isto baseado na adoração!"


    "Voltem ao Primeiro Amor!"Acrescentou o Santo Padre.

    Por fim, Francisco disse o que espera da Renovação. Em primeiro lugar, a conversão ao amor de Jesus. “Espero de vocês uma evangelização com a Palavra de Deus que anuncia que Jesus está vivo e ama todos os homens.” Em segundo lugar, dar testemunho de ecumenismo espiritual, de permanecer unidos no amor que Jesus pede a todos os homens. A seguir, a aproximação aos pobres e aos necessitados, para tocar em sua carne a carne ferida de Jesus. “Aproximem-se, por favor.”

    O Pontífice concluiu com um apelo: “Busquem a unidade da Renovação, porque a unidade vem do Espírito Santo. A divisão vem do demônio. Fujam das lutas internas, por favor.”

    Fonte: Rádio Vaticana e TV Aparecida

    quinta-feira, 6 de março de 2014

    Mensagem do Papa para a Quaresma

    Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2014
    MENSAGEM

    Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2014
    Terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
    Boletim da Santa Sé

    Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza (cf. 2 Cor 8,9)

    Queridos irmãos e irmãs!

    Por ocasião da Quaresma, ofereço-vos algumas reflexões com a esperança de que possam servir para o caminho pessoal e comunitário de conversão. Como motivo inspirador tomei a seguinte frase de São Paulo: «Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza » (2 Cor 8,9). O Apóstolo escreve aos cristãos de Corinto encorajando-os a serem generosos na ajuda aos fiéis de Jerusalém que passam necessidade. A nós, cristãos de hoje, que nos dizem estas palavras de São Paulo? Que nos diz, hoje, a nós, o convite à pobreza, a uma vida pobre em sentido evangélico?

    1. A graça de Cristo

    Tais palavras dizem-nos, antes de mais nada, qual é o estilo de Deus. Deus não Se revela através dos meios do poder e da riqueza do mundo, mas com os da fragilidade e da pobreza: «sendo rico, Se fez pobre por vós». Cristo, o Filho eterno de Deus, igual ao Pai em poder e glória, fez-Se pobre; desceu ao nosso meio, aproximou-Se de cada um de nós; despojou-Se, «esvaziou-Se», para Se tornar em tudo semelhante a nós (cf. Fil 2,7; Heb 4,15). A encarnação de Deus é um grande mistério. Mas, a razão de tudo isso é o amor divino: um amor que é graça, generosidade, desejo de proximidade, não hesitando em doar-Se e sacrificar-Se pelas suas amadas criaturas. A caridade, o amor é partilhar, em tudo, a sorte do amado. O amor torna semelhante, cria igualdade, abate os muros e as distâncias. Foi o que Deus fez conosco. Na realidade, Jesus «trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, exceto no pecado» (ConC. ECum. Vat. II, Const. past. Gaudium et Spes, 22).

    A finalidade de Jesus Se fazer pobre não foi a pobreza em si mesma, mas – como diz São Paulo – «para vos enriquecer com a sua pobreza». Não se trata dum jogo de palavras, duma frase sensacional. Pelo contrário, é uma síntese da lógica de Deus: a lógica do amor, a lógica da Encarnação e da Cruz. Deus não fez cair do alto a salvação sobre nós, como a esmola de quem dá parte do próprio supérfluo com piedade filantrópica. Não é assim o amor de Cristo! Quando Jesus desce às águas do Jordão e pede a João Batista para O batizar, não o faz porque tem necessidade de penitência, de conversão; mas fá-lo para se colocar no meio do povo necessitado de perdão, no meio de nós pecadores, e carregar sobre Si o peso dos nossos pecados. Este foi o caminho que Ele escolheu para nos consolar, salvar, libertar da nossa miséria. Faz impressão ouvir o Apóstolo dizer que fomos libertados, não por meio da riqueza de Cristo, mas por meio da sua pobreza. E todavia São Paulo conhece bem a «insondável riqueza de Cristo» (Ef 3,8), «herdeiro de todas as coisas» (Heb 1,2).

    Em que consiste então esta pobreza com a qual Jesus nos liberta e torna ricos? É precisamente o seu modo de nos amar, o seu aproximar-Se de nós como fez o Bom Samaritano com o homem abandonado meio morto na beira da estrada (cf. Lc 10,25-37). Aquilo que nos dá verdadeira liberdade, verdadeira salvação e verdadeira felicidade é o seu amor de compaixão, de ternura e de partilha. A pobreza de Cristo, que nos enriquece, é Ele fazer-Se carne, tomar sobre Si as nossas fraquezas, os nossos pecados, comunicando-nos a misericórdia infinita de Deus. A pobreza de Cristo é a maior riqueza: Jesus é rico de confiança ilimitada em Deus Pai, confiando-Se a Ele em todo o momento, procurando sempre e apenas a sua vontade e a sua glória. É rico como o é uma criança que se sente amada e ama os seus pais, não duvidando um momento sequer do seu amor e da sua ternura. A riqueza de Jesus é Ele ser o Filho: a sua relação única com o Pai é a prerrogativa soberana deste Messias pobre. Quando Jesus nos convida a tomar sobre nós o seu «jugo suave» (cf. Mt 11,30), convida-nos a enriquecer-nos com esta sua «rica pobreza» e «pobre riqueza», a partilhar com Ele o seu Espírito filial e fraterno, a tornar-nos filhos no Filho, irmãos no Irmão Primogênito (cf. Rm 8,29).

    Foi dito que a única verdadeira tristeza é não ser santos (Léon Bloy); poder-se-ia dizer também que só há uma verdadeira miséria: é não viver como filhos de Deus e irmãos de Cristo.

    2. O nosso testemunho

    Poderíamos pensar que este «caminho» da pobreza fora o de Jesus, mas não o nosso: nós, que viemos depois d’Ele, podemos salvar o mundo com meios humanos adequados. Isto não é verdade. Em cada época e lugar, Deus continua a salvar os homens e o mundo por meio da pobreza de Cristo, que Se faz pobre nos Sacramentos, na Palavra e na sua Igreja, que é um povo de pobres. A riqueza de Deus não pode passar através da nossa riqueza, mas sempre e apenas através da nossa pobreza, pessoal e comunitária, animada pelo Espírito de Cristo.

    À imitação do nosso Mestre, nós, cristãos, somos chamados a ver as misérias dos irmãos, a tocá-las, a ocupar-nos delas e a trabalhar concretamente para as aliviar. A miséria não coincide com a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança.

    Podemos distinguir três tipos de miséria: a miséria material, a miséria moral e a miséria espiritual. A miséria material é a que habitualmente designamos por pobreza e atinge todos aqueles que vivem numa condição indigna da pessoa humana: privados dos direitos fundamentais e dos bens de primeira necessidade como o alimento, a água, as condições higiênicas, o trabalho, a possibilidade de progresso e de crescimento cultural.
    Perante esta miséria, a Igreja oferece o seu serviço, a sua diakonia, para ir ao encontro das necessidades e curar estas chagas que deturpam o rosto da humanidade. Nos pobres e nos últimos, vemos o rosto de Cristo; amando e ajudando os pobres, amamos e servimos Cristo.

    O nosso compromisso orienta-se também para fazer com que cessem no mundo as violações da dignidade humana, as discriminações e os abusos, que, em muitos casos, estão na origem da miséria. Quando o poder, o luxo e o dinheiro se tornam ídolos, acabam por se antepor à exigência duma distribuição equitativa das riquezas. Portanto, é necessário que as consciências se convertam à justiça, à igualdade, à sobriedade e à partilha.

    Não menos preocupante é a miséria moral, que consiste em tornar-se escravo do vício e do pecado. Quantas famílias vivem na angústia, porque algum dos seus membros – frequentemente jovem – se deixou subjugar pelo álcool, pela droga, pelo jogo, pela pornografia! Quantas pessoas perderam o sentido da vida; sem perspectivas de futuro, perderam a esperança! E quantas pessoas se veem constrangidas a tal miséria por condições sociais injustas, por falta de trabalho que as priva da dignidade de poderem trazer o pão para casa, por falta de igualdade nos direitos à educação e à saúde.

    Nestes casos, a miséria moral pode-se justamente chamar um suicídio incipiente. Esta forma de miséria, que é causa também de ruína econômica, anda sempre associada com a miséria espiritual, que nos atinge quando nos afastamos de Deus e recusamos o seu amor. Se julgamos não ter necessidade de Deus, que em Cristo nos dá a mão, porque nos consideramos autossuficientes, vamos a caminho da falência. O único que verdadeiramente salva e liberta é Deus.

    O Evangelho é o verdadeiro antídoto contra a miséria espiritual: o cristão é chamado a levar a todo o ambiente o anúncio libertador de que existe o perdão do mal cometido, de que Deus é maior que o nosso pecado e nos ama gratuitamente e sempre, e de que estamos feitos para a comunhão e a vida eterna.

    O Senhor convida-nos a sermos jubilosos anunciadores desta mensagem de misericórdia e esperança. É bom experimentar a alegria de difundir esta boa nova, partilhar o tesouro que nos foi confiado para consolar os corações dilacerados e dar esperança a tantos irmãos e irmãs imersos na escuridão. Trata-se de seguir e imitar Jesus, que foi ao encontro dos pobres e dos pecadores como o pastor à procura da ovelha perdida, e fê-lo cheio de amor. Unidos a Ele, podemos corajosamente abrir novas vias de evangelização e promoção humana.

    Queridos irmãos e irmãs, possa este tempo de Quaresma encontrar a Igreja inteira pronta e solícita para testemunhar, a quantos vivem na miséria material, moral e espiritual, a mensagem evangélica, que se resume no anúncio do amor do Pai misericordioso, pronto a abraçar em Cristo toda a pessoa. E poderemos fazê-lo na medida em que estivermos configurados com Cristo, que Se fez pobre e nos enriqueceu com a sua pobreza.

    A Quaresma é um tempo propício para o despojamento; e far-nos-á bem questionar-nos acerca do que nos podemos privar a fim de ajudar e enriquecer a outros com a nossa pobreza. Não esqueçamos que a verdadeira pobreza dói: não seria válido um despojamento sem esta dimensão penitencial. Desconfio da esmola que não custa nem dói.

    Pedimos a graça do Espírito Santo que nos permita ser «tidos por pobres, nós que enriquecemos a muitos; por nada tendo e, no entanto, tudo possuindo» (2 Cor 6,10). Que Ele sustente estes nossos propósitos e reforce em nós a atenção e solicitude pela miséria humana, para nos tornarmos misericordiosos e agentes de misericórdia.

    Com estes votos, asseguro a minha oração para que cada crente e cada comunidade eclesial percorra frutuosamente o itinerário quaresmal, e peço-vos que rezeis por mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora vos guarde!

    Vaticano, 26 de Dezembro de 2013
    Festa de Santo Estêvão, diácono e protomártir
    FRANCISCUS

    quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

    Quem Era o Jovem Evangélico na JMJ 2013 ?

    Jovem protestante que exibiu cartaz de acolhimento ao Papa Francisco na JMJ se converte à Fé Católica.

    Jovem evangélico converte-se à Fé Católica.
    Jovem evangélico converte-se à Fé Católica.

    Após um longo período de reflexão sobre minha vida e a vida da Igreja de Cristo aqui na terra, descobri a minha verdadeira Casa, minha verdadeira vocação”.Com essas palavras o jovem carioca Eduardo da Silva Campos, 19 anos, atualizou o  ’status’ da sua religião para Católico Apostólico Romano no dia  03 de Dezembro de 2013.

    O gesto de Eduardo aconteceu 135 dias após ter emocionado o mundo quando apareceu segurando um cartaz de acolhimento ao Papa Francisco durante a Missa de Envio da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, em julho. Dizia a peça : “SANTO PADRE, SOU EVANGÉLICO MÁS EU TE AMO!! ORE POR MIM E PELO BRASIL! TUS ÉS PEDRO…”

    Reprodução da Capa do Facebook de Eduardo.
    Reprodução da Capa do Facebook de Eduardo.

    Eduardo nasceu em uma  família protestante, cresceu junto à Mocidade da Assembleia de Deus de sua cidade, umas das mais fortes denominações do meio evangélico. Assim como  milhares de jovens, Eduardo sentiu o desejo de participar da JMJ RIO2013.
    A conversão de Eduardo se deu na JMJ Rio2013.
    A conversão de Eduardo se deu na JMJ Rio2013.

    O encontro dos jovens com o Papa fez o jovem perceber a juventude da Igreja Católica, mesmo depois de 2000 anos de fundação. Foi nas areias de Copacabana que ele teve uma experiência forte com o amor de Deus, junto aos  mais de 3 milhões de jovens, reconhecendo  que existia  um só Senhor, uma só fé, um só batismo.

    Desde o mês de Julho, Eduardo aprofundou  o discernimento que culminou em sua conversão à Fé Católica. O próximo passo de Eduardo é a preparação  para receber os 

    Sacramentos do Batismo, Eucaristia e Crisma e  assim com o seu testemunho resgatar mais almas para o seio da Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

    A história de Eduardo é apenas uma entre tantas de jovens e famílias que redescobrem a beleza da Fé Católica e retornam para sua prática.

    Bastidor da imagem que rodou o mundo.
    Bastidor da imagem que rodou o mundo.

    Jovem era membro da Mocidade da Assembleia de Deus.
    Jovem era membro da Mocidade da Assembleia de Deus.


     Jarison Brito, especial para O POVO On Line

    sexta-feira, 11 de outubro de 2013

    O demônio não é Fábula, Diz o Papa Francisco

    “A presença do demônio no mundo é real e não uma fábula. É o Evangelho que o diz e os cristãos devem sempre estar alertas contra o maligno”. Foi o que recordou o Papa Francisco, comentando na missa matutina na Casa Santa Marta o trecho evangélico da celebração na qual Jesus expulsa o demônio, mas não é compreendido.


     Alguns padres, quando lêem esta passagem, ou outras, dizem que Jesus curou aquela pessoa de uma doença mental. É verdade que antigamente se podia confundir epilepsia com estar possuído pelo demônio – disse o Papa – mas é igualmente verdade que o demônio existe! A presença do demônio está na primeira página da Bíblia e também no final, com a vitória de Deus sobre ele”.

    A seguir, Francisco indicou três caminhos para resistir ao maligno, sendo vigilantes:

    Não confundir a verdade. Jesus luta contra o diabo; e este é o primeiro critério. O segundo é que ‘quem não está com Jesus está contra Jesus’. Não existe outro comportamento. E o terceiro critério é a vigilância do nosso coração, porque o demônio é astuto, nunca é expulso para sempre”.

    Advertindo os cristãos para “não ser ingênuos”, o Papa disse que a estratégia do diabo é essa: ele diz “Você é cristão, tem fé, vai adiante que eu não volto. Mas depois, quando você está acostumado e se sente seguro, ele volta”.

    “O Evangelho de hoje – explicou o Papa – começa com o demônio expulso e termina com o demônio voltando! É como um leão feroz, que nos circunda. Isto não é mentira” – assegurou Francisco:

    É a Palavra do Senhor. Peçamos a Ele a graça de levar a sério estas coisas. Ele veio lutar por nossa salvação e venceu o demônio! Não façamos negócios com o demônio; ele tenta voltar para casa, se apoderar de nós. Não devemos relativizar, mas vigiar, sempre e com Jesus”.

    Rádio Vaticano

    quinta-feira, 10 de outubro de 2013

    Catequese do Papa: A Igreja é Universal

    Igreja não é grupo de elite, diz Papa ao explicar catolicidade Na catequese desta quarta-feira, 9, Papa Francisco seguiu falando sobre a Igreja, concentrando-se, desta vez, sobre o fato dela ser “católica”. Ele destacou três significados fundamentais que explicam essa natureza da Igreja.

    Francisco explicou que a palavra “católico” vem do grego ‘kath’olòn’, que significa totalidade. Com relação à Igreja, este aspecto se aplica em três significados fundamentais. O primeiro deles, segundo disse o Papa, é que a Igreja é católica porque é o espaço no qual a fé vem anunciada por inteiro, no qual a salvação de Cristo é oferecida a todos.

    “Na Igreja, cada um de nós encontra o que é necessário para crer, para viver como cristãos, para tornar-se santo, para caminhar em todo lugar e em todo tempo”, disse.

    Como um segundo aspecto, o Papa falou da universalidade da Igreja, uma vez que ela está espalhada em toda parte do mundo e anuncia o Evangelho a todos. “A Igreja não é um grupo de elite, não diz respeito somente a alguns. A Igreja não tem trancas, é enviada à totalidade das pessoas, à totalidade do gênero humano”.

    Por fim, o Santo Padre destacou que a Igreja é católica porque é a “Casa da harmonia”, onde unidade e diversidade combinam-se para formar uma riqueza. Ele citou como exemplo a sinfonia, que é a harmonia entre diversos instrumentos que tocam juntos.

    “Na sinfonia que vem apresentada todos tocam juntos em ‘harmonia’, mas não é cancelado o timbre de cada instrumento, a peculiaridade de cada um, antes é valorizada ao máximo! É uma bela imagem que nos diz que a Igreja é como uma grande orquestra na qual há variedade: não somos todos iguais e não devemos ser todos iguais”.

    O Papa ressaltou que esta não é uma diversidade que entra em conflito, mas que se deixa unir em harmonia pelo Espírito Santo, o verdadeiro “Maestro”.

    “Rezemos ao Espírito Santo, que é propriamente o autor desta unidade na variedade, desta harmonia, para que nos torne sempre mais ‘católicos’, isso é, nessa Igreja que é católica e universal”.

    Rádio Vaticano