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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Você é Católico Apostólico Romano?


No meio desse mercado de seitas e religiões que cresce a cada dia, já se perguntou por que você é Católico Apostólico Romano? Seria simplesmente pelo fato de ter recebido está fé como tradição familiar? Seria talvez, porque você se simpatizou com a igreja, com alguém, ou foi influenciado por outros?  Mas a questão é: porque eu devo ser católico?Afinal, todas as religiões não são boas? Também não existem diversas outras religiões que falam de Jesus como Deus?


Com as facilidades de um mundo cada vez mais acessível e globalizado, as informações correm de um lado para outro muito rapidamente.  Quase não temos tempo de assimilar esses conteúdos e muitas coisas são ditas, espalhadas tomadas como verdade sem ao menos saber a origem dessas verdades e pior do que isso, sem saber o porquê de se acreditar em tais verdades. Muitos católicos abandonam a igreja porque crescem, estudam, vivem, mas não estudam a fé católica; então quando surgem os problemas da vida, os questionamentos e as dúvidas da fé, não sabem as repostas para suas indagações e começam a procurar nas outras religiões as suas respostas, sem saber que a igreja católica tem essas respostas.


Dentro do cristianismo, somente a igreja católica tem dois mil anos e foi fundada pelo próprio Senhor Jesus. Quando Jesus perguntou a seus discípulos suas opiniões sobre Ele, o apóstolo Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Jesus elogiou Pedro dizendo, “Bem-aventurado és, Simão filho de Jonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus. Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. (Mateus 16:16-18). A igreja católica não foi fundada por um bispo, um papa, um iluminado qualquer ou um alguém que esteja em situação financeira difícil e abra uma “igrejinha” qualquer com um nome qualquer em lojinha de esquina. Foi o próprio Jesus que a instituiu e a confiou a Pedro para levar a salvação a todos os homens de todos os tempos e lugares até ele voltar para entregar tudo novamente ao Pai.


É importante notar algumas coisas deste evangelho, por exemplo: Jesus diz: “a minha igreja”, de uma maneira determinada, no singular, ele não disse a Pedro “uma igreja” de maneira indeterminada, como se pudessem haver outras, mas “a minha igreja” no singular, usou o artigo definido e no singular. Só há então uma Igreja d’Ele, a que ele confiou a Pedro, para apascentar junto com os apóstolos, é a Igreja de Pedro que já teve seus 264 sucessores, é a Igreja Católica. Não necessitaria ser um grande estudioso das religiões globais, nem ser um fiel, basta apenas conhecer um pouco da história. Além disso, a própria bíblia deixa bastante claro o desejo do Senhor Jesus, onde alguns espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam pra sua própria ruína, como o fazem também com as demais escrituras; como afirma a segunda carta de Pedro (II Ped 3,16). E ainda mais: Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo (1 Coríntios 3:11).


Não se trata de proselitismo. Este também não é o desejo do Santo Padre o Papa Bento XVI, que em sua visita ao Brasil, afirmou que a Igreja não necessita disso. A verdade é o próprio Cristo e é Ele quem atrai quem Ele quiser para a Sua Igreja: Não fostes vós que Me escolhestes a Mim; pelo contrário, Eu vos escolhi a vós. João 15:16. O católico, acima de tudo aquele que é discípulo, e tem a missão de evangelizar, tem o dever de conhecer aquilo que prega e diz que vive. As sagradas escrituras estão ao alcance de todos, não faltam livros e mais livros de formação, nem quem se disponha a ensinar (os livros: em defesa da fé Católica, de Gilberto Gomes Barbosa, fundador da Comunidade Obra de Maria e também: Porque sou Católico do Prof. Felipe Aquino são ótimas sugestões). São Pedro nos pede em sua segunda epístola: “Crescei na graça e no conhecimento de nosso senhor e salvador Jesus Cristo.” II Ped 3,18 . A maior defesa contra as mentiras e enganações desse mundo é estar abraçado ao escudo da verdade, e esta, você só encontrará se buscar. “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á; porque todos os que pedem, recebem; os que buscam, acham; e a quem bate, se abre.”(Mateus, 7:7-8.).
Deus vos guarde na paz e no espírito da verdade.
Martoncheles Borges
Consagrado na Comunidade Obra de Maria

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O Problema do Analfabetismo Religioso



 O Papa Bento VXI se encontrou na manhã desta quinta-feira, 23, com os párocos de Roma, um encontro tradicional no inicio da Quaresma. Bento XVI apresentou uma lectio divina centrada no capitulo IV da Carta de São Paulo aos Efésios.

Para o Santo Padre, um grande problema para a Igreja atual é o analfabetismo religioso, enfatizou o Papa. Por isso a Igreja precisa apropriar-se novamente do conteúdo da fé.

“Não como pacote de dogmas, devemos fazer tudo, para nos renovarmos e fazer de maneira que Cristo seja conhecido”, salientou aos párocos.

Bento XVI deteve-se também sobre aqueles que se definem fiéis adultos, porque emancipados do Magistério da Igreja. Na realidade, o resultado não é uma fé adulta, mas uma dependência da opinião do mundo. 

“A verdadeira emancipação é libertar-se desta ditadura das opiniões e acreditar no Filho de Deus. Só assim, concluiu, somos capazes de responder aos desafios do nosso tempo”, afirmou.

Segundo o Pontífice, o grande sofrimento na Europa, no Ocidente para a Igreja é a falta de vocações. “Mas o Senhor chama sempre. É preciso ouvir esta chamada”, disse ele destacando que os padres devem ser humildes, mansos e magnânimos. 

“Quando sou humilde tenho também a liberdade de estar em contraste com o pensamento dominante. Esta humildade dá-me a capacidade da verdade. E é por isso que na Igreja precisamos saber aceitar também mansões pequenas, mas grandes aos olhos de Deus”, ressaltou.Durante o encontro o Papa entregou aos párocos das várias dioceses de Roma o texto intitulado “Escolhido por Deus para os homens”. Trata-sede uma regra de vida, fruto do Ano Sacerdotal, um traçado espiritual, um guia ideal oferecido a todos os padres romanos para que cresçam na alegria da vocação comum e na unidade do sacerdócio.

Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

YOUCAT O Catecismo com Linguagem Jovem


Youcat é o catecismo para os jovens. É um verdadeiro presente de Papa Bento XVI para nós, jovens!

O Papa nos esceveu uma carta explicando o que é o youcat, “Hoje, aconselho-vos a leitura de um livro estraordinário”. A intenção é ”traduzir o Catecismo da Igreja Católica na língua dos jovens e fazer penetrar as suas palavras no seu mundo”.
“O Cristianismo como tal não está superado? Pode-se ainda hoje racionalmente ser crente?” Precisamos de uma resposta coerente com a nossa fé para alcançarmos o coração do homem do nosso tempo, você que é jovem católico, com certeza já se deparou com questionamento, interiores e exteriores sobre a fé e é por isto que a Deus nos dá esse grande presente. “Portanto, peço-vos: estudai o catecismo com paixão e perseverança!”
“ESPERO QUE MUITOS SE DEIXEM CATIVAR POR ESTE LIVRO”

Confira as Palavras do Santo Padre, Papa Bento XVI sobre o Youcat:
Queridos jovens amigos! Hoje aconselho-vos a leitura de um livro extraordinário.
É extraordinário pelo seu conteúdo mas também pelo modo em que se formou, que desejo explicar-vos brevemente, para que se possa compreender a sua particularidade. Youcat teve origem, por assim dizer, de outra obra que remonta aos anos 80. Era um período difícil para a Igreja e para a sociedade mundial, durante o qual surgiu a necessidade de novas orientações para encontrar o caminho rumo ao futuro. Após o Concílio Vaticano II (1962-1965) e no mudado clima cultural, muitas pessoas já não sabiam correctamente no que os cristãos deveriam acreditar exactamente, o que a Igreja ensinava, se ela podia ensinar algo tout court e como tudo isto podia adaptar-se ao novo clima cultural.
O Cristianismo como tal não está superado? Pode-se ainda hoje racionalmente ser crente? Estas são as questões que muitos cristãos se formulam até nos nossos dias. O Papa João Paulo II optou então por uma decisão audaz: deliberou que os bispos do mundo inteiro escrevessem um livro com o qual responder a estas perguntas.
Ele confiou-me a tarefa de coordenar o trabalho dos bispos e de vigiar a fim de que das suas contribuições nascesse um livro – quero dizer, um livro verdadeiro e não uma simples justaposição de uma multiplicidade de textos. Este livro devia ter o título tradicional de Catecismo da Igreja Católica e todavia ser algo absolutamente estimulante e novo; devia mostrar no que a Igreja Católica crê hoje e de que maneira se pode acreditar de modo racional. Assustei-me com esta tarefa e devo confessar que duvidei que algo semelhante pudesse ter bom êxito. Como podia acontecer que autores espalhados pelo mundo pudessem produzir um livro legível?
Como podiam homens que vivem em continentes diversos, e não só sob o ponto de vista geográfico, mas inclusive intelectual e cultural, produzir um texto dotado de uma unidade interna e compreensível em todos os continentes?
A isto acrescentava-se o facto de que os bispos deviam escrever não simplesmente como autores individuais, mas em representação dos seus irmãos e das suas Igrejas locais.
Devo confessar que até hoje me parece um milagre o facto de que este projecto no final se realizou. Encontrámo-nos três ou quatro vezes por ano por uma semana e debatemos apaixonadamente sobre cada parte do texto, na medida em que se desenvolvia.
Como primeira atitude definimos a estrutura do livro: devia ser simples, para que cada grupo de autores pudesse receber uma tarefa clara e não forçar as suas afirmações num sistema complicado. É a mesma estrutura deste livro; ela é tirada simplesmente de uma experiência catequética de um século: o que cremos / de que modo celebramos os mistérios cristãos / de que maneira temos a vida em Cristo / de que forma devemos rezar. Não quero explicar aqui o modo como debatemos sobre a grande quantidade de questões, até chegar a compor um livro verdadeiro. Numa obra deste género são muitos os pontos discutíveis: tudo o que os homens fazem é insuficiente e pode ser melhorado, e não obstante, trata-se de um grande livro, um sinal de unidade na diversidade. A partir das muitas vozes pôde-se formar um coro porque tínhamos a comum partitura da fé, que a Igreja nos transmitiu desde os apostólos, através dos séculos até hoje.
Por que tudo isto?
Desde a redacção do CIC, tivemos que constatar que não só os continentes e as culturas das suas populações são diferentes, mas também no âmbito de cada sociedade existem diversos “continentes”: o trabalhador tem uma mentalidade diferente do camponês; um físico de um filólogo; um empresário de um jornalista, um jovem de um idoso. Por este motivo, na linguagem e no pensamento, tivemos que nos colocar acima de todas estas diferenças e, por assim dizer, buscar um espaço comum entre os diferentes universos mentais; com isto tornamo-nos cada vez mais conscientes do modo como o texto exigia algumas “traduções” nos diversos mundos, para poder alcançar as pessoas com as suas mentalidades diferentes e várias problemáticas.
 Desde então, nas jornadas mundiais da juventude (roma, toronto, colónia, sydney) reuniram-se jovens de todo o mundo que querem acreditar, que estão em busca de deus, que amam cristo e desejam caminhos comuns. Neste contexto perguntámo-nos se não deveríamos traduzir o catecismo da igreja católica na língua dos jovens e fazer penetrar as suas palavras no seu mundo. Naturalmente, também entre os jovens de hoje existem muitas diferenças; assim, sob a comprovada guia do arcebispo de viena, christoph schönborn, formou-se um youcat para os jovens.
Espero que muitos se deixem cativar por este livro.
Algumas pessoas dizem-me que o catecismo não interessa à juventude moderna; mas não acredito nesta afirmação e estou certo de que tenho razão. A juventude não é tão superficial como é acusada de o ser; os jovens querem saber deveras no que consiste a vida. Um romance policial é empolgante porque nos envolve no destino de outras pessoas, mas que poderia ser também o nosso; este livro é cativante porque nos fala do nosso próprio destino e portanto refere-se de perto a cada um de nós.
Por isso, exorto-vos: estudai o catecismo! Estes são os meus votos de coração.este subsídio ao catecismo não vos adula; não oferece fáceis soluções; exige uma nova vida da vossa parte; apresenta-vos a mensagem do evangelho como a “pérola de grande valor” (mt 13, 45) pela qual é preciso dar tudo.
Portanto, peço-vos: estudai o catecismo com paixão e perseverança! Sacrificai o vosso tempo por ele! Estudai-o no silêncio do vosso quarto, lede-o em dois, se sois amigos, formai grupos e redes de estudo, trocai ideias na internet. Permanecei de qualquer modo em diálogo sobre a vossa fé! Deveis conhecer aquilo em que credes; deveis conhecer a vossa fé com a mesma exatidão com a qual um perito de informática conhece o sistema operativo de um computador; deveis conhecê-la como um músico conhece a sua peça; sim, deveis ser muito mais profundamente radicados na fé do que a geração dos vossos pais, para poder resistir com força e decisão aos desafios e às tentações deste tempo. Tendes necessidade da ajuda divina, se a vossa fé não quiser esgotar-se como uma gota de orvalho ao sol, se não quiserdes ceder às tentações do consumismo, se não quiserdes que o vosso amor afogue na pornografia, se não quiserdes trair os débeis e as vítimas de abusos e violência.
Se vos dedicardes com paixão ao estudo do catecismo, gostaria de vos dar ainda um último conselho: sabei todos de que modo a comunidade dos fiéis recentemente foi ferida por ataques do mal, pela penetração do pecado no seu interior, aliás, no coração da Igreja. Não tomeis isto como pretexto para fugir da presença de Deus; vós próprios sois o corpo de Cristo, a Igreja! Levai o fogo intacto do vosso amor a esta Igreja todas as vezes que os homens obscurecerem o seu rosto. “Sede diligentes, sem fraqueza, fervorosos de espírito, dedicados ao serviço do Senhor” (Rm 12, 11).
Quando Israel se encontrava no ponto mais obscuro da sua história, Deus chamou em seu socorro não os grandes e as pessoas estimadas, mas um jovem de nome Jeremias; ele sentiu-se chamado a uma missão demasiado grande: “Ah! Senhor Javé, não sou um orador, porque sou ainda muito novo!” (Jr 1, 6). Mas Deus replicou: “Não digas: sou ainda muito novo – porquanto irás aonde Eu te enviar, e dirás o que Eu te mandar” (Jr 1, 7).
Abençoo-vos e rezo cada dia por todos vós.