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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Modelo Kylie Bisutti Cancelou Contrato Com a Marca de Lingerie Victoria’s Secret por Causa de Sua Fé.


A modelo americana Kylie Bisutti ficou famosa ao ganhar um concurso promovido pela prestigiada marca de lingerie Victoria’s Secret em 2009. A modelo foi a vencedora de um concurso que teve mais de 10 mil participantes. Porém agora a modelo decidiu romper seu contrato por questões religiosas.
Aos 21 anos, Bisutti é conhecida como uma das “anjinhas” da marca, mas declarou que hoje tem alguns arrependimentos em sua carreira, como frequentar festas e posar para fotos com roupas íntimas. “Eu decidi não desfilar mais com roupas íntimas, porque eu sinto que não estou honrando a Deus ou ao meu marido fazendo isso”, disse a modelo, casada desde os 19 anos.
A modelo afirmou em entrevista ao canal de notícias Fox News que, com essa sua decisão, estará abrindo mão de um sonho profissional em nome de sua fé cristã: “Trabalhar para Victoria’s Secret era meu grande objetivo na vida, tudo o que eu queria na minha carreira. Na verdade, eu adorava trabalhar lá, foi divertido e eu fiquei bastante conhecida. Mas comecei a me sentir cada vez mais desconfortável em posar de roupa íntima por causa da minha fé”. Ela afirmou ser cristã e disse que começou a se condenar por essas fotos e desfiles.

“Eu realmente não quero ser esse tipo de modelo para as meninas, porque eu vi um monte de meninas cristãs olhando para mim como um exemplo, e não quero que elas pensem que é certo andar por aí e mostrar para os meninos seu corpo em roupas íntimas”, completou.
“Eu caí em muitas coisas… é uma indústria tentadora… Meu objetivo hoje é ser um modelo melhor para a juventude… Eu quero que as pessoas vejam que há algo diferente em mim por causa da minha fé”, finalizou.
O cancelamento de seu contrato com a marca de roupas íntimas não significa que Kylie Bisutti irá abandonar sua carreira como modelo. Há pouco tempo ela gravou com Jennifer Lopez um novo comercial para a loja de departamentos Kohl, e está envolvida em um novo show de TV que deverá estrear em setembro pelo canal CW.
Fonte:Comunidade Shalom

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Quando um Casamento Pode ser Considerado Nulo?


O matrimônio é um sacramento e, com tal, foi instituído por Cristo e confiado à Igreja, esta, a fim de corresponder a confiança que lhe foi depositada, utiliza de meios para se assegurar que a celebração dessa união seja válida, verdadeira, e que a sacramentalidade do matrimônio não seja profanada, ou tornada impura, conforme prescreve o cânon 1508: “O matrimônio é produzido pelo consentimento legitimamente manifestado entre partes juridicamente hábeis; esse consentimento não pode ser suprido por nenhum poder humano”.
O consentimento válido, feito por pessoas juridicamente hábeis e na forma prevista em lei são os três requisitos básicos para que possa existir um verdadeiro matrimônio. A ausência de um desses requisitos torna o matrimônio inválido, nulo, ou seja, sem efeito jurídico.
O primeiro requisito diz respeito ao consentimento válido, significa que se ambos ou um dos noivos não tinham o desejo espontâneo, livre e verdadeiro de se unir a outra pessoa, trata-se de um matrimônio nulo por vício do consentimento.
No que tange o segundo requisito, se mesmo querendo casar, não eram juridicamente hábeis, ou seja, possuíam um impedimento legal para celebrar um verdadeiro matrimônio, trata-se de um matrimônio nulo por impedimento dirimente.
E por último, se não forem observadas as formalidades previstas pela lei, o matrimônio é considerado nulo por falta de forma canônica.
Todos os itens arguidos no processo de Nulidade Matrimonial devem ser rigorosamente analisados e estudados a fim de alcançar a tão desejada certeza moral que conduz os juízes a prolatar uma sentença, seja ela em favor do vínculo matrimonial ou não.
Capítulos de Nulidade
Uma união pode ser declarada nula por três motivos fundamentais que serão dispostos na ordem que encontramos no Código de Direito Canônico:
a)    Impedimentos dirimentes (cânones 1083-1094);
b)    Vício de consentimento (cânones 1057 e 1095-1102);
c)    Falta de forma canônica na celebra­ção do matrimônio (cânones 1108-1123).

a) Impedimentos dirimentes (cânones 1083-1094)
Capítulo III, Dos impedimentos dirimentes em especial
1.      Idade (cânon 1083)
2.      Impotência (cânon 1084)
3.      Vínculo (cânon 1085)
4.      Disparidade de culto (cânon 1086; cf. cânones 1124s)
5.      Ordem Sacra (cânon 1087)
6.      Profissão Religiosa Perpétua (cânon 1088)
7.      Rapto (cânon 1089)
8.      Crime ou Conjuncídio (cânon 1090)
9.      Consangüinidade (cânon 1091)
10.    Afinidade (cânon 1092)
11.     Honestidade pública (cânon 1093)
12.     Parentesco legal – adoção (cânon 1094)
b) Vício de consentimento (cânones 1057 e 1095-1102)
Capítulo IV, Do consentimento Matrimonial
1.      Falta de capacidade para consentir (cânon 1095)
2.      Ignorância (cânon 1096)
3.      Erro (cânones 1097-1099)
4.      Cânon 1097 – Erro de pessoa
5.      Cânon 1098 e 1097 § 2 – Esterilidade
6.      Cânon 1098 – Dolo
7.      Cânon 1099 – Erro nas propriedades essenciais do matrimônio
8.      Simulação (cânon 1101)
9.      Violência ou medo (cânon 1103)
10.    Condição (cânon 1102)
c) Falta de forma canônica na celebra­ção do matrimônio – (cânones 1108-1123).


Côn. José Everaldo Rodrigues Filho

Arquidiocese de Maceió


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Maturidade Afetiva: Essência da Formação de Uma Família


Mais do que nunca, é preciso prestar atenção hoje à educação da afetividade dos filhos e à reeducação da afetividade dos adultos. Uma educação e uma reeducação que devem ter como base esse conceito mais nobre do amor que acabamos de formular: aquele que vai superando o estágio do amor de apetência – que apetece e dá prazer – para passar ao amor de complacência – que compraz afetivamente – e abrir-se ao amor oblativo de benevolência – que sabe renunciar e entregar-se para conseguir o bem do outro.
O amor maduro exige domínio próprio: ir ascendendo do mundo elementar – imaturo – do mero prazer, até o mundo racional e espiritual em que o homem encontra a sua plena dignidade. Reclama que se canalizem as inclinações naturais sensitivas para pô-las a serviço da totalidade da pessoa humana, com as suas exigências racionais e espirituais. Requer que se conceda à vontade o seu papel reitor, livre e responsável. Pede que, por cima dos gostos e sentimentos pessoais, se valorizem os compromissos sérios reciprocamente assumidos. Aaron Beek, no seu livro Só o amor não basta, insiste repetidamente que é necessária a determinação da vontade para dar consistência aos movimentos intermitentes do coração: o mero sentimento não basta.
O “amor como dom de si comporta – diz o Catecismo da Igreja Católica – uma aprendizagem do domínio de si (…). As alternativas são claras: ou o homem comanda e domina as suas paixões e obtém a paz ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz. Esse domínio de si mesmo é um trabalho a longo prazo. Nunca deve ser considerado definitivamente adquirido. Supõe um esforço a ser retomado em todas as idades da vida“.
Isso significa cultivar o amor. O maior de todos os amores desmoronará se não for aperfeiçoado diariamente. Empenho este que, na vida diária, traduz-se no esforço por esmerar-se na realização das pequenas coisas, à semelhança do trabalho do ourives, feito com filigranas delicadamente entrelaçadas a cada dia, na tarefa de aprimorar o trato mútuo, evitando os pormenores que prejudicam a convivência.
A convivência é uma arte preciosa. Exige uma série de diligências: prestar atenção habitual às necessidades do outro; corrigir os defeitos; superar os pequenos conflitos para que não gerem os grandes; aprender a escutar mais do que a falar; vencer o cansaço provocado pela rotina; retribuir com gratidão os esforços feitos pelo outro e, especialmente, renovar no pequeno e no grande o compromisso de uma mútua fidelidade que exige perseverança nas menores exigências do amor, uma perseverança que não goza dos favores de uma sociedade hedonista e permissiva, inclinada sempre ao mais gostoso e prazeroso.
O coração não foi feito para amoricos, dizíamos, mas para amores fortes. O sentimentalismo é para o amor o que a caricatura é para o rosto. Alguns parecem ter o “coração de chiclete”: apegam-se a tudo. Uns olhos bonitos, uma voz meiga e um caminhar charmoso podem fazer-lhes tremer os fundamentos da fidelidade. Outros parecem inveterados novelistas: sentem sempre a necessidade de estar envolvidos em algum romance, real ou imaginário, sendo eles os eternos protagonistas: dão a impressão de que a televisão mental lhes absorve todos os pensamentos.
Precisamos educar o nosso coração para a fidelidade. Amores maduros são sempre amores fiéis. Não podemos ter um “coração de bailarina”. A guarda dos sentidos – especialmente da vista – e da imaginação há de proteger-nos da inconstância sentimental, do comportamento volátil de um “beija-flor”.
Tudo isso faz parte do que denominávamos a educação afetiva dos jovens e a reeducação afetiva dos adultos. João Paulo II a chama “a educação para o amor como dom de si: diante de uma cultura que ‘banaliza’ em grande parte a sexualidade humana, porque a interpreta e vive de maneira limitada e empobrecida, ligando-a exclusivamente ao corpo e ao prazer egoístico, a tarefa educativa deve dirigir-se com firmeza para uma cultura sexual verdadeira e plenamente pessoal. A sexualidade, de fato, é uma riqueza da pessoa toda – corpo, sentimento e alma – manifesta o seu significado íntimo ao levar a pessoa ao dom de si no amor“.

Dom Rafael Llanos Cifuentes
Foi professor de Direito Matrimonial do Instituto Superior de Direito Canônico da Arquidiocese do Rio de Janeiro; responsável pelo Movimento Pró-Vida; presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família – CNBB (2003-2007).

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O Cônjuge Como Um Caminho Para Deus

O encontro de duas pessoas em Deus – por intermédio da oração ou da vivência religiosa compartilhada – é uma das formas mais ricas e profundas de encontrar-se, já que estamos diante de Deus, com melhor que cada um possui. Diante do Senhor nos desprendemos de tudo o que normalmente dificulta o encontro e vamos assumindo com mais objetividade a atitude compreensiva, benigna e compassiva do amor de Deus.

A união de duas pessoas pelo sacramento do matrimônio abre a eles uma nova possibilidade de amor sobrenatural: o cônjuge como um caminho para Deus, como lugar de encontro com Deus. No momento solene das bodas, Cristo diz a cada um: Eu, desde agora, vou te amar especialmente através do cônjuge, vou convertê-lo em santuário do meu encontro contigo. E com isso me deixa o grande desafio de buscar ao Senhor no coração do outro onde desde agora está me esperando, de descobrir o rosto de Cristo no rosto do meu cônjuge, de acolher seu amor como transparente e reflexo do amor divino. Em contrapartida, eu devo ser Cristo para o outro, dar a ele o amor, a luz e a força que necessita para crescer e chegar até Deus. E assim cada um se aceita e se doa ao outro como lugar privilegiado de encontro com o Senhor.
Por isso, em todo matrimônio cristão está sempre Deus como terceiro, quem faz de ponte e laço de união entre os cônjuges. E precisamente quando Deus não ocupa esse lugar dentro do matrimônio, então há sempre lugar para outro terceiro, que destrói a aliança matrimonial.

O matrimônio é uma comunidade de salvação unida por um vínculo sobrenatural. O amor de Cristo e Maria selam nosso amor. Estamos unidos como a videira e os brotos. Nossa salvação está unida ao outro e vem por meio do outro. Minha santidade repercute no outro, meu pecado também.
Tão profunda é essa aliança [matrimonial] e esse conhecimento mútuo que os esposos deveriam chegar a ser diretores espirituais um do outro. Tanto se conhecem que podem ajudar ao outro em seu caminho de santidade. Essa aliança de amor se dá entre os esposos e dos esposos com Deus. Por isso é comunidade de salvação, de amor, vida e tarefas com Cristo e Maria.

Compartilhamos sua missão e junto com eles caminhamos para Deus Pai. Em caso que os contraentes humanos entrem em crise o terceiro os ampara. Cristo carrega com eles o matrimônio.Depois de nossa consagração a Virgem ela também começa a ser uma aliada e nos ajuda no caminho. Ela também nos ampara.O que dissemos sobre o matrimônio vale para todos os membros da família: pais, filhos, irmãos... Cada um é Cristo para os demais, reflexo do Senhor. Cada um é e há de ser, para o outro, um caminho para o Senhor, caminho privilegiado de amor a Ele.
Nisso encontramos o sentido da aliança matrimonial e o sentido da aliança familiar: Todos juntos, unidos e aliados com a Virgem Maria, caminhamos para Deus. Todos juntos, nos amando mutuamente como ao Senhor, nos consagramos a Maria e, mediante ela, nos entregamos para sempre a Deus.


Queridos irmãos, se nos deixamos educar e guiar pela Virgem Maria, então a aliança com ela é como uma grande escola de amor. Nela aprendemos a amar para percorrer os caminhos do amor divino e chegar ao coração do Pai. E é assim que se tornará realidade em nossa vida a aliança com Deus.

Padre Nicolás Schwizer
Movimento apostólico Shoenstatt