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quinta-feira, 10 de julho de 2014
Ateus Oferecem 5 Euros por Cada Crucifixo Retirado de um Lugar Público na Espanha
MADRI, 09 Jul. 14 / 01:44 pm (ACI/EWTN Noticias).- Por cada símbolo religioso que seja retirado de lugares públicos na Espanha, a Associação Valenciana de Ateus e Pensadores Livres pagará cinco euros.
A campanha “Retire um crucifixo dos serviços públicos”, pretende incentivar com pensamentos e economicamente o cumprimento da aconfessionalidade do Estado definida pela Constituição. Escolas, hospitais, quartéis, fóruns, prefeituras, centenas de edifícios são alvos desta campanha que, com um orçamento total de 2.500 euros, espera retirar 500 crucifixos.
"Queremos devolver os símbolos religiosos a seu lugar natural, que são as Igrejas, os templos ou os conventos. Os crucifixos que recolhamos, colocaremos em instituições religiosas que é onde eles devem estar", explica Antonio Pérez Solís, presidente da associação. Segundo pesquisa do CIS de abril de 2014, 26,1% da população espanhola se declara não crente, agnóstica ou ateia.
O procedimento de retirada dos símbolos parece simples. “A campanha inclui qualquer organismo estatal, autonômico ou local que realize sua função na Comunidade Valenciana. O responsável pelo centro é quem entrará em contato com a associação. Não podemos pedir a um empregado que retire o crucifixo porque não tem a faculdade de fazê-lo e se mete em uma confusão”, explica Solís. “Estarão pelo trabalho os diretores dos centros?”.
O governo regional de Valência, regido pelo Partido Popular, – liberal- exigiu em numerosos centros públicos, (escolas, hospitais, etc) que se retirem os símbolos religiosos com base na “aconfessionalidade do Estado refletida na Constituição”. A campanha defende a laicidade porque “qualquer pessoa pode levar símbolos ou textos sagrados de sua confissão onde quer que vá sem necessidade de que o Estado os proporcione”.
A Associação Valenciana de Ateus e Librepensadores recorda que "os símbolos religiosos não têm nenhuma funcionalidade objetiva que ajude a prestar um serviço público melhor ou de forma mais eficiente".
O presidente da Associação Valenciana de Ateus e Pensadores Livres, –que recebe uma subvenção oficial- acrescenta que “é nas zonas rurais onde mais continuam fazendo uso desses símbolos religiosos em dependências públicas, sobretudo, nas escolas e bibliotecas porque dizem que não vulnera o direito dos pais à livre educação”.
Fonte: ACI Digital
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sábado, 23 de abril de 2011
Estudante Atéia Processa Cidade Por Oração em Banner de Escola Em Que Estuda
A escola Rhole Island, nos Estados Unidos, está sendo processada por uma aluna atéia, Jessica Ahlquist, de 15 anos, que se sente ofendida com um bandeira que fica no interior do auditório do colégio com uma oração pintada.
Os dizeres da faixa não fala sobre nenhuma religião, apenas incentiva os alunos a se esforçar academicamente, serem bondosos, honestos, mostrarem desportivismo e buscarem honrar a escola. Mas como começa com “Nosso Pai Celestial” e termina com “Amém” a garota diz que as frases excluem não só a ela como outros alunos que não acreditam em um pai celestial.
Representando a jovem legalmente está a American Civil Liberties Union (União Americana pelas Liberdades Civis) que entrou com um processo federal também contra a cidade de Cranston na segunda-feira contestando a constitucionalidade do mural de oração.
“A presença da oração na escola promove e defende os ideais do Cristianismo e do conceito de um único ‘Pai Celestial,’” afirmou Ahlquist no processo. “Eu acredito firmemente que não deveria estar em exibição em uma escola pública e está em violação direta aos meus direitos civis e aos de outros alunos.”A bandeira foi colocada na escola em 1963 – como um presente da primeira turma – mas a polêmica foi primeiramente causada em julho passado, quando a ACLU pediu às autoridades locais para que a escola de Cranston West High School removesse a oração, dizendo que ele violava a Primeira Emenda e separação de Igreja e do Estado.
Vários pais de Cranston West chamaram a ACLU e opuseram-se à exibição de oração. Várias audiências públicas aconteceram e a última resultou em votação 4-3 para manter a oração postada no campus, apesar das advertências sobre os custos de futuros pleitos.
Diante da repercussão dos fatos o bispo Thomas J. Tobin, chefe da diocese Católica Romana de Providence, acusou o ACLU de envolver-se nas “pequenas brigas tolas” e escreveu no mês passado no jornal semanal da diocese que o sindicato deve passar para questões mais importantes que as liberdades civis foram realmente ameaçadas.
“Por que essa inspiração pode ofender alguém? Porque começa com uma referência genérica “Nosso Pai Celestial” e termina com ‘Amém’? O uso da nossa moeda nacional carrega um sentimento muito mais religioso – ‘In God We Trust (Em Deus Confiamos).’ E eu suponho que detêm os seus ouvidos durante o canto de “God Bless America,” Tobin escreveu.
O prefeito de Cranston, Allan W. Fung, disse em uma entrevista ao site da MSNBC que apoia a bandeira postada na escola, pois acredita que ela enviou uma mensagem importante para muitos dos alunos. Ele também informa que não teria motivos de processar a cidade já que escola tem direitos de tomar decisões separadas do município.
Enquanto o processo não é julgado os advogados da ACLU pediram ao tribunal que proíba a oração que está sendo exibida na presença dos estudantes. A cidade teria que cobrir a bandeira de tal maneira que não pudesse ser facilmente removida.
Eles também pediram ao tribunal a concessão de indenizações de caráter compensatório, incluindo os juros, por danos à Ahlquist, juntamente com honorários advocatícios e custos relacionados.
The Christian Post
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domingo, 16 de janeiro de 2011
Dilma Retira Bíblia e Crucifixo de Seu Gabinete
A presidente também trocou móveis para deixar o ambiente "mais confortável". Os estofados coral, usados no Palácio do Catete no governo Vargas, foram substituídos por poltronas e um sofá da linha Navona, do arquiteto Sergio Rodrigues.
Dilma começou a trabalhar às 9h30. O primeiro compromisso é com Helena Chagas (Comunicação Social) para se informar; a seguir, com o chefe de gabinete, Gilles Azevedo; depois com Antonio Palocci (Casa Civil).
A presidente não tolera atrasos. Pede objetividade e não gosta de expressões como "eu acho". Apesar do estilo rígido, um interlocutor que acompanhou os primeiros dias de Lula no poder diz que a sensação é de que Dilma está "mais à vontade".
No período inicial, uma semelhança entre eles: Lula priorizou a agenda interna. Dilma faz o mesmo ao ter o trabalho dominado por reuniões com ministros.
Folha de São Paulo
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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
A Campanha Ateísta Explicada
Desde domingo, 12 de dezembro de 2010, por iniciativa da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos, acontece a chamada “campanha dos ônibus ateus” [1]. A campanha já passou por diversos países como Estados Unidos, Reino Unido e Espanha. Outras ações como esta têm acontecido no mundo.
Alguns ônibus em Salvador (BA) e Porto Alegre (RS) exibirão mensagens expondo o ponto de vista de ateus e agnósticos sobre temas como fé e moralidade. A campanha tem como slogan: “Diga não ao preconceito contra ateus”, com imagens e frases polêmicas. Uma delas afirma: “A fé não dá respostas. Ela só impede perguntas”. Em outra, aparecem Adolf Hitler como crente e Charles Chaplin como ateu, ilustrando o texto “religião não define caráter”.
A iniciativa traz ainda a foto de um avião atingindo o World Trade Center, com os dizeres: “Se Deus existe, tudo é permitido” - em referência à famosa citação, de forma contrária, do romance “Irmãos Karamazov”, de Dostoievski: “Se Deus não existe, tudo é permitido” ou “Se Deus não existe, então, eu sou deus”.
Segundo o presidente da entidade, Daniel Sottomaior, a campanha é para chamar a atenção da sociedade e tirar 2% de ateus da invisibilidade, pois muitos têm medo de se manifestar por causa do preconceito contra eles.
O presidente da Sociedade Israelita Brasileira de Cultura e Beneficência e responsável pelo ‘Blog das Religiões’, em zerohora.com, Guershon Kwasniewski, diz que “a manifestação é válida, desde que não haja ofensas. “Vivemos em uma sociedade com liberdade de expressão. Todo aquele que quer se manifestar, crente ou não em Deus, tem o direito sempre que não ofenda aquele que não pense do mesmo jeito”.
Direito de expressão
De fato, é fundamental que o direito de expressão seja garantido desde que não se desrespeite as pessoas e as crenças de cada um. Que o debate seja livre e respeitoso, conduzido pela razão e não pelo fanatismo ou emoção, a fim de que a verdade apareça.
Jesus disse que a verdade nos libertará (cf. João 8,32) e São Paulo afirmou que “Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4). Nós católicos acreditamos que a verdade religiosa é aquela que a Igreja ensina, pois o apóstolo dos gentios também escreveu que “a Igreja é a coluna e o alicerce da verdade” (cf. I Tm 3,15); uma vez que ela aprendeu essa verdade com “Aquele que é a Verdade” (cf. João 14,6).
Por essa razão, defendemos a verdade ensinada pela nossa fé, mas fazemos isso sem discriminar, ofender ou menosprezar aqueles que discordam de nós. Acima de nossas divergências espirituais devem estar a nossa educação e o respeito por cada pessoa.
Sobre o ateísmo e essa campanha, temos o direito de rebater alguns pontos. Em primeiro lugar, nos parece muito perigoso uma generalização que está sendo feita no sentido de que grandes catástrofes provocadas pelo homem, como a queda das torres gêmeas dos EUA, seja culpa da crença em Deus. Pode ser que alguma religião possa se apoiar em Deus para usar da violência, mas a fé católica jamais aceita isso; pelo contrário; Jesus a proibiu terminantemente. O Cristianismo não pode ser acusado de usar hoje da violência. O Sermão da Montanha, que é a “Constituição do Reino de Cristo”, é a carta do amor e da mansidão, do perdão e da paz. A Igreja se empenha pela paz no mundo.
O Cristianismo se impôs ao mundo romano e o conquistou pela força da fé e da caridade, sem derramar sangue dos opositores. Diferentemente disso, durante quase três séculos o sangue de milhares de mártires foi derramado; até de mulheres e crianças. Tertuliano (†220) chegou a escrever ao imperador Antonino Pio para lhe dizer que não adiantava matar os cristãos, porque “o sangue dos mártires era semente de novos cristãos”.
Lamentavelmente, alguns filhos da Igreja, imperadores e reis, até papas e bispos que parecem não ter assimilado bem a doutrina do Mestre, lançaram mão da violência em alguns períodos da história passada, o que levou o Papa João Paulo II a pedir perdão ao mundo pelos pecados desses filhos da Igreja, no Jubileu do ano 2000. Mas há muito tempo a Igreja não aceita a violência, abomina todo tipo de guerra e de discriminação humana. Portanto, não se pode colocar a religião, de modo geral, como “causa” da violência atual. Líderes de várias religiões têm se reunido com o Santo Padre pela paz.
Por outro lado, não é verdade o que diz a campanha do ateísmo que “A fé não dá respostas. Ela só impede perguntas”. A fé católica nos dá respostas às nossas perguntas, mesmo que os não católicos não as aceitem. O Catecismo da Igreja e o Compêndio do Catecismo são verdadeiros “catálogos de respostas” às questões mais angustiantes do ser humano. Basta lê-los.
Não é verdade também que a Igreja e a nossa fé “impedem perguntas”. Elas estão sempre prontas para respondê-las. No entanto, parece que a resistência da fé católica em manter intactos os princípios recebidos de Cristo faça com que alguns pensem errôneamente que ela impeça perguntas. Não, ela apenas não aceita mudar a verdade que Cristo nos ensinou, tanto no campo da fé quanto no da moral, pois a verdade não muda. O Teorema de Pitágoras já tem 2.400 anos e até hoje ninguém conseguiu desmenti-lo; porque é uma verdade.
A mensagem da campanha, que traz Adolf Hitler como crente e Charles Chaplin como ateu, dizendo que “religião não imprime caráter”, não é verdadeira. A fé católica imprime caráter, sim. Hitler estava havia anos luz de distância de ser cristão como querem alguns. O nazismo matou cerca de 2 mil padres. O ditador nazista queria assassinar o Papa Pio XII [2]. Portanto, usar Hitler como exemplo de “crente” não é coerente. Por outro lado, Stalin, Lenin, e outros comunistas russos ateus condenaram cerca de cem milhões à morte. [3]
A fé católica imprime caráter, seriedade, honradez, honestidade, pureza e santidade, mesmo que nem todos os católicos deem prova disso. Os Evangelhos e as Cartas dos Apóstolos não se cansam de lembrar aos fiéis sobre a busca da santidade. Falta espaço para relatar tudo. Não matar, não roubar, não desejar a mulher do próximo, não cobiçar as coisas alheias, amar o próximo como a ti mesmo… Todo o Evangelho e as Cartas dos Apóstolos são um compêndio de moral, pois condenam veementemente os pecados capitais: soberba, ganância, impureza, gula, ira, inveja, preguiça, maledicência, etc. Como negar isso? Milhares se santificaram nessa doutrina.
Sobre a campanha
Por isso, e por outras coisas, nos parece vazia a argumentação da campanha. Além do mais, Deus não é um mito nem um “delírio” como quer o Dr. Richard Dawkins. O Natal não é um mito. Deus é uma realidade. Sem Ele não existiria o universo e cada um de nós. O ateísmo jamais poderá explicar isso. O senhor “Acaso” não existe. Tudo o que existe fora do nada é parte de um plano.
Dr. Francis Collins, coordenador do maior projeto de biotecnologia desenvolvido até hoje – Projeto Genoma – disse à Revista Veja: “Eu acredito que o ateísmo é a mais irracional das escolhas” [4]. Alguns biólogos – Prêmios Nobel – ilustram isso, vejamos alguns exemplos [5]:
“Todo ser vivo possui o próprio programa gravado em fitas DNA, mediante a qual se autoconstrói e a seguir funciona. Desvenda-se assim o segredo da vida. Não existe maior maravilha.”
[Dr. Marshall W. Nirenberg, Prêmio Nobel de Fisiologia – Medicina em 1968 pela interpretação do código genético e sua função na síntese das proteínas].
———————————–
“As maravilhas de nossa técnica estão a nível de brinquedos infantis, se comparadas com as da natureza.”
[Dr. George Wald, Prêmio Nobel de Fisiologia – Medicina em 1967 pelas descobertas referentes aos processos visuais fisiológico e químico no olho.]
——————————
“Se as fitas DNA de um homem – de um só – fossem unidas linearmente, poderiam circunscrever todo o Sistema Solar.”
[Dr. Francis Compton Crick, Prêmio Nobel de Fisiologia – Medicina em 1962, por suas descobertas referentes à estrutura molecular dos ácidos nucléicos e seu significado para a transferência de informação em material vivo].
————————————–
“Com o átomo de um bilhão de estrelas, o acaso cego não conseguiria produzir sequer uma proteína útil para a vida”.
[Dr. Adolf Butenandt, Prêmio Nobel em Química, em 1938, por seu trabalho sobre os hormônios sexuais.]
——————————————–
“A programação nas fitas DNA ativa a célula como se fosse uma microscópica fábrica ultra-automatizada e cibernética. Movimenta-a de maneira inconcebivelmente exata, veloz e bem organizada.
[Dr. George Beadle, Prêmio Nobel de Fisiologia – Medicina, em 1958, por suas descobertas que os genes agem regulando definidos eventos químicos.]
——————————————
“Chegou-nos uma mensagem dos abismos do tempo”.
[Dr. Jacques Monod, Prêmio Nobel, em 1965 por suas pesquisas sobre as células da vida.]
[Dr. Marshall W. Nirenberg, Prêmio Nobel de Fisiologia – Medicina em 1968 pela interpretação do código genético e sua função na síntese das proteínas].
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“As maravilhas de nossa técnica estão a nível de brinquedos infantis, se comparadas com as da natureza.”
[Dr. George Wald, Prêmio Nobel de Fisiologia – Medicina em 1967 pelas descobertas referentes aos processos visuais fisiológico e químico no olho.]
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“Se as fitas DNA de um homem – de um só – fossem unidas linearmente, poderiam circunscrever todo o Sistema Solar.”
[Dr. Francis Compton Crick, Prêmio Nobel de Fisiologia – Medicina em 1962, por suas descobertas referentes à estrutura molecular dos ácidos nucléicos e seu significado para a transferência de informação em material vivo].
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“Com o átomo de um bilhão de estrelas, o acaso cego não conseguiria produzir sequer uma proteína útil para a vida”.
[Dr. Adolf Butenandt, Prêmio Nobel em Química, em 1938, por seu trabalho sobre os hormônios sexuais.]
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“A programação nas fitas DNA ativa a célula como se fosse uma microscópica fábrica ultra-automatizada e cibernética. Movimenta-a de maneira inconcebivelmente exata, veloz e bem organizada.
[Dr. George Beadle, Prêmio Nobel de Fisiologia – Medicina, em 1958, por suas descobertas que os genes agem regulando definidos eventos químicos.]
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“Chegou-nos uma mensagem dos abismos do tempo”.
[Dr. Jacques Monod, Prêmio Nobel, em 1965 por suas pesquisas sobre as células da vida.]
Professor Felipe Aquino
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Campanha de Ateus Chega ao Brasil
A Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos) veicula a partir de hoje campanha publicitária para dizer que Deus pode não existir.
As peças de propaganda, com frases como "Religião não define caráter" e "A fé não dá respostas. Ela só impede perguntas", circularão em ônibus de Salvador e Porto Alegre por um mês.
"O prazo pode se estender, se tivermos doações", diz Daniel Sottomaior, da Atea.
A campanha teve início no Reino Unido em 2009 e se espalhou por outros países, com resultados distintos.
Nos EUA e na Espanha, a iniciativa deu certo, provocando a esperada polêmica. Na Itália, a veiculação foi proibida. Na Austrália, a companhia responsável por anúncios em ônibus se recusou a exibi-los.
Algo parecido aconteceu em São Paulo. Depois que conheceu o conteúdo dos anúncios, já após a assinatura do contrato, a empresa que os veicularia se negou a fazê-lo, alegando que a legislação proíbe temas religiosos. A Atea avalia a possibilidade de uma ação judicial.
Metade dos cerca de R$ 10 mil utilizados na campanha brasileira vem de pequenas doações e de recursos da própria instituição. A outra metade vem de um único doador paulista que prefere permanecer anônimo.
Fonte: Folha de São Paulo
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segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Intelectual Ateu Pede Ajuda Para Cristãos Perseguidos
Bernard-Henri Lévy é um pensador ateu considerado como referência intelectual da chamada nova esquerda. Em um artigo publicado no jornal italiano Corriere della Sera ele afirma que é necessário defender os cristãos perseguidos em todo mundo, começando por Asia Bibi, a mulher condenada a morrer no Paquistão acusada de blasfêmia.
No artigo publicado esta quarta-feira titulada “Defender a todos os perseguidos começando pelos cristãos do Oriente, o intelectual francês assinala que “recentemente eu declarei, à margem de uma conversação com um jornalista da agência espanhola EFE, que hoje os cristãos constituem, em escala planetária, a comunidade mais constante, violenta e impunemente perseguida”.
Esta frase, escreve, “surpreendeu, e provocou certa agitação aqui e lá”. Para provar sua afirmação enumera diversos casos como o recente massacre contra os siro-católicos no Iraque onde morreram 58 pessoas, a proibição do culto cristão no Irã, a perseguição anti-cristã na Franja de Gaza, no Sudão, contra os evangélicos no país africano de Eritréia, o assassinato recente de um sacerdote no Congo e a perseguição violenta contra os cristãos na Índia.
Lévy se referiu também à perseguição contra os cristãos no Egito e na Argélia, países majoritariamente muçulmanos, e como ainda existem regimes comunistas no mundo que não permitem a plena liberdade de culto como Cuba, a Coréia do Norte e a China.
Depois de rechaçar o anti-semitismo e recordar que os judeus também foram perseguidos, mas que isto sim é condenado, o pensador recorda que o Papa Bento XVI elevou a voz para defender aos cristãos do Oriente que têm feito tanto pela riqueza espiritual da humanidade.
Ante os cristãos perseguidos, explica Lévy, cabe uma de duas atitudes: “ou a pessoa se adere à doutrina criminal e louca que faz competição entre as vítimas (para cada um os seus próprios mortos, a cada um a própria memória e, entre uns e outros, a guerra de mortos e memórias) e nos preocupamos só pelas ‘próprias’ vítimas. Ou se repudia isto (sabemos que em todo coração há suficiente espaço para compaixão, luto e solidariedade não menos fraternos)”.
E com essa mesma energia com a que se rechaça esta doutrina criminal, continua o intelectual ateu, “(quase digo com a mesma fé), denuncia-se o ódio planetário, a onda homicida da que são vítimas os cristãos, cuja velha condição de representantes da religião dominante, ou em todo caso, mais poderosa, impede de tomar verdadeira consciência”.
Finalmente Lévy questiona: “existe acaso permissão para matar quando se trata dos fiéis do ‘Papa alemão’? Uma permissão para oprimir, humilhar, martirizar, em nome de outra guerra das civilizações não menos odiosa que a primeira?”
“Pois não –conclui–. Hoje é necessário defender os cristãos”.
Fonte: ACI
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segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Ateus Suiços Querem Proibir Crianças e Adolescentes de Ler a Bíblia
O jornal suiço Aargauer Zeitung, no artigo intitulado ”Um novo ataque contra a Igreja”, disse que o movimento ateísta Freethinkers [Pensadores livres] alega que a Bíblia relata muitas cenas “cruéis” e ”pornográficas”, e por isso exigem a proibição da Bíblia para crianças e adolescentes na Suíça.
O líder do Freethinkers, Reta Kaspar, exigiu a proibição do acesso fácil à Bíblia para crianças até que elas completem 16 anos. “A Bíblia não oferece respostas para os problemas atuais e vitais que enfrentamos diariamente”, insistiu o “pensador livre “. Gaspar disse que a Igreja insiste numa fraude quando propõe às crianças lerem a Bíblia depois de uma censura prévia de alguns textos bíblicos, deixando apenas coisas bonitas e inofensivas.
Walter Müller, porta-voz da Conferência Episcopal Suíça (CES), respondeu às críticas dos ateus, observando que estudiosos contemporâneos são capazes de classificar de forma independente os textos bíblicos, sob o ponto de vista religioso e histórico. O porta-voz dos bispos suíços acrescentou ainda que a sociedade deve ser tolerante com adversários da Igreja, como grupos ateus, pois eles não podem ser excluídos do espaço público.
Contudo, na última década, a religiosidade na Suíça teve mudanças significativas: as duas principais confissões, católicos e protestantes, mostram uma diminuição de seus fiéis. Em contraste com essa baixa de fiéis, o último censo mostrou um aumento de 11% das pessoas que declararam não pertencer a nenhuma igreja ou religião.
De acordo com especialistas, esse número não reflete necessariamente uma convicção anti-religiosa na Suíça. Muitos dos que dizem não professar nenhuma religião fazem isso para fugir do imposto eclesiástico vigente no país.
Fonte: Cristianos.com
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