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sábado, 23 de julho de 2011

O Perigo da Dependência Afetiva

dependência afetiva é um estado que faz parte da natureza humana por nascermos dependentes tanto no campo físico (alimentação, cuidados, etc.) quanto no campo afetivo. As experiências que vamos adquirindo em nosso desenvolvimento farão com que tenhamos ou não nossa independência afetiva. É muito importante esclarecer que essa independência não significa individualismo, muito menos com solidão. É, sim, a capacidade de não nos vincularmos excessivamente a alguém, é a possibilidade de tomarmos nossas decisões, escolhas e dar passos na capacidade e na autonomia de cuidar de nós mesmos e assumir o que fizemos de certo ou errado.
Para que você possa perceber se é uma pessoa excessivamente dependente de alguém é importante observar alguns pontos:
  • Você precisa de alguém para sentir-se seguro e tranquilo?
  • Percebe que, mesmo em situações simples de escolha e decisão, precisa desta pessoa ao seu lado?
  • Sente-se dependente para fazer escolhas, precisando da aprovação desta pessoa?
  • Sente que sua autonomia é prejudicada, ou seja, é difícil fazer algo sem aquela pessoa?
É claro que muitos de nós gostamos que uma outra pessoa dê uma opinião a nosso respeito (se a roupa está bonita em nós, se devemos comprar algo, se devemos mudar de emprego e tantas outras decisões), o que não significa que sejamos dependentes. A dependência se caracteriza sempre que há algum excesso, aquela dificuldade em sair do lugar sem que o outro nos apoie, como uma muleta, um suporte, que precisamos e fazemos questão de carregar em toda nossa vida.
Quando estamos nessa situação, geralmente temos dificuldade para perceber, negamos essa dificuldade e nos irritamos quando somos apontados como dependentes. E temos também dificuldades com a autoestima e a maturidade emocional, e costumamos fazer outras coisas em excesso, como trabalhar, comer, beber, falar, jogar, entre outros. Podemos ainda viver sentimentos muito extremos (amar demais, odiar demais) bem como sensação de vazio e falta de significado em nossa vida, sem compreender exatamente o que está ocorrendo.
Nem sempre as escolhas afetivas dependentes são conscientes e claras para quem passa por isso. Dependências podem se dar com coisas, objetivos, drogas, jogos, chegando a pessoas e a palavras amigas. A dependência afetiva faz com que procuremos exteriormente o apoio e a proteção para suportarmos os problemas vividos nos relacionamentos e nas situações sociais. Somos humanos e somos efetivamente influenciados o tempo todo. Vale lembrar que, como seres sociais que somos, efetivamente seremos influenciados e influenciaremos o tempo todo e isso faz parte de nossa natureza.
Das relações sadias, por meio das quais os pais estimulam e acreditam no potencial de uma criança, – fazendo com que ela supere desafios e aprenda a ganhar e a perder –, é que nasce uma autoestima positiva e a sensação de segurança pessoal, bem como a capacidade de cuidar de si. No entanto, quando isso não ocorre, muitas vezes, vamos buscar esta dependência a fim de que outra pessoa nos estimule, mas quando entra o excesso, passamos a não viver mais sem a ajuda dela, mesmo em pequenas decisões. É interessante, pois, nessa relação "disfuncional" sempre haverá o outro, ou seja, aquele que é a pessoa mais segura na relação, mas que, de alguma forma, também alimenta essa dependência.
Sendo assim, é muito importante que a pessoa dependente estabeleça limites em seus relacionamentos, reconhecendo sua realidade, que, muitas vezes, passa pela negação dos fatos e a ilusão de viver em situações fantasiosas. Da mesma forma, ela deve assumir a responsabilidade em administrar suas necessidades, reconhecer suas atitudes, emoções e seus comportamentos, sejam eles positivos ou não, percebendo as vivências da raiva, do medo, da vergonha, da culpa e, com isso, reconhecendo estas questões em sua vida e comprometendo-se com a mudança.


Elaine Ribeiro, Psicóloga Clínica e Organizacional

domingo, 3 de julho de 2011

A Teologia do Corpo e a Beleza do Amor: Chave Para a Castidade

A beleza é um dos dois fundamentos sobre os quais o método pastoral de João Paulo II se sustenta na área do casamento e vida familiar. Eu devo mencionar imediatamente o segundo para que o método pastoral não parecem estar pulando numa perna só: é a experiência. João Paulo II é um observador sagaz e disciplinado da experiência humana, particularmente da experiência do amor entre homem e mulher. Seu encontro precoce com a poesia esponsal-experiencial e com a teologia de São João da Cruz deu um forte impulso para o que parece ter sido um aguçado talento natural do jovem Karol Wojtyla.

A combinação desses dois fundamentos, beleza e experiência, é poderoso. Uma beleza dissociada, vista de longe como um objeto de admiração, fora do alcance da experiência real de homens e mulheres comuns, pode despertar nostalgia, mas não pode causar uma mudança real ou fornecer orientação efetiva. A beleza entendida como realizável e em conexão com a experiência diária do amor – essa tem um grande poder para mover e sustentar a vida real. Não é preciso receber o ensinamento de João Paulo II só por causa da mera autoridade. Pode-se verificar sua veracidade ou não na própria experiência.

Não é segredo que muitos católicos, particularmente na academia, discordam sobre a ética do casamento, sexo e família. O método pastoral de João Paulo II é um avanço positivo nesta situação de, por vezes, linhas de batalha entrincheiradas. Ele parece dizer-nos: “Seu desejo pela beleza do amor vai levar você ao lugar certo. Tente esta beleza; teste-a em sua própria experiência “.

Em um estudo teológico sobre o corpo, a questão da finalidade do corpo é central. Por que Deus criou a matéria? Por que criou o corpo humano? Ele o criou como um sinal sacramental, a fim de expressar sua própria vida enquanto Trindade – e a fim de transferir para o mundo visível uma participação nessa vida. O propósito da matéria e do corpo humano em particular é permitir que o esplendor da vida divina penetre no mundo visível e se expresse em uma forma corpórea harmoniosa no amor entre homem e mulher.

Como podemos crescer na visão e no conhecimento dessa beleza? Como essa beleza pode realmente entrar em nossa experiência diária de modo a desabrochar o seu poder de transformar nossas vidas? A vida sobrenatural, que podemos ver apenas com os olhos da fé, atinge nossa experiência através dos dons do Espírito Santo. Qual dos dons do Espírito Santo é particularmente importante para que a beleza do atinja nossa experiência? O ensinamento de João Paulo II é muito claro sobre este ponto. O dom do Espírito Santo que está no centro da espiritualidade conjugal é o dom da piedade ou reverência, isto é, uma sensibilidade viva para o que é sagrado e divino nas relações entre homem e mulher.

Na “Carta às Famílias”, João Paulo ilustra isso ao olhar para a feiúra do seu oposto: “Um amor que não é mais belo, mas reduzido apenas à satisfação da concupiscência (1 João 2:16) ou a um “uso” mútuo entre um homem e uma mulher, faz das pessoas escravas das suas fraquezas. Não é verdade que certas “agendas culturais” modernas levam a essa escravidão?”

Pode-se compreender a beleza do amor contrastando-o com esse mútuo “usar.” O mero “uso” de pessoas, mesmo por consentimento mútuo, por mero prazer ou episódio erótico, é feio, porque é uma ofensa à dignidade humana. A beleza primeira e mais fundamental do amor está ligada com o respeito ou mesmo reverência pela dignidade racional das outras pessoas. É somente no espaço livre aberto por este respeito e reverência que o homem e a mulher podem se mover livremente e com alegria juntos no amor, sem o medo de “asfixia” no “uso”, ou o “jogar a pessoa fora” depois que termina a excitação erótica.

Na Teologia do Corpo, João Paulo II nos mostra a beleza do corpo, acima de tudo, como dom de si no amor. Nesse dom (dádiva, presente), surge uma grande profundidade no corpo: não apenas a vontade e o sentimento e do homem e da mulher em ser uma só carne, oferecendo-se um ao outro, mas ainda mais profundamente, uma participação na comunhão divina de pessoas. É no poder do corpo enquanto um sinal sacramental no casamento que sua maior beleza pode ser vista
__________
Michael Waldstein, Ph.D., é professor de teologia na Universidade Ave Maria. Ele traduziu as catequeses do Papa para o inglês, no livro: “Man and Woman He Created Them: A Theology of the Body”.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Possuir-se Para Dar-se

Você já sabe que amar é dar-se ao outro integral e gratuitamente para construí-lo. É a essência da vida a dois e o fermento que faz o casal crescer. Mas para que você possa se dar a alguém, livremente, você precisa possuir-se; ser senhor de si mesmo. As pessoas transformam o amor em egoísmo porque não têm o domínio de si mesmas e não conseguem dar-se, apenas tomar e receber.
Sem ser senhor de si mesmo você não consegue se dar, não consegue amar. Só consegue ser egoísta. É fácil constatar que hoje as piores doenças começam a ser do espírito e não do corpo. Cresce o número de psiquiatras e psicólogos e alastra-se a depressão. São as consequências dos desequilíbrios de um mundo onde o amor agoniza, porque o homem abandonou Deus. Maravilhado com seus feitos, o homem se adora como o seu próprio deus, por isso se deixa esmagar pela matéria.
Eis a triste realidade hoje: o homem adora as coisas e a si mesmo no lugar de Deus, e inverte a escala dos valores. Então o amor morre. Para que você possa amar de verdade, como Deus quer, é preciso que você caminhe "de pé", isto é, respeitando a primazia dos valores: em cima, o espírito; depois do racional; e abaixo do físico. Por essa razão, se o seu corpo domina o seu espírito, então você caminha de cabeça para baixo.
Os três níveis são fundamentais para a vida, mas é imprescindível que a sua hierarquia seja respeitada, sob pena de o homem se tornar um perigoso animal.
É o corpo que assume o comando quando a sensibilidade é satisfeita sem restrições, ou quando a satisfazemos com todos os prazeres da comida, da bebida, do sexo, que ele exige. Você caminha de cabeça para baixo quando é o corpo quem dá as ordens. Desse modo, vive-se como verdadeiro animal, apenas para comer, beber, dormir e gozar os prazeres do sexo.
Ao viver assim é o instinto que comanda, não a razão. Como uma pessoa dessa pode amar, como pode se dar ao outro, renunciar a si mesma se o que importa é a satisfação do "seu" corpo?

Prof. Felipe Aquino 

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Vale a Pena Esperar!


O valor da esperaA castidade é totalmente essencial para a felicidade de um jovem. Não se deixe enganar e pensar que a maioria dos jovens tem relações sexuais. Não, não têm! Existe muito o que saber e pensar antes de se chegar a uma relação sexual.
As experiências sexuais entre adolescentes são um risco para seu corpo, para suas emoções e para seu futuro. É maravilhoso ver que cresce, nos Estados Unidos, cada vez mais a abstinência sexual entre o público juvenil(Veja a pesquisa).
É certo que existem jovens que decidem ter relações sexuais; mas são eles que terão de viver com as consequências de sua decisão. Existem muitas formas de expressar seu carinho sem ter relações íntimas. Trate de evitar as situações que intensifiquem as emoções sexuais; será mais difícil “frear” neste caso.
Carlos Beltramo diz que os beijos e as carícias movem os hormônios. Às vezes, você como jovem pode afirmar: “Os hormônios são incontroláveis”. E perguntamos: “Onde você esteve ontem à noite?”. Resposta: “Em um parque até as três da madrugada… Cheguei lá às 20 horas com minha namorada”. Portanto, quem escolheu? Quem entrou nessa situação? É normal que haja impulsividade se favorecemos as oportunidades: um selinho, outro selinho, um beijo… E depois: “Estamos cansados! Vamos para o sofá?”. Faça esta pergunta a você mesmo: “Por que fui para o apartamento com ela?” É como fogo sobre palha!
Existem jovens que pensam: “Se ela não aceitar, não me ama”. Sendo um sentimento, o enamoramento pode ser destruído facilmente pelas experiências negativas. O verdadeiro amor cresce, mesmo em meio a experiências difíceis.
Para viver a pureza (castidade), mantenha-se ocupado (a) com esportes e com as atividades de grupo.
Alguns jovens  veem a sexualidade como uma atividade de ócio prazerosa, por isso existe menos densidade no enamoramento, menos pretensão de eternidade. A experiência do enamoramento é a mais plena das experiências, não é eletiva, é surpreendente. Eu me surpreendo enamorado.
Se você e sua namorada ou namorado não puderem chegar a um acordo sobre esse tema, então talvez fosse melhor procurar outra pessoa que pense igual a você. Dizer “não” pode ser a melhor maneira de dizer “eu te amo de verdade”. A castidade não significa rejeição nem menosprezo ao amor. Significa defender o amor do egoísmo.
Repito: a castidade é totalmente essencial à felicidade do jovem. A masturbação e a pornografia fazem com que o homem procure o prazer ao ritmo de seu sexo. Gera prazer, sim, mas não treina para ser feliz. Não treina para amar.
As pessoas precisam crescer no aspecto da paciência. Esse é um déficit muito comum na sociedade moderna, que incentiva a gratificação instantânea desde a infância. Para reforçar a virtude da paciência, a pessoa não deve ser impaciente, porque sendo assim enfraquece a virtude e fortalece o defeito. Vale a pena desenvolver os bons costumes e esperar!
http://www.almas.com.mx/br
Martha Morales

domingo, 27 de fevereiro de 2011

E Se eu Disser Não a Impureza?

"Ela não vai pensar que há algo errado comigo se eu disser não?"! 
Isso depende de que tipo de garota ela é. Uma jovem mulher me contou que chorou quando seu namorado disse que queria parar de fazer coisas sexuais, porque ela pensava que ele estava terminando com o namoro. Mas então, ela disse, “Ele me assegurou que esse não era o caso, e que ele ainda me amava e queria me amar pela minha personalidade e não só pelo meu corpo. Eu fiquei maravilhada com isso”.

É surpreendentemente raro para uma mulher menosprezar um rapaz que quer guardar a inocência do relacionamento. Para testar isso, eu perguntei a mil jovens mulheres em minha pesquisa a seguinte questão: “Se você está indo longe demais com um rapaz, e ele lhe dá um beijo na testa e diz, ‘eu acho que precisamos ir devagar, eu respeito demais você para fazer tudo isso com você, e eu quero me apaixonar com você pelos motivos certos’, você acharia ele mais ou menos atraente?”.

Quase 100 por cento das garotas – 995 – disseram que achariam o rapaz mais atraente. Uma garota disse que isso era “porque ele estaria pensando em nós e não somente nele”. Outra garota disse: “Eu não vou mentir. No primeiro momento eu ficaria pensando, ‘O que? Que tipo de homem diz isso?’ Mas depois naquela noite eu estaria pensando: ‘Eu realmente gosto desse rapaz’”.

Eu fiz uma última pergunta para essas garotas: “Alguns rapazes acham que ser virgem é embaraçoso. Como você se sentiria se um rapaz guardasse sua virgindade para você, sua noiva?”. De novo, as respostas na esmagadora maioria indicam a atratividade da pureza. Aqui estão algumas das respostas que elas deram:

- “Esse é o tipo de rapaz que eu tenho que pegar antes que o resto das bilhões de garotas pegue!”
- “Pare de se preocupar sobre o que os outros vão dizer. Significa tanto que você espere!”.
- “Isso é atraente!”.
- “Está tudo bem em ser virgem. Na verdade, a maioria das garotas prefere assim”.
- “É preciso muita força de vontade para permanecer virgem, e eu amo rapazes assim – que não se importam com o que as pessoas dizem”.
- “Ele é mais homem que muitos outros rapazes”
- “Eles não deviam ficar envergonhados, pois eu não estou”.
- “Essa noiva é uma sortuda”
- “Muitas garotas como eu acham estranho quando um cara fica com medo de ser virgem. Ele devia se orgulhar!”.
- Eu me sentiria uma princesa, porque é assim que eu quero me sentir na noite do meu casamento”.
- “Eu ia querer mais ficar perto dele!”
- “Essa é a coisa mais linda que um homem pode dar à sua noiva. Isso resume a essência do que é ser um homem, com uma só escolha. Ele prometeu à sua noiva sua vida inteira, inclusive seu corpo”.
- “Ele pode te respeitar mais se pode respeitar a si mesmo”.

Quase todas as garotas – 996 – disseram que se sentiriam amadas, honradas, e mais atraídas a um rapaz assim. Das 4 que sobraram, uma expressou descrença que possa existir alguém assim, e as outras três foram indiferentes, dizendo coisas como “Eu não o amaria mais nem menos se ele não fosse virgem”.

Toda garota deseja saber que é querida, desejada, amada, e que merece ser protegida. Quando uma garota chega à universidade, muitas vezes ela já perdeu a esperança por causa das coisas que ela viu (ou fez). Ela pode aceitar os “ficas” ou as relações casuais, mas no fundo de seu coração ela sonha com algo mais. Na verdade, mais mulheres do que eu posso contar chega para mim nas universidades em que dou palestras e me pergunta a mesma coisa: “Todos os rapazes só estão interessados em uma coisa. Onde eu posso encontrar um homem decente?”.

Imagine se você tivesse que falar para uma dessas mulheres que você não quer nada de sexual agora. Se ela lhe abandonar por você querer ser puro, então você já sabe que, para começo de história, ela nunca lhe amou, e você está melhor sem ela. Mas se ela continuar com você, então vocês vão se respeitar sempre. De qualquer modo, nós temos que enfrentar nosso medo de rejeição se é que nós queremos um dia amar de verdade.

Como essa pesquisa mostrou, a maioria das mulheres espera encontrar um homem seguro de si, capaz de auto-domínio. Mesmo se você já perdeu sua virgindade, você ainda pode escolher recomeçar e passar a viver a virtude da pureza. Não importa o passado, nunca é tarde para se tornar o homem que você quer e deve ser.
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Trecho do livro: “Pure Manhood”, de Jason Evert. San Diego: Catholic Answers, 2008.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Abstinência Sexual Antes do Casamento Melhora Vida sexual, Diz Estudo


COMPORTAMENTO

- Pesquisa de universidade americana ouviu duas mil pessoas; satisfação com aspecto sexual foi 15% maior entre casais que esperaram
- Casais que praticaram abstinência teriam relacionamento mais estáveis
28 de dezembro de 2010 | 10h 09
Casais que esperam para ter relações sexuais depois do casamento acabam tendo relacionamentos mais estáveis e felizes, além de uma vida sexual mais satisfatória, segundo um estudo publicado pela revista científica Journal of Family Psychology, da Associação Americana de Psicologia.
Pessoas que praticaram abstinência até a noite do casamento deram notas 22% mais altas para a estabilidade de seu relacionamento do que os demais.
As notas para a satisfação com o relacionamento também foram 20% mais altas entre os casais que esperaram, assim com as questões sobre qualidade da vida sexual (15% mais altas) e comunicação entre os cônjuges (12% maiores).
Para os casais que ficaram no meio do caminho – tiveram relações sexuais após mais tempo de relacionamento, mas antes do casamento – os benefícios foram cerca de metade daqueles observados nos casais que escolheram a castidade até a noite de núpcias.
Mais de duas mil pessoas participaram da pesquisa, preenchendo um questionário de avaliação de casamento online chamado RELATE, que incluía a pergunta “Quando você se tornou sexualmente ativo neste relacionamento?”.
Religiosidade
Apesar de o estudo ter sido feito pela Universidade Brigham Young, financiada pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, também conhecida como Igreja Mórmon, o pesquisador Dean Busby diz ter controlado a influência do envolvimento religioso na análise do material.
“Independentemente da religiosidade, esperar (para ter relações sexuais) ajuda na formação de melhores processos de comunicação e isso ajuda a melhorar a estabilidade e a satisfação no relacionamento no longo prazo”, diz ele.
“Há muito mais num relacionamento que sexo, mas descobrimos que aqueles que esperaram mais são mais satisfeitos com o aspecto sexual de seu relacionamento.”
O sociólogo Mark Regnerus, da Universidade do Texas, autor do livro Premarital Sex in America, acredita que sexo cedo demais pode realmente atrapalhar o relacionamento.
“Casais que chegam à lua de mel cedo demais – isso é, priorizam o sexo logo no início do relacionamento – frequentemente acabam em relacionamentos mal desenvolvidos em aspectos que tornam as relações estáveis e os cônjuges honestos e confiáveis.”
Por: BBC Brasil

Fonte: Estadao


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O Namoro e Santa Gianna


Santa Gianna Beretta Molla, santa não tão divulgada, mas com não menor exemplo de vida que outros santos populares, é uma cristã de nossos tempos. Médica, casou-se com Pietro Molla em 29 de setembro de 1955, vindo a falecer pouco mais de 6 anos depois, heroicamente, ao não permitir que se interrompe-se a sua quarta gravidez, considerada de risco, dando a vida à sua filha às custas da sua própria.

A santidade de Gianna, que culminou com seu martírio em favor da vida, não se fez apenas neste momento, mas construiu-se por toda sua vida. Dentre os muitos aspectos que poderiam ser citados quanto ao exemplo deixado pela santa, detenho-me na época de seu namoro com Pietro.

Em nossos dias, não tão distantes dos dias de Gianna, o namoro é visto por muitos como uma relacionamento casual, feito e desfeito a qualquer tempo, sem objetivos, sem compromisso. Este não pode, entretanto, ser o pensamento de um cristão, e para justificar esta conclusão que aqui afirmo é que o exemplo de Gianna e Pietro Molla se faz necessário.


Pouco antes de conhecer Pietro, Gianna enfrentava inúmeras dúvidas quanto ao seu futuro, tendo já abandonado a idéia de ser missionária, como queria inicialmente. Foi quando encontrou o engenheiro Pietro Molla, pela primeira vez, na festa da Imaculada Conceição de 1954, com quem rapidamente desenvolveu laços de amizade, que logo tornaram-se laços maiores de afeto. Uma história comum e como muitas outras, mas perpassada por sutis detalhes que demonstram a espiritualidade do casal.

Passados alguns meses, Gianna e Pietro confidenciaram-se o amor que sentiam um pelo outro. Já aí, um dia após o início do relacionamento, dizia Gianna em uma carta a Pietro: “
Quero mesmo fazê-lo feliz e ser aquela que você deseja: bondosa, compreensiva e disposta aos sacrifícios que a vida há de nos oferecer [...] Ora, você é aquele a quem amo muito e a quem pretendo doar-me para formarmos uma família verdadeiramente cristã” (MOLLA, Gianna Beretta: Cartas de Amor de Uma Santa. Aparecida: Editora Santuário, 2008. Carta de 21/02/1955). Aos que possam pensar que tratava-se de um noivado, pela forma como se expressa a santa mulher quanto suas idéias de casamento, adianto que o noivado apenas deu-se alguns meses depois.

É notório o objetivo que o casal teve desde o princípio: formar uma família. Um namoro que se projeta para futuro nenhum não tem propósito de ser. Diz-se que namoro é fase de conhecer. Compreensível e aceitável. Mas, pergunto, este conhecimento tem o que em vista, senão estreitar os laços do casal para um possível enlace perpétuo pelo Sacramento do Matrimônio? Conhecer um ao outro não pode ser o fim, a finalidade do namoro, mas sim o namoro deve ser conseqüência de um objetivo maior, que é conhecerem-se para mais amarem-se, unirem-se e, um dia, poderem formar um lar cristão. O conhecimento por si só não levará a lugar algum se não tiver um motivo pelo qual se quer conhecer.

Outro importante detalhe a se notar é o espírito de doação de Santa Gianna, que, muito antes de conhecer as dores que passaria no fim de sua vida, já se mostra disposta aos “sacrifícios”, como mostra a carta citada. Certamente ela não se referia a uma morte heróica, mas aos pequenos feitos de cada e todo dia: cuidar dos filhos, de sua saúde e educação, suportar a distância do marido nas viagens que ele fazia a trabalho, cuidar das finanças da casa... Atos ordinários, que custam nosso empenho, mas que, com amor, tornam-se extraordinários e heróicos aos serem oferecidos a Deus.

Gianna queria ser melhor para fazer aquele a quem amava feliz. Não para ser melhor serva, como uma escrava, mas melhor pessoa, mulher, esposa e mãe, como dizia a beata em outra carta a seu amado: “então suplico ao Senhor: ‘Senhor, tu que vês os meus sentimentos e a minha boa vontade, corrige-me e ajuda-me a tornar-me uma esposa e uma mãe como tu desejas e acho que Pietro também o deseja’. Está bom assim, Pietro?” (Idem, Carta de 11/03/1955).

Aos que possam ver uma submissão machista nas palavras de Gianna, a bem-aventurada mulher disse a seu amado, numa outra carta, em 21 de março de 1955: “Você é muito zeloso comigo, realmente não mereço isso e prometo-lhe que farei tudo para ser da mesma forma com você” (Ibidem). Doação mútua: eis o ensinamento que nos dá o casal Molla, com suas próprias vidas, desde os primórdios de sua relação.

Um namoro inserido na busca pela santidade leva o casal a mais se aproximar de Deus e dos sacramentos, jamais a afastar-se deles. Também nisso Gianna deu-nos seu testemunho: “
Nunca apreciei tanto a Missa e a comunhão como nestes dias. A capela, muito bonita e acolhedora, está vazia. O celebrante nem mesmo tem coroinha; então o Senhor é todo para mim e para você, Pietro, pois, afinal de contas, onde eu estiver, você também estará” (Ibidem, Carta de 23/03/1955). Que belo exemplo de comunhão que deve ter o casal enamorado, amando no Amor!

Numa de suas últimas cartas antes do noivado, declara Gianna a seu amado: “Desejo mesmo ser para você sempre motivo de alegria e consolo” (Ibidem, Carta de 25/03/1955), e Pietro, quanto a isso, declara: “Não foi difícil para mim corresponder a esse amor seu. Se ela queria fazer-me feliz, qual poderia ser o meu propósito senão torná-la feliz?”. Será que todos pensam, desde o início, não apenas na própria felicidade, mas na felicidade do outro com quem se está? Se isso não ocorre, somos nada mais que seres egoístas, que vêem no parceiro um objeto que lhe proporciona carinho, prazer, momentos agradáveis, mas nada além disso.

Como o exemplo, na maioria das vezes, fala mais que as palavras, que todos os casais possam ver neles, Gianna e Pietro, um modelo, e que percebam que é possível ter uma vida cristã e de santidade no namoro. E, mesmo para quem não teve a oportunidade de viver desde o princípio a doação e o amor da Santa e seu futuro esposo, que o testemunho deles possa inspirar os ideais cristãos que permearam não somente o início da vida a dois do casal, mas também seu noivado e que levou à construção de um matrimônio feliz. Para o mundo, estes ideais podem parecer antiquados, ultrapassados, radicais. Afinal, o que se preza em nossa sociedade é o superficial, o imediato e o individual, não sendo levado em conta o outro, sua dignidade e seu valor. Para o Amor, que é ilógico para o mundo, o modo de proceder de Santa Gianna e Pietro Molla é o único modo de sermos verdadeiramente felizes, com uma felicidade profunda e duradoura.

Izabel Ribeiro Filippi

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Amor Sem Conflitos?


 Um dos erros mais acentuados em homens e mulheres é que eles costumam sonhar com um amor sem conflitos, sem problemas. Isto se deve, em parte, ao impacto cultural que invade os filmes e as novelas, que recaem na ingenuidade, no pouco conhecimento real do mundo e, possivelmente, em outros fatores de peso, mas que, em conjunto, constroem uma imagem do ideal do amor que, na realidade, não existe.
Esta imagem, com a experiência nos relacionamentos, cedo ou tarde se rompe, deixando um acúmulo de decepções e desilusões. Ironicamente, os que sonham com amores perfeitos acostumam viver amores muito imperfeitos, pois a realidade é que não existem relacionamentos humanos sem conflitos. Talvez exista só para aquela pessoa que fica à margem do amor, com uma espécie de linha invisível que não cruza, pois o mantém estático, sem conflito e sem amor.

Imagem de DestaqueTodos os seres humanos formam parte de uma história pessoal com diversas experiências, algumas boas e outras não tanto. Todos nós temos rasgos de caráter distintos, aptidões, defeitos, virtudes, capacidades etc. Tudo o que foi mencionado anteriormente influi no relacionamento com os outros, com nós mesmos, tomando em consideração o que a outra pessoa traz na história dela. Em poucas palavras, outro mundo muito distinto do nosso, por isso o complexo dos relacionamentos, pois é muito ingênuo pensar que, algum dia, poderemos ter amor sem conflitos.
Um dia um autor formulou a seguinte frase, referindo-se ao relacionamento de um casal com ideias e pensamentos distintos. Apesar disto, não desaparecem as diferenças de opinião nem os desacordos: “Discutiram e, assim, experimentaram, uma vez mais, que se pertenciam um ao outro”.
Claro que estamos falando de uma discussão na qual não se busca ferir o outro, mas de uma vontade de compreensão e desejo de compromisso construtivo. É aqui, justamente, onde se demonstra o esforço para encontrar sempre um caminho em direção ao outro.
Amar não é descansar um junto ao outro, porque amor é uma luta e uma superação de conflitos para conseguir a unidade que deve se conquistar a cada dia.

Eugenia Ponce de León Álvarez
www.almas.com.mx

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Para Relacionamentos a Palavra Chave é Superação


Quando se começa um relacionamento, qualquer que seja ele: de esposos ou familiar, de pais e filhos, entre parentes e até entre amigos, acontece, a meu ver, um processo de entrelaçamento de vida, apresentando na prática em 4 fases distintas: o encantamento, o sofrimento, a decepção e a superação.
A primeira fase do relacionamento é o encantamento, porque é a fase inicial, quando se conhece a pessoa, no caso do pai ou da mãe quando vê o filho recém-nascido, eles “babam” de encantamento. Quando um casal começa a namorar é a mesma reação, tudo leva a olhar com amor, a querer bem, os defeitos ficam totalmente obscurecidos pela paixão, é um encantamento. O mesmo acontece com todos os tipos de relacionamentos humanos.
Com o passar do tempo, as pessoas, principalmente as que vivem juntas, começam a se ferir com os desencontros de opiniões, as discussões, os desencontros e brigas, palavras colocadas inadequadamente, egoísmos. É a fase do sofrimento. Amar nos provoca muito sofrimento e também fazemos sofrer a quem mais amamos. E é natural que isso aconteça, porque a pessoa traz em si misérias e pecados que acabam se revelando no processo de comunicação; em meio às virtudes, que todos temos, estes pecados sempre acabam provocando sofrimento nas pessoas com quem convivemos.

Imagem de DestaqueO relacionamento chega ao ápice da crise quando a pessoa amada se mostra totalmente o oposto do que havíamos sonhado [que ela fosse]. Isso porque nós temos a facilidade de idealizar as pessoas e construir “castelos de areia” sobre o que imaginamos que elas sejam ou possam ser. Na fase da decepção, quando tudo isso cai por terra por traições físicas ou espirituais, resta um grande vazio no relacionamento e há a vontade de desistir de tudo por conta da quebra de qualquer expectativa de possibilidade de viver com essa pessoa que nos decepcionou profundamente; fato este que gera mágoas e ressentimentos enormes e uma verdadeira crise. Todos nós já decepcionamos alguém e fomos decepcionados no processo de vida em comum.
Vejo que a crise (e no casamento acontecem muitas) é também muito importante para o crescimento espiritual do casal. Porque só se cresce a partir de crises. A este crescimento eu chamo de superação, que é a fase madura do relacionamento. A superação é a recuperação da fase do encantamento por meio de atitudes de acolhimento da fraqueza da outra pessoa. Num relacionamento dilacerado pelas fases intermediárias (sofrimento e decepção) a superação é a busca de um novo entendimento, visando uma nova relação humana, pautada no conhecimento profundo, sem máscaras ou fingimentos.
Superação é a “palavra-chave” do relacionamento, pois ninguém se exime de viver a decepção e o sofrimento provocado pelo outro. O caminho que proponho é buscar o diálogo a cada momento, visando superar tudo isso e reavivar o amor, tendo como premissa o amor de Deus, que é grandioso, que perdoa sempre e supera nossa humanidade ferida pelo pecado, dando-nos a cada dia uma nova chance, um começar tudo de novo, com a alma lavada pelo Seu Sangue e totalmente perdoada. Olhando para esta atitute do Senhor dê passos para viver essa superação em seus relacionamentos humanos.
Diácono Paulo Lourenço-Com. Canção Nova

domingo, 7 de fevereiro de 2010

A Beleza da Castidade


"Não há peso para pesar o valor de uma alma casta!"(Eclesiástico 26,20)


A castidade é um grande dom, que faz com que compreendamos a unicidade do nosso ser. A presença da castidade gera felicidade, dignidade, capacidade para amar, para se doar não por pedaços, mas para se doar por inteiro, como Jesus se deu na cruz. Hoje, vemos um mundo que despreza a beleza da castidade, por isso, as consequências são tão graves.

A castidade gera olhos transparentes, revela o próprio Cristo e aquela que é "toda bela", a Virgem Maria. Mas a ausência dessa virtude vai enfeando o homem. Aí a mulher precisa produzir-se cada vez mais e vai tornando a vida feia, vazia e infeliz.

Sem uma relação profunda de amizade no namoro não existe matrimônio verdadeiro e feliz. Mas como nós não priorizamos, no namoro, a amizade, temos matrimônios imaturos, inseguros, muitas vezes, gerados por relações sexuais pré-matrimoniais. Nós vemos os frutos disso na nossa casa, na nossa família. Temos visto uma sociedade que reivindica a regularização e a aceitação do adultério.

A sociedade nos diz o tempo todo que esse "negócio" de homem e mulher já era, que você é quem escolhe e, assim, vai negando a natureza e o dado inicial que Deus lhe deu. O Senhor o fez homem, não o fez outra coisa e você vai ser feliz sendo homem.

Rapazes, vocês são verdadeiramente homens! O mundo precisa de testemunho de virilidade, com a sua capacidade, com os seus dons, que complementam a mulher. A masculinidade de vocês é um dom de Deus. Vocês são verdadeiramente homens, inteiramente homens.

Pode ser que vocês tragam algumas feridas com vocês, mas não se deixem enganar pelo mundo! Não se arraste pelas modas que arrasam a masculinidade e a virilidade. Sejam homens por inteiro, como Cristo foi!Se há feridas em vocês, deixem que Ele, o Homem que é Cristo, pela Sua graça, pela castidade, os harmonize e os cure. Vocês serão felizes sendo quem vocês são. Quando, em Cristo, deixamo-nos ser aquilo que Deus nos criou, somos felizes.

Minhas queridas irmãs, quero lhes pedir em nome de Cristo, da Igreja e do mundo que vocês não percam o dom maior que Deus lhes deu: a feminilidade. A feminilidade de vocês nos torna mais homens. A feminilidade – não a sensualidade – torna seus esposos e seus filhos mais homens. A sensibilidade de vocês pode ser notada até quando um rosto muda. Vocês são capazes de fazer com que o mundo seja mais humano.

Não deixem de ser como Deus as fez: mulheres por inteiro, todas belas! Não caiam nas falácias do mundo de hoje, que querem que vocês entrem em competição com o homem. Não se deixem enganar pela sensualidade, pela negação da sua sexualidade como mulheres, como se pudessem ser outra coisa sem ser mulheres.

Mulher, que complementa o homem, que faz o mundo mais humano. Em vocês vejo minha mãe, minhas irmãs, minha cofundadora. Não deixem de ser o que vocês são pelas mentiras do mundo.

Onde começa essa deformação do mundo? Quando se despreza a castidade. Como podemos ser amigos da humanidade com uma sociedade que despreza a castidade? Como amigo de Deus e como amigo dos homens, eu sou chamado a testemunhar e a proclamar a beleza da castidade.

Moysés Azevedo - Com. Shalom

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Jovens Como Sara e Tobias!


A Bíblia nos conta que Tobit, pai de Tobias, pediu a seu filho para que fizesse uma viagem a uma terra muito distante e, para isso, pediu que ele procurasse alguém para acompanhá-lo. Foi quando Deus, na sua bondade, providenciou um companheiro que, mais tarde, iria se revelar: era o próprio Arcanjo Rafael.

Foi Rafael quem conduziu Tobias até a casa de Ragüel, pai de Sara, com quem Tobias se casou.

Na noite do casamento, levaram o jovem esposo aos aposentos de Sara que o esperava. Ela tinha todo o direito de se dar ao esposo que Deus mesmo havia escolhido para ela. Tobias, que tinha se conservado casto até aquele momento, se levanta, volta-se para sua esposa e diz:

"Levanta-te, Sara, e roguemos a Deus, hoje, amanhã e depois de amanhã. Estaremos unidos a Deus durante estas três noites. Depois da terceira noite consumaremos nossa união; porque somos filhos de santos e não nos devemos casar como os pagãos que não conhecem a Deus" (Tb 8,4-5 cf. tradução da Bíblia Ave-Maria).

Preste atenção: "Porque somos filhos de santos, e não nos devemos casar como os pagãos que não conhecem a Deus". Todos os rapazes e moças que são virgens, saibam: manter-se castos é uma graça de Deus! Por amor ao seu casamento e à sua família, mantenham-se firmes! Façam um compromisso de castidade ao Senhor!

Por causa de "amigos" que contam vantagens e fazem mil insinuações, talvez você seja um daqueles que vive titubeando, sem saber mais o que é certo e errado. Saiba: é preciso querer a mesma graça de Tobias e Sara. Outros caíram e se machucaram muito cedo. Com você não precisa ser assim!

Quando eu era menino queimei o meu braço com água fervendo. Até hoje tenho a cicatriz e tenho que tomar muito cuidado: pois qualquer queda o machuca, pois tornou-se uma região muito frágil e sensível.

É incrível como o mundo e a tentação são cruéis com os homens! Muitos rapazes caíram e se queimaram também muito cedo. Sei que eles gostam de se exaltar contando aventuras! Mas francamente: infeliz de você que se queimou tão cedo! O certo era ter chegado virgem ao casamento! É que o mundo inverteu os valores. Mas, creia, a verdade não se faz por maioria!

Se você fosse a um rio e encontrasse lá muito cascalho e pouquíssimo ouro, o que você pegaria: o cascalho ou o ouro? Claro que pegaria o ouro! Repito: a verdade não se faz pela maioria. Não é porque muitos caíram que você precisa cair.

O mesmo acontece com as meninas: antigamente conservavam a virgindade até o casamento. Nos tempos atuais, infelizmente, o mundo, a televisão, as novelas têm mudado de tal maneira a cabeça das mulheres que elas acreditam, que chega a ser um vexame, conservar a virgindade.

O que está em jogo é a sua pureza!

Muitas meninas ficam com a cabeça confusa: "Será que estou certa? As minhas colegas constantemente falam na minha cabeça. Quase me empurram! Se recuso e não entro nessas aventuras, parece-me que sou menos que elas e sou fatalmente rejeitada..."

Não, você não é menos: é mais! Se os rapazes "se queimam" quando têm relações antes do casamento, a "queimadura" para as mulheres é muito mais dolorosa.

Neste imenso desafio de viver pureza e castidade, é triste ver pai e mãe aconselhando seus filhos a usar camisinha, porque, "afinal de contas, ninguém consegue se segurar". É uma falsa prevenção!

Temos que voltar àquilo que Tobias disse a Sara: "Porque somos filhos dos santos, e não nos devemos casar como os pagãos que não conhecem a Deus".

Os que se queimam são vítimas! Eles não são superiores aos outros!

Assim como digo aos rapazes e moças que conservaram a sua virgindade que façam um compromisso ao Senhor de se conservarem virgens até o casamento, digo também àqueles que, por mil motivos, perderam a virgindade: façam, também, o mesmo compromisso com o Senhor: Daqui para frente, me comprometo com o Senhor, a viver em perfeita castidade até o casamento.

Assim como cuido do meu braço, que já foi queimado, para que não se queime mais, também convido você para, a partir de agora, se manter "virgem" até o casamento.

Seja qual for a sua história, por mais dolorosa que seja, Jesus é capaz de mudar seu interior e seu físico. Tem muita gente com vergonha de si mesmo e até do próprio corpo por causa das situações nas quais já foram vítimas.

Assuma o que a Palavra de Deus nos diz:

"Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura. O mundo antigo passou, eis que aí está uma realidade nova" (2 Cor 5,17).

Encantou-me o testemunho de uma moça que me disse: "Eu não era mais virgem: já tinha tido dois filhos. Quando ouvi uma palestra sua, em que o senhor nos convidava a permanecer virgem de alma e de corpo até o casamento, eu quis e me decidi do fundo do coração. Mas, me perguntei: Como se fará isso? Eu não sou mais virgem... Mas, permaneci firme e pedi ao Senhor a graça da virgindade, também no meu corpo".

Casei-me. Fizemos como Sara e Tobias e na primeira relação tive a impressão de que era a minha "primeira relação". Tudo indicava que havia uma membrana oferecendo resistência e que, por fim, foi rompida. Agradeci a Deus, mas pensei que era impressão minha.

Mas aquilo não me saia da cabeça. Tive coragem e conversei abertamente com meu esposo e ele me disse que percebeu a mesma coisa, mas não teve a coragem de dizer nada, porque ele havia se conservado "virgem" até o casamento: aquela era a sua primeira relação. Por isso pensou que tinha sido impressão dele. Agora ele mesmo podia afirmar: uma coisa incomum havia acontecido.

Fiquei grávida. Toda a gravidez se passou como se fosse o primeiro filho. Mas isso poderia, com mais razão, ser uma impressão minha.

Tive parto normal. A parteira toda feliz me disse: É o seu primeiro parto, não é? Eu tive que dizer-lhe: Não, já é o terceiro! A parteira não se conteve: Não é possível. A sua musculatura e todas as suas reações foram de primeiro parto! Ela não entendeu. Eu mais uma vez agradeci a Deus.

Logo em seguida, eu tive um problema de retenção urinária, com muitas dores. A médica, quando examinou, me disse: Mas isso só acontece como conseqüência de um primeiro parto! O que aconteceu com você?

Daí não tive mais dúvida. Padre, eu não sei explicar, mas tudo indica: o meu pedido foi atendido. O Senhor me fez virgem de alma e também de corpo!

Eu também não tinha explicação. Só pude dizer a ela: Tudo indica: o seu pedido foi atendido!

Agradeçamos ao Senhor:

Obrigado, Senhor, porque limpas a minha mente! O meu coração! Os meus pensamentos! As minhas fantasias e lembranças dolorosas!

Cobre-me com a Tua graça. Com o Teu amor. Concede-me a firmeza, a fortaleza dos santos, para que possa manter-me firme no propósito de viver a pureza e a castidade!

Obrigado, Senhor, pela graça de recomeçar! Amém!

Do livro: "Geração PHN"

Padre Jonas Abib