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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Vaticano Lança o Aplicativo do Papa


Dom Claudio Maria Celli, acompanhado por seu colaborador Thaddeus Jones, apresentou na última semana, o “The Pope App”, um aplicativo para smartphone e tablet que reúne toda a mídia do Vaticano (Rádio Vaticano, Centro Televisivo Vaticano, Agência Fides, L’Osservatore Romano, Sala de Imprensa).
Papa conhece o App
Dom Celli afirmou que essa iniciativa era desejo da Igreja. “Era nosso desejo apresentar ao Papa esta iniciativa. Como se sabe, já existia o ‘The Pope App’ e nós estamos contentes porque no passado mais de 400 mil pessoas baixaram nos próprios celulares e nos tablets este aplicativo. É um aplicativo que permite ao Papa de aproximar homens e mulheres de hoje, de estar próximo a eles com suas mensagens, com seus pronunciamentos, com as suas meditações”, destaca.
Ele acredita que esta é uma maneira de encontro com a espiritualidade e o catolicismo, já que homens e mulheres de hoje, às vezes também afastados da Igreja e às vezes também de outras religiões, encontraram no Papa Francisco um amigo, que está ao lado deles, que diz coisas autênticas, que sabe falar ao coração dos homens e das mulheres de hoje, que sabe perceber os seus cansaços e às vezes a dificuldade de viver e sabe dar uma palavra de amizade, de amor.
Dom Claudio defende que o homem deve sempre compreender que é acolhido, que é acolhido por Deus através de iniciativas como essa.  ”Aperfeiçoamos a primeira edição do The Pope App e hoje está mais acessível, está mais claro, é melhor administrado, no entanto as funções são as mesmas, podemos fazer sim que em cada momento o homem e a mulher de hoje possam ter à disposição do próprio celular ou seu próprio tablet as meditações, as palavras do Papa, os seus gestos. Eu diria que hoje a nova edição permite também ter ‘favoritos’, escolher, isto é, textos mais importantes e ao mesmo tempo de poder compartilhar com outros. Isto eu acho que seja uma oportunidade nova que é oferecida a todos”, pontua.
Sobre o App
Ele agrupa os conteúdos, as mídias e as notícias produzidas por cada mídia da Santa Sé, do Vaticano, portanto: Rádio Vaticano, Centro Televisivo Vaticano, Agência Fides, L’Osservatore Romano, em parte a Sala de Imprensa da Santa Sé e os últimos textos publicados no vatican.va.
É multimídia: tem vídeo, o streaming e fotografias, também do Serviço Fotográfico. Portanto, abrange um pouco de tudo, também as notícias escritas, os resumos das notícias, os textos integrais. A ideia é colocar tudo junto em um único App e isto também para satisfazer uma exigência sempre mais presente hoje, porque as pessoas querem ter notícias no próprio smarthphone, no próprio tablet. “Assim, para ir de encontro a esta exigência sempre mais evidente, criamos este App com o nome de ‘The Pope App”, explica o criador do projeto Thaddeus Jones.
Fonte:Rádio Vaticana

sábado, 15 de dezembro de 2012

Congresso Internacional "Ecclesia in América"

Terminou esta semana no Vaticano o Congresso Internacional Ecclesia in America. João Paulo II deu o primeiro e forte impulso e depois o Sínodo de 1999 dos Bispos de toda a América deu forma a uma Exortação Apostólica de seu nome... Ecclesia in America. Tal e qual como um dia disse o Papa João Paulo II: "A América como uma ínica realidade". Uma peça realizada por Rui Saraiva. 
O prefeito da Congregação para os Bispos e presidente da Comissão para a América Latina (CAL), Cardeal Marc Ouellet, celebrou às 18h30 da passada quarta-feira (dia 12) a missa de conclusão do congresso internacional "Ecclesia in America", realizado no Vaticano à distância de quinze anos do Sínodo dos Bispos para a América. A missa foi celebrada na "Igreja de Santa Maria in Traspontina", situada na Rua da Conciliação, artéria principal que dá acesso à Praça São Pedro.

Na homilia da celebração o Cardeal Ouellet, após recordar o anúncio do anjo Gabriel a Maria e o sim da Virgem à maternidade divina, ressaltou que quando Deus quis abrir a América ao Evangelho lançou seu olhar para um camponês pobre e humilde, Juan Diego, que recebeu, ele também, uma visita e uma mensagem do céu. Atraído para a montanha por um canto celestial do qual ignorava a fonte, viu uma Senhora nobre, radiante, de inimaginável perfeição, vestida de sol. Ela se apresentou como a Mãe do Deus verdadeiro, destacou o purpurado, recordando Nossa Senhora de Guadalupe – Imperatriz das Américas –, cuja festa litúrgica se celebrava nessa quarta-feira.
Referindo-se ao congresso internacional, o Cardeal Ouellet disse que os dias abençoados vividos neste evento se desenvolveram entre os dois mistérios da Anunciação e da Visitação. "Somos testemunhas de que o Povo de Deus diz sim ao chamamento neste Ano da Fé", afirmou o cardeal.

Viemos para este encontro "para reavivar o dom da fé que recebemos há 500 anos atrás", e queremos ser testemunhas da fé na unidade, "vez que este dom é a herança mais preciosa que une o Sul e o Norte da América desde suas origens", observou.
Dirigindo-se aos 250 participantes do congresso e aos demais presentes, o presidente da Comissão para a América Latina disse estarmos preparados para "levar a mensagem do Evangelho com novo ardor, com novos métodos e numa nova linguagem".
Contemplando a realidade da América e a missão da Igreja nesta significativa porção do Povo de Deus, o Cardeal Ouellet destacou que o continente "cresceu sob o signo de Cristo Rei" e que "sob o cajado de Pedro deve transmitir e difundir sua fé para ser fiel a si mesmo". "Os pobres esperam ansiosamente este testemunho que deve passar pela caridade sincera, a fraternidade e a solidariedade efetiva com os menos favorecidos", observou ainda.
E lançou um desejo: "Que todos os batizados se levantem e proclamem sua fé com orgulho, no respeito pela liberdade dos demais, porém conscientes de que têm que passar a luz da fé para as novas gerações da cultura digital. Que surja, sobretudo, um novo florescimento de homens santos e de mulheres santas para a Nova Evangelização” afirmou o cardeal.

O prefeito da Congregação para os Bispos concluiu afirmando que os muitos males sociais que atingem a América reclamam dos discípulos de Cristo um tratamento que elimine o vírus mortal do egoísmo, da inveja e do ódio, exortando a lutar contra a exploração dos pobres, o comércio ilícito, as leis injustas no que tange à imigração, à violência urbana, à desagregação familiar, e muitas outras questões.

Por fim, exortou a colocarmos nas mãos de Nossa Senhora de Guadalupe, Nossa Mãe, as esperanças e os projetos que nascem deste encontro em Roma, 15 anos após o Sínodo dos Bispos para a América e da Exortação Pós-Sinodal Ecclesia in America. O documento de João Paulo II, aliás, insistia neste ponto: na América como uma única realidade. E foi isso mesmo que afirmou aos microfones da Radio Vaticano o Arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings, que participa deste Congresso.

Sobre o legado da Exortação Apostólica “Ecclesia in America”, também prestou declarações o Secretário-Geral da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Dom Leonardo Stein.
Passados quinze anos, o panorama religioso, cultural, político e económico do continente mudou em alguns aspectos. 
Na esfera civil, entre os aspectos positivos da América de hoje, assinala-se a crescente afirmação em todo o Continente de sistemas políticos democráticos e a progressiva redução dos regimes ditatoriais.

Já em 1999, o avanço das seitas preocupava a Igreja em todo o continente, assim como a questão ecológica: “Quantos abusos e prejuízos ecológicos não há inclusive em muitas regiões americanas!”, lê-se no texto. Problemas como migração, corrupção, consumo e comércio de drogas, corrida armamentista, respeito pelos direitos humanos estão contidos na Exortação Apostólica.

Por isso, a opção de amar de modo preferencial os pobres foi, mais uma vez, confirmada e apontada nas conclusões deste Congresso Internacional “Ecclesia in America” que terminou esta semana no Vaticano.

Fonte:Rádio Vaticano