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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Papa Exorta Sobre os Santos escondidos no Dia a Dia


Na Missa desta quinta-feira, 4, o Papa Francisco concentrou sua homilia nos “santos do dia a dia”. Ele recordou que há tantos santos escondidos, homens, mulheres, pais e mães de família, doentes, padres que colocam em prática todos os dias o amor de Jesus e isso dá esperança.


É verdadeiramente cristão quem coloca em prática a Palavra de Deus, não basta ter fé. Comentando o Evangelho que fala da casa construída sobre a rocha ou a areia, o Papa convidou a não ser “cristãos de aparência”, cristãos maquiados, porque com um pouco de chuva a maquiagem vai embora.

Francisco enfatizou que não basta pertencer a uma família muito católica, a uma associação ou ser um benfeitor se não se segue a vontade de Deus. Os cristãos de aparência construíram sua casa sobre a areia. Por outro lado, o Papa observou que há muitos santos no povo de Deus, não necessariamente canonizados, mas homens e mulheres que colocam em prática o amor de Jesus. Esses sim construíram a casa sobre a rocha que é Cristo.

“Pensemos nos menores, né? Nos doentes que oferecem os seus sofrimentos pela Igreja, pelos outros. Pensemos em tantos idosos sozinhos, que rezam e oferecem. Pensemos em tantas mães e pais que levam adiante com tanto cansaço sua família, a educação dos filhos, o trabalho cotidiano, os problemas, mas sempre com a esperança em Jesus. Não se vangloriam, mas fazem aquilo que podem”.

Francisco explicou que essas pessoas são os santos do cotidiano. Ele mencionou também o exemplo dos padres que não se fazem ver, mas trabalham em suas paróquias com amor. Eles não se aborrecem, não ficam entediados porque no seu fundamento está a rocha, que é Jesus.

É preciso pensar, disse o Papa, na santidade escondida que está presente na Igreja. Cristãos que pecam, mas se arrependem e pedem perdão. Já os soberbos, os vaidosos, os cristãos de aparência serão abatidos, humilhados, enquanto os humildes levam adiante a salvação colocando em prática a Palavra de Deus.

“Neste tempo de preparação ao Natal, peçamos ao Senhor para sermos fundados firmes na rocha que é Ele, a nossa esperança está Nele. Nós somos todos pecadores, somos frágeis, mas se colocamos a esperança Nele poderemos seguir adiante. E esta é a alegria de um cristão: saber que Nele há esperança, há o perdão, há a paz, há a alegria. E não colocar a nossa esperança em coisas que hoje são e amanhã não serão”.

Rádio Vaticano

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Santa Teresa dos Andes-Uma Santa Jovem

Sei que muitos devem pensar nesse momento: “Quem?”. Você pode ter ouvido falar nela, mas se você nunca ouviu falar não se preocupe, vou contar um pouquinho quem foi essa maravilhosa JOVEM! Sim, jovem como eu e como você, que soube fazer da vida uma linda história de amor e alegria. A pequena Joana cresceu buscando conhecer a Deus, o céu, a Virgem e todas as coisas da fé, instigada pelo desejo de ser de Deus, mesmo sem saber como isso aconteceria. 

Foi por causa desse desejo, que ela descobriu seu lugar: o Carmelo! Sentiu o chamado de Deus: “te quero carmelita”. Mas, antes da descoberta da sua vocação ela era lembrada pela sua característica forte: a Alegria! Em tudo soube manifestar a presença do bom Deus que a impulsionava a querer mais, vivia tudo o que lhe era permitido em espírito de desprendimento, tocava piano, praticava hipismo, jogava tênis, tinha muito amigos. E nem por isso teve uma vida “tranquila”, sofreu muitos combates, dentre eles a luta contra ela mesma, a ascese e oração para vencer o orgulho, o egoísmo, a teimosia; isso nos mostra que, assim como ela, somos capazes de ser SANTOS! Você já imaginou que a sua juventude pode ter um sentido tão forte e profundo? Irmã Teresa de Jesus (nome que escolheu ao ingressar no Carmelo) entendeu que a vida era muito breve para ser vivida de qualquer jeito, era preciso um sentido, uma razão verdadeira que valesse a pena! E assim ela descobriu que o verdadeiro tesouro escondia-se na entrega a Deus, não perdeu tempo e então correu atrás de tão desejada glória: ser de Deus! 

 Não pense que essa jovem vivia reclusa, afastada de todos, não! Ela se interessava pela necessidade do próximo, ajudando-os; ela era presente na sua família; participava de um lazer sadio e divertido com os amigos; animava e catequizava todos que encontrasse pelo caminho; ela tocou Deus em todas as situações da sua vida, seu coração pertencia a Deus em todo o cotidiano da sua vida! Seu coração queria viver intensamente todas as aventuras que a juventude propõe, mas viveu-as entregue a Deus, nos mostrando que é possível ser de Deus na alegria e na cruz, expressar a beleza da vida em tudo que fazemos, sendo apenas pequenos aos olhos de Deus! 

 Bastou apenas 11 meses no Carmelo para concluir sua missão nesse mundo, e ser levada para junto de Deus, lugar que tanto ansiosamente esperava. Deus tinha tanta pressa de encontrar sua noivinha que no leito de morte ela faz a profissão religiosa em “artigo de morte”, faleceu cinco dias depois de sua profissão, com apenas 19 anos! É considerada a padroeira da juventude da América Latina, não por motivos extraordinários, mas por viver extraordinariamente sua juventude! 

Simone Alves 
Discípula na Comunidade Católica Pantokrator

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Nhá Chica, Uma Santa Brasileira


Francisca de Paula de Jesus, conhecida popularmente como Nhá Chica, nasceu em 1808, no povoado de Santo Antônio do Rio das Mortes Pequeno, um dos atuais cinco distritos deSão João del-Rei, município do estado brasileiro de Minas Gerais, onde também foi batizada. Pouco tempo depois sua família mudou-se para a cidade de Baependi, no sul deste estado, onde viveu até 14 de junho de 1895, data de seu falecimento, porém só foi sepultada dia 18 de junho no interior da capela dedicada à Nossa Senhora da Conceição, construída por ela.
Nhá ChicaEm 1818, quando a pequena Francisca, tinha apenas 10 anos de idade, a mãe passou desta vida para a outra, deixando aos cuidados de Deus e da Virgem Maria aquelas duas crianças, de 10 anos Nhá Chica e, de 12 o Teotônio. Órfãos de mãe, sozinhos no mundo, aqueles meninos cresceram sob os cuidados e a proteção de Nossa Senhora, que pouco a pouco foi conquistando o coração de Nhá Chica. Esta, a chamava carinhosamente de “Minha Sinhá” que quer dizer: “Minha Senhora”, e nada fazia sem primeiro consultá-la.
Nhá Chica, já em vida, passou a ser aclamada pelo povo como a Santa de Baependi, por sua fé e clarividência. O Processo Informativo Diocesano começou em 16 de julho de 1993, tendo sido encerrado em 1995, quando foi para Roma. O Relator deste processo foi o Pe. José Luís Gutiérrez. A causa ficou parada até 1998, quando assumiram como Postulador Frei Paolo Lombardo, OFM e como vice-postuladora Ir. Célia Cadorin, Ciic (mesma religiosa que atuou nas cau. Desde 1991 é reconhecida como Serva de Deus, título que recebeu oficialmente daCongregação para as Causas dos Santos do Vaticano.
Em 18 de junho de 1998 foi feito o reconhecimento dos restos mortais de Nhá Chica, na presença de autoridades eclesiásticas, de membros do Tribunal Eclesiástico pela Causa de Beatificação de Nhá Chica, da Comissão Histórica e de médicos legistas. Ainda em 1998, o Tribunal Eclesiástico Pela Causa de Beatificação de Nhá Chica apresentou à Diocese de Campanha um provável milagre para ser enviado e analisado pelo Vaticano.
A causa de Canonização de Nhá Chica está aguardando desde 2007 o anúncio de sua beatificação. Em 2007uma graça foi atribuída a Nhá Chica referente a uma professora Ana Lúcia Meirelles Leite, moradora de Caxambu, em Minas Gerais.
Ana Lúcia foi curada de um problema congênito muito grave no coração, sem precisar passar por cirurgia, apenas pelas orações de Nhá Chica. O fato se deu em 1995. A graça foi aceita pelo Vaticano, que analisa o pedido de beatificação. O início da campanha pela canonização se deu em 1952. A instalação da Comissão em prol da Beatificação teve início em 1989 e depois em definitivo foi instalada em14 de janeiro de 1992.
A publicação da Positio, documento que reúne todos os dados e testemunhos recolhidos durante a fase Diocesana, corresponde à primeira etapa do processo de beatificação e aconteceu no dia 30 de outubro de 2001. O documento seguiu para o Vaticano para ser apreciado pelaCongregação para as Causas dos Santos.
Em 30 de abril de 2004, os bispos brasileiros reunidos em sua 42ª Assembléia Geral da CNBB assinaram um documento pedindo pela beatificação de Nhá Chica. O documento que reuniu 204 assinaturas de Bispos de 25 estados brasileiros foi encaminhado pela Diocese de Campanha ao então Papa João Paulo II.
No dia 8 de junho de 2010, a Congregação para as Causas dos Santos deu parecer favorável às virtudes da Serva de Deus Nhá Chica.
No dia 14 de janeiro de 2011 o Papa Bento XVI aprovou o decreto da Congregação para as Causas dos Santos sobre as virtudes heróicas da Serva de Deus. Nhá Chica pode receber o título de Venerável, estando assim mais próxima da beatificação.
Aguarda-se o reconhecimento, por parte da Santa Sé, do milagre da cura, atribuído à intercessão de Nhá Chica, da professora de Caxambu, Ana Lúcia Meirelles Leite que sofria de problemas cardíacos.
Fonte:http://www.nhachica.org.br

domingo, 2 de janeiro de 2011

Advogado Brasileiro a Caminho dos Altares

No dia 12 de novembro de 2010, foram trasladados os restos mortais do servo de Deus Franz de Castro, em Barra do Piraí, interior do Rio de Janeiro. O traslado foi feito do cemitério da cidade até a Igreja de Santana onde, logo em seguida, foi celebrado o Ofício Divino. Familiares e amigos estavam presentes na cerimônia. O Advogado morto em 1981, quando mediava a rebelião de presos da cadeia pública de Jacareí, no interior de São Paulo, poderia se tonar o primeiro santo mártir dos presidiários. 


O servo de Deus Franz de Castro era advogado e morreu durante tentativa de mediar uma rebelião de presos em um presídio de Jacareí, interior de São Paulo, em 1981. O advogado trocou de lugar com um policial feito de refém pelos amotinados e foi morto dentro do carro juntamente com outros cinco presos. O corpo foi atingido por mais de trinta projéteis, informa a reportagem da Canção Nova Notícias.



O sacerdote Dimas de Paulo Inácio afirma que o advogado teve grande influência em sua caminhada como sacerdote, e que ficou admirado com a coragem do amigo.



Jacareí pertence à diocese de São José dos Campos, interior de São Paulo, e esta entrou oficialmente este ano com o pedido de continuidade da segunda fase do processo de beatificação de Franz de Castro, já consagrado pela Igreja como Servo de Deus.

Por ser mártir, Franz de Castro não precisa de milagres para ser considerado beato.



Toda a documentação e depoimento de mais trinta pessoas serão enviados para Roma a partir do próximo mês. Se for aceito, Franz de Castro poderá ser o primeiro santo mártir dos presos da história da Igreja Católica.



O postulador da congregação da causa dos Santos, Frei Paolo Lombardo, em declarações ao portal de notícias da Canção Nova acredita que a terceira e última fase do processo começa a ser analisada pela Igreja no máximo em treze anos, mas a "a fama de santidade" - expressão da fé dos fiéis, pode diminuir o tempo de espera.



O Tempo aumenta a ansiedade de Peter, irmão de Franz de Castro. Mas ele se diz satisfeito. Para ele, o traslado não deixará nenhum vazio no coração da família. Na despedida de Franz de Castro, fica para o povo da cidade a esperança de que o Rio de Janeiro tenha logo o primeiro Santo do estado.

ACI Digital

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dia de Todos os Santos

Essa celebração teve origem em Antioquia no Oriente no século IV, e foi introduzida no Ocidente em Roma no século VI.
Várias foram as razões para realizar essa festa: resgatar a lembrança daqueles cujo nomes foram omitidos por falta de documentos e que somente são conhecidos por Deus, alcançar, por sua intercessão, as graças de que necessitamos e ter sempre presente esses modelos de conduta, a fim de 
imitá-los.




Hoje, a Igreja não celebra a santidade de um cristão que se encontra no Céu, mas sim, de TODOS.Isto, para mostrar concretamente, a vocação universal de TODOS para a felicidade Eterna.

"Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade." Todos são chamados à santidade: " Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito" (Mt 5,48) (CIC 2013).

Sendo assim, nós passamos a compreender o início do Sermão do abade São Bernardo: "Para quê louvar os 
santos, para que glorificá-los? Para quê, enfim, esta solenidade?
Que lhes importam as honras terrenas? A eles que, segundo a promessa do Filho, o Pai celeste glorifica? Os santos não precisam de nossas homenagens. Não há dúvida alguma, se veneramos os santos, o interesse é nosso, não deles"

Sabemos que desde os primeiros séculos que os cristãos praticam o culto dos Santos, a começar pelos Mártires, por isto hoje vivemos esta Tradição, na qual nossa Mãe Igreja convida-nos a contemplarmos os nossos "heróis" da fé, esperança e caridade.

Na verdade é um convite a olharmos para o Alto, pois neste mundo escurecido pelo pecado, brilham no Céu com a luz do triunfo e esperança daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando uma "constelação", já que São João viu: "Era uma imensa multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas"(Apoc 7, 9).

Todos estes combatentes de Deus, merecem nossa imitação, pois foram adolescentes, jovens, homens casados, mães de família, operários, empregados, patrões, Sacerdotes, pobres mendigos, profissionais, militares, ou Religiosos que se tornaram um sinal do que o Espírito Santo pode fazer num ser humano que se decide viver o Evangelho que funciona na Igreja e na Sociedade.

Portanto a vida destes acabaram virando proposta para nós, uma vez que passaram fome, apelos carnais, perseguições, alegrias, situações de pecado, profundos arrependimentos, sede, doenças, sofrimentos por calúnia, ódio, falta de amor e injustiças; tudo isto, e mais o que constituem o cotidiano dos seguidores de Cristo que enfrentam os embates da vida sem perderem o entusiasmo pela Pátria definitiva, pois "não sois mais estrangeiros, nem migrantes; sois concidadãos dos Santos, sois da Família de Deus"(Ef 2,19).

Neste dia a Mãe faz este apelo a todos nós seus filhos: " O apelo à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade se dirige a todos os fiéis cristãos." "A perfeição cristã só tem um limite: ser ilimitada" (CIC 2028).

Todos os Santos de Deus...rogai por nós!

Missão Rosa Mística

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A Alegria de São Francisco

No Dia de São Francisco de Assis, o Santo da Alegria, uma boa formação sobre este Dom!

Fora de dúvida, uma nota inseparável de Francisco de Assis é a alegria, que forma com ele um todo. Se a pobreza fica perfeitamente enquadrada pelo adjetivo “franciscana”, diga-se outro tanto da alegria. Quando adjetivada de franciscana, ela forma um todo e evoca a alegria na sua pureza mais lídima e na sua expressão mais concreta.

A convicção profunda de ser amado por Deus, a clareza de que tudo quanto fora criado dentro da beleza o fora para ele, a fraternização que conseguira estabelecer com todos os seres da natureza fazia-o cantar de alegria. Com freqüência, era visto empunhando um galho que arranjava à moda de violino e à moda de arco manejava um outro galho, como um violinista embevecido a produzir cascatas de notas que se evolavam pelo azul do céu. Como aprendera o francês de sua mãe e, com a língua, as canções da Provence, quando o júbilo o inundava, punha-se a cantar em francês os louvores de Deus.

Celano exprimiu muito bem este arrebatamento: “A suavíssima melodia de seu coração exprimia-se externamente em palavras que ele cantava em francês, e o que Deus lhe murmurava furtivamente ao ouvido extravasava em alegres cânticos franceses. Às vezes, pegava um pedaço de pau no chão, como vi com meus olhos, punha-o sobre o braço esquerdo, segurava na direita um arco de arame, passava-o no pedaço de pau como se fosse um violino e, fazendo os gestos correspondentes, cantava ao Senhor em francês. Freqüentemente, esta festa toda acabava em lágrimas, e o júbilo se dissolvia na compaixão para com a paixão de Cristo. Então, começava a suspirar sem parar, dobrava os gemidos, e logo, esquecido do que tinha nas mãos, era arrebatado ao céu” (2 Cel 127).

Se de um lado tinha a inspiração e a sensibilidade de poeta, do outro, sua comunhão com a natureza fazia-o o homem pacificado. Como conseqüência desta pacificação estava possuído da alegria. Não de uma alegria artificialmente alimentada ou freneticamente buscada, feita de bens e de coisas materiais, mas uma alegria, em verdade, gozosa, vale dizer, espiritual, íntima, profunda, contagiante. Não lhe agradava em absoluto encontrar religiosos com ares taciturnos, com frontes enrugadas e seriedade artificial. Imediatamente os enviava a um confessor, pois, a seu ver, uma só razão justificava a tristeza: o afastamento de Deus por causa do pecado.

Segundo um seu biógrafo contemporâneo: Francisco esforçava-se por conservar a alegria espiritual interior e exterior. Não lançava mão apenas de seu gênio alegre e amável e de seu trato cavalheiresco e agradável, mas empregava um constante esforço, através da reflexão e da contemplação, para alicerçar esta alegria. Por isso, os acontecimentos, ainda que de caráter sério, não lhe anuviavam o semblante, não lhe maculavam a palavra, não lhe entristeciam o interior. Sabia que, além de tudo e depois de tudo, há uma solução.

Custa-nos compreender como a alegria possa ser compatível com sofrimentos físicos ou penas interiores. Francisco soube fazer a fusão. Na sua célebre parábola sobre a Perfeita Alegria, mostra-nos que esta convivência é perfeitamente possível, uma vez que a alegria não é introduzida no homem através de mecanismos ou de posses ou de satisfações periféricas, ela é uma realidade que habita o âmago do homem, mas que deve ser trazida à tona, mediante uma concepção de vida com a qual são encarados os acontecimentos terrenos e históricos.

Esta alegria tornou-se-lhe como que a companheira de sua vida. Mesmo, prostrado ao solo de sua pobre cela, momentos antes de morrer, quando todo homem estremece, ele canta, pois o canto é a expressão mais concreta e exuberante da alegria. Como diz Tagore: “Os verdadeiros poetas, os videntes, tratam de expressar o universo em termos de música”. Os frades, seus companheiros, imbuídos ainda de preconceitos, bem ocidentais, aliás, em relação à morte, advertem-no de que cantar naqueles momentos poderia causar escândalo aos fiéis, que o tinham em conta de santo. Mas ele lhes mostra que o cristão não tem momentos para não cantar. A vida, em todas as suas explicitações, merece ser cantada, mui especialmente quando se está para transpor os umbrais da eternidade, região onde cessam todos os elementos dolorosos e geradores de sofrimentos ou perturbadores da harmonia.

O respeito com que se aproxima das criaturas, a ausência total de egoísmo e de interesse comercial, faz com que elas lhe respondam de forma alegre: estabelece um dueto com a cigarra, fala e faz-se entender pelos passarinhos, as cotovias lhe vêm ao encontro e o acompanham no momento derradeiro, o falcão o acorda e condói-se de seus cansaços; sente a dor que machuca o coração dos cordeiros levados ao mercado ou ao matadouro e experimenta o regozijo da liberdade conquistada; sofre com a angústia que silencia as rolas aprisionadas e condenadas ao comércio dos homens e vibra com seu vôo liberto, experimentando toda a paixão do libertado.

Não permite que lembranças do passado se instalem tenebrosamente em seu interior, fazendo com que os acontecimentos amargurem, outra vez, o presente. Ele que um dia se despojou de todas suas vestes, diante do pai, despiu-se também de todas as lembranças amargas, fazendo com que a luminosidade da esperança lhe enchesse todas as dobras do coração. Assim, sua música não era desafinada por algo que já se foi. Igualmente, não temia o futuro, não vivia na defensiva do amanhã, porque a pobreza que abraçou lhe permite ser livre, independente até do pão para a próxima refeição. Portanto, não é uma alegria isolada, desencarnada, um pedaço dele mesmo ou uma faceta de seu temperamento, mas é uma conseqüência de uma forma de conceber a vida e de senti-la numa dependência amorosa de Deus. É a conquista da serenidade. Esta palavra tão rica que evoca a imensidão azul do mar, sem ondas ou ameaças, deslizante, pura, transparente, convidativa e inspiradora. Ele era a alegria.

Quando o sofrimento chega, porque dele não ficou livre, nem o desejou ficar, pelo contrário, pediu-o, este sofrimento encontrará um solo propício e não será um vulcão a derramar lavas de revolta, mas um ser amigo, com um lugar no quadro das amizades, um outro elemento desencadeador de alegria. Também ele encontra lugar, não como antípoda da alegria, mas como fraterno companheiro de jornada, não impedindo que a beleza continuasse a ser beleza, em toda sua majestosa realidade.

A alegria marcará a partir de Francisco, e de fato ainda marca, a produção literária franciscana em todos os gêneros. Giotto, o pintor que embelezou a Basílica, em Assis, onde repousam os restos de São Francisco, introduziu a natureza em seus quadros e na própria arte pictórica. Procurou romper a seriedade e sisudez - quase tristes - bizantinas, para introduzir a alegria da paisagem colorida e de formas animadas. Dele se alimentarão os grandes expoentes do Renascimento, que o tomarão como ponto de partida. Daí afirmarem alguns que São Francisco, com suas idéias, foi uni dos próceres do movimento renascentista, com o que concordamos. O Cântico das Criaturas, onde a alegria borbulha em cada verso, será como que a inspiração constante e cantante dos teólogos e filósofos franciscanos, que através dela revestirão de otimismo e simpatia as verdades mais duras e mais sérias do cristianismo. Sem ser filósofo e sem ser teólogo, marcou profundamente a Teologia e a Filosofia, de maneira a podermos adjetivar estas ciências de “Franciscanas”, quando praticadas na cosmovisão de Francisco.

Se pobre é um adjetivo que caracteriza e descreve Francisco de Assis, alegre tem o mesmo peso e o mesmo brilho e sua ausência tornaria incompleta qualquer definição deste Santo, que nos legou uma “espiritualidade sempre jovem”, evocando jovem como sinônimo de alegria.

Deste modo, a ALEGRIA aparece, com todo o direito, como outra das notas características do FRANCISCANISMO.

Do livro “São Francisco vida e ideal”, de Frei Hugo Baggio, Editora Vozes, 1991

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Beatificação de Chiara "Luce" Badano, 19 anos, Santa e Feliz!

Reze a Súplica Ardente aos Santos Anjos

Hoje a Igreja celebra a festa dos Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael. Depois de rezarmos durante quarenta dias a Quaresma de São Miguel, providencialmente nesta semana de eleições no nosso país vamos clamar pelo Brasil e por nossas necessidades rezando esta poderosa oração de cura e libertação:

DEUS UNO e TRINTO, Onipotente e Eterno! Antes de recorrermos aos Vossos servos, os Santos Anjos, prostramo-nos na Vossa presença e Vos adoramos: PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO. Bendito e louvado sejais por toda a eternidade! DEUS Santo, DEUS forte, DEUS Imortal: que todos os Anjos e homens, que por Vós foram criados, Vos adorem Vos amem e permaneçam no Vosso serviço!

E Vós, MARIA, Rainha de todos os Anjos, aceitai benignamente as súplicas que dirigimos aos Vossos servos; apresentai-as ao Altíssimo Vós que sois a Medianeira de todas as graças e a Onipotência suplicante a fim de obtermos graça, salvação e auxílio. Amém.

Poderosos Santos Anjos, que por DEUS nos fostes concedidos para nossa proteção e auxílio, em nome da Santíssima TRINDADE nós vos suplicamos:


Vinde depressa, socorrei-nos!
Nós suplicamos em nome de Preciosíssimo Sangue de nosso Senhor JESUS CRISTO: 
Vinde depressa, socorrei-nos!
Nós vos suplicamos pelo poderosíssimo nome de JESUS: 
Vinde depressa, socorrei-nos!
Nós vos suplicamos por todas as chagas de nosso Senhor JESUS CRISTO: 
Vinde depressa, socorrei-nos!
Nós vos suplicamos por todos os martírios de nosso Senhor JESUS CRISTO: 
Vinde depressa, socorrei-nos!
Nós vos suplicamos pela Palavra Santa de DEUS: 
Vinde depressa, socorrei-nos!
Nós vos suplicamos pelo coração de nosso Senhor JESUS CRISTO: 
Vinde depressa, socorrei-nos!
Nós vos suplicamos em nome do amor de DEUS tem por nós pobres: 
Vinde depressa, socorrei-nos!
Nós vos suplicamos em nome da fidelidade de DEUS por nós pobres: 
Vinde depressa, socorrei-nos!
Nós vos suplicamos em nome da misericórdia de DEUS por nós pobres: 
Vinde depressa, socorrei-nos!
Nós vos suplicamos em nome de MARIA, Mãe de DEUS e nossa Mãe: 
Vinde depressa, socorrei-nos!
Nós vos suplicamos em nome de MARIA, Rainha do Céu e da terra: 
Vinde depressa, socorrei-nos!
Nós vos suplicamos em nome de MARIA, vossa Rainha e Senhora: 
Vinde depressa, socorrei-nos!
Nós vos suplicamos pela vossa própria bem-aventurança: 
Vinde depressa, socorrei-nos!
Nós vos suplicamos pela vossa própria fidelidade: 
Vinde depressa, socorrei-nos!
Nós vos suplicamos pela vossa luta na defesa do Reino de DEUS: 
Vinde depressa, socorrei-nos!

Nós vos suplicamos: 
Protegei-nos com o vosso escudo!
Nós vos suplicamos: 
Defendei-nos com a vossa espada!
Nós vos suplicamos: 
Iluminai-nos com a vossa luz!
Nós vos suplicamos: 
Salvai-nos sob o manto protetor de MARIA!
Nós vos suplicamos: 
Guardai-nos no Coração de Maria!
Nós vos suplicamos: 
Confiai-nos às mãos de MARIA!
Nós vos suplicamos: 
Mostrai-nos o caminho que conduz à Porta da Vida: o Coração aberto de nosso Senhor!
Nós vos suplicamos: Guiai-nos com segurança à Casa do PAI Celestial!
Todos vós, nove coros dos Espíritos bem-aventurados: 
Vinde depressa, socorrei-nos!
Nossos companheiros especiais e enviados por DEUS: 
Vinde depressa, socorrei-nos!
Insistentemente vos suplicamos: 
Vinde depressa, socorrei-nos!
O Sangue Preciosíssimo de nosso Senhor e Rei foi derramado por nós pobres. 
Insistentemente vos suplicamos: vinde depressa, socorrei-nos!
O Coração de nosso Senhor e Rei bate por amor de nós pobres. 
Insistentemente vos suplicamos: vinde depressa, socorrei-nos!
Coração Imaculado de MARIA, Virgem puríssima e vossa Rainha bate por amor de nós pobres.Insistentemente vos suplicamos: vinde depressa, socorrei-nos!
SÃO MIGUEL ARCANJO: Vós, Príncipe dos exércitos celestes, Vencedor do dragão infernal, recebestes de DEUS força e poder para aniquilar, pela humildade, a soberba do príncipe das trevas. Insistentemente vos suplicamos que nos alcanceis de DEUS a verdadeira humildade de coração, uma fidelidade inabalável no comprimento contínuo da vontade de DEUS e uma grande fortaleza no sofrimento e na penúria. Ao comparecermos perante o tribunal de DEUS - Socorrei-nos para que não desfaleçamos!
SÃO GABRIEL ARCANJO: Vós, Anjo da Encarnação, Mensageiro fiel de DEUS, abri os nossos ouvidos para que possam captar até as mais suaves sugestões e apelos da graça emanados do Coração amabilíssimo de nosso Senhor. Nós Vos suplicamos que fiqueis sempre junto de nós, para que, compreendendo bem a Palavra de DEUS quer de nós. Fazei que estejamos sempre disponíveis e vigilantes - Que o Senhor, quando vier, não nos encontre dormindo!
SÃO RAFAEL ARCANJO: Vós que sois lança e bálsamo do amor divino, nós vos suplicamos, feri o nosso coração e depositai nele um amor ardente a DEUS. Que a ferida não se apague nele, para que nos faça perseverar todos os dias no caminho do amor - Que tudo vençamos pelo amor!
ANJOS PODEROSOS e nossos irmãos santos que servis diante do trono de DEUS, vinde em nosso auxílio.
- Defendei-nos de nós próprios, da nossa covardia e tibieza, do nosso egoísmo e ambição, da nossa inveja e falta de confiança, da nossa avidez na busca de abundância, do bem-estar e da estima pública.
Desatai em nós as algemas do pecado e do apego às coisas terrenas. Tirai dos nossos olhos as vendas que nós mesmos lhes pusemos e que nos impedem de ver as necessidades do nosso próximo e a miséria do nosso ambiente, porque nos fechamos numa mórbida complacência de nós mesmos.

- Cravai no nosso coração o aguilhão da santa ansiedade por DEUS, para que não cessemos de procura-l’O, com ardor, contrição e amor.
Contemplai o Sangue do Senhor, derramado por nossa causa! Contemplai as lágrimas da vossa Rainha, choradas por nossa causa!
Contemplai em nós a imagem de DEUS, desfigurada por nossos pecados, que Ele por amor imprimiu em nossa alma!
- Auxiliai-nos a reconhecer a DEUS, adora-l’O, amá-l’O e servi-l’O! Auxiliai-nos na luta contra o poder das trevas que, disfarçadamente, nos envolve e aflige.
- Auxiliai-nos, para que nenhum de nós se perca permitindo assim que um dia nos reunamos todos, jubilosamente, na eterna Bem-aventurança. Amém.
SÃO MIGUEL assisti-nos com vossos Santos Anjos, ajudai-nos e rogai por nós!
SÃO GABRIEL assisti-nos com vossos Santos Anjos, ajudai-nos e rogai por nós!
SÀO RAFAEL assisti-nos com vossos Santos Anjos, ajudai-nos e rogai por nós!
Ó Deus, que organizais de modo admirável o serviço dos anjos e dos homens, fazei que sejamos protegidos na terra por aqueles que vos servem no céu. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho na unidade do Espírito Santo.Amém.
Com Aprovação Eclesiástica.