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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Testemunho: Nossa Senhora Rosa Mística e Minha Vocação

Costumo dizer que a minha devoção mariana não foi escolhida por mim, mas N. Sra. Rosa Mística quem me escolheu. Cresci dentro da Igreja Católica e desde criança aprendi a amar e seguir os preceitos cristãos da minha igreja. Apesar disso, sentia dificuldade em rezar o terço Mariano, sempre me atropelava nas Ave-Marias, engolindo as palavras quando rezava em público,isso me chateava muito, pois não admitia esquecer as ave-marias, visto que sempre nutri um amor pela Mãezinha do Céu. 

Um certo domingo, aos 15 anos de idade, como sempre, eu e minha prima fomos à Missa dominical na Igreja Divino Espírito Santo e ao sentarmos no banco, um rapaz veio nos dar uma sacolinha com o terço e uma oração com a imagem de N. Senhora, mas eu olhando para ele disse: moço não tenho dinheiro, e ele respondeu: “é de graça”. Abri um sorriso e peguei. O terço tinha as contas vermelhas e branca (transparente) e a imagem de N. Sra contida no papel tinha 03 Rosas no pescoço, nunca havia visto aquela imagem, e no papel dizia que ela tinha o nome de Maria Rosa Mística. Ao chegar em casa, fui logo abrindo o pacotinho e de repente começei a ler a oração que ensinava rezar o terço – chamado de lágrimas de sangue, e rezei naquele dia. No outro dia, Pasmem! Já sabia rezar o terço sem olhar no papel. E assim fui me tornando devota de NSra Rosa Mística, e na medida em que ia rezando o terço suscitava em meu coração o desejo de sempre ir ao sacrário conversar com Jesus e colocar como uma das intenções do terço os sacerdotes e a igreja, mesmo sem entender, obedecia. 

Em outro dia, ao entrar na casa da minha tia, ela estava rezando o terço mariano junto com os vizinhos e na hora pediu para eu sentar e rezar um mistério, fiquei apavorada temendo engolir as palavras e assim aconteceu…, neste momento, escutei meu tio dizer: “vive tanto na igreja e não sabe rezar o terço”. Eu saí dalí muito chateada e naquele dia chorei diante do terço das lágrimas de sangue de NSra Rosa Mística e pedi que ela me ensinasse a rezar o terço mariano. Deste dia em diante nunca mais engoli as Ave-Marias. No meu primeiro emprego, ganhei a imagem Dela das colegas de trabalho, nas quais duas eram evangélicas, mas de tanto ouvir falar do meu amor por Ela, se juntaram com a outra colega, que é católica, e me deram de presente de aniversário - O mais belo que já recebi! E assim fui crescendo, sempre conversando e pedindo a NSra. Rosa Mística sua intercessão, proteção e que me ensinasse a ser fiel a Jesus. Em minha vida Ela sempre está presente, onde quer que eu vá algo me remete a Ela. 

Certa vez, na Igreja de S. Pedro, recebi de uma só vez 03 Rosas e a pessoa que me entregou dizia que eram as graças que Nossa Senhora tinha para derramar na minha vida. Saí de lá aos prantos, tamanha era a presença Dela que sentia , e, somente notei as cores das rosas ao chegar em casa e coloca-las no vaso perto da imagem dela – as cores eram as de Rosa Mística. Cada uma das rosas está relacionada a uma área da minha vida e vivo cada uma a seu tempo – mimos da Mãezinha! 

Em novembro de 2014, a caminho do Santuário de Aparecida me deparei com uma imagem enorme de NSra Rosa Mística, no Santuário de Frei Galvão, fiquei emocionada. Ao chegar em Aparecida Nossa Mãe do Céu me fez recordar do segredo da segunda rosa que diz respeito a minha caminhada na igreja – minha vocação!


Fabiana Ferreira Marques – Vocacionada na Missão de Evangelização Rosa Mística. 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Arrepiante!Mais acessada no Youtube por uma semana! Está chegando o Natal! (Letra Traduzida)

Canção mais acessada em uma semana no Youtube.É Natal e Jesus nos vem novamente por Maria!Paz e Alegria!



Letra e Tradução

Mary, Did You Know?
Mary, did you know
That your baby boy would one day walk on water?
Mary, did you know
That your baby boy would save our sons and daughters?
Did you know
That your baby boy has come to make you new?
And this child that you've delivered
Will soon deliver you

Mary, did you know
That your baby boy would give sight to a blind man?
Mary, did you know
That your baby boy would calm the storm with his hand?
Did you know
That your baby boy has walked where angels trod?
And when you kiss your little baby
You kiss the face of god

Oh Mary, did you know?

Mary, did you know?

The blind will see
The deaf will hear
The dead will live again
The lame will leap
The dumb will speak
The praises of the lamb

Mary, did you know
That your baby boy is lord of all creation?
Mary, did you know
That your baby boy would one day rule the nations?
Did you know
That your baby boy is heavens perfect lamb?
And this sleeping child you're holding
Is the great I am
Maria, você sabia?
Maria, você sabia?
Que um dia seu garoto irá andar sob as águas?
Maria, você sabia?
Que seu garoto irá salvar nossos filhos e filhas?
Você sabia
Que seu garoto veio para lhe fazer nova?
E essa criança que você deu à luz
Irá em breve dar à luz a você

Maria, você sabia?
Que seu garoto dará visão a um homem cego?
Maria, você sabia?
Que seu garoto irá acalma uma tempestade com suas mãos?
Você sabia
Que seu garoto andou onde os anjos pisaram?
E que quando você beija seu bebêzinho
Você beija a face de Deus

Oh Maria, você sabia?

Maria, você sabia?

O cego irá ver
O surdo irá ouvir
E o morto irá reviver
O manco irá saltar
O mudo irá proclamar
Os louvores do cordeiro

Maria, você sabia?
Que seu garoto é o senhor de toda a criação?
Maria, você sabia?
Que seu garoto um dia irá governar as nações?
Você sabia
Que seu garoto é o Cordeiro Perfeito dos Céus?
Esta criança adormecida que você está segurando
É o Grande Eu Sou!




segunda-feira, 19 de maio de 2014

A Devoção Mariana é Bíblica?

Pergunta: Como pode na Bíblia não existir uma menção e ordem de que se deve cultuar Maria de Nazaré, a mãe de Jesus? O próprio Jesus, em algumas circunstâncias, faz com que as pessoas elevem a figura de sua mãe acima da Sua e de Deus Pai, como objeto de veneração (Stefano).

Resposta: Caro Stefano, algumas passagens do Evangelho são, aparentemente, um culto a Maria. Uma se encontra no Evangelho de Lucas, no capítulo 11, 27-28. A uma moça que grita: “Bem-aventurado o ventre que te gerou e o seio que te amamentou”, Jesus responde: “Bem-aventurados ainda mais aqueles que escutaram a Palavra de Deus e a observaram”. Existem outras passagens similares em (Lc 8,19-21) e nos paralelos de Marcos e Mateus. Concluem com esta afirmação de Jesus: “Minha mãe e meus filhos são estes: aqueles que escutam a palavra de Deus e a colocam em prática” (Lc 8,21). Na verdade Jesus não coloca em evidência o motivo pelo qual Maria é bem-aventurada: porque escutou e observou a palavra de Deus. Foi o que Maria fez acolhendo o anúncio do anjo: “Eis a serva do Senhor: faça-se em mim segundo a tua vontade” Lc 1,37.

http://www.arautos.org/resource/view?id=11511&size=2Contudo, no Evangelho não se veta a veneração de Maria. Aparece, antes de tudo, o início e o fundamento de um culto da primitiva comunidade cristã. Isto é evidente na saudação particular do anjo Gabriel, na expressão “cheia de graça”, que se volta a Maria por sua prima Isabel (a qual a abençoa, proclama-a abençoada e a define “mãe do meu Senhor”). Maria mesmo, no Magnificat, diz: “De agora em diante, todas as gerações me chamarão bendita”. Todas estas expressões de elogios a Maria não seriam possíveis se os primeiros cristãos não tivessem tido uma grande estima por ela. É aqui a origem da veneração a Maria, desde a origem da Igreja.

Temos também outros certificados antigos. No início dos anos 900 foi descoberto um papiro do século II e III, com uma oração a Maria feita por uma comunidade egípcia: “Sobre a tua proteção buscamos refúgio, santa Mãe de Deus, não desprezeis as nossas súplicas e livrai-nos de todos os perigos, Oh Virgem gloriosa e bendita”.

Aparece já o título de Theotokos, Mãe de Deus, que será definido em 431 no Concílio de Éfeso. Entre os anos de 50 e 60, o padre franciscano Bellarmino Bagatti decifrou dois escritos em grego em uma Igreja judaico-cristã sobre a casa de Maria em Nazaré. O primeiro é o testemunho mais antigo da Ave-Maria (Chaire Maria em grego), o segundo foi deixado por um peregrino que testemunha ter escrito sobre “lugar santo de Maria”.

A partir de São Justino, desenvolve-se também uma reflexão teológica sobre Maria, colocada em paralelo com Eva. Relembra uma famosa passagem de Melitone di Sardi, que em uma homilia pascal (cerca de 165), cita Maria, “o belo cordeiro” do qual vem o cordeiro da nossa redenção.

Em conclusão, o culto a Maria tem origem no texto bíblico e se desenvolve com a reflexão da Igreja, guiada pelo Espírito Santo. Não se trata porém de adoração, reservada somente a Deus, mas de veneração, ou seja, reconhecimento da sua virtude, da sua fé, do seu ter sido doce à palavra de Deus. Veneração que nos leva a imitá-la, a confiar na sua intercessão e a adorar e louvar o Senhor.

Fonte: comshalom.org

quarta-feira, 14 de março de 2012

Papa Bento XVI Exorta à Oração

Queridos irmãos e irmãs,


Com a Catequese de hoje gostaria de começar a falar da oração nos Atos dos Apóstolos e nas Cartas de São Paulo. São Lucas nos concedeu, como sabemos, um dos quatro Evangelhos, dedicado à vida terrena de Jesus, mas nos deixou também aquele que foi definido como primeiro livro sobre a história da Igreja, isto é, os Atos dos Apóstolos. 

Em ambos este livros, um dos elementos recorrentes é justamente a oração, desde aquela de Jesus àquela de Maria, dos discípulos, das mulheres e da comunidade cristã. O caminho inicial da Igreja permaneceu, antes de tudo, é conduzido pela ação do Espírito Santo, que transforma os Apóstolos em testemunhas do Ressuscitado, até a efusão do sangue, e pela rápida difusão da Palavra de Deus no Oriente e no Ocidente.


Todavia, antes que o anúncio do Evangelho se difunda, Lucas traz o episódio da Ascenção do Ressuscitado (cfr At 1,6-9). Aos discípulos, o Senhor entrega o programa de existência deles: a dedicação à evangelização. E diz: “Descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda Judéia e Samaria e até os confins do mundo” (At 1,8). 

Em Jerusalém, os Apóstolos permaneceram em onze, por causa da traição de Judas Iscariotes, eles permaneceram em casa para rezar, e é justamente na oração que esperam o dom prometido por Cristo Ressuscitado: o Espírito Santo.

Neste contexto de espera, entre a Ascenção e o Pentecostes, São Lucas menciona por fim, Maria, a Mãe de Jesus e seus familiares (v. 14). A Maria é dedicado o início de seu Evangelho, do anúncio do Anjo ao nascimento e a infância do Filho de Deus que se fez homem. Com Maria inicia a vida terrena de Jesus e com Maria iniciam-se também os primeiros passos da Igreja; em ambos os momento,s o clima é de escuta de Deus, de recolhimento. 

Hoje, portanto, queria dedicar-me a esta presença orante da Virgem no grupo dos discípulos que serão a primeira Igreja nascente. Maria seguiu com discrição todo o caminho de seu Filho durante a vida pública até os pés da cruz, e agora continua a seguir, com uma oração silenciosa, o caminho da Igreja. 

Na Anunciação, na casa de Nazaré, Maria recebe o Anjo de Deus, é atenta às suas palavras, as acolhe e responde ao projeto divino, manifestando sua plena disponibilidade: “Eis aqui a serva do Senhor: faça-se em mim segundo Sua vontade” (cfr Lc 1,38). 

Maria, por uma atitude interior de escuta, é capaz de ler a própria história, reconhecendo com humildade que é o Senhor a agir. Ao visitar a prima Isabel, ela exorta numa oração de louvor e alegria, de celebração pela graça divina, que encheu seu coração de vida, rendendo-a Mãe do Senhor (cfr Lc 1,46-55). 
Louvor, agradecimento e alegria: no canto do Magnificat, Maria não olha só aquilo que Deus operou nela, mas também aquilo que se cumpriu e se cumpre continuamente na história.

Santo Ambrósio, em um célebre comentário sobre o Magnificat, convida a ver o mesmo espírito de oração e escreve: “Esteja em cada um a alma de Maria que engrandece o Senhor, esteja em todos o espírito de Maria que exulta em Deus” (Expositio Evangelii secundum Lucam 2, 26: PL 15, 1561).
Mesmo no Cenáculo, em Jerusalém, no “quarto no piso superior, onde normalmente se reuniam”, os discípulos de Jesus (cfr At 1,13), em um clima de escuta e oração, ela estava presente, antes de abrirem-se as portas e começar a anunciar Cristo Senhor a todos os povos, ensinando a observar tudo aquilo que Ele havia ordenado (cfr Mt 28,19-20).

As etapas do caminho de Maria, da casa de Nazaré àquela de Jerusalém, passando pela Cruz onde o Filho a confia ao apóstolo João, são marcadas pela capacidade de manter um perseverante clima de recolhimento, para meditar cada acontecimento no silêncio de seu coração, diante de Deus (cfr Lc 2,19-51) e na meditação diante de Deus também compreende a vontade de Deus e a capacidade de aceitá-la interiormente. 

A presença da Mãe de Deus com os Onze, depois da Ascenção, não é uma simples anotação histórica de uma coisa do passado, mas assume um significado de grande valor, porque com eles, ela partilha aquilo que para ela é mais precioso: a memória vida de Jesus, na oração; partilha a missão de Jesus, conserva a memória de Jesus e, assim, conserva sua presença.

A última referência a Maria nos dois escritos de São Lucas é colocado no dia de sábado: o dia do descanso de Deus, depois da Criação, o dia do silêncio depois da Morte de Jesus e de espera de Sua Ressurreição. É sobre este episódio que se enraíza a tradição de Santa Maria no Sábado. 

Entre a Ascenção do Ressuscitado e o primeiro Pentecostes cristão, os Apóstolos e a Igreja se reúnem com Maria para esperar com ela pelo dom do Espírito Santo, sem o qual não se pode tornar testemunha. Ela que já o reconhece por ter gerado o Verbo encarnado, divide com toda Igreja este mesmo dom, para que no coração de cada crente “seja formado Cristo” (cfr Gal 4,19). Se não há Igreja sem Pentecostes, não há também Pentecostes sem a Mãe de Jesus, porque Ela viveu de modo único aquilo que a Igreja experimenta todos os dias sob a ação do Espírito Santo. 

São Cromácio de Aquiléia comenta assim sobre o registro dos Atos dos Apóstolos: “Na verdade, a Igreja foi congregada na quarto do andar superior com Maria, que era a Mãe de Jesus e com os Seus irmãos. Não se pode, portanto, falar de Igreja se aí não estiver presente Maria, a mãe do Senhor... Na Igreja de Cristo é pregada a Encarnação de Cristo na Virgem, e onde pregam os apóstolos, que são irmãos do Senhor, lá se escuta o Evangelho”(Sermo 30,1: SC 164, 135).

O Concílio Vaticano II quis destacar, de modo particular, esta ligação que se manifesta visivelmente na oração de Maria junto aos apóstolos, no mesmo lugar, na espera pelo Espírito Santo. A Constituição dogmática Lumen gentium afirma: “Tendo sido do agrado de Deus não manifestar solenemente o mistério da salvação humana antes que viesse o Espírito prometido por Cristo, vemos que, antes do dia de Pentecostes, os Apóstolos «perseveravam unânimemente em oração, com as mulheres, Maria Mãe de Jesus e Seus irmãos» (Act. 1,14); e vemos também Maria implorando, com as suas orações, o dom daquele Espírito, que já sobre si descera na anunciação” (n. 59).  “O lugar privilegiado de Maria é a Igreja, onde é “saudada como membro eminente e inteiramente singular... e modelo perfeitíssimo na fé e na caridade” (ibid., n. 53).

Venerar a Mãe de Jesus na Igreja significa ainda aprender com ela a ser comunidade que reza: é esta uma das notas essenciais da primeira descrição da comunidade cristã delineada nos Atos dos Apóstolos (cfr 2,42). 

Normalmente a oração é ditada a partir de situações de dificuldade, problemas pessoais que levam a dirigir-se ao Senhor para ter luz, conforto e ajuda. Maria convida a abrir as dimensões da oração, a dirigir-se a Deus não somente na necessidade e não somente para si mesmo, mas de modo unânime, perseverante, fiel, com um “coração só e uma alma só” (cfr At 4,32).

Queridos amigos, a vida humana atravessa diversas fases de passagem, normalmente difíceis e empenhativas, que pedem escolhas obrigatórias, renuncias e sacrifícios. A Mãe de Jesus foi colocada pelo Senhor em momentos decisivos da história da salvação e ela soube responder sempre com plena disponibilidade, fruto de uma ligação profunda com Deus amadurecida na oração assídua e intensa.

Entre a Sexta-feira da Paixão e o Domingo da Ressurreição, a ela foi confiado o discípulo predileto e com ele toda a comunidade dos discípulos (cfr Jo 19,26). 
Entre a Ascenção e o Pentecostes, ela se encontra com e na Igreja em oração (cfr At 1,14). Mãe de Deus e Mãe da Igreja, Maria exercita esta sua maternidade até o fim da história. Confiamos a ela cada fase da passagem da nossa existência pessoal e eclesial, até nossa passagem final. Maria nos ensina a necessidade de orar e nos indica que só com a ligação constante, íntima, plena de amor com seu Filho podemos sair da “nossa casa”, de nós mesmos, com coragem, para conquistar os confins do mundo e anunciar em qualquer lugar o Senhor Jesus Salvador do mundo. Obrigado.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Devoção: Esponsais de Maria e José


Quero dividir com vocês hoje uma devoção que nem todos conhecem - a devoção ou a festa dos Esponsais de Maria com São Jo. Sua origem é do século XV, na França e se espalhou por outras regiões.

A devoção espalhada pelo mundo teve o dia 23 de janeiro como data escolhida para a celebração. Chegou a ser suspensa em muitos lugares, inclusive na região de Verona, por volta do final de 1600. Porém, com o florescimento do culto a São José, não demorou muito para que a festa dos Esponsais fosse restabelecida, no sentido mais antigo, para toda a Igreja.
Na época em que São Gaspar viveu em Verona (início do século XIX), a Igreja dos Estigmas havia sido reduzida a oficina de guerra por Napoleão Bonaparte, e o altar-mór fora destruído. Pe. Gaspar construiu um novo e o dedicou aos Santos Esposos, representados num quadro que ele mesmo comprou, obra de pintor desconhecido.
Terminada a restauração da igreja, ele promoveu a primeira solenidade dos Santos Esponsais em 23/01/1823. Durante o sermão da Solenidade, o sacerdote Estigmatino Pe. Caetano Brugnoli, apresentou Maria e José como "instrumentos da Divina Providência para levar a cabo a mais importante de suas obras: a Encarnação". Esse especial enfoque mostra que esta devoção não se restringe aos casados, mas é escola de santidade para todos que amam o Senhor.

Deus quis o casamento de Maria e José também para esconder o mistério da Encarnação que o mundo ainda não poderia compreender; para salvar a honra de Maria e ninguém duvidar de sua integridade por ter engravidado de modo diferente do natural; e para nos oferecer o mais perfeito modelo de casal e de família. Os casais imitando Maria e José se amarão sem medida, se respeitarão, impedirão a separação, aprenderão a se reconciliar nos desentendimentos, viverão fiéis um ao outro, estarão de mãos dadas na alegria e na tristeza, construindo o lar na Rocha que é Cristo (Mt 7,24).

Mas a razão principal de São Gaspar colocar-se sob a proteção dos Santos Esposos é que a vida do consagrado, seja religioso ou leigo, impõe uma crescente busca de intimidade com Jesus. . Ora, não é possível haver criaturas com uma entrega do mais completo serviço e da mais íntima comunhão de vida com Jesus, que se compare com a desse casal.
Oração:
           Ó Deus, que unistes em virginal matrimônio a mãe de vosso Filho, Maria Santíssima e São José, para que fossem fiéis colaboradores do mistério da Encarnação, fazei que nós, por sua intercessão, nos tornemos participantes das Núpcias Espirituais com Cristo, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo. Amém.
Fonte: Estigmatinos

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Nossa Senhora de Guadalupe


Num sábado, no ano de 1531, a Virgem Santíssima apareceu a um indígena que, de seu lugarejo, caminhava para a cidade do México a fim de participar da catequese e da Santa Missa enquanto estava na colina de Tepeyac, perto da capital. Este índio convertido chamava-se Juan Diego (canonizado pelo Papa João Paulo II em 2002). 
Nossa Senhora disse então a Juan Diego que fosse até o bispo e lhe pedisse que naquele lugar fosse construído um santuário para a honra e glória de Deus.

O bispo local, usando de prudência, pediu um sinal da Virgem ao indígena que, somente na terceira aparição, foi concedido. Isso ocorreu quando Juan Diego buscava um sacerdote para o tio doente: "Escute, meu filho, não há nada que temer, não fique preocupado nem assustado; não tema esta doença, nem outro qualquer dissabor ou aflição. Não estou eu aqui, a seu lado? Eu sou a sua Mãe dadivosa. Acaso não o escolhi para mim e o tomei aos meus cuidados? Que deseja mais do que isto? Não permita que nada o aflija e o perturbe. Quanto à doença do seu tio, ela não é mortal. Eu lhe peço, acredite agora mesmo, porque ele já está curado. Filho querido, essas rosas são o sinal que você vai levar ao Bispo. Diga-lhe em meu nome que, nessas rosas, ele verá minha vontade e a cumprirá. Você é meu embaixador e merece a minha confiança. Quando chegar diante dele, desdobre a sua "tilma" (manto) e mostre-lhe o que carrega, porém, só em sua presença. Diga-lhe tudo o que viu e ouviu, nada omita..."

O prelado viu não somente as rosas, mas o milagre da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, pintada prodigiosamente no manto do humilde indígena. Ele levou o manto com a imagem da Santíssima Virgem para a capela, e ali, em meio às lágrimas, pediu perdão a Nossa Senhora. Era o dia 12 de dezembro de 1531.

Uma linda confirmação deu-se quando Juan Diego fora visitar o seu tio, que sadio narrou:"Eu também a vi. Ela veio a esta casa e falou a mim. Disse-me também que desejava a construção de um templo na colina de Tepeyac e que sua imagem seria chamada de 'Santa Maria de Guadalupe', embora não tenha explicado o porquê". Diante de tudo isso muitos se converteram e o santuário foi construído.

O grande milagre de Nossa Senhora de Guadalupe é a sua própria imagem. O tecido, feito de cacto, não dura mais de 20 anos e este já existe há mais de quatro séculos e meio. Durante 16 anos, a tela esteve totalmente desprotegida, sendo que a imagem nunca foi retocada e até hoje os peritos em pintura e química não encontraram na tela nenhum sinal de corrupção.

No ano de 1971, alguns peritos inadvertidamente deixaram cair ácido nítrico sobre toda a pintura. E nem a força de um ácido tão corrosivo estragou ou manchou a imagem. Com a invenção e ampliação da fotografia descobriu-se que, assim como a figura das pessoas com as quais falamos se reflete em nossos olhos, da mesma forma a figura de Juan Diego, do referido bispo e do intérprete se refletiu e ficou gravada nos olhos do quadro de Nossa Senhora. Cientistas americanos chegaram à conclusão de que estas três figuras estampadas nos olhos de Nossa Senhora não são pintura, mas imagens gravadas nos olhos de uma pessoa viva.

Declarou o Papa Bento XIV, em 1754: "Nela tudo é milagroso: uma Imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros... uma Imagem estampada numa tela tão rala que através dela pode se enxergar o povo e a nave da Igreja... Deus não agiu assim com nenhuma outra nação".

Coroada em 1875 durante o Pontificado de Leão XIII, Nossa Senhora de Guadalupe foi declarada "Padroeira de toda a América" pelo Papa Pio XII no dia 12 de outubro de 1945.

No dia 27 de janeiro de 1979, durante sua viagem apostólica ao México, o Papa João Paulo II visitou o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e consagrou a Mãe Santíssima toda a América Latina, da qual a Virgem de Guadalupe é Padroeira.


Nossa Senhora de Guadalupe, rogai por nós!

Fonte: Com. Canção Nova

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A Imaculada Conceição de Maria


No ponto central da história da salvação se dá um acontecimento ímpar em que entra em cena a figura de uma Mulher. Portanto, devia ser também por meio da mulher que a salvação chegasse à terra.
“Na plenitude dos tempos, Deus enviou Seu Filho ao mundo nascido de uma mulher” (Gl 4,4).
Maria foi concebida no seio de sua mãe, Santa Ana, sem o pecado original. Como disse o cardeal Suenens:
“A santidade do Filho é causa da santificação antecipada da Mãe, como o sol ilumina o céu antes de ele mesmo aparecer no horizonte”.
O Senhor antecipou para Maria, a “bendita entre todas as mulheres”, a graça da Redenção, que seu Filho conquistaria com Sua Paixão e Morte. A Imaculada Conceição de Nossa Senhora foi o primeiro fruto da Redenção de Jesus.
Em 8 de dezembro de 1854, o Papa Pio IX declarava "Dogma de Fé" a doutrina que ensina ter sido a Mãe de Deus concebida sem mancha por um especial privilégio divino.
Na Bula “Ineffabilis Deus”, o Sumo Pontífice afirma:
“Nós declaramos, decretamos e definimos que a doutrina segundo a qual, por uma graça e um especial privilégio de Deus Todo Poderoso e em virtude dos méritos de Jesus Cristo, salvador do gênero humano, a bem-aventurada Virgem Maria foi preservada de toda a mancha do pecado original no primeiro instante de sua conceição, foi revelada por Deus e deve, por conseguinte, ser crida firmemente e constantemente por todos os fiéis”.
A definição do Dogma da Imaculada Conceição foi cercada de fatos muito significativos. Já existia a devoção dos fiéis a esse privilégio de Maria, afirmado na S. Liturgia em obras teológicas, quando aos 17/11/1830 uma Irmã de Caridade de Paris, Catarina Labouré, que foi canonizada em 27 de julho de 1947 pelo Papa Pio XII, em oração viu Nossa Senhora. Ela declara: "Os seus pés repousavam sobre o globo terrestre; de suas mãos voltadas para a terra jorravam feixes de luz. Formou-se em torno da Virgem uma moldura oval, sobre a qual se liam em letras de ouro estas palavras: 'Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a vós'".
A Religiosa recebeu também a ordem de mandar cunhar uma medalha de acordo com tal modelo. Informado da ocorrência, o arcebispo de Paris, Monsenhor de Quélen, permitiu a cunhagem da medalha, que se propagou rapidamente e ficou conhecida como a "medalha milagrosa". Tais fatos só fizeram aumentar no espírito dos cristãos a devoção à Imaculada e o desejo de que se definisse o dogma respectivo. Numerosos e insistentes pedidos foram encaminhados à Santa Sé nesse sentido.
Pio IX mandou estudar o assunto por parte de bispos e teólogos e resolveu, finalmente, proceder à definição aos 08/12/1854 na basílica de São Pedro em presença de mais de duzentos bispos e uma enorme multidão de fiéis. E menos de quatro anos após a definição do Dogma da Imaculada, deu-se um acontecimento, que contribuiu extraordinariamente para confirmar a palavra do Papa: as dezoito aparições de Lourdes, de 11/02 a 16/07 de 1858. Sendo que a 25/03 a Bem-aventurada Virgem declarou expressamente ser a Imaculada Conceição. Era como o eco da aparição a Santa Catarina Labouré e uma resposta à declaração do Papa em 1854.
O Catecismo da Igreja Católica afirma:
“Na descendência de Eva, Deus escolheu a Virgem Maria para ser a Mãe de Seu Filho. ‘Cheia de graça’, ela é o fruto mais excelente da Redenção desde o primeiro instante de sua concepção; foi totalmente preservada da mancha do pecado original e permaneceu pura de todo pecado pessoal ao longo de sua vida” (§ 508).
O dogma da Imaculada Conceição de Maria é um marco fundamental da fé porque, entre outras coisas, define claramente a realidade do pecado original, o qual, às vezes, é contestado por alguns teólogos modernos, em discordância com o Magistério da Igreja.
Fontes: www.cleofas.com

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Hoje é Aniversário de Nossa Senhora!


O aniversário de Nossa Senhora é celebrado pelos cristãos do Oriente desde o início do cristianismo. Já no Ocidente, passou a constar do calendário litúrgico a partir do século VII.
Celebrar a natividade de Maria é celebrar a festa de seu aniversário. E como gostamos de celebrar o aniversário daqueles que nos são queridos!

Maria nasceu de uma forma humana como cada um de nós: fruto do amor entre um homem e uma mulher,Joaquim e Ana, foi concebida livre do pecado original, concebida Imaculada, no dia 8 de dezembro, nascendo 9 meses depois em 8 de setembro, viveu em família  como toda jovem de seu tempo. Aceitou  vontade de Seu Senhor. Maria, escolhida por Deus para ser mãe de seu Filho que encarnaria para a salvação da humanidade, recebe esta escolha, mas profundamente aberta ao caminho que o Pai passava a lhe mostrar.Por isso tudo, celebrar a natividade, o aniversário de Nossa Senhora é celebrar um marco fundamental da História da Salvação. Peça fundamental nessa história, Maria é a intercessão que ligará a Trindade à humanidade. Através de seu corpo, por Deus preparado, livre do pecado, Jesus vem ao mundo e nele realiza seu mistério salvífico.
                    
Que a Festa deste Aniversário nos faça relembrar essa história tão especial, com os olhos agradecidos diante daquela que soube dizer SIM e, através disso, tornar-se mãe não somente de Jesus, mas de toda a humanidade.
ORAÇÂO:  Abri, ó Deus, para os vossos servos e servas os tesouros da vossa graça; e assim como a maternidade de Maria foi a aurora da salvação, a festa de seu nascimento aumente em nós a vossa paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Amém.
Missão Rosa Mística

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Maio: Mês de Acolher Maria

As referências dos Evangelhos e do Atos dos Apóstolos a Maria, Mãe de Jesus, apesar de poucas, deixam ver muito desta privilegiada criatura, escolhida para tão alta missão. São Paulo, na Carta aos Gálatas (4,4), dá a entender claramente que, no pensamento divino de nos enviar o Seu Filho, quando os tempos estivessem maduros, uma Mulher era predestinada a no-Lo dar. Para que se compreenda a presença da Virgem Maria nesta predestinação divina, a Igreja, na festa de 8 de dezembro, aplica à Mãe de Deus aquilo que o livro dos Provérbios (8, 22) diz da sabedoria eterna: "Os abismos não existiam e eu já tinha sido concebida. Nem fontes das águas haviam brotado nem as montanhas se tinham solidificado e eu já fora gerada. Quando se firmavam os céus e se traçava a abóboda por sobre os abismos, lá eu estava junto dele e era seu encanto todos os dias". Era, pois, a predestinada nos planos divinos.
Para se perceber melhor o perfil materno de Nossa Senhora, três passagens bíblicas podem esclarecer isso. A primeira é a das Bodas de Caná, que realça a intercessora. Quando percebeu – o olhar feminino que tudo vê e tudo observa – estar faltando vinho, sussurra no ouvido do Filho sua preocupação e obtém, quase sem pedir, apenas sugerindo, o milagre da transformação da água em generoso vinho. Ela é, de fato, a mãe que se interessa pelos filhos de Deus que são seus filhos.
Outra passagem do Evangelho esclarecedora da personalidade de Maria é a que nos mostra seu silêncio e sua humildade. O anjo a encontra na quietude de sua casa, rezando, para dizer-lhe que fora escolhida por Deus para dar ao mundo o Emanuel, o Salvador. Ela se assusta com a mensagem celeste, porque, na sua humildade, nunca poderia ter pensado em ser escolhida do Altíssimo. Acolhe assim, por vontade divina, a palavra do mensageiro, silenciosamente, sem dizer, nem sequer ao noivo, José, o que nela se realizava. Deus tem o direito de escolher e por isso ela diz apenas o generoso “sim” que a tornou Mãe de Deus.
O terceiro traço de Maria-Mãe é sua corajosa atitude diante do sofrimento. Ao apresentar o seu Jesus no templo, ouve a assustadora profecia do velho Simeão: “Uma espada de dor transpassará a tua alma”. Pouco mais tarde, estreitando ao peito o Menino Jesus, deve fugir para o Egito com o esposo, para que a crueldade de Herodes não atingisse a Criança que – pensava ele, Herodes – lhe poderia roubar o trono. Quando seu Filho tem doze anos, desencontra-se dele e, ao achá-Lo após três dias, queixa-se amorosamente: “Por que fizeste isto? Eu e teu pai te procurávamos, aflitos”. Sua coragem se confirma na Paixão e Crucifixão de Jesus. De pé, ali no Calvário, sofre e associa-se ao sacrifício do Redentor. É a mulher forte, a mãe corajosa e firme, a quem a dor não derruba. De fato, a espada de Simeão lhe atravessara a alma e o coração. É a Senhora das Dores.
Maio, mês dedicado a Nossa Senhora, pela piedade cristã, é um convite para voltarmos nosso olhar a esta Mãe querida para pedir-lhe que abra as mãos maternas em bênção de carinho sobre nossos passos nesta difícil escalada da Jerusalém celeste.
Dom Benedicto de Ulhoa Vieira
Arcebispo Emérito de Uberaba - MG

sábado, 19 de março de 2011

José de Maria

Para celebrar São José, esposo da Virgem Maria, tutor de Jesus, a Igreja faz uma pausa nas celebrações quaresmais. A 19 de março, destaca-se a solenidade litúrgica na qual ela louva o Senhor, festejando aquele que foi escolhido para a santa missão de cuidar, como pai, do Filho de Deus encarnado.


Ao narrar o nascimento de Jesus, o evangelista Mateus, destaca a figura de José, colocando-o em estreita relação com Abraão, o pai de povo hebreu e com Davi, de cuja descendência nasceria o Salvador. (Cf. Mt, 1, 1-24). Em sua descrição genealógica, demonstra que entre Abraão e Davi, houve quatorze gerações e de Davi até o exílio da Babilônia, mais quatorze gerações e desde aí até o nascimento de Cristo, mais quatorze, sinalizando o simbolismo do número sete, o número da plenitude, duplamente presente nas três partes da ordem genealógica. Passa a descrever a forma espiritual e miraculosa com que se deu o nascimento de Jesus Cristo, narrando a experiência vital de José, o homem justo, demonstrando que mais importante que o puro dado genealógico, é a descendência na linha da fé, cuja origem maravilhosa está em Abraão aquele que acreditou contra toda esperança. São Paulo, na carta aos Romanos (cf. Rom.4, 1-25), discorre sobre a justificação de Abraão pela fé, uma vez que não se salvou pela observância da lei só revelada bem mais tarde no Sinai a Moisés. Tal fé tem seu ponto máximo ao momento do nascimento do Messias, e para ela se abrem de forma esplendorosa José e Maria de Nazaré. José, ao lado da santa esposa, está posto nos umbrais do momento messiânico, provado por Deus e mostrado como modelo de fé e disponibilidade diante o plano do Altíssimo. Mateus classifica José como homem justo, aquele em cuja alma se dava a justificação do alto, aquele cujo espírito estava ajustado de forma madura e plena com o Senhor do Universo, Deus Pai amoroso e onipotente que cria e salva a humanidade. Pela sua fé, na condição de esposo legal e casto de Maria, se realiza a paternidade espiritual pela qual o Salvador, gerado pela força do Espírito Santo no seio virginal da jovem de Nazaré, cumpre a promessa feita aos primeiros pais e confirmada na profecia de Natan a Davi.

Em José se evidencia de forma eloqüente a vocação do homem maduro que se realiza em ser fiel a toda prova, ao não abandonar Maria na concepção extraordinária do Menino de Belém. Nele se pode contemplar a integridade de alma, ao despojar-se de si mesmo diante do plano de Deus, disponibilizando-se total e indivisamente para a missão de ser pai legal, adotivo, do Menino Deus. Ao lado da Virgem esposa, José é modelo de pai que cuida do filho, na certeza de estar servindo humildemente a Deus e de estar diante de um mistério que só pode ser entendido dentro do prisma da mais genuína fé e do mais completo amor.

Na vida da Igreja, José sempre ocupou lugar de distinção, respeito e veneração. Os documentos do século VII, a festa litúrgica introduzida no século XII, a expansão de sua devoção no ocidente, sobretudo a partir do século XV e as várias distinções dadas ao seu nome nos tempos modernos, fazem de São José um dos santos mais queridos e populares do mundo cristão. O papa Pio IX (1846-1878) o declarou Patrono Universal da Igreja, por ter sido escolhido por Deus para cabeça da família de Nazaré, a primeira Igreja Doméstica. Sendo esposo de Maria Santíssima, pai putativo de Jesus, se torna também patrono da Igreja, Corpo Místico de Cristo.

Mediante a confiança depositada por Deus neste homem justo e bom, o fiel encontra razões para submeter-se ao seu patrocínio e à sua intercessão, em Cristo, para que suplique ao Pai em todas as suas necessidades, sobretudo as relacionadas com a família, a educação dos filhos e a manutenção geral dos lares. Muitos seminários e outras casas de formação dos futuros sacerdotes são postos sob o patrocínio de São José, bem como mosteiros e conventos, pois ele é modelo de alguém que se entregou total e indivisivelmente à obra do Senhor, não querendo nada para si, mas tudo para Deus.

Dom Gil Antônio Moreira

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Mensagem do dia 25 de fevereiro de 2011 à Marija Pavlovic-Lunetti



Queridos filhos! A natureza está despertando e sobre as árvores os primeiros botões são vistos e que trarão as mais lindas flores e frutos. EU desejo que vocês também, filhinhos, trabalhem em sua conversão e que vocês sejam aqueles que testemunhem com sua vida, para que seu exemplo seja um sinal e um incentivo para a conversão dos outros. EU estou com vocês e diante de Meu Filho Jesus EU intercedo pela sua conversão. Obrigada por terem respondido ao Meu Apelo.

Fonte: Eco de Medjugorje

domingo, 30 de janeiro de 2011

Mensagem da Rainha da Paz em Medjugorje


Mensagem do dia 25 de janeiro de 2011 à Marija Pavlovic-Lunetti


 
“Queridos filhos! Também hoje EU estou com vocês 
e EU estou olhando para vocês e os abençoando, e EU
não estou perdendo a esperança que este mundo mudará
para o bem e que a paz reinará nos corações dos homens.
A alegria começará a reinar no mundo porque vocês
se abriram ao Meu Apelo e ao Amor de DEUS.
O Espírito Santo está mudando uma multidão daqueles
que têm dito Sim. Portanto, EU desejo dizer a vocês:
Obrigada por terem respondido ao Meu Apelo.

Fonte: Eco de Medjugorje


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A Imaculada Conceição de Maria

Estamos diante de um mistério. Ou seja: diante de um fato que nossa inteligência, por ser conhecidamente limitada, não consegue abranger nem explicar por inteiro. O mistério não contradiz a razão humana, mas a excede. 

O privilégio da Imaculada Conceição não se refere ao fato de Maria de Nazaré ter sido virgem antes, durante e depois do parto de Jesus. Não se refere ao fato de ter ela concebido o filho sem o concurso de homem, mas por obra e graça do Espírito Santo. Não se refere ao fato de Maria não ter cometido nenhum dos pecados que nós costumamos fazer, confessar e nos esforçamos por evitar. Refere-se ao fato de Deus havê-la preservado da mancha com que todas as criaturas humanas nascem, mancha herdada do pecado cometido por Adão e Eva. A teologia chama esta mancha de "pecado original". Original, não porque nascemos como fruto de um ato sexual. Mas original, porque se refere à origem de toda a humanidade, ou seja, aos nossos primeiros pais, que a Bíblia chama de Adão e Eva. 

A Sagrada Escritura ensina-nos que Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança. Não o fez por necessidade, mas num gratuito gesto de amor. Criado por amor, o ser humano estava destinado a uma plena e eterna comunhão com Deus. Comunhão tão íntima e divina, que o próprio Filho de Deus dela poderia participar sem nenhuma diminuição de sua divindade. 

Ora, para o Filho de Deus encarnar-se, Deus havia escolhido desde sempre uma mulher e a havia imaginado santíssima, ou seja, adornada com todas as qualidades e belezas do próprio Deus. Para Deus, imaginação e criação é a mesma coisa. 

Aconteceu, no entanto, o grande transtorno: nossos primeiros pais, apesar de feitos à imagem e semelhança de Deus, eram criaturas e como criaturas dependiam do Criador. Sua liberdade era a plenitude da liberdade como criaturas. Adão e Eva pecaram, querendo passar da liberdade e santidade de criaturas à liberdade e santidade do Criador, ou seja, quiseram igualar-se a Deus. Pecado de orgulho. Um pecado de desobediência à condição de criaturas, querendo a condição do Criador. Eles quiseram "ser como Deus" (Gn 3,5). Eles quiseram comportar-se como Deus e não como criaturas de Deus. 

A Sagrada Escritura fala das conseqüências dramáticas dessa prepotência dos nossos primeiros pais: embora mantendo a dignidade de imagem e semelhança de Deus, perderam, como diz São Paulo "a graça da santidade original" (Rm 3,23), passaram a ter medo de Deus, perderam o equilíbrio de criaturas, ou seja, foram tomados pelas más inclinações e passaram a sentir em sua consciência a desarmonia e a tensão entre o bem e o mal e a experiência da terrível necessidade de optar entre um e outro, e "a morte entrou na história da humanidade" (Rm 5,12). 

Ora, os planos de Deus, ainda que as criaturas os desviem ou quebrem ou não os queiram, acabam se realizando. 

Aquela mulher imaginada (criada) por Deus antes do paraíso terrestre, para ser a Mãe do Filho em carne humana, estava isenta do pecado de Adão e Eva. Há, porém, uma verdade de fé professada pela Igreja, que ensina que todas as criaturas humanas são redimidas, sem exceção, exclusivamente pelos méritos de Jesus Cristo. Ora, Maria é uma criatura e não uma deusa. Por isso, também ela deveria ter sido redimida por Jesus. 

Os teólogos discutiram durante séculos sobre como Maria poderia ter sido remida. Nunca, nenhum santo Padre duvidou da santidade de Maria, de sua vida puríssima, de seu coração inteiramente voltado para Deus, ou seja, de ser uma mulher "cheia de graça" (Lc 1,28). Mas, ainda que a pudessem imaginar imaculada, havia teólogos que não conseguiam argumentos teológicos suficientes para crê-la isenta do pecado original. Um deles, por exemplo, foi São Bernardo, autor de belíssimos textos sobre Nossa Senhora, insuperável na descrição da maternidade divina de Maria. 

Entre os teólogos favoráveis à imaculada conceição de Maria devemos mencionar o Bem-aventurado Duns Scotus, que argumentava assim: Deus podia criá-la sem mancha, porque a Deus nada é impossível (Lc 1,37); convinha que Deus a criasse sem mancha, porque ela estava predestinada a ser a Mãe do Filho de Deus e, portanto, ter todas as qualidades que não obnubilassem o filho; se Deus podia, se convinha, Deus a criou isenta do pecado original, ou seja, imaculada antes, durante e depois de sua conceição no seio de sua mãe. 

Em 1615 encontramos o povo de Sevilha, na Espanha, cantando pelas ruas alguns versos, derivados do argumento de Duns Scotus: "Quis e não pôde? Não é Deus / Pôde e não quis? Não é Filho. / Digam, pois, que pôde e quis". 

Também os artistas entraram na procissão dos que louvavam e difundiam a devoção à Imaculada. Nenhum foi tão feliz quanto o espanhol Murillo, falecido em 1682. A ele se atribuem 41 diferentes quadros da Imaculada, inconfundíveis, sempre a Virgem em atitude de assunta, cercada de anjos, a meia lua sob os pés, lembrando de perto a mulher descrita pelo Apocalipse: "revestida de sol, com a lua debaixo dos pés" (Ap 12,1). A lua, por variar tanto, é símbolo da instabilidade humana e das coisas passageiras. Maria foi sempre a mesma, sem nenhum pecado. 

"No entanto, escreve o Santo Padre Pio IX, era absolutamente justo que, como tinha um Pai no céu, que os Serafins exaltam como três vezes santo, o Unigênito tivesse também uma Mãe na terra, em quem jamais faltasse o esplendor da santidade. Com efeito, essa doutrina se apossou de tal forma dos corações e da inteligência dos nossos antepassados, que deles se fez ouvir uma singular e maravilhosa linguagem. Muitas vezes se dirigiram à Mãe de Deus como a toda santa, a inocentíssima, a mais pura, santa e alheia a toda mancha de pecado, ... mais formosa que a beleza, mais amável que o encanto, mais santa que a santidade, ... a sede única das graças do Santíssimo Espírito, sendo, à exceção de Deus, a mais excelente de todos os homens, por natureza, e até mesmo mais que os próprios querubins e serafins. E para a decantarem os céus e a terra não acham palavras que lhes bastem" (Ineffabilis Dei, 31). 

No dia 8 de dezembro de 1854, o bem-aventurado Papa Pio IX declarou verdade de fé a conceição imaculada de Maria. O dogma soa assim: "Pela inspiração do Espírito Santo Paráclito, para honra da santa e indivisa Trindade, para glória e adorno da Virgem Mãe de Deus, para exaltação da fé católica e para a propagação da religião católica, com a autoridade de Jesus Cristo, Senhor nosso, dos bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, e nossa, declaramos, promulgamos e definimos que a Bem-aventurada Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, foi preservada de toda mancha de pecado original, por singular graça e privilégio do Deus Onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador dos homens, e que esta doutrina está contida na Revelação Divina, devendo, portanto, ser crida firme e para sempre por todos os fiéis" (Ineffabilis Dei, 42). 

Estamos celebrando os 150 anos do dogma. Mas a devoção à Imaculada é muito antiga. Basta lembrar que a festa é conhecida já no século VIII. Desde 1263, a Ordem Franciscana celebrou com muita solenidade a Imaculada Conceição, no dia 8 de dezembro de cada ano e costumava cantar a Missa em sua honra aos sábados. Em 1476, o Papa Xisto IV colocou a festa no calendário litúrgico da Igreja. Em 1484, Santa Beatriz da Silva, filha de pais portugueses, fundou uma Ordem contemplativa de mulheres, conhecidas como Irmãs Concepcionistas, para venerar especialmente e difundir o privilégio mariano da Imaculada Conceição de Maria, Mãe de Deus. 

Desde a proclamação do dogma, a festa da Imaculada Conceição passou a ser dia santo de preceito. 

Em Roma, na Praça Espanha, para perenizar publicamente a declaração do dogma, levantou-se uma belíssima e trabalhada coluna encimada pela estátua da Imaculada Conceição. Todos os anos, no dia 8 de dezembro à tarde, o Papa costuma ir à Praça e com o povo romano e os peregrinos reverenciar o privilégio da imaculada conceição da santíssima Virgem, privilégio que deriva de seu título maior: ser a Mãe do Filho de Deus Salvador. 

Nem quatro anos depois de proclamado o dogma, em Lourdes, na França, à menina Bernardete, simples e analfabeta, que perguntava insistentemente à visão quem era ela, recebeu como resposta, cercada de terníssimo sorriso: "Eu sou a Imaculada Conceição". 


Frei Clarêncio Neotti, O.F.M

domingo, 21 de novembro de 2010

Na Escola de Maria, Mãe do Novo Homem

"A Devoção a Maria é fonte de vida cristã profunda, é fonte de compromisso com Deus e com os irmãos. Permanecei na Escola de Maria, escutai a sua voz, segui os seus exemplos. Como ouvimos no Evangelho, ela nos orienta para Jesus: Fazei o que Ele vos disser (Jô 2,5). E, como outrora em Caná da Galiléia, encaminha ao Filho as dificuldades dos homens, obtendo dele as graças desejadas. Rezemos com Maria e por Maria: ela é sempre a Mãe de Deus e nossa" (Papa João Paulo II).

Quando me deparei com estas palavras do Santo Padre eu compreendi que: Eu sou filha da Casa de Maria! Ela me acompanha, me orienta, me forma e me ajuda cada vez mais a entender que sendo formada por ela eu me assemelho, cada vez mais a Jesus, porque Ele foi formado na Escola de Maria.

Na Escola de Maria aprendi o que é adorar a Deus. Maria, aos pés da cruz foi a pessoa humana que soube oferecer a Deus o ato de adoração mais perfeito. Ela ofereceu a pérola preciosa do seu coração que era Jesus. Entendi ali, aos pés da cruz, com Maria, que adorar é reconhecer os direitos soberanos que Deus tem sobre nós. Jesus era seu filho amado, seu único filho. Seu coração de Mãe sofreu ao ver todo o seu sofrimento, porém, Ela entendeu que se fazia necessário que os desígnios de Deus se cumprisse na vida de seu Filho e de toda a humanidade. Embora seu coração estivesse traspassado pela dor, ela sabia que era necessário. Reconheceu os direitos de Deus sobre toda aquela situação.

Na cruz, Maria, ofereceu o maior ato de amor a Deus oferecendo também os eu filho. Adorar é amar a Deus com todas as suas forças, mesmo quando eu não sou capaz de entender tudo o que me acontecesse, mas na certeza de que Deus está no controle de todas as coisas, na certeza de que Ele me conhece e sabe o que é melhor para a minha vida.

Na cruz aprendi com Maria que eu não posso desistir, que eu preciso ir em frente, sem desanimar, sem perder a esperança. Entendo hoje: quando os ventos das tentações desencadeiam contra mim, olho para a estrela, invoco Maria. Quando me vejo sacudida pelas ondas do orgulho, da ambição, da maledicência, da inveja, olho para a estrela, invoco Maria. Se a cólera ou a avareza ou a cobiça assaltam a frágil barquinha da minha alma, ergo os olhos para Maria. Se acabrunhada pela enormidade das minhas faltas, se começo a ser absorvida pelo abismo da tristeza e da desesperança, penso em Maria. Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, penso em Maria, invoco a Maria. Jamais sai Maria dos meus lábios, jamais fica Maria longe do meu coração. Seguindo-a, sei que não transviarei, invocando-a, não me desesperarei, contemplando-a, não errarei. Por ela amparada, jamais cairei; sob a sua proteção, nenhum mal me causará o inimigo. Guiada por ela, nunca me cansarei; se ela for propícia, chegarei por certo ao porto.

Oferecer minha vida a Jesus pelas mãos de Maria foi o caminho e o itinerário que encontrei para configurar-me cada vez mais a Jesus. Aprendi isto com São Luiz Monfort no seu livro do Tratado da Devoção a Maria. Assim ela me ensina a assumir o Senhor como meu único amor, minha única riqueza e meu único querer. Eu sou Filha da Casa de Maria!

Verinha
Comunidade Canção Nova